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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Forte de Santa Luzia

O Forte de Santa Luzia, juntamente com o Forte da Piedade, o Forte de São Francisco, o Forte de São Mamede e o Forte de São Pedro, fazia parte da defesa da Praça-Forte de Elvas e integra o complexo Cidade – Quartel Fronteiriça de Elvas e as suas Fortificações – classificado desde o dia 30 de Junho de 2012 como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
O forte foi mandado erigir pelo rei D. João IV, após a restauração da independência, com vista à defesa da cidade de Elvas e do próprio Reino. O resultado é um dos melhores e mais genuínos exemplos da arte de fortificar europeia, um dos monumentos militares mais significativos deste período e mais uma obra prima da arquitectura militar de Elvas.
Para a sua construção, foi escolhido o outeiro de Santa Luzia por ser um local que, se ocupado pelo inimigo, poderia colocar em risco a integridade da cidade. A sua construção levou sete anos, tendo ficado com capacidade para albergar 300 homens, 37 peças de artilharia e dois pedreiros de grosso calibre, que serviam para cuspir saraivadas de pedras sobre os invasores.
O forte é constituído por quatro baluartes, um reduto quadrangular, onde está a capela, uma casa à prova de bomba e, no segundo andar, a casa do governador. Tem no seu terraço duas cisternas que, quando cheias, armazenavam água para a totalidade da guarnição por três a quatro meses. Nos terraplenos encostados à face interna da muralha existem velhas casamatas, todas com chaminés como era típico na altura.
Repetidamente assediado durante a Guerra da Restauração, foi durante o cerco à cidade de Elvas, liderado pelo comandante espanhol D. Luís de Haro, em 1658, que se destacou pela sua resistência heroica. O cerco de 1658 precedeu a Batalha das Linhas de Elvas a 14 de Janeiro de 1659.
No início do séc. XIX, a defesa foi complementada com a construção de trincheiras de pedra, de perfil curvo, a nascente e a sul, e angulosas a poente, a abertura de covas de lobo na rocha ao longo das estruturas, e a construção de uma galeria subterrânea de comunicação com a praça, integrado um paiol circular, coberto por cúpula. O forte comunicava com a cidade ainda por caminho coberto, construído logo em 1644, desenvolvido em linha recta a partir da porta de acesso ao forte, com parapeitos e banqueta de ambos os lados.
Entre 1999 e 2000 decorreram aqui obras para adaptação do monumento a Museu Militar, onde o visitante pode verificar toda a história militar da cidade bem como vários artefactos de guerra que marcaram as várias épocas. Em 2014, o Forte de Santa Luzia foi integrado num novo projeto do Ministério da Defesa Nacional, criado com o apoio do Turismo de Portugal, chamado Turismo Militar, que apresenta roteiros históricos baseados em heróis portugueses.

Ler mais:
http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=3244
https://elvasnews.pt/elvas-recantos-historia-forte-santa-luzia/
http://www.cm-elvas.pt/descobrir/project-item/forte-de-santa-luzia-2/
https://www.turismomilitar.pt/index.php?lang=pt&s=pois&id=62&title=Santa_Luzia_Fort
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Santa_Luzia

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Cemitério militar português de Richebourg

A I Guerra Mundial inaugurou um processo de massificação da morte nunca antes experimentado. O quantitativo de soldados perecidos que se acumulava nos campos de batalha, em terra de ninguém, inicialmente sepultados em cemitérios civis próximos da frente, cuja sustentabilidade espacial rapidamente se esgotava, despertou uma necessária reacção das forças dirigentes envolvidas no confronto. Procurou-se rapidamente regulamentar e criar cemitérios militares de forma a evitar a presença eminente da morte, não só pelos efeitos na moral das tropas e no agravamento das condições de saúde na frente, mas acima de tudo para evitar o retorno desta visível massa de corpos a casa.
Em Portugal, a primeira legislação para tratamento dos mortos de guerra portugueses na frente europeia surge em 1917. Procurou-se regulamentar esta situação com a estruturação de um serviço, futuramente denominado Comissão Portuguesa das Sepulturas de Guerra (CPSG), responsável pela identificação, concentração e inumação dos corpos. Face a uma limitação de recursos, exigiu-se da CPSG um esforço acrescido para concentrar os corpos espalhados pelo território da Flandres em cemitérios militares exclusivamente portugueses, criados para tal com a devida e necessária monumentalidade.
O cemitério militar português de Richebourg é um cemitério militar da Primeira Guerra Mundial, localizado no território do município de Richebourg, no departamento francês de Pas-de-Calais. É o único cemitério militar exclusivamente português em França.
Patrocinado pela CPSG, este cemitério português, construído nos anos 30, segundo o projecto do arquitecto Tertuliano Lacerda Marques, reúne 1831 militares mortos na frente europeia durante a I Guerra Mundial. Integra ainda um grande memorial, o Altar da Pátria, destinado a revalorizar o ideal do patriotismo e a sacralizar a memória dos que caíram em defesa do país.
O cemitério português, no norte de França, é um dos "locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial (Frente Ocidental)" que integraram, em abril de 2014, a "lista indicativa" de França para futuras candidaturas a património da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cemitério_militar_português_de_Richebourg
http://www.memorialvirtual.defesa.pt/Paginas/Cemiterios.aspx
https://acervo.publico.pt/culturaipsilon/noticia/cemiterio-militar-portugues-de-richebourg-lavoue-1664908
https://www.dn.pt/sociedade/interior/cemiterio-portugues-de-richebourg-em-lista-para-candidatura-a-unesco-5640916.html

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Museu do Ar em Alverca

O Museu do Ar, sediado junto à Base Aérea nº1 na localidade da Granja do Marquês - Pêro Pinheiro em Sintra e com dois pólos visitáveis, em Alverca e em Ovar, foi criado em 21 de Fevereiro de 1968 (Decreto - Lei nº.48 248). 
Está na dependência do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e tem como objectivo a conservação, segurança e exposição de objectos de valor histórico, artístico e documental, aviões e miniaturas dos mesmos que se consiga e convenha reunir e preservar por constituírem valiosa contribuição para a história da aviação nacional.
Em Alverca é visitável uma exposição que cresceu desde a sua inauguração em 1971. À semelhança do núcleo principal do Museu do Ar, em Sintra, pode-se acompanhar as origens da Aeronáutica Militar e da Aviação Naval, o Corpo Expedicionário Português (1917) as Esquadrilhas Expedicionárias a Moçambique e a Angola (1917-1918), no âmbito da I Grande Guerra. São igualmente dignas de referência as Viagens Aéreas transcontinentais dos Portugueses, nos anos vinte e trinta.
A coleção exposta na Sala dos Pioneiros ou Sala Edgar Cardoso recorda figuras relevantes da Aviação Portuguesa, através dos seus troféus, documentos, condecorações e outros objetos pessoais. Este acervo, legado ou doado constitui património inestimável do Museu do Ar.
O núcleo de Alverca expõe ainda uma colecção dedicada à presença da Força Aérea em África, durante a Guerra Colonial Portuguesa de 1961 a 1974. Expõe-se armamento de avião, uma colecção numismática, um helicóptero Alouette II e miniaturas de aviões contando a história da aviação nacional e internacional.
Ao novo espaço museológico, que pretende ser a memória da aviação militar e civil portuguesa, juntou-se também a TAP e a ANA que apresentam os seus acervos em duas áreas com cerca de 1400 m2.

Ler mais:
http://www.museudoar.pt/pagina-006.001
http://www.acar.pt/historia.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Ar
https://www.emfa.pt/unidade-55-museu-do-ar

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Padrão do Terreiro da Batalha de Montes Claros


A Batalha de Montes Claros, foi travada em 17 de junho de 1665, em Montes Claros, Borba, entre Portugueses e Espanhóis. Passando neste local a estratégica estrada entre Vila Viçosa e Estremoz, o Marquês de Caracena tentou impedir que as tropas portuguesas acudissem Vila Viçosa, onde os espanhóis pretendiam destruir o Palácio dos Duques de Bragança, símbolo da nova dinastia. 
Campo de batalha
As tropas portuguesas, comandadas pelo Marquês de Marialva e pelo Conde das Galveias conseguiram o feito de derrotarem o mais poderoso exército da Europa, mostrando ao Mundo que uma reconquista de Portugal por Espanha seria uma tarefa dispendiosa, demorada e mesmo impossível. Graças a esta batalha, a paz entre os dois países foi assinada em 1668, iniciando uma nova era de prosperidade, optimismo e riqueza para Portugal. 
No local foi mandado edificar, pelo Príncipe Regente D. Pedro, o Padrão de Montes Claros, uma coluna em mármore para assinalar uma das mais importantes batalhas da história de Portugal. 
O Terreiro da Batalha de Montes Claros foi classificado como Monumento Nacional, no Conselho de Ministros de 06 de dezembro de 2012.

Fonte: Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central    
http://www.cimac.pt/pt/site-visitar/lugares/Paginas/Montes-Claros.aspx

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/8891555
http://ensina.rtp.pt/artigo/a-batalha-de-montes-claros/
https://guerradarestauracao.wordpress.com/tag/montes-claros/

Forte Jesus de Mombaça