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domingo, 26 de janeiro de 2025

Torre do Relógio em Celorico da Beira

 

A Torre do Relógio, localiza-se em pleno centro histórico de Celorico da Beira, junto à Praça 5 de Outubro e nas proximidades da Igreja de Santa Maria.

A cronologia de construção e a sua funcionalidade colocam dúvidas, dado que os autores que já se debruçaram sobre o assunto não são unânimes quanto a cronologia da sua construção e qual o verdadeiro objetivo da sua construção.


Para alguns autores este edifício terá sido construído nos séculos XIV/XV, encontrando-se associado a uma barbacã, que juntamente com esta constituiria a primeira linha de defesa do Castelo de Celorico. Contudo, outros autores defendem que a cronologia de construção deste edifício é bem mais tardia, tendo ocorrido nos séculos XVI/XVII, com a função de receber um relógio público numa época onde a instalação destes equipamentos se verifica em diversas localidades de norte a sul do País.

Durante as últimas décadas assistiu-se a uma progressiva degradação do edifício, até que finalmente a autarquia procedeu à requalificação deste espaço, tendo por objetivo a recuperação do relógio e tornar a Torre do Relógio um espaço cultural.


Fonte:
Câmara Municipal de Celorico da Beira
https://www.cm-celoricodabeira.pt/conhecer-celorico-da-beira/espacos-culturais/torre-do-relogio-celorico-da-beira/

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Centro de Alto Rendimento do Pocinho

Situado junto à albufeira da barragem do Pocinho, o Centro de Alto Rendimento (CAR) do Pocinho é um empreendimento que resulta de uma parceria entre a autarquia de Vila Nova de Foz Côa e a Secretaria de Estado do Desporto, com a colaboração da Federação Portuguesa de Remo.
O CAR assume-se já como uma referência na alta competição, tanto no plano nacional como internacional, podendo albergar até 159 atletas em instalações de topo para a prática, desfrutando de uma extraordinária vista e enquadramento paisagístico único, numa área de 8000 m2.
A par da vertente formativa e desportiva, incluindo o desporto adaptado, o CAR está preparado com todas as condições necessárias para receber diversos eventos a nível nacional ou internacional, dispondo de zona de alojamento, zona social e zona de treino.
A zona de treino possui uma parte interior (com sauna, piscina, ginásio e gabinete médico) e outra exterior, com as plataforma de acesso ao plano de água no rio Douro e hangar para as embarcações e apetrechos náuticos.
A sua localização no Vale do Douro, inserida na região do Alto Douro Vinhateiro, considerada Património Mundial pela UNESCO em 2001, veio fornecer ao arquiteto autor do projeto, Fernando Álvaro Andrade, as diretrizes para o seu desenvolvimento à semelhança das vinhas do Douro, em patamares ao longo do rio e com uma grande plasticidade de formas.

Ler mais:
https://www.car-pocinho.pt/index.php/pt/
https://beira.pt/portal/noticias/centro-de-alto-rendimento-pocinho-pronto-no-verao/
https://highsportugal.pt/pt-pt/high-performance-sport-center/centro-de-alto-rendimento-pocinho-foz-coa/

Barragem do Pocinho

A barragem do Pocinho situa-se nos distritos da Guarda e de Bragança, entre os concelhos de Vila Nova de Foz Coa e de Torre de Moncorvo. Entrou em funcionamento em 1982 e é alimentada pelo curso de água do rio Douro.

É uma barragem com um desnível de 22m, situada ao km 180 da via navegável do Douro, a cerca de 27 kms de Barca d’Alva / Vega Terrón onde se situa o limite da via navegável.
A barragem é de betão, do tipo gravidade aligeirada por meio de uma grande galeria na base. O descarregador principal, equipado com 4 comportas segmento, está dimensionado para uma vazão máxima de 15 000 m³/s. A capacidade instalada da central geradora é de 186 MW e a produção média anual de eletricidade é de 534 GWh.
A albufeira da barragem do Pocinho está classificada de utilização livre, permitindo a prática de atividades desportivas e de lazer sem restrições (barco, barco a motor, remo e natação) e a prática condicionada de pesca e surf. Fica aqui localizado o centro de alto rendimento de remo do Pocinho.
Os cruzeiros que sobem da Régua ao Pocinho ou Barca d’Alva passam por esta barragem, sendo esta a ultima das barragens com eclusa no Douro.

