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domingo, 2 de fevereiro de 2025

Forte Jesus de Mombaça

 


O Forte Jesus é um forte localizado na cidade de Mombaça, no Quénia. Desenhado pelo arquiteto italiano Giovanni Battista Cairati, foi construído entre 1593 e 1596, por ordem do rei Felipe II de Espanha (Filipe I de Portugal e dos Algarves), para guardar o antigo porto da cidade. Trata-se do único forte mantido pelos portugueses na Costa Suaíli (entre Moçambique e Somália) e é reconhecido como a prova da primeira tentativa bem sucedida de uma potência ocidental estabelecer influência sobre as rotas comerciais do Oceano Índico.

O forte apresenta uma forma aproximadamente quadrada, com quatro baluartes nos vértices, sendo considerado uma obra-prima das fortificações militares renascentistas. 

O Forte Jesus foi capturado e recapturado pelo menos nove vezes entre 1631, quando os portugueses o perderam para o sultão Yusuf ibn al-Hasan, e 1895, quando caiu sob domínio britânico, tendo sido convertido numa prisão. 

Em 1958, o Forte Jesus foi transformado em museu nacional. Em 2011 foi declarado Património Mundial pela UNESCO e reconhecido como um dos mais notáveis e bem-preservados exemplos de fortificações militares portuguesas do século XVI. Ainda hoje é a mais visitada atração turística da cidade de Mombaça. 

Fonte:
Wikipedia (inglesa):
https://en.wikipedia.org/wiki/Fort_Jesus

sábado, 14 de novembro de 2020

Forte de São Brás

O Forte de São Brás localiza-se na cidade de Ponta Delgada, nos Açores.
Considerado o mais importante exemplar de arquitetura militar do século XVI e a mais poderosa fortificação da ilha, foi erguido sobre uma ponta no primitivo ancoradouro de ponta Delgada, com a função de sua defesa contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do Oceano Atlântico.
Este forte é uma construção de base poligonal, projeto do italiano Tomaso Benedetti, com quatro baluartes nos ângulos, preparados para receber peças de artilharia e cortinas de muralha baixas, de grande espessura. No seu interior há uma praça de armas e, em seu redor, um conjunto de edifícios de épocas e configurações diversas.
Apresenta planta quadrangular composta por 4 baluartes poligonais irregulares e desiguais entre si, dispostos nos vértices e virados aos pontos cardeais, e cortinas retas, com escarpa exterior em talude, em alvenaria de pedra irregular e cunhais aparelhados, rematada em cordão e parapeito de merlões e canhoneiras, ampliado no século XVIII com 3 baterias - 2 poligonais desiguais, dispostas a nordeste, entre os 2 baluartes, e uma curva disposta a sudeste, entre os flancos dos baluartes -, e no século XIX com quartéis interiores e reforma da porta fortificada. 
Apresenta uma única porta, virada a terra, rasgada no flanco da primeira bateria, sensivelmente a nordeste, com portal de verga reta de moldura almofadada, encimada por cornija contracurva, sobre a qual surge silhar com brasão das armas reais
Ao longo dos séculos, foi sendo alterado com novos acrescentos e transformações. É lá que se situa o Museu Militar dos Açores.

Ler mais:
http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=605&muda_idioma=PT
https://www.cm-pontadelgada.pt/pages/872?poi_id=2536
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_São_Brás_de_Ponta_Delgada
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=8227

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Fortaleza de Peniche

A Fortaleza, ou Praça-forte de Peniche, monumento nacional desde 1938, situa-se nesta cidade, no extremo sul do distrito de Leiria.
Constitui a principal fortificação de um conjunto defensivo de uma parcela da costa portuguesa, que inclui também o Forte da Consolação e o Forte de São João Batista das Berlengas.
Sendo alvo constante de ataques de corsários ingleses, franceses e de Piratas da Barbária, o rei D. Manuel I (1495-1521) encarregou o conde de Atouguia da elaboração de um plano para a defesa daquele trecho do litoral, que foi apresentado ao seu sucessor, D. João III. Os trabalhos foram iniciados pela construção, em 1557, do chamado castelo da vila, estrutura abaluartada, sob a supervisão de D. Luís de Ataíde, concluído por volta de 1570.
No contexto da Guerra de Restauração da Independência, o Conde D. Jerónimo de Ataíde prosseguiu as obras de fortificação de Peniche, sob projetos do engenheiro militar francês Nicolau de Langres.
Foi edificada uma grande fortaleza, de planta estrelada irregular, delimitada por uma cortina de muralhas com baluartes poligonais e uma segunda linha defensiva. A Fortaleza apresenta um traçado abaluartado correspondente à cidadela da vila e praça de guerra, apresentando planta poligonal irregular, constituída por duas estruturas em redente (compostas por dois meios baluartes), um baluarte e respetivas cortinas, um fortim de planta circular e um revelim de proteção à única porta; cercada por fosso aquático na frente de terra e escarpa rochosa na frente de mar. É complementada com frente urbana abaluartada que defende o istmo de Peniche, composta por um forte, quatro meios baluartes, um baluarte e correspondentes cortinas. Apresenta uma otimização das peculiaridades orográficas da região, visível nas diversas construções militares realizadas em torno da península de Peniche, tornando-o numa espécie de ilha inexpugnável.
A fortaleza continuaria a desempenhar um papel fundamental na defesa da costa atlântica ao longo das centúrias, destacando-se a sua importância durante as Invasões Francesas e as Guerras Liberais. Entre 1934 e 1974 o Forte de Peniche foi transformado em prisão de presos políticos do Estado Novo.
O Forte alberga atualmente o Museu Nacional Resistência e Liberdade (sob a alçada do Ministério da Cultura) e o Museu da Cidade (gerido pela autarquia de Peniche).

