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sábado, 14 de julho de 2018

Pelourinho de Castelo Novo


O pelourinho de Castelo Novo localiza-se ao centro da principal praça da localidade, fora das muralhas, num trecho urbanístico que é limitado pelo edifício dos Paços do Concelho (de cronologia quinhentista, embora sujeito a obras posteriores) e pelo Solar dos Gamboas (edifício nobre do século XVIII). 
A sua construção neste local revela a transferência de poder verificada na transição entre a Idade Média e a Época Moderna, que originou a actual configuração desta praça e ditou a decadência do castelo. Este tinha sido a sede de poder desde 1202, altura em que Castelo Novo (então sob a designação de Alpreade) recebeu o seu primeiro foral.
Possivelmente coevo da carta de foral concedida à povoação em 1510 por D. Manuel I, e da renovação então efectuada no castelo e nos Paços do Concelho, assenta num alto soco octogonal de seis degraus. O fuste, sem plinto, compõe-se de duas secções, sendo a inferior oitavada e lisa, e a superior estriada e ornada com bosantes e elementos fitimórficos. O capitel, ornado por meias esferas e flores-de-lis, conserva ainda os ferros das forcas. O bloco de remate, octogonal, encimado por uma pirâmide decorada com trifólios, apresenta em duas das faces a cruz de Cristo e, nas restantes, a esfera armilar e o escudo nacional.
É um exemplar qualificado da tipologia dos pelourinhos manuelinos do séc. XVI. Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 11 de outubro de 1933.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72312/
http://www.aldeiashistoricasdeportugal.com/o-que-ver/pelourinho-2
http://www.e-cultura.sapo.pt/patrimonio_item/3179
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pelourinho_de_Castelo_Novo
http://www.memoriaportuguesa.pt/castelo-novo

sábado, 7 de abril de 2018

Caldudo de castanhas

Esta sopa era muito usada antigamente, porque as castanhas eram a base da alimentação, antes da divulgação do milho e da batata, resolviam o problema da falta de alimentos, para além disso era um alimento muito versátil, podia ser usado de vários modos, cozidas, assadas...
Para as conservar durante mais tempo, eram secas e a secagem era normalmente feita no caniço, uma estrutura feita de pequenas tábuas ou varas pregadas em barrotes por cima da pedra do lar, onde diariamente se acendia o lume.
O calor do lume, passando pelos espaços entre as varas é que as secava. E eram estas castanhas secas, depois de piladas que serviam para fazer o caldudo.

Para se fazer um bom caldudo, as castanhas têm que estar bem secas.
Põem-se de molho de um dia para o outro, depois tiram-se algumas peles que ainda tenham, coloca-se água num tacho com um pouco de sal, deitam-se as castanhas lá para dentro e deixam-se cozer.
Com uma colher e um garfo, vemos se já se esmagam. Quando se esmagarem, estão cozidas.
Havia quem gostasse de esmagar as castanhas todas; a tua avó deixava sempre algumas inteiras…
Despejamos a água que ainda se encontra no tacho e colocamos o leite juntamente com o açúcar. Deixamos ferver lentamente e vamos provando.
Quando punha o leite e o açúcar, gostava de deitar um pouco de canela e uma casquinha de limão. Ficava mais saboroso.
      Fonte: J.M.S.     http://dosenxidros.blogspot.pt/2017/02/o-caldudo.html    (com a devida vénia)

Esta famosa sobremesa foi, durante séculos, prato quase diário das populações da beira.

Ler mais:
http://dosenxidros.blogspot.pt/2017/02/o-caldudo.html
http://artes-viagens-sabores.blogspot.pt/2012/02/caldudo.html

sexta-feira, 2 de março de 2018

Chafariz de D. João V


Este chafariz localiza-se situa-se ao cimo da vila de, um pouco abaixo do Palácio do Picadeiro, no largo do Chafariz no concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco. É conhecido por Chafariz de D. João V, mas também por Chafariz Real ou das Seis Bicas.
Trata-se de um chafariz monumental que foi construído durante o reinado de D. João V, possivelmente no ano de 1714. Todo ele é edificado em granito e é constituído por um baluarte com três faces, cada uma com sua bica, que jorram água para um tanque comum. Por cima do baluarte está uma coroa que cobre as armas reais do rei D. João V.

Forte Jesus de Mombaça