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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Praia fluvial de Frechas

A praia fluvial de Frechas situa-se nas margens do Rio Tua, na aldeia de Frechas, no concelho de Mirandela.
Sendo uma praia de pequena dimensão, a Praia Fluvial de Frechas tem bandeira azul e é vigiada. O projecto de homologação inclui a construção de um edifício com 60,98 m2 para instalações sanitárias e posto do turismo, pavimentação de 1910 metros com cubos de granito, com prolongamento das redes de água, saneamento e águas pluviais em cerca de 250 metros, execução de estação elevatória, uma execução de 1350 m2 de prado, com plantação de 82 árvores e 32 arbustos, bem como o fornecimento de mobiliário urbano como bancos, mesas, bebedouros e sinalética, além de fornecer a área com um parque infantil, nomeadamente uma torre e um lago de água.
Por seu lado, a aldeia de Frechas e a sua praia fluvial são donas de uma história ímpar, partilhando a sua beleza e grandiosidade com o Rio Tua, que faz destas uma das aldeias mais conhecidas do Concelho de Mirandela.

Ler mais:
http://praiaportugal.com/praia-fluvial-de-frechas/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Praia_Fluvial_de_Frechas

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Ponte de pedra sobre o rio Tuela


Quem circula na estrada nacional nº 206, entre Bouça e Torre de Dona Chama, a cerca de 3 Km a Oeste desta Vila, quando atravessa o rio Tuela, não fica indiferente à existência de uma ponte, cuja ancestralidade se revela no granito dos seus arcos ou na reduzida largura do seu tabuleiro. De facto, a Ponte de pedra sobre o rio Tuela, também referida como Ponte Românica sobre o rio Tuela ou Ponte de Torre de Dona Chama, é uma ponte que ainda hoje cumpre a missão para que foi construída há séculos atrás.

Esta monumental ponte em alvenaria de cantaria de granito é constituída por seis arcos de volta perfeita, com um raio de cerca de 4,4m, reforçados, junto aos pegões, por talhamares que atingem a cota do tabuleiro e que acabam por funcionar também como contrafortes da estrutura. As aduelas dos arcos encontram-se colocadas em cunha sendo bem visíveis as marcas de forfex.
O seu tabuleiro rectilíneo e horizontal, protegido lateralmente por guardas, tem cerca de 100m de comprimento por uma largura de 6,3m e encontra-se a uma altura de cerca de 6,5m acima do leito do rio. 
Eventualmente, esta ponte, junto da qual se encontrou um marco miliário anepígrafo, integraria a via romana que das actuais Léon e Astorga se dirigia a Zamora e Salamanca. 
Durante a Idade Média passaria por aqui um importante eixo viário regional que de Guimarães se dirigia a Bragança. A leste encontra-se ainda o troço de um caminho empedrado com cerca de 800m de comprimento e que se bifurcava a cerca de 300m da ponte.
Desde 1982, a Ponte de pedra está classificada como Monumento Nacional.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70346
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=827
https://www.cm-mirandela.pt/pages/1266/?geo_article_id=148
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_de_pedra_sobre_o_rio_Tuela
http://donachama.blogspot.com/2012/10/ponte-da-pedra_6.html

terça-feira, 15 de maio de 2018

Alheiras de Mirandela

A alheira é um enchido tradicional fumado, cujos principais ingredientes são a carne e gordura de porco, a carne de aves (galinha e/ou peru) e pão de trigo, o azeite e a banha, condimentados com sal, alho e colorau doce e/ou picante. Podem ainda ser usados como ingredientes a carne de animais de caça, a carne de vaca e o salpicão e/ou o presunto envelhecidos.
É um enchido com formato de ferradura, cilíndrico, sendo o interior constituído por uma pasta fina na qual se apercebem pedaços de carne desfiadas e cujo invólucro é constituído por tripa natural, de vaca ou de porco. 
Pensa-se que a origem da alheira remonta aos fins do século XV e princípios do século XVI, estando associada à presença de judeus em Trás-os-Montes. Por estes não comerem carne de porco, não faziam nem fumavam os habituais enchidos. Então, usavam outros tipos de carnes que envolviam numa massa de pão e alho para criar a alheira. A receita acabou por se popularizar entre os cristãos que, por fim, lhe acrescentaram a carne de porco.
Outros defendem que o aparecimento da alheira esteja ligado ao próprio ciclo de produção de fumeiros caseiros, ou simplesmente à necessidade de conservação das carnes dos diversos animais criados e para consumo próprio.
Actualmente a produção de alheiras é um negócio maioritariamente Industrial, mantendo-se, no entanto, a elevada qualidade no processo de produção. Quem quiser provar alheiras mais próximas do seu estado "original" e da sua essência, terá de recorrer à produção artesanal, designadamente nas aldeias do concelho de Mirandela. As alheiras extrapolam actualmente o território transmontano e produzem-se em muito mais regiões do país, ainda que sem a qualidade do local de origem.
O uso da menção Produto Específico obriga a que o enchido seja produzido de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações, o qual inclui, designadamente, o processo de produção.
Na região de origem a norte de Portugal (Trás-os-Montes) a alheira é consumida grelhada, ou assada em lume brando, acompanhada por batata cozida com um fio de azeite, e legumes da época variados. Mais a sul o mais natural é encontrar os menus com a alheira frita, batatas fritas, ovo estrelado e saladas de alface e tomate. Por vezes, é também acompanhada por grelos de couve ou de nabiça. É uma presença habitual nas ementas dos restaurantes de todo o país.
Em setembro de 2011, as Alheiras de Mirandela ganharam honras de fazer parte da declaração oficial das 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa.

Ler mais:
http://www.gastronomias.com/enchidos/alheira.htm
https://asenhoradomonte.com/2016/02/05/historia-e-receita-das-alheiras-de-mirandela/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sete_maravilhas_da_gastronomia


quarta-feira, 9 de maio de 2018

Pelourinho de Abreiro

O Pelourinho de Abreiro localiza-se na freguesia e aldeia de Abreiro, no concelho de Mirandela.
Abreiro recebeu foral logo em 1225, outorgado por D. Sancho II e confirmado por D. Afonso III em 1250. Teve foral novo, dado por D. Manuel, em 1514. O seu pelourinho, localizado num pequeno largo da actual aldeia, terá sido construído na época do foral manuelino, de acordo com a sua tipologia. Levanta-se sobre um soco de três degraus quadrangulares muito rústicos, de pedra aparelhada, e é constituído por base, coluna, capitel e remate, em granito. A base tem secção octogonal, resultante da chanfradura dos ângulos de um paralelepípedo ao alto, com as faces chanfradas (mais estreitas) decoradas com um pequeno motivo em cruz, com dois braços horizontais, junto à base. 
A transição para o fuste faz-se através de uma peça tronco-piramidal de secção octogonal, com rebordo inferior e superior. O fuste é igualmente de secção octogonal, em tambores, e é rematado por um troço de secção idêntica entre dois rebordos salientes, em colarinho, reproduzindo o esquema da base. Sobre este assenta o capitel, de dimensões superlativas, constando de uma série de molduras côncavas, de secção crescente, e de um prisma quadrangular com as faces ornadas de escudos de bico contracurvado. 
A heráldica representada é ilegível em três faces, aparentemente picadas, percebendo-se na quarta as armas nacionais (cinco quinas com bordadura de castelos). O remate é constituído por uma pirâmide de secção quadrada, interceptada no topo por outra, pequena e saliente.
O pelourinho caiu em 1962, tendo sido então reconstruído. As marcas dessa reconstrução são bem visíveis no monumento, particularmente ao longo do fuste, que integra peças de coloração distinta.
Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público no ano de 1933.

Fonte: Câmara Municipal de Mirandela 
(http://www.cm-mirandela.pt/pages/1266/?geo_article_id=151)


Forte Jesus de Mombaça