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71147
http://fortalezas.org/index.php?ct=fortaleza&id_fortaleza=690&muda_idioma=PT
http://www.museunacionalresistencialiberdade-peniche.gov.pt/pt/fortaleza/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a-forte_de_Peniche

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Forte de Santo António de Tavira

O Forte de Santo Antônio de Tavira, também conhecido como Forte do Rato ou Forte da Ilha das Lebres, localiza-se a este do sítio das Quatro Águas, na foz do rio Gilão, junto à barra da cidade de Tavira.
Foi mandado edificar de raiz na segunda metade do século XVI, no reinado de D. Sebastião (1568-1578) de forma a proteger a entrada da barra e, simultaneamente, a cidade de Tavira. Esta construção não se veio a mostrar de grande utilidade uma vez que, ainda durante a sua construção, verificaram-se alterações na linha de costa e, consequentemente, na entrada da barra, a qual se desloca, progressivamente para levante, retirando eficiência defensiva àquela infraestrutura.
Mais tarde, cerca de 1670, foi edificado o Forte de São João, uma nova fortaleza para defesa da barra de Tavira, passando o Forte do Rato a ter um papel secundário na estratégia defensiva. Porém, a antiga fortaleza do Gilão viu a estrutura renovada, uma vez que a sua implantação era essencial para reforçar a linha de fogo do novo baluarte.
A partir das primeiras décadas do século XIX, o número de soldados aquartelados no Forte do Rato foi diminuindo gradualmente, o que levou a um progressivo abandono do espaço e à sua degradação, até que a guarnição foi extinta em 1840.
De planta poligonal abaluartada, no interior da praça distinguem-se ainda os espaço de aquartelamento, o paiol e o poço de abastecimento. Desde a década de 80 do século XX, têm sido levadas a cabo obras de recuperação do espaço, nomeadamente a porta principal e os panos de muralha, bem como de limpeza e sinalização do espaço interno da fortaleza.
No princípio do século XIX só existiam três baluartes voltados a sul, sendo a face norte constituída por um muro corrido e a entrada a meio. O portão de armas rasga-se na frente voltada a terra, sendo acedido primitivamente por uma ponte levadiça sobre um fosso inundado. No seu interior erguiam-se a casa do governador, os quartéis, o paiol, os armazéns e uma capela, assim como se abria um poço.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/75045/
http://fortalezas.org/index.php?ct=fortaleza&id_fortaleza=1352&muda_idioma=PT
https://revive.turismodeportugal.pt/pt-pt/forte-rato
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2823
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Santo_António_de_Tavira

