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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Judiaria de Belmonte

Belmonte é, talvez, a terra portuguesa onde a presença dos judeus é mais forte, destacando-se por ter sido um caso singular, no território peninsular, de permanência da cultura e da tradição hebraicas desde o início do século XVI até aos dias de hoje. A comunidade judaica está aí estabelecida desde a Idade Média. Em 1297 terá sido inaugurada a primeira sinagoga da vila, que posteriormente foi adaptada ao culto cristão. Com o édito de expulsão de D. Manuel, manteve-se em Belmonte um grupo de criptojudeus que subsiste até à actualidade.
Apesar das perseguições de que, não poucas vezes, eram alvo, estes Filhos de Israel mantiveram os costumes básicos do Judaísmo até ao presente, subsistindo numa comunidade fechada, onde as tradições eram passadas oralmente de pais para filhos. O isolamento levou a que esta comunidade perdesse o uso comum do hebraico e muitos dos ritos religiosos, mas permitiu que a base religiosa do judaísmo fosse mantida. Somente em 1989 os sefarditas belmontenses regressaram de forma efectiva ao Judaísmo, fundando oficialmente a Comunidade Judaica de Belmonte.
Findas as perseguições da Inquisição e terminados os processos de integração católica que diluíram a totalidade das muitas comunidades existentes, veio a descobrir-se que nesta vila estavam vivas as tradições, a organização e a estrutura religiosa dos últimos judeus secretos de Portugal. Belmonte é, no limiar do século XXI, a última comunidade peninsular de origem Cripto-Judaica a sobreviver enquanto tal. São cerca de 200 pessoas, quase 10% dos habitantes da vila.
A antiga judiaria de Belmonte, situar-se-ia em torno da actual Rua Direita e Rua Fonte da Rosa (esta primitiva Rua da Judiaria). Ao cimo da Rua Direita, a norte, existe ainda uma praça, esta das mais antigas de Belmonte, que conserva muito da sua arquitectura primitiva. Nela podem observar-se pequenas casas de granito, térreas, com pequenas aberturas e com cruzes nas ombreiras.
Ao entrar em Belmonte, suba ao castelo e, a partir do largo, desça a Calçada Romana para entrar na antiga judiaria. Percorra as casas das ruas Direita e Fonte da Rosa, onde pode ver nos umbrais das pequenas casas de granito marcas na pedra, testemunho da história destes judeus obrigados a viver em segredo. Dirija-se até à Sinagoga Bet Eliahu, edificada sobre um promontório num extremo da vila que abre para o vale, projectada pelo Arquitecto Neves Dias e dedicada em 1996. Na Rua da Portela pode ainda visitar o Museu Judaico de Belmonte, que no seu espaço dá a conhecer a história dos judeus portugueses, a sua integração na sociedade medieval portuguesa, os rituais e costumes públicos e privados das comunidades, e a história, perseguição e persistência dos cristãos-novos.

Ler mais:
http://www.redejudiariasportugal.com/index.php/pt/cidades/belmonte
http://www.centerofportugal.com/pt/o-judaismo-portugues-hoje-belmonte-a-nacao-judaica/
https://beira.pt/turismo/judiarias/judiaria-de-belmonte/
http://questomjudaica.blogspot.com/2013/12/belmonte.html

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Museu Judaico de Belmonte

O Museu Judaico de Belmonte é um museu localizado em Belmonte que retrata a longa história da comunidade judaica na região, que resistiu a longos anos e séculos de perseguição religiosa. É o primeiro museu deste género em Portugal, localizado no último reduto da comunidade criptojudaica aí instalada por volta do século XV.
Trata-se de um museu que pretende retratar a História dos Judeus no nosso país, a sua integração na sociedade portuguesa e o seu valioso contributo ao nível da cultura, da arte, da literatura e do comércio.
O museu, inaugurado em abril de 2005, complementa-se também com a sinagoga existente na vila e com os próprios judeus de Belmonte, actualmente mais abertos ao exterior, mas que durante décadas se “fecharam” nos seus rituais religiosos.
O Museu Judaico tem mais de 30 mil visitantes por ano. Os conteúdos têm sido constantemente mudados e aprofundados, numa dinâmica rigorosa e muito interessante e que faz do museu um dos melhores do género em toda a Península Ibérica.
Aliás, o reconhecimento internacional tem sido notório. Os elogios são muitos, tal como as distinções. Uma das últimas veio do jornal britânico Telegraph, que colocou o museu na lista dos 50 melhores pequenos museus da Europa.

Ler mais:
https://cm-belmonte.pt/diretorio/museu-judaico/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Judaico_de_Belmonte
https://www.publico.pt/2017/07/31/local/noticia/museu-judaico-de-belmonte-renovado-e-com-maior-aposta-na-comunidade-judaica-local-1780890

sábado, 16 de junho de 2018

Torre de Centum Cellas

A Torre de Centum Cellas (ou Centum Cellæ), antigamente também denominada como Torre de São Cornélio, localiza-se no monte de Santo Antão, freguesia do Colmeal da Torre, concelho de Belmonte.

As ruínas situam-se numa área particularmente fértil e próxima da confluência da Ribeira de Gaia com o Rio Zêzere, cujos aluviões metalíferos sabemos terem sido explorados desde épocas bastante recuadas. 

O monumento, em si, apresenta-se como um dos mais emblemáticos, mas ao mesmo tempo dos mais enigmáticos de todos quantos existem na Beira Interior e se atribuem à presença romana no nosso território.
A sua funcionalidade tem dado lugar a diversas interpretações, ao longo dos anos, por diversos investigadores; templo, prisão, praetorium de um acampamento romano, mansio ou mutatio (albergaria para descanso dos viajantes), villa romana. De acordo com os estudos feitos após as escavações efectuadas na década de 90, seria uma vila romana do Século I d.C., propriedade de Lucius Caecilius e dos seus descendentes que se dedicariam à exploração agrícola e de estanho que abundava nesta Região. A Torre compunha-se de dois andares. No local, são visíveis vestígios de outras estruturas.
A área intervencionada até ao momento contempla somente uma pequena parcela da pars urbana da uilla, que foi parcialmente danificada pela construção da estrada municipal que conduz ao Colmeal da Torre, passando a Norte de Centum Cellas .
Quanto às termas e à pars rustica, as suas zonas ainda não foram objecto de escavação, existindo a forte possibilidade de se encontrarem irremediavelmente perdidas para a investigação, ao terem sido destruídas pela plantação de vinhas, bem como pela construção de habitações recentes. 
Presentemente, e a par das próprias escavações arqueológicas, o IPPAR procede a obras de restauro neste monumento.
Está classificado como Monumento Nacional desde 15 de outubro de 1927.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70345/
http://www.aldeiashistoricasdeportugal.com/o-que-ver/centum-cellas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Centocelas

Forte Jesus de Mombaça