Ler mais:
http://www.roteirododouro.com/rio-douro/barragens/pocinho
https://www.infopedia.pt/$barragem-do-pocinho
https://pt.wikipedia.org/wiki/Barragem_do_Pocinho

domingo, 25 de outubro de 2020

Aldeia histórica de Longroiva

Longroiva é uma freguesia do concelho de Mêda, que foi sede de concelho entre 1120 e 1836.
O Castelo de Longroiva está situado no ponto mais alto do antigo castro de Longobriga. Hoje conserva um pedaço da cerca, que foi fechado no século XIX para servir de cemitério, e ainda restos da barbacã, que faz parte do reduto mais primitivo da fortaleza, anterior a 1176.
Para além do castelo, que sofreu beneficiação recente ao nível da iluminação e embelezamento, Longroiva possui um notável património cultural construído: o solar dos marqueses de Roriz, adaptado a turismo de habitação, a capela da Senhora do Torrão, a Fonte da Concelha, a Fonte Nova, a Igreja Matriz, dedicada a Santa Maria, a estrada romana (para Astorga e Caliábria), a forca, sepulturas antropomórficas e moinhos de água.
O casario branco alonga-se na encosta poente do monte onde se localiza a povoação, ao longo de pequenas ruas medievais, de forma compacta e que vão confluir no Largo da Praça onde se localiza a antiga Câmara e o pelourinho.

Ler mais:
https://cm-meda.pt/o-municipio/juntas-de-freguesia/longroiva/
https://www.viajecomigo.com/2018/07/07/longroiva-termas-meda-portugal/
http://www.portugalnotavel.com/termas-de-longroiva/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Longroiva

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Termas da Fonte Santa

As águas minerais do Complexo Termal de Almeida brotam nas escarpas dos montes que formam o vale por onde corre o Rio Côa a uma altitude de 560m, a cerca de 3,5 km a noroeste da vila de Almeida, distrito da Guarda. Envolvida por uma paisagem verde, é um ótimo destino para fugir ao stress do dia-a-dia, recarregando energias através do bem-estar que um programa termal pode oferecer. 
O complexo termal é constituído por uma área de tratamentos (balneoterapia), ginásios, sauna, banhos turcos, gabinetes de massagem e uma área médica constituída por sala de espera secretaria médica e gabinetes médicos, tendo como principais vocações, para além do bem-estar e combate ao stress, o tratamento de doenças do aparelho respiratório, doenças da pele, doenças reumáticas e músculo-esqueléticas.
Ler mais:
https://www.termascentro.pt/pt/termas/distrito-da-guarda/termas-de-almeida-fonte-santa