domingo, 23 de dezembro de 2018

Forte de São Julião da Barra

No enfiamento da costa que contorna o estuário do Tejo, sobranceiro ao local onde o rio se reencontra com o mar, ergue-se em Oeiras o poderoso Forte de S. Julião da Barra.
Construído em local estratégico que domina a entrada da Barra, São Julião é uma das mais importantes construções militares do país. Embora não seja possível precisar a época em que se iniciaram as obras da Fortaleza de São Julião, as opiniões dividem-se entre os anos de 1553 e 1556, sendo a paternidade da traça atribuída a Miguel de Arruda, um dos mais famosos arquitectos da época.
No ano de 1580, quando as tropas do Duque de Alba invadiram a capital, a fortificação era composta por cinco baluartes de diferentes dimensões, e no interior, para além das instalações de aquartelamento e armazéns, dispunha-se no centro da praça de armas uma grande cisterna que constitui o seu núcleo central, à semelhança do que sucede nas praças de Mazagão e da Ilha de Moçambique.
No entanto, a vulnerabilidade defensiva da "chave do Reino", que em cinco dias se rendeu às tropas espanholas, fizeram com que Filipe I ordenasse a ampliação da fortaleza, designando o Capitão Fratino para a execução das obras que iriam transformar São Julião da Barra "na maior fortaleza marítima portuguesa", concluídas nos primeiros anos de Seiscentos. O projecto filipino implicou a construção de dois novos baluartes, uma esplanada baixa que envolve os baluartes primitivos, um corpo avançado sobre o mar e um fosso, que na prática resultaram num aumento considerável da capacidade defensiva.
Em Dezembro de 1640 as tropas apoiantes de D. João IV conquistaram facilmente, por ataque terrestre, o Forte de São Julião, o que voltou a levantar o problema de deficiências do sistema defensivo da praça da barra do Tejo. Desta forma, ordenaram-se novas obras, sendo o novo projecto entregue a Nicolau de Langres, mas deste seria construído apenas um revelim, que passou a funcionar como entrada principal da fortaleza. 
Já no século XVIII foram feitas obras de recuperação nas muralhas, na cisterna e nos edifícios de aquartelamento, e no ano de 1755 foi edificada no centro da praça de armas a torre do farol, que marca de forma incontornável a feição da fortaleza.
Assim como outras fortificações, também São Julião da Barra serviu de prisão militar e política. Foi célebre o caso do General Gomes Freire de Andrade, que esteve detido em São Julião da Barra e foi executado no terreno anexo à fortificação. A 22 de Agosto de 1951 perde a sua função militar para assumir a passagem a novas funções de estado e de recepção de eventos políticos.
Hoje em dia é residência oficial do Ministro da Defesa. São de salientar as esplanadas, as casamatas em abóbada e a cisterna, onde com regularidade ocorrem iniciativas culturais.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74623/
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2343
http://www.cm-oeiras.pt/pt/descobrir/patrimonio/patrimonio-militar/Paginas/fortesaojuliaobarra.aspx
https://www.defesa.pt/Paginas/OFortedeS%C3%A3oJuli%C3%A3odaBarra20121101.aspx
http://www.historiadeportugal.info/forte-de-sao-juliao-da-barra/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_São_Julião_da_Barra

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Fortaleza da Aguada

A Fortaleza da Aguada localiza-se no extremo sul da praia de Sinquerim, em Candolim, concelho de Bardez, distrito de Goa Norte, no estado de Goa, na costa oeste da Índia.
Integrava um vasto complexo fortificado, iniciado no século XVI pelos portugueses como primeira defesa da barra do rio Mandovi, acesso a Goa, então capital do Estado Português da Índia. A sua denominação deve-se a que era ao abrigo de suas muralhas que as embarcações faziam a "aguada", ou seja, obtinham o suprimento de água potável, de três fontes.
O imponente Forte da Aguada foi construído em menos de sete anos, ficando terminado em 1612, de acordo com o projecto e a orientação do arquitecto militar Júlio Simão. Foi decidido pelo vice-rei da Índia, Aires de Saldanha, e ficou pronto no tempo do vice-rei Rui Lourenço de Távora.
Na parte inferior da fortaleza as embarcações aproximavam-se para se abastecerem de água potável, de uma fonte escavada na rocha, que jorrava abundante água. Daí também o nome do forte. Na parte superior está um farol seiscentista; completam o dispositivo de defesa do Mandovi o Forte de Nossa Senhora do Cabo e o de Gaspar Dias, ainda por terminar, na margem oposta, junto ao Forte dos Reis Magos.
A sua artilharia montava a 79 peças, número expressivo, à época.
O conjunto foi sendo ampliado ao longo dos séculos, diante das incursões de Hollandeses e Ingleses contra Goa.
No século XX, durante o Estado Novo Português, as dependências da antiga fortificação foram utilizadas como prisão política.
Hoje, boa parte do espaço da fortaleza da Aguada está ocupada por dois hotéis de cinco estrelas do grupo Taj, com belos jardins e vistas amplas para o Índico. Próximo do local está um terceiro hotel do mesmo grupo.

Ler mais:
https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/interior/o-forte-da-aguada-velha-goa-e-memorias-5604684.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fortaleza_da_Aguada

sábado, 24 de novembro de 2018

Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá

A Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá, também conhecida como Fortaleza da Barra ou Fortaleza de Paranaguá, localiza-se na praia da Fortaleza, no sopé do morro da Baleia, na ilha do Mel, litoral do estado do Paraná, no Brasil.
Dominando a barra do canal grande de acesso à baía de Paranaguá, esta fortificação destinava-se à defesa estratégica da antiga vila de Paranaguá, garantindo a segurança do seu ancoradouro, quinze milhas adiante, onde era embarcado o ouro, a madeira e, mais tarde, a erva-mate extraídos da região, contra os corsários e espanhóis que frequentavam aquele trecho do litoral.
Segundo instruções recebidas do Marquês de Pombal, foi erguida de 1767 a 1769, por determinação do governador da Capitania de São Paulo, Capitão-general D. Luiz Antônio de Souza Botelho e Mourão, Morgado de Mateus. Os recursos foram obtidos à custa de uma subscrição forçada, aberta desde 1765 entre os moradores da Vila de Paranaguá, que também teriam contribuído com mão-de-obra, materiais e mantimentos. Outros recursos financeiros teriam sido fornecidos pela Junta da Fazenda da Capitania de São Paulo.
A Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres insere-se no grupo das fortificações orgânicas, desenhada que foi adaptando-se às condições topográficas do terreno. No sopé de um morro, sua estrutura desenvolve-se em cinco lances de muralhas de alvenaria de pedra e cal com 10 metros de altura, material extraído do próprio local. Os espaços abobadados sobre o terrapleno foram utilizados como Casa da Guarnição e Prisão, tendo sido levantados os Quartéis da Tropa ao abrigo da cortina interna da muralha. O tratamento nobre em cantaria do conjunto da portada a leste, encimado por uma grande concha esculpida em um único bloco de pedra, revela a preocupação estética dos construtores. O brasão da realeza sobre o portão, um grupo de carantonhas e uma placa epigráfica completam a composição do conjunto, recuado em relação ao alinhamento das muralhas, e ladeado por guaritas nos vértices das muralhas.
Foi originalmente artilhada com duas peças de calibre 24 libras, duas de 18 e duas de 12.
A fortaleza foi construída sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres, por ser a santa padroeira da “Casa de Mateus”.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=188
http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=433
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fortaleza_de_Nossa_Senhora_dos_Prazeres_de_Paranaguá

sábado, 22 de setembro de 2018

Forte de Santa Catarina

A importância da defesa do porto e da baía da Figueira da Foz e de Buarcos foi ao longo dos séculos uma questão sempre presente para os habitantes da região. Como tal em Outubro de 1585 alguns homens "doutos" da Câmara da cidade de Coimbra escreveram a Filipe I pedindo a construção de um forte, a erguer à entrada da barra do Mondego, na zona de rochedos conhecida por Monte de Santa Catarina. As obras de edificação da fortaleza, que seriam custeadas pelas rendas da vila de Buarcos, da Universidade de Coimbra, do Cabido e do Mosteiro de Santa Cruz, terão sido iniciadas algum tempo depois. 
O forte de Santa Catarina apresenta uma curiosa estrutura, que contraria os tratados de arquitectura militar da época. Devido à irregularidade do terreno, a planta do forte foi desenvolvida em formato triangular, desaconselhado pelos tratadistas por originar um ângulo muito agudo nas faces do baluarte, que poderia inviabilizar a defesa. Os restantes baluartes apresentam-se com faces em forma de cauda de andorinha. Dentro da praça foram edificadas as casernas e a capela de Santa Catarina, um oratório de planta quadrangular e tipologia maneirista, edificada (ou reedificada) cerca de 1598. 
Em 1602 a região da Figueira da Foz era atacada por piratas ingleses, sendo o forte saqueado. Mais tarde, depois da restauração da independência, D. João IV e os engenheiros militares do reino delinearam um plano de reforço da defesa da costa marítima, que integrava a reconstrução de fortalezas que se mostravam obsoletas ou arruinadas e a edificação de novas fortalezas, como reforço das linhas de fogo. Assim em 1643 iniciavam-se novas obras de edificação no forte de Santa Catarina, tendo sido aumentada uma das cortinas da fortaleza para que fossem assentes 15 peças de fogo. 
No entanto, e apesar da sua importância na defesa da barra do rio Mondego, há notícia de que em 1680 o forte se encontrava em ruína, sendo então feito um orçamento para a reedificação, cuja verba que lhe estava destinada acabou por ser utilizado em despesas de guerra. 
Durante a terceira invasão dos exércitos franceses, em 1808, o forte foi ocupado pelas tropas napoleónicas, tendo sido enviado um destacamento para a defesa do forte alguns meses depois, que depois de recuperar a praça e desmantelar o armamento do exército francês, permitiu assegurar o desembarque das tropas de Wellesley na zona de Lavos. Ao longo de todo o século XIX a fortaleza foi sendo alvo de sucessivas avaliações, que referiam a necessidade de serem efectuadas obras de reparação. 
Em 1911 uma parte do espaço do forte de Santa Catarina foi cedido ao Instituto de Socorros a Náufragos, e o restante espaço foi arrendado ao Ténis Club Figueirense alguns anos mais tarde. Terá sido também nos primeiros anos do século XX que foi edificado o farol de ferro no centro da praça-forte, desactivado desde 1991.
O forte está classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 5 de dezembro de 1961.
Fonte: Catarina Oliveira (IPPAR, 2004)
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74200/

Ler mais: http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2711
http://www.cm-figfoz.pt/index.php/onde-ir/patrimonio-arquitetonico/385-visitar/onde-ir/patrimonio-arquitetonico/patrimonio/arquitetura-militar/1025-forte-e-capela-de-santa-catarina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Santa_Catarina

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Forte de Santa Luzia

O Forte de Santa Luzia, juntamente com o Forte da Piedade, o Forte de São Francisco, o Forte de São Mamede e o Forte de São Pedro, fazia parte da defesa da Praça-Forte de Elvas e integra o complexo Cidade – Quartel Fronteiriça de Elvas e as suas Fortificações – classificado desde o dia 30 de Junho de 2012 como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
O forte foi mandado erigir pelo rei D. João IV, após a restauração da independência, com vista à defesa da cidade de Elvas e do próprio Reino. O resultado é um dos melhores e mais genuínos exemplos da arte de fortificar europeia, um dos monumentos militares mais significativos deste período e mais uma obra prima da arquitectura militar de Elvas.
Para a sua construção, foi escolhido o outeiro de Santa Luzia por ser um local que, se ocupado pelo inimigo, poderia colocar em risco a integridade da cidade. A sua construção levou sete anos, tendo ficado com capacidade para albergar 300 homens, 37 peças de artilharia e dois pedreiros de grosso calibre, que serviam para cuspir saraivadas de pedras sobre os invasores.
O forte é constituído por quatro baluartes, um reduto quadrangular, onde está a capela, uma casa à prova de bomba e, no segundo andar, a casa do governador. Tem no seu terraço duas cisternas que, quando cheias, armazenavam água para a totalidade da guarnição por três a quatro meses. Nos terraplenos encostados à face interna da muralha existem velhas casamatas, todas com chaminés como era típico na altura.
Repetidamente assediado durante a Guerra da Restauração, foi durante o cerco à cidade de Elvas, liderado pelo comandante espanhol D. Luís de Haro, em 1658, que se destacou pela sua resistência heroica. O cerco de 1658 precedeu a Batalha das Linhas de Elvas a 14 de Janeiro de 1659.
No início do séc. XIX, a defesa foi complementada com a construção de trincheiras de pedra, de perfil curvo, a nascente e a sul, e angulosas a poente, a abertura de covas de lobo na rocha ao longo das estruturas, e a construção de uma galeria subterrânea de comunicação com a praça, integrado um paiol circular, coberto por cúpula. O forte comunicava com a cidade ainda por caminho coberto, construído logo em 1644, desenvolvido em linha recta a partir da porta de acesso ao forte, com parapeitos e banqueta de ambos os lados.
Entre 1999 e 2000 decorreram aqui obras para adaptação do monumento a Museu Militar, onde o visitante pode verificar toda a história militar da cidade bem como vários artefactos de guerra que marcaram as várias épocas. Em 2014, o Forte de Santa Luzia foi integrado num novo projeto do Ministério da Defesa Nacional, criado com o apoio do Turismo de Portugal, chamado Turismo Militar, que apresenta roteiros históricos baseados em heróis portugueses.

Ler mais:
http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=3244
https://elvasnews.pt/elvas-recantos-historia-forte-santa-luzia/
http://www.cm-elvas.pt/descobrir/project-item/forte-de-santa-luzia-2/
https://www.turismomilitar.pt/index.php?lang=pt&s=pois&id=62&title=Santa_Luzia_Fort
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Santa_Luzia

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Forte de Massangano

O Forte de Nossa Senhora da Vitória de Massangano, popularmente conhecido como Forte de Massangano ou Fortaleza de Massangano, localiza-se na povoação de Massangano, no município de Cambambe, na província de Kwanza-Norte, em Angola.
Neste local travou-se, em 1580, a Batalha de Massangano, na qual as forças portuguesas derrotaram as do rei Kiluange de Ngola.
Posteriormente, em 1582, as forças portuguesas, sob o comando do Capitão Paulo Dias de Novais, foram repelidos pelos Ngola, quando tentavam penetrar na região, em busca das lendárias minas de prata.
Esta fortificação foi erguida pelo próprio Novais, às margens do rio Cuanza, em 1583, com a função de defesa do presídio (estabelecimento de colonização militar) que assegurava a ocupação portuguesa na região, alargando-a. Além de marcar a presença militar portuguesa, esse estabelecimento garantia a integridade das redes comerciais, incluindo a de tráfico de escravos para o continente americano.
Durante a ocupação de Luanda pelas forças holandesas, em Agosto de 1641, foi a Massangano que as forças portuguesas se recolheram e onde resistiram até à reconquista, por Salvador Correia de Sá e Benevides, em Agosto de 1648.
Até meados do século XIX o presídio e a sua guarnição foram governados por um capitão-mor.
Alguns edifícios e as ruínas de Massangano foram classificados como Monumento Nacional pelo Decreto Provincial n° 81, de 28 de Abril de 1923. Actualmente encontram-se em poder do Estado, afectos ao Ministério da Cultura.
O forte apresenta planta quadrada, sem baluartes nos vértices. Em seus muros rasgam-se dez canhoneiras. É acedido por um túnel abobadado a partir do portão de armas, pelo lado voltado para terra. Em seu terrapleno erguem-se as edificações de serviço: Casa do Comando e Quartel de Tropa.

Fonte: Wikipedia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Massangano

sábado, 28 de julho de 2018

Forte de São Bruno de Caxias

O Forte de São Bruno de Caxias localiza-se em Caxias, no concelho de Oeiras, na confluência da ribeira de Barcarena com o Estuário do Tejo.
O seu nome adveio do facto de ter sido edificado perto do convento de Laveiras dos Frades Cartuxos de São Bruno. Fazia parte da 1º linha de fortificações marítimas e fluviais, construídas logo após a Restauração, entre o Cabo da Roca e a Torre de Belém, para defesa da cidade de Lisboa, permitindo assim cruzar fogo com o Forte de Nossa Senhora do Vale, à esquerda, e o Forte de Nossa Senhora de Porto Salvo, à direita.
Em 1647 D. João IV determinou que fosse edificado um pequeno forte no lugar de Caxias, destinado a intensificar a defesa da margem direita da barra do rio Tejo, através do cruzamento de fogo com os fortes de Nossa Senhora do Vale e Nossa Senhora de Porto Salvo, e desta forma reforçando a defesa do Forte de São Julião da Barra. D. António Luís de Meneses, conde de Cantanhede e Governador de Armas da Praça de Cascais, seria nomeado como responsável pela obra. 
O forte apresenta planimetria poligonal em forma de estrela, que se desenvolve em torno de um pátio central quadrangular, com dois baluartes. A entrada no interior da bateria faz-se por um grande portal de arco pleno ladeado por pilastras, sobre o qual foi colocado o escudo de Portugal com a data 1647. Ao centro do pátio foi construída a casa forte, com cobertura abobadada. 
A partir do século XVIII esta fortaleza foi desactivada diversas vezes, devido aos frequentes assoreamentos a que estava sujeita. No início da centúria seguinte ainda integrou as designadas Linhas de Torres, três linhas defensivas formadas por um conjunto de cerca de 150 fortalezas distribuídas entre Torres Vedras e Lisboa, que asseguraram a defesa da capital durante a terceira invasão das tropas napoleónicas. 
Depois desta data, o Forte de São Bruno foi desartilhado, e em 1895 seria ocupado pela Administração Geral das Alfândegas. Somente em meados do século XX, entre 1952 e 1958, o forte foi objecto de obras de conservação e restauro.
Actualmente, a gestão do Forte está atribuída à Associação Amigos dos Castelos que aqui desenvolve, designadamente, actividades dedicadas ao público infantil e escolar.

Ler mais:
http://www.cm-oeiras.pt/pt/descobrir/patrimonio/patrimonio-militar/Paginas/fortesaobruno.aspx
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74116/
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6080
http://www.amigosdoscastelos.org.pt/tabid/72/ctl/Details/mid/473/monumentID/42/language/en-US/default.aspx
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_São_Bruno_de_Caxias

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Castelo de São João do Arade


Construído no séc. XVII, o Castelo (ou Forte) de São João constituía, a par da Fortaleza de Santa Catarina em Portimão, a principal defesa do estuário do Rio Arade. Encontra-se bem destacados os diferentes planos e as duas ordens de canhoeira, uma para fogo alto outra para fogo rasante. As variadas guaritas, acentuam-lhe o carácter de dispositivo militar.
A primitiva fortificação do local remonta a uma torre de vigia erguida sob o reinado de D. João II (1481-1495). Posteriormente, quando a vila de Ferragudo foi fundada (1520), acredita-se que tenha sido cercada por um muro defensivo erguido sobre os vestígios de outro, mais antigo, que remontaria à época da construção da torre de vigia.
Coube ao governo da Restauração da Independência nacional colocar em marcha o projecto de edificação da fortaleza. Numa conjuntura em que era imperioso defender a linha de costa de eventuais ataques espanhóis, D. João IV nomeou Francisco da Costa Barros para capitão deste forte logo em 1644 (2 de Maio), o que mostra como a sua edificação e operacionalidade eram fundamentais para o sistema defensivo do Barlavento algarvio. A localização estratégica deste verdadeiro castelo fez com que, desde o início, a sua vocação fosse muito para além da militar. Local de controlo privilegiado na foz do Arade, com capacidade de tiro sobre a barra de Portimão, por aqui passavam também todas as embarcações que entravam e saíam do rio, facto que levou a que a fortaleza desempenhasse o papel de registo aduaneiro de todo o tráfego fluvial que demandava Silves e saía daquela cidade.
Apesar destas inegáveis mais-valias, a história do castelo de Arade foi a de um lento e inexorável abandono, que culminou, em 1896, com a sua venda em hasta pública. Sem obras assinaláveis ao longo do século XX, o conjunto mantém-se praticamente inalterado e aguarda ainda por um rigoroso estudo monográfico que contribua para colocar esta fortaleza no papel cimeiro que certamente merece, no contexto da defesa de época moderna do Barlavento algarvio.
Preterido como bastião de defesa acabou por sofrer obras de adaptação a residência, por iniciativa do poeta Coelho Carvalho, no início do séc. XX.

Em 1974, foi classificado como Imóvel de Interesse Público. Actualmente, o Forte é propriedade de família Pereira Coutinho que o adquiriu ao final da década de 1990. Adaptada a residência de veraneio, encontra-se, na actualidade, praticamente abandonada, tendo a Junta de Freguesia de Ferragugo já envidado esforços no sentido de a transformar em pólo cultural.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74742/
http://vintage.cm-lagoa.pt/pt/703/forte-de-s-joao-do-arade---ferragudo.aspx
https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_São_João_do_Arade

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Forte de Paimogo


O Forte de Paimogo (ou Nossa Senhora dos Anjos de Paimogo), classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 41191, de 18 de Julho de 1957, está situado sobre as arribas da Praia de Paimogo.
Foi construído no contexto de guerra contra Espanha, após a proclamação da Independência de Portugal em 1640. Na sua origem esteve o conde de Cantanhede (mais tarde Marquês de Marialva), D. António Luís de Meneses, que promoveu a edificação do conjunto com vista a uma mais efectiva defesa desta parcela do território (que abrange, numa mesma linha de visibilidade, Peniche e a costa até à Serra de Sintra), em constante ameaça marítima por tropas espanholas, mas também por corsários e piratas ao serviço de outras coroas europeias.
Ao que tudo indica, a sua construção estaria concluída em 1674, sendo o forte de planta quadrangular, reforçada nas extremidades por guaritas de secção circular, cobertas por abóbada cónica.
É um exemplar quase único de fortificação posterior à Restauração sem alterações arquitectónicas. Com o fim da Guerra Civil acabou a missão do Forte de Nossa Senhora dos Anjos de Paimogo como fortificação marítima. 
O Forte de Paimogo, imóvel histórico na Lourinhã, está em risco de derrocada, uma vez que a erosão da arriba da praia, por cima da qual foi construído no século XVII, colocou a descoberto parte das suas fundações.

Ler mais:
http://www.cm-lourinha.pt/FortePaimogo-1
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74218/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Nossa_Senhora_dos_Anjos_de_Paimogo

sábado, 9 de junho de 2018

Fortim de Cacheu

O Forte de Cacheu, também referido como Fortim de Cacheu ou Reduto de Cacheu, localiza-se junto à foz do rio Cacheu, na cidade de Cacheu, região de Cacheu, no Noroeste da Guiné-Bissau.
O estabelecimento de uma fortificação em Cacheu remonta a 1588 por forças Portuguesas com a função de defesa da primeira feitoria fundada na região. Além de assegurar a presença militar Portuguesa, constituía-se em importante apoio ao comércio de tecidos manufacturados, marfim e escravos.

