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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Paço de Giela

O Paço de Giela é um exemplar notável de arquitetura civil privada medieval e moderna, considerado um dos mais importantes Monumentos Nacionais, quando assim foi classificado em 1910.
O aspecto actual do conjunto é o resultado de duas grandes fases construtivas: uma plenamente baixo-medieval e outra de inícios do século XVI.
A sua origem está profundamente ligada à formação da importante “Terra de Valdevez”. A edificação da “casa-torre” de Giela marca um novo momento de protecção e domínio senhorial e régio sobre a região, destacando o edifício pela sua profunda originalidade e importância. Actualmente é visível a torre medieval bem como o corpo residencial, com janelas “manuelinas” e entrada fortificada, maioritariamente edificado no século XVI. A torre terá sido construída em meados do século XIV, substituindo uma pequena torre abandonada no século XI, e correspondendo a uma fase de ocupação de forte influência medieval e de vigor dos castelos.
A torre é uma estrutura típica de fortis domus, de planta quadrangular regular, com acesso principal no alçado nascente, ao nível do segundo piso. Uma das suas características mais marcantes é o facto de não possuir quaisquer aberturas, à excepção de uma janela que encima o portal e uma fresta do lado Norte, circunstância que lhe confere "uma solidez militar verdadeiramente impressionante.
No reinado de D. Manuel, a velha fortis domus foi incorporada num grande paço senhorial, esteticamente actualizado em relação à época. O paço manuelino integrou a torre na nova estrutura, mas reservou-lhe um carácter meramente simbólico, na medida em que nenhuma passagem foi aberta entre ela o novo corpo habitacional. 
A fachada principal está voltada a poente, nela se inserindo o portal, de arco quebrado encimado por um brasão dos Lima e resguardado por um corpo saliente onde se integra um balcão no piso superior. Na fachada lateral Sul, abre-se a mais decorada janela, de quádruplo arco quebrado e emoldurada por uma solução rectangular torsa, em cujo eixo superior se situa mais um brasão dos Lima.
O Paço de Giela foi um edifício privado durante séculos, mas foi adquirido pelo Município de Arcos de Valdevez em 1999. Abriu totalmente recuperado e reabilitado após um projecto de intervenção, amplo e multidisciplinar, com um investimento de 1,2 milhões de euros, financiado por Fundos Estruturais da Comunidade Europeia e do Município arcoense.
Segundo aquela autarquia, o monumento recebeu mais de 30 mil visitantes durante o ano de 2016. aquele número de visitantes resultou de visitas guiadas ao monumento e presenças registadas em vários eventos promovidos no imóvel desde espectáculos musicais, apresentações de livros, exposições, ‘workshops’, desfiles de moda criativa, sessões fotográficas, programas educativos e programas para famílias, entre outros.

Ler mais:
http://pacodegiela.cmav.pt/pt/o-paco.html?hrc=2
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70543/
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3605
http://pacodegiela.cmav.pt/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paço_da_Giela
https://ominho.pt/paco-de-giela-em-arcos-de-valdevez-recebeu-mais-de-30-mil-visitantes-em-2016/

sexta-feira, 9 de março de 2018

Paço dos Comendadores de Ega




O Paço dos Comendadores da Ega é dos raríssimos edifícios civis que ainda se conservam, do início do século XVI. Pertencia à Ordem de Cristo. Nele podem-se observar elementos decorativos de cariz manuelino, como a janela geminada presente na fachada norte. 
O conjunto desenvolve-se em U definindo um pátio que é encerrado a sul por um muro alto, a eixo do qual se faz a entrada no espaço. No piso térreo localizavam-se os espaços destinados aos animais e ao armazenamento e produção agrícola, enquanto no piso superior se desenvolviam os aposentos residenciais. 
O edifício já existiria no início do século XVI mas foi nessa época, cerca de 1508-1510, que se realizou uma importante campanha de obras, imposta pela visitação da Ordem de Cristo, e que conformou (em grande parte) o edifício que chegou aos nossos dias. Recentemente foi alvo de uma renovação e adaptação a turismo de habitação que salvou o edifício da ruína.
O Paço da Ega ergue-se no alto de uma colina, desfrutando de vista panorâmica em todo o seu redor, enquadrado por uma propriedade com cerca de 20000m2, possuindo uma mata secular de carvalhos, sobreiros, azinheiras, pinheiros e oliveiras. 






Ler mais:
http://paco-da-ega.com/prd/main.php?l=pt
http://www.solaresdeportugal.pt/PT/solar.php?casaid=142

quarta-feira, 7 de março de 2018

Domus Municipalis



Situada no coração da cidade de Bragança, a Domus Municipalis é certamente o seu mais simbólico monumento.

Monumento singular (e ainda enigmático) da arquitectura românica civil na Península Ibérica; exemplar arquitectónico eloquente do período tardo medieval, a juntar à Torre de Menagem. (A designação de "Domus Municipalis" surge, apenas, no ocaso do séc. XIX). A sua edificação data, muito provavelmente, do primeiro terço de quatrocentos (como se comprova por um documento de 1501), podendo ter coincidido com a do castelo.
A "Domus" é constituída por dois corpos (espaços) distintos. As denominações primitivas -"cisterna", "sala de água" (documentadas a partir de 1446) - indicam que os objectivos, que presidiram à edificação, teriam sido, primordialmente, de ordem utilitária. Incorpora uma cisterna de boa fábrica para armazenar águas pluviais e nascentes. O extra-dorso da abóbada de berço, que cobre a cisterna, forma o pavimento lajeado do salão. É este espaço arquitectónico superior, constituído pelo salão fenestrado, que empresta originalidade à edificação brigantina. Se não podemos concluir que esta "parte aérea" tenha sido edificada para servir especificamente como Paços do Concelho (Casa da Câmara), também não podemos afastar a hipótese de o "salão" ter sido utilizado, logo que acabado, para nele se realizarem reuniões dos "homens bons". Sabemos que nos primeiros anos de quinhentos se dá a "municipalização (edilização) efectiva da Domus" (como o demonstra um documento de 1503).

Ler mais:
http://www.cm-braganca.pt/pages/305

quinta-feira, 1 de março de 2018

Paço dos Duques de Bragança

Fonte: http://toursandtales.pt/gallery-post/


O Paço dos Duques de Bragança é um dos monumentos mais procurados do país, localizado no município de Guimarães, norte de Portugal.
D. Afonso, primeiro Duque de Bragança e filho ilegítimo de D. João I, mandou construir o Paço no século XV, em plena Idade Média, aquando do seu casamento com a sua segunda mulher D. Constança de Noronha.
Mais tarde viria a cair em ruínas, sendo reconstruido no século XX.
A obra foi da responsabilidade do arquitecto Rogério Azevedo entre 1937 e 1959, altura em que se adquiriu o recheio actual, composto essencialmente por peças da época áurea de Portugal, o século XVII.
Ler Mais: http://toursandtales.pt/gallery-post/

Forte Jesus de Mombaça