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sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Museu de São Roque

 

O Museu de São Roque foi um dos primeiros museus de arte a serem criados em Portugal.

Abriu ao público em 11 de janeiro de 1905, com a designação de Museu do Thesouro da Capela de São João Baptista, em evocação da importante coleção de arte italiana que esteve na origem da sua criação.

Ocupa a área central do edifício da antiga casa professa da Companhia de Jesus, espaço residencial contíguo a uma das mais importantes obras de arquitetura religiosa portuguesa e uma das três mais antigas igrejas da Companhia de Jesus em Portugal: a Igreja de São Roque, inaugurada em 1573. Trata-se de um monumento classificado como património nacional, que mantém a sua integridade no que respeita ao traçado arquitetónico, património integrado e móvel.

Em 1768, após a expulsão dos jesuítas de Portugal, a Igreja e a antiga Casa Professa de São Roque foram doadas com todos os seus bens à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que os preservou até ao presente.

O conjunto reúne um acervo que se destaca pela qualidade e diversidade das suas coleções artísticas, oferecendo aos visitantes uma incursão pelos mais importantes momentos da história e da história da arte portuguesas.

Embora inclua objetos de arte profana, a maioria das peças de ourivesaria esteve ao serviço da igreja, enquanto adereços das esculturas ou alfaias litúrgicas destinadas ao culto, sendo a maior parte das obras representativa da arte sacra portuguesa dos séculos XVII e XVIII.

Texto e imagens retirados de:
Museu de São Roque
https://museusaoroque.scml.pt/museu-igreja/

sábado, 14 de novembro de 2020

Estação ferroviária de Lisboa-Oriente

A Estação Ferroviária de Lisboa - Oriente, ou simplesmente Gare do Oriente, é uma importante interface ferroviárias e rodoviária de Lisboa. Projetada pelo arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava, ficou concluída em 1998 para servir a Expo’98, e, posteriormente, o Parque das Nações.
O complexo inclui uma estação do Metropolitano de Lisboa (designada Oriente) no primeiro nível e um espaço comercial e uma estação rodoviária (tanto local como de médio/longo curso) nos dois níveis seguintes, sendo os dois últimos níveis ocupados pela estação ferroviária, servida pela CP com comboios suburbanos e por serviços de médio e longo curso.
Em 1994, já tinha sido lançado o concurso internacional para o projeto da Gare do Oriente, tendo sido escolhido o do arquiteto Santiago Calatrava. No seu estilo único, combina materiais como o betão, o vidro e o aço, mantendo visíveis estruturas que outros arquitetos escondem. Na Gare do Oriente criou uma estrutura de grandes dimensões com um aspeto elegante e leve, que a alguns faz lembrar um bosque de árvores metálicas e a outros as colunas e os arcos de uma catedral gótica.
A Gare foi inaugurada no dia 18 de Maio de 1998, no âmbito da Exposição Mundial de 1998.
Na altura da sua entrada em serviço, era considerada a maior estação intermodal em território nacional. Destacou-se pela sua traça arrojada e elegante, tendo recebido o Prémio Brunel de arquitetura em outubro de 1998, na categoria de grandes estações construídas de origem.

Ler mais:
https://www.jf-parquedasnacoes.pt/p/arte_urbana_estacao_do_oriente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gare_do_Oriente


domingo, 8 de novembro de 2020

Monumento a Pedro Álvares Cabral

O Monumento a Pedro Álvares Cabral está situado numa rotunda, junto ao Jardim da Estrela, em Lisboa.
Esta estátua foi inaugurada em 1941 com honras militares, estando presentes representantes da marinha, da Legião Portuguesa e da Mocidade Portuguesa. O monumento é uma réplica do existente no Rio de Janeiro de autoria de Rodolfo Bernardelli (1940) e foi oferecida a Portugal pelo governo brasileiro.
A estátua representa Cabral, de bandeira em punho, e de pés assentes sobre o monte descoberto, rodeado pelos seus homens, à chegada ao Brasil.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_a_Pedro_Álvares_Cabral