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Chafariz de Santo André

Atualmente implantado na Alameda de Santo André, este chafariz é também conhecido como chafariz da família Refoios Saraiva, uma vez que, originalmente, pertencia a uma propriedade que esta família possuía na freguesia de Vela.
Embora permaneçam algumas dúvidas sobre eventuais alterações à sua configuração original, efetuadas aquando da transferência de Vela para a Guarda, subsistem fotografias onde apenas é visível a secção central, com o respetivo tanque. Tal poderá significar que as duas secções laterais, mais baixas e rematadas por elementos curvilíneos, foram introduzidas posteriormente. 
Fazem ainda parte deste enquadramento urbanístico os degraus que antecedem o tanque, os bancos e mesa laterais, bem como os muretes rematados por pináculos piramidais. No seu conjunto, ressalta a monumentalidade e o forte efeito cenográfico que destaca o chafariz central, profusamente decorado.
O tanque, de planta curvilínea, apresenta uma bica central em forma de máscara ladeada por golfinhos. Estas carrancas voltam a surgir no alçado, alinhadas horizontalmente, cada uma prolongando-se no sentido vertical, através de uma espécie de pilastra, ao centro, e lateralmente por caudas com escamas.
As volutas laterais prolongam-se até quase ao remate do alçado, enquadrando a pedra de armas da família Refoios Saraiva. Esta encontra-se sobre uma concha e é encimada pela figura de um anjo.
Os elementos decorativos que caracterizam este chafariz de linguagem barroca-rococó, pautam-se pelo recurso à linha curva, em detrimento do sentido de volume, reunindo representações religiosas e zoomórficas, numa dupla iconografia alusiva à água e à família a quem pertencia o chafariz, a que se reúne a presença do anjo no topo da composição.
Fonte: Rosário Carvalho, DGPC
Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74990
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1486
https://portugalin.eu/patrimonio-de-guarda/

domingo, 4 de outubro de 2020

A lenda de "Mendo e a Menda"

São várias as lendas associadas à aldeia histórica de Castelo Mendo, no concelho de Almeida. Uma delas  é a de “A Menda e o Mendo”, que remete para a existência, numa gárgula em pedra na parede da antiga Domus Municipalis (antigo tribunal), uma figura incrustada na parede que se assemelha a um homem e, numa pedra de uma casa térrea em frente, encontra-se a figura de uma mulher.
São dois curiosos elementos decorativos, dos quais pouco se sabe, e que o povo batizou, respetivamente, de Mendo e Menda, em homenagem ao nome da terra.
Ninguém sabe a história destas duas figuras, mas o mistério que as rodeia povoa, há muito, a imaginação dos habitantes, que acreditam que a aldeia terá sido palco de um amor proibido como Romeu e Julieta, e que os amantes foram condenados para sempre a contemplarem-se à distância, nas pedras de Castelo Mendo.

Ler mais:
https://expresso.pt/opiniao/opiniao_contos_da_ciberavos/o-mendo-e-a-menda=f526610
http://www.portugalnotavel.com/aldeia-historica-de-castelo-mendo-almeida/
https://ointerior.pt/regiao/lendas-de-castelo-mendo-inspiram-dois-dias-de-festa-na-aldeia-historica/

domingo, 23 de dezembro de 2018

Anta de Pêra do Moço

A Anta de Pêra do Moço refere-se a uma anta erguida em pleno Neo-Calcolítico, localizada na freguesia do mesmo nome, no concelho da Guarda. 
Actualmente são ainda visíveis cinco dos esteios que comporiam originalmente a câmara funerária de planta poligonal deste monumento megalítico. Além dos esteios, chegou de igual modo até aos nossos dias a laje de cobertura da câmara funerária, bem como algum do material pétreo que formava o corredor de acesso ao interior do dólmen. Tem câmara poligonal e não apresenta vestígios de mamoa.
Nos últimos anos foi concretizado um projecto de valorização do espaço envolvente deste monumento pré-histórico, que contemplou a realização de campanhas arqueológicas com vista a um melhor entendimento da realidade observada. 
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 17 de abril de 1953.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72362
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1482
https://www.igogo.pt/anta-da-pera-do-moco/

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Pelourinho de Algodres


O Pelourinho de Algodres situa-se na freguesia de Algodres, concelho de Fornos de Algodres, tendo sido erguido após a concessão de foral a esta localidade por D. Manuel I em 1514. O pelourinho de gaiola, colocado no centro da povoação, terá sido edificado nesta época. Alguns anos depois, o senhorio da vila de Algodres, em conjunto com as povoações de Ínfias, Matança e Fornos de Algodres, era doado por D. João III a D. António de Noronha, 1.º Conde de Linhares. 
Assente num soco de seis degraus octogonais, o conjunto que constitui o pelourinho possui coluna de fuste octogonal com base quadrangular de ângulos chanfrados e capitel octogonal, delimitado por anéis salientes decorados com meias esferas. Estes funcionam como base da gaiola, em forma de pirâmide invertida. O chapéu da gaiola, com formato semelhante à base, assenta sobre colunelo central liso e oito colunelos terminados em esfera, decorados com anéis. O conjunto é rematado por coruchéu com anel decorado por meias esferas.
O pelourinho de Algodres está classificado Imóvel de Interesse Público desde 11 de outubro de 1933.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73473
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1460


