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domingo, 11 de outubro de 2020

Restaurante "O Toucinho"


Fundado em 1962, é talvez o restaurante mais conhecido de Almeirim por ter sido aqui que nasceu a famosa sopa da pedra. 
É um local onde a tradição gastronómica e a festa brava se juntam, a começar pelo proprietário do restaurante, José Manuel Toucinho, um antigo forcado. As salas são decoradas com cartazes de corridas e fotografias de forcados e toureiros.
Para além da Sopa da Pedra, apresenta uma ementa baseada em pratos regionais e em grelhados no carvão.

Ler mais:
https://www.toucinho.com/
http://www.viverotejo.pt/comer/Details/28

sábado, 22 de setembro de 2018

O Fandango do Ribatejo

O fandango é uma dança castiça, típica da região ribatejana, uma das mais populares do folclore português.

Provavelmente importado de terras andaluzas, o fandango ganhou cores próprias nas zonas onde foi mais acarinhado: no Minho (com o vira galego) e, em especial, no Ribatejo. As diferenças entre o fandango português e o fandango espanhol são já tantas que dificilmente conseguimos hoje ver o segundo como primogénito do primeiro, exceptuando numa certa apetência de ambos para o sapateado. Mais facilmente descortinamos o portuguesismo no fandango que foi levado por nós para o Brasil, sobretudo no fandango caiçara, esse sim, com reconhecíveis afinidades.
Apesar das suas variantes, o fandango ribatejano caracteriza-se como baile de despique entre dois homens, na maior parte das vezes campinos, numa luta de passos com o fim de cortejar uma mulher.
Era a dança das eiras ribatejanas, das lezírias do Tejo que antecipam o Mar da Palha, campos acamados com a água da beira-rio. Pode ser acompanhada por uma multiplicidade de instrumentos, de cordofones aos foles ou mesmo aos metais, tendo no acordeão ou na concertina ou na harmónica os seus suspeitos do costume. A fazer de percussão, entra a cana rachada, instrumento ultra improvisado e forjado nos canaviais.
Quando a música já marcha, entra o que importa: o baile. Peito hirto e vertical, cabeça praticamente imóvel e levantada, polegares espetados e escondidos debaixo das covas dos braços ou nos bolsos da jaqueta. Da cintura para cima, é isto, pouco ou nada se mexe. Porque todo o movimento está guardado para as pernas e para os pés – as primeiras com movimentos rápidos e cruzados, os segundos decalcam e estacam solas e biqueiras no chão. Uma modificação a este baile de dois é a introdução de duas varas, uma para cada dançarino, numa apropriação que o Ribatejo fez do nortenho jogo do pau, chamando-se a esta forma o Fandando de Varapau.

Ler mais:
http://www.folclore-online.com/dancas_populares/fandango.html#.W6awVWhKhQI
https://www.portugalnummapa.com/fandango/
https://www.dn.pt/sociedade/interior/fandango-patrimonio-da-humanidade-5223387.html
http://www.mediotejo.net/fandangadas-por-aurelio-lopes/

sábado, 30 de junho de 2018

Sopa da Pedra



A Sopa da Pedra é uma sopa tradicional da cozinha portuguesa, originária de Almeirim, no Ribatejo.
Trata-se de uma sopa consistente e rica, feita à base de carne, enchidos, feijão, couve, batatas e cenoura. Tradicionalmente, e seguindo a lenda da história que lhe deu origem, coloca-se a pedra, bem lavada, no fundo da terrina e, depois de comida a sopa, guarda-se a pedra para a próxima vez que for confeccionada.
Estátua, em Almeirim, do frade da sopa da pedra

A designação desta sopa encontra-se em muitas culturas ocidentais e tem como base um conto tradicional que nos diz ter sido um frade lambareiro e espertalhão o primeiro homem a confeccioná-la. 
Sendo um dos pratos típicos da região ribatejana e um dos ícones da cozinha tradicional, a sopa da pedra foi um dos pratos finalistas no concurso das "7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa".


Fonte (com a dvida vénia): "Cozinha Tradicional" (http://www.cozinhatradicional.com/sopa-da-pedra-almeirim/)

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sopa_da_pedra
https://asenhoradomonte.com/2012/09/05/sopa-da-pedra/

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Ponte Salgueiro Maia


A Ponte Salgueiro Maia, que liga Santarém a Almeirim, foi inaugurada no dia 11 de junho de 2000, pelo então primeiro-ministro António Guterres.
A nova travessia - a 13ª rodoviária entre as duas margens do Tejo em território português - entre Santarém, na margem direita, e Almeirim, na margem esquerda, entrou ao serviço pouco mais de dois anos após a inauguração da Ponte Vasco da Gama, e quase 119 depois da Ponte D. Luís, em Santarém.
A nova travessia sobre o rio Tejo - caracterizada pela Ponte Salgueiro Maia, com 570 metros de extensão e um conjunto de viadutos de acesso com cerca de quatro quilómetros sobre o Tejo, entre Santarém e Almeirim, representou um investimento estimado em 81 milhões de euros.
O autor do projecto foi Câncio Martins, o mesmo da Ponte da Via do Infante em Castro Marim/Vila Real de Santo António e da ponte de Macau, que apresentou neste caso mais uma obra de estética atraente.
Ponte e viadutos de acesso atravessam toda a zona da lezíria, que assim é preservada.
A nova travessia integra-se num lanço de 10,8 quilómetros do Itinerário Complementar 10 (IC10), que liga as auto-estradas A1 e A13. A empreitada, designada por IC10/Ponte sobre o rio Tejo em Santarém e acessos imediatos, inclui a ponte com a extensão de 570 metros, um viaduto de acesso à margem direita (Santarém), com a extensão de 1 562 metros, outro de ligação à margem esquerda (Almeirim), com 2 266 metros.
O empreendimento integra dois viadutos sobre a ribeira das Fontaínhas, um com 669 metros de extensão, outro de 220, além de 16 restabelecimentos de estradas e caminhos, dos quais cinco são passagens superiores e três inferiores, com destaque para uma sob as condutas de água da EPAL, do adutor de Castelo do Bode.

Fonte: https://www.tsf.pt/arquivo/2000/portugal/interior/ponte-salgueiro-maia-foi-hoje-inaugurada-753396.html

Forte Jesus de Mombaça