sábado, 31 de outubro de 2020

Praça do Areeiro

O conjunto arquitetónico da Praça do Areeiro (atual Praça Francisco Sá Carneiro), classificado pela Câmara Municipal de Lisboa, foi construído no final da década de 1940, refletindo o espírito de prosperidade que se seguiu à destruição causada pela Segunda Guerra Mundial. Foi uma época de construção de grandes obras públicas, de novos bairros e avenidas, que tinha sido iniciada uma década antes por Duarte Pacheco.
Toda a praça é, aliás, um monumento à arquitetura daquele período, com a sua simetria e monumentalidade, criada com a forma do escudo da bandeira nacional.
Respirava-se uma grandiosidade que se reflete na zona, e pretendia-se dignificar um espaço que outrora fora um extenso areal. A Praça do Areeiro passaria então a ser a mais importante via de entrada na cidade de Lisboa.
Edifícios residenciais de construção sólida, exemplos de qualidade e durabilidade, com materiais novos na altura, tornando a criação do arquiteto Cristino da Silva num marco resistente ao tempo.
A monumentalidade e robustez, desde o embasamento revestido em pedra, às colunatas das arcadas. O 1º andar com varandas e altura superior, a métrica regular das janelas, a cornija a delimitar o último piso. O simbolismo dos detalhes como caravelas e esferas armilares, e os traços de arquitetura tradicional das coberturas em telha. Tudo conferia ao conjunto um estilo intemporal.
Segundo o crítico José-Augusto França, com o seu caráter "historicista-monumental", o Areeiro evoca "temas urbanos da contemporânea Berlim Nazi ou da Espanha Franquista (eixo simétrico e monumental da composição, galeria térreas com arcadas em pedra), em articulação com temas nacionais, como as coberturas em coruchéu piramidal".

Fonte:
https://areeiro-select.pt/historia/

sábado, 10 de outubro de 2020

Palacete Conceição e Silva

O Palacete Conceição e Silva situa-se nos nº 226 e 228 da Avenida da Liberdade, em Lisboa. 
Iniciada a construção em 1891, a sua característica arquitetura romântica insere-se perfeitamente no denominado estilo neo-árabe, embora denuncie outras fontes de inspiração, patenteadas na eclética e vasta gramática decorativa, observável, por exemplo, ao nível dos estuques pintados ou trabalhados, bem como dos vitrais, cuja iconografia inclui elementos geometrizantes e figurações humanas, todos assinados e datados.
De planta retangular, este antigo palacete possui quatro registos, cave e três corpos. Ao nível do primeiro destes registos verificamos a existência de duas portas nos dois corpos laterais, ambas com arco em ferradura e alfiz decorado, tendo ao centro janelas com molduras de diferente tipologia. Quanto ao segundo registo, constata-se a existência de janelas com arco em ferradura, encontrando-se algumas assentes em colunas. Por fim, no terceiro registo, as portas são de sacada em arco trilobado e em ferradura, todas com alfizes decorados e apoiados de forma similar.
Relativamente ao quarto registo, o corpo central forma uma espécie de torre, vazado por um arco redondo de consideráveis dimensões e encimada por uma platibanda perfeita de merlões escalonados. Os dois corpos laterais, por seu lado, finalizam numa espécie de área amansardada, com janelão redondo e saliente, emoldurado em cantaria.
Está classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Dec. nº 735/74, DG 297 de 21 Dezembro de 1974.

Fonte: A. Martins - DGPC
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73385
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3981

Museu da Presidência da República

O Museu da Presidência da República localiza-se em Lisboa, no Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República portuguesa.
Inaugurado em 5 de outubro de 2004, por iniciativa do presidente Jorge Sampaio, o museu foi criado com dois grandes objetivos. O primeiro prende-se com a pedagogia cívica e visa proporcionar aos cