Considerado “Património Nacional”, até aos dias de hoje, o imóvel mantém o seu traço arquitetónico original português.
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioteca_Nacional_de_Moçambique
A Torre de São Sebastião, atual Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, data do início do século XX e foi edificada por iniciativa do aristocrata Jorge O'Neil. Obra notável da arquitetura romântica, a Torre de São Sebastião fascina pela mistura de estilos e por um envolvente misticismo que faz imaginar histórias de outros tempos.
Em 1910, o palácio foi vendido aos Condes de Castro Guimarães que, após procederem a algumas alterações, passaram a habitá-lo grande parte do ano. O bom gosto do casal refletiu-se na aquisição de peças de arte e mobiliário representativos de várias épocas, assim como o seu interesse pela cultura se fez sentir na compra de dois dos elementos mais significativos do acervo do atual museu: um órgão neogótico, construído de encomenda para o Conde e a valiosa Crónica de D. Afonso Henriques, de Duarte Galvão.
Quando faleceu, em 1927, o Conde deixou, em testamento, a casa e propriedade ao Município de Cascais, para que nelas fosse constituída uma Casa-Museu e Jardim Público. O Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães foi oficialmente inaugurado a 12 de julho de 1931, tendo sido durante largos anos o único existente no concelho de Cascais.
Obra-prima do Barroco, a Casa da Livraria foi edificada sob o patrocínio de D João V, adoptando a designação de Biblioteca Joanina em homenagem ao seu patrono.
Em contraste com o pavimento em pedra calcária cinzenta e branca ressaltam os coloridos tectos decorados com alegorias dedicadas ao triunfo da Universidade.
Hoje, são em grande número as pessoas que procuram aquele espaço, integrado no circuito turístico da universidade. Mesmo quando prevenidos para o que vão encontrar, os visitantes não deixam de se surpreender quando transpõem a pequena porta que dá acesso ao piso principal. Boa parte deles vêm do estrangeiro e não esperam encontrar em Portugal uma celebração tão exaltante do livro e do conhecimento. Ficam ainda mais surpreendidos quando lhes dizem que os volumes que se guardam naquele espaço (cerca de 60 mil, todos editados até ao ano de 1800) ainda hoje são objecto de procura.