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Estação ferroviária de Almendra


A Estação Ferroviária de Almendra é uma interface encerrada da Linha do Douro, que servia a localidade de Almendra, no concelho de Vila Nova de Foz Côa. O troço entre Côa e Barca d’Alva, no qual esta estação se encontra, foi inaugurado em 9 de Dezembro de 1887.
A localização da estação foi envolta em polémica, porquanto havia duas possibilidades diferentes, tendo sido escolhida a que menos servia os interesses das populações. De facto, o difícil acesso e a falta de transportes rodoviários que fizessem a ligação entre as povoações vizinhas e a estação de Almendra - problemas que nunca foram satisfatoriamente resolvidos -, fizeram com que esta tivesse tido sempre um reduzido número de utilizadores.
Em 1988, foi desactivado o troço da Linha do Douro entre o Pocinho e Barca d’Alva, tendo a estação de Almendra caído no esquecimento e no abandono. Hoje, o edifício da estação, os anexos, a plataforma e os carris estão em completa ruína.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estação_Ferroviária_de_Almendra
http://www.arte-coa.pt/Ficheiros/Bibliografia/1757/1757.pt.pdf

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Solar dos Távoras

A família Távora está ligada à história da povoação de Souro Pires desde o seu início, sendo atribuída a fundação da vila a Soeiro Peres de Távora. A edificação do solar da família terá sido realizada nos finais do século XV, prolongando-se pelos primeiros anos do século XVI. As casas nobres edificadas no início da centúria de Quinhentos derivaram de três grandes influências, a arquitectura popular tradicional portuguesa, a arquitectura militar medieval e a arquitectura erudita do renascimento. 
A arquitectura tradicional permitiu a adaptação da simplicidade de divisão do espaço. Por seu turno, a arquitectura militar medieval levou para as casas senhoriais a torre, como elemento simultaneamente de defesa e de habitação, que com os avanços da pirobalística no século XVI perdeu as suas funções iniciais e tornou-se símbolo de prestígio, linhagem nobre e poder da família proprietária. Por fim, os elementos da arquitectura erudita do Renascimento chegam aos solares através da acção dos vários engenheiros militares que, a partir do século XVII, aplicaram na arquitectura civil a teoria arquitectónica mais erudita, divulgada especialmente através dos escritos de Sebastiano Serlio e Andrea Palladio. 
Apesar da sua parcial ruína, o Solar dos Távoras apresenta uma estrutura híbrida, em que conjuga as linhas militares medievais com elementos decorativos que indiciam já um gosto clássico, como é o caso das janelas dispostas pelas diversas fachadas. O solar possui planta rectangular, com fachadas dispostas simetricamente, e o conjunto integra ainda uma capela autónoma, de planta quadrada. A fachada principal é delimitada lateralmente por duas torres, sendo o corpo central de cércea mais baixa. Na torre esquerda foi aberta uma janela de peito com mainel ao centro e lintel decorado por volutas. O corpo central possui no primeiro registo uma fresta rectangular e no segundo, uma janela quadrangular com mainel de mármore, cujo capitel é decorado por motivos vegetalistas, e lintel decorado por motivos fitomórficos. A torre situada à direita tem no primeiro registo o portal principal do solar, com arco de volta perfeita sem decoração. No segundo registo destaca-se uma janela de ângulo de lintel recto e mainel de fuste canelado. As fachadas laterais apresentam, cada uma, dois corpos, um correspondente à torre e outro, de cércea mais baixa, que corresponde a dependências da casa. Os das torres são divididos em três registos, os restantes em dois. Todos têm janelas de moldura rectangular, algumas delas com mainel semelhante às da fachada principal. No alçado lateral esquerdo, existe ainda um portal, de acesso ao pátio interno da casa, e o edifício da capela. 
Com invocação de Nossa Senhora da Esperança, o templo privativo do solar possui planta quadrada e portal de arco pleno, sem decoração, tendo o seu interior sido despojado de todos os elementos decorativos. O interior do solar encontra-se actualmente muito degradado. Dividido em três pisos, possui no centro do piso térreo um átrio com lanço de escadas, três compartimentos e pavimento lajeado. O segundo piso não tem pavimento nem cobertura, restando vestígios da existência de seis compartimentos. O piso superior perdeu o pavimento e a maior parte da cobertura.
Apesar da sua sobriedade e da ruína, é um dos mais belos paços portugueses da centúria de quinhentos.
Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1943.