O forte, de pequenas dimensões, apresenta planta na forma de um rectângulo, com 26 metros de comprimento por 24 metros de largura, com pequenos baluartes nos vértices. As muralhas, em pedra argamassada, apresentam cerca de quatro metros de altura por um de espessura. Encontrava-se artilhado com dezasseis peças. O Portão de Armas, com mais de um metro e meio de largura, é o seu único acesso.
Os trabalhos de recuperação do antigo forte colonial foram desenvolvidos de janeiro a março de 2004, com recursos da ordem de 100.000,00 Euros, disponibilizados pela União das Cidades Capitais de Língua Oficial Portuguesa (UCCLA). Visando assegurar a sua utilização como área de lazer e cultura, além de promoção do turismo, foram promovidas a reurbanização de seu interior, onde foram instalados diversos equipamentos de lazer e recolocadas as estátuas dos navegadores portugueses Gonçalves Zarco e Nuno Tristão, os primeiros europeus a atingir as costas da Guiné, no século XV. 
Nas antigas edificações de serviço foram instaladas uma biblioteca e salas de convívio.

Ler mais:
http://fortalezas.org/index.php?ct=fortaleza&id_fortaleza=564&muda_idioma=PT
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Cacheu
http://www.wikiwand.com/pt/Forte_de_Cacheu
http://www.uccla.pt/noticias/governo-lanca-programa-de-apoio-ao-desenvolvimento-territorial-da-regiao-de-cacheu

sábado, 7 de abril de 2018

Praça-forte de Valença


Valença é uma das mais importantes praças fortes do país. A actual fortificação foi edificada no século XVII frente à vizinha cidade espanhola de Tui; no entanto, as suas raízes remontam à época Romana.
Trata-se de uma fortificação abaluartada composta por dois polígonos irregulares e quase tangentes: o corpo principal da Praça, formada por sete baluartes, dispondo-se um em cada ângulo dos extremos, dois a Este e um a Oeste  e a Obra Coroada a S., formada por três baluartes e dois revelins, um deles incompleto, e a N. por dois meios baluartes, todos com duas linhas de defesa. Possui portas de arco em volta perfeita, normalmente encimadas por frontão com brasão, possuindo trânsitos com abóbadas de berço e, de um ou dos dois lados, casamatas também abobadadas e com frestas, molduradas. Ambos os polígonos são envolvidos por fossos e contra-escarpa em torrão (areia com seixos do rio) cobertos por vegetação e com caminhos cobertos. 
Juntamente com a fortaleza de Viana, Caminha e Monção, constitui uma das quatro grandes fortalezas em que assentava a defesa do Noroeste português.
Durante a Guerra Peninsular, após denodada resistência, caiu diante as tropas napoleónicas sob o comando de Soult (1809), que fizeram explodir a Porta do Sol.
Durante as Guerras Liberais, juntou-se ao partido liberal em 1828, durante a Belfastada, sendo sitiada por forças realistas rendeu-se ao fim de nove dias. Só foi reconquistada pelos liberais em 1830 com o reforço do almirante inglês Charles Napier.
Considerada como a mais importante fortificação do Alto Minho, objecto de diversas intervenções de conservação e restauro ao longo do século XX, as estruturas que chegaram até nós encontram-se em bom estado de conservação, abertas à visitação pública.

Ler mais:
http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=691
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3527
https://pt.wikipedia.org/wiki/Praça-forte_de_Valença

sábado, 10 de março de 2018

Cisterna da Fortaleza de Mazagão


A cidade-fortaleza de Mazagão, foi oficialmente fundada como vila a 1 de Agosto de 1541, apesar da existência de uma pequena fortaleza construída pelo arquitecto Diogo de Arruda, em 1514. Mais tarde, em 1541, João de Castilho adaptaria para uma cisterna e celeiros. Foi desenhada pelo engenheiro italiano Benedetto da Ravenna, em conjunto com Miguel de Arruda e Diogo de Torralva. 

A famosa cisterna da antiga Mazagão é uma das atracções turísticas de Marrocos. Foi construída sob a direcção de João de Castilho em estilo renascentista sobre o pátio de armas do antigo Castelo de origem manuelina. 
A cisterna constitui-se numa vasta sala subterrânea e abobadada integrante da fortificação erguida em 1514. Serviu possivelmente como salão de armas, antes de ser requalificada como reservatório de água. Apresenta planta quadrada com de 34 metros de lado, constituindo seis naves cujas abóbadas de nervuras repousam sobre 25 colunas e pilares. O tramo central é rasgado por um amplo óculo por onde penetra a luz do dia, o que produz, por reflexão sobre o espelho d'água da cisterna, um efeito magnífico. 
A majestosa cisterna cativou Orson Welles, que no seu interior filmou algumas sequências do seu filme Othello (1952).

ler mais:
https://oliraf.wordpress.com/2017/11/03/%F0%9F%93%8Ca-descoberta-da-antiga-fortaleza-portuguesa-de-mazagao-1506-1769-um-olhar-fotografico/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mazag%C3%A3o_(Marrocos)
http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-mundial/origem-portuguesa/cidade-portuguesa-de-mazagao-el-jadida/

Forte Jesus de Mombaça