Fontes: AZEVEDO, Carlos de (1988) - "Solares portugueses" 
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73389

Ler mais:
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2932
http://cidadeinfinita.blogspot.com/2017/09/solar-dos-tavoras-souro-pires.html
http://www.portugalnotavel.com/solar-dos-tavoras-em-souro-pires-pinhel/

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Igreja de São Vicente

A existência da igreja de São Vicente encontra-se referenciada em vários documentos, pelo menos desde o século XIII. Contudo, este templo, de origem medieval, deveria ser de reduzidas dimensões, pelo que foi reconstruído no século XVIII, por iniciativa do então Bispo da Guarda, D. Jerónimo Rogado de Carvalhal e Silva (1720-1797).
A Igreja de São Vicente é uma obra tardia do Barroco do século XVIII, imbuída de algumas características próprias da igreja militante saída do Concílio de Trento. Erguia-se numa zona ampla e dominadora, tinha a sua cabeceira mais elevada do que o corpo da igreja e estava orientada para Oriente. Enquadra-se, neste âmbito, a edificação do templo em local afastado das casas, de forma a permitir a passagem das muitas procissões que o período barroco privilegiou. O traçado da igreja foi da responsabilidade de António Ferreira Rodrigues, que havia estudado em Itália, e era professor de desenho na Casa Pia, desde 1781. Este, optou por uma planta de nave única e capela-mor rectangulares. Na fachada, ladeada por duas torres, o portal principal é rematado por frontão interrompido e, sobre o janelão, exibem-se as armas do Bispo. 
Quanto ao interior, para além do altar-mor de talha dourada, destaca-se o programa de azulejos figurativos que, de acordo com as normas conciliares, transforma os alçados da nave em suporte de mensagens religiosas ortodoxas. De fabrico coimbrão, este conjunto, atribuído por Santos Simões a Sousa Carvalho, reflecte a originalidade e fantasia que caracteriza os artistas de Coimbra durante o período rococó. Uma exuberância decorativa que se manifesta, essencialmente, ao nível dos enquadramentos, muito recortados, e que neste conjunto surgem em tons de amarelo e manganês, sendo que nas zonas superiores, a folhagem é verde de cobre. 
Na capela-mor são representados diversos Passos da Paixão, complementados pelos emblemas de martírio sob a janela, e o fingimento de azulejos, pintura a manganês, da porta da sacristia, muito notável. Já a nave apresenta um programa mariano, com vários episódios da Vida da Virgem. Naturalmente, os painéis da capela baptismal, da mesma época e autor, versam a temática do Baptismo.
A igreja está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 26 de fevereiro de 1982.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74788
http://www.freguesiadaguarda.pt/fgDetalhePDI?tipo=1&idpdi=a0L2000000WvIxDEAV
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=9376
https://www.infopedia.pt/$igreja-de-s.-vicente-(guarda)

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Aldeia histórica de Castelo Mendo


Aldeia de características predominantemente medievais, Castelo Mendo, no concelho de Almeida, é constituída por dois núcleos amuralhados, a Cidadela e a Barbacã. A cidadela de formato oval corresponde ao burgo velho, formado após o foral de D. Sancho II. O burgo novo ou Arrabalde de São Pedro protegido por uma muralha dionisina, foi no passado guarnecida por oito torres, parcialmente destruídas com o terramoto de 1755.
Castro Mendi é a designação que consta do documento mais antigo (1202) referente a Castelo Mendo. Apesar do local ter conhecido ocupação desde a Idade do Bronze e mostrar vestígios da presença romana, a estrutura fortificada e o modelo urbanístico caracterizadores de Castelo Mendo, são uma criação medieval concebida para enfrentar as necessidades impostas pela Reconquista Cristã nos séculos XII e XIII: promover o repovoamento dos territórios muçulmanos anexados ao reino português e sustentar as disputas territoriais fronteiriças com os reinos cristãos de Leão e Castela na região de Riba-Côa.
O granito das casas, os pormenores renascentistas, as muralhas, o relevo agreste e sinuoso, o rio côa e o seu centro histórico caracterizam e alegram a paisagem bucólica daquela aldeia histórica.
Trata-se de uma aldeia amuralhada, à qual D. Sancho impulsionou a reconstrução do seu castelo, tendo sido mais tarde reforçado por D. Dinis. Nessa altura, este último monarca nomeou o fidalgo Mendo como alcaide da povoação, daí nasceu a denominação desta localidade. Muito famosa era a sua Feira Medieval, provavelmente a primeira feira oficial do país, ordenada pelo Rei D. Sancho II. Esta Aldeia Histórica tem muito para contar, como certifica o seu Castelo, as Igrejas de São Vicente e de São Pedro, o alto Pelourinho ou a Domus Municipalis, edifício que englobava a Cadeia, o Tribunal e a Casa da Câmara, e que, hoje, funciona como Posto de Turismo e Sala de Exposições.
São também dignos de atenção a calçada medieval, algumas casas de traça quinhentista, o antigo hospital da Misericórdia e o forno comunitário.

Ler mais:
http://www.aldeiashistoricasdeportugal.com/castelo-mendo
https://beira.pt/turismo/aldeias-historicas/aldeia-historica-castelo-mendo/

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Dólmen de Matança


O Dólmen ou Anta de Matança está situado na zona sul da freguesia de Matança, concelho de Fornos de Algodres, junto da estrada que liga aquela freguesia à sede de concelho. É também referido como Orca de Corgas da Matança. A sua construção remonta ao final do neolítico, ou seja, entre 2.900-2.640 a.c. e crê-se um legado dos povos Celtas que habitaram a região. Apresenta câmara funerária de nove esteios, alguns dos quais exibem o que parecem ser restos de gravuras. 
É constituído por câmara sepulcral aberta de planta poligonal (c. 4 m x 3,20 m) formada com nove esteios (com uma altura máxima de quase quatro metros) e laje de cobertura - ou "chapéu" -, aparentemente destituído de corredor de acesso, assim como da mamôa - ou tumulus - que cobriria originalmente todo o monumento, ainda que talvez tivesse possuído um "vestíbulo", ou um corredor curto.
Entretanto, as escavações desenvolvidas na década de oitenta do séc. XX, identificaram o contexto de quatro gravuras, tipo "covinha", presentes num fragmento pétreo, ao que tudo indicará correspondente à parte superior de um esteio, ao mesmo tempo que na base do bloco de cabeceira, representando um motivo serpentiforme. Residirá, na verdade, neste aspecto talvez a principal notoriedade do dólmen.
Nele foram também encontrados vários artefactos, posteriormente transferidos para o Museu Etnográfico Português, actualmente Museu Nacional de Arqueologia.
Classificado pelo IPPAR como Imóvel de Interesse Público (IIP) pelo Decreto nº. 44075, D.G. 218, de 5 de Dezembro de 1961.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73866
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1459
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dólmen_de_Matança

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Serra das Mesas

A Serra das Mesas localiza-se na área sudeste do Concelho do Sabugal, concretamente na freguesia de Fóios. A Serra das Mesas, constituindo um batólito, isto é, de natureza granítica, é parte integrante do sector terminal, ocidental, da Cordilheira Central espanhola, que penetra no território português através de um conjunto de elevações usualmente designado por Serra da Malcata, mas que as designações locais de toponímia diferenciam como é exemplo a Serra das Mesas.
A Serra das Mesas destaca-se do conjunto de elevações onde está inserida, unidade geomorfológica da Serra da Malcata, por duas razões, em primeiro lugar, pela altitude, possuindo o ponto onde ocorre a maior altitude da unidade, atingindo os 1256m, e em segundo lugar, pelo facto de ser a única serra deste conjunto onde domina a litologia granítica.
Em relação à litologia a Serra das Mesas apresenta um granito porfiróide de duas micas e grão médio a fino. A Serra das Mesas é uma área intrigante e rica ao nível do modelado granítico, sendo possível observar na paisagem o granito esculpido com arte e mestria pela natureza e pela passagem do tempo. A área apresenta uma morfologia desconcertante tanto pela riqueza, como p ela quantidade e originalidade de modelado que conserva e que resultou numa diversidade exuberante de formas.
Este tipo de modelado resulta da meteorização esferoidal do granito, também 
designada por meteorização em “casca de cebola”, que consiste no processo de formação de “conchas” concêntricas que envolvem completamente o núcleo de um bloco.O processo de meteorização em “casca de cebola” está ligado ao desencadear da descompressão nos blocos de granito a partir de um ponto central provocando assim um desequilíbrio na estabilidade do bloco que evolui para o destacamento de placas por inteiro que envolvem o núcleo da rocha, podendo mesmo afectar conjuntos de blocos que apesar de sobrepostos não impedem a continuidade do processo de disjunção esferoidal de placas em redor de um bloco central, ou seja, ocorre um lajeamento concêntrico em consequência do alívio da pressão pois os materiais suprajacentes vão sendo alterados e removidos.
A morfologia designada por mesas tem claramente a sua génese no sistema de fracturas ortogonais, sendo a partir desta associação relativamente complexa de diáclases que se interseccionam formando ângulos rectos entre si, que se justifica a forma cúbica que apresentam as mesas, ou seja, blocos perfeitamente cúbicos, quase sempre ultrapassando a dimensão métrica.

Fonte: Vítor Clamote, sítio da Junta de Freguesia de Fóios
http://www.foios.sabugal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=268&Itemid=1

Ler mais:
http://historiasdaraia.blogspot.com/2012/10/fronteiras-serra-das-mesas-nascente-do.html

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Cântaro Magro

Os Cântaros Gordo, Magro e Raso são afloramentos graníticos que atingem, respectivamente, 1875, 1928 e 1916 metros de altitude. Visíveis de muitos pontos da Estrela, os Cântaros devem a sua origem à existência de grandes afloramentos rochosos pouco fracturados rodeados por zonas de grande densidade de fracturação, com consequente maior sensibilidade à força erosiva da água e do gelo.
O Cântaro Magro está situado na cabeceira do vale glaciar do rio Zêzere, destacando-se do planalto da Torre.
Em si o Cântaro é um nunatak, uma forma de relevo que foi posta em evidência pela erosão diferencial devido à acção Glaciária, esta forma de relevo durante a glaciação não esteve coberto pelo glaciar emergindo acima da sua superfície, esta forma de relevo destaca-se pela erosão diferencial devido à existência de um bloco pouco frcaturado, rodeado por zonas de grande densidade de fracturação.
Junto ao Cântaro Magro podemos encontrar outra formação com bastante interesse, A “Rua dos Mercadores”, que é um fenómeno geológico que se deve à existência, na vertente sul do Cântaro Magro, de um filão de rocha dolerítica. Sendo esta uma rocha que é essencialmente de composição mineralógica semelhante ao basalto, sendo portanto menos resistente aos factores erosivos que o granito encaixante, isto originou uma fenda profunda e estreita bem definida entre paredes abruptas.

Ler mais:
http://www.cise.pt/pt/index.php/serra-da-estrela/o-que-visitar/manteigas?start=1
http://museuvirtual.activa-manteigas.com/index.php/places/geologia-2/cantaro-magro/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cântaro_Magro

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Termas das Caldas da Cavaca


As Caldas da Cavaca encontram-se localizadas numa quinta com cerca de noventa hectares, a cinco quilómetros de Aguiar da Beira, na margem esquerda da Ribeira de Coja, num vale aprazível.
Inauguradas em 1924 por iniciativa do comerciante e autarca Fernando da Silva Laires, as Caldas da Cavaca estiveram abertas desde aquele ano até 1995, ano em que encerraram por cerca de 13 anos. Foram propriedade privada até 1983, ano em que transitaram para a posse da autarquia de Aguiar da Beira. Reabriram em 2008, após 15 anos de remodelação, sendo agora geridas por uma empresa municipal.
Por análises prévias efectuadas em 1919 e, mais tarde, no ano de 1938, verificou-se que a composição daquelas era bastante interessante, em virtude da sua grande percentagem de flúor: considera-se uma água meso-termal, fracamente mineralizada, brotada a uma temperatura entre os 25 e 30 graus, hipossalina, súlfurea, fluoretada e titânica. 
Neste Complexo Termal, as águas meso-termais, fracamente mineralizadas, brotam a uma temperatura entre os 25 e 30 graus e são utilizadas numa grande diversidade de tratamentos para doenças do foro digestivo, da pele, osteo-articulares e respiratórias. 
Actualmente, as Caldas da Cavaca, para além dos tratamentos terapêuticos, oferecem também programas de bem-estar com vista ao relaxamento e revitalização do corpo e da mente humana.

Ler mais:
http://caldasdacavaca.pt/pt/termas/
http://www.termasdeportugal.pt/estanciastermais/Caldas-da-Cavaca
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caldas_da_Cavaca

domingo, 26 de agosto de 2018

Igreja matriz de Sortelha


A Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora das Neves, fica localizada no Largo da Igreja, dentro do perímetro amuralhado. Inclui, para além da igreja, a torre sineira, um passo da via sacra e algumas sepulturas escavadas na rocha.
Embora, actualmente, o que podemos observar corresponda a uma igreja renascentista, a sua construção poderá datar do século XVI, uma vez que no portal possui a data de "1573". Foi Vigaria do padroado real e Comenda da Ordem de Cristo. Ao longo dos séculos sofreu profundas alterações. Possui uma planta longitudinal, uma única nave, cornija e gárgulas de canhão. O portal principal é caracterizado por arco pleno, pilastras caneladas, capitel de inspiração jónica e esferas armilares. 
No interior da capela-mor podemos observar um tecto mudéjar. Saliente-se, ainda, o púlpito renascentista, retábulos de estilo renascentista, maneirista, nacional e joanino, um baixo-relevo na fachada principal e a pia baptismal assente sobre três degraus. Na parede lateral da capela-mor existe uma imagem gótica de Nossa Senhora das Neves com o menino ao colo. A cabeça desta imagem foi decepada, segundo diz a lenda, por um soldado napoleónico que se queria certificar se a imagem seria de ouro.

Fonte:
http://www.aldeiashistoricasdeportugal.com/o-que-ver/igreja-matriz-na-senhora-das-neves

Ler mais:
https://www.allaboutportugal.pt/pt/sabugal/monumentos/igreja-matriz-de-sortelha-igreja-de-nossa-senhora-das-neves-e-torre-sineira

Forte Jesus de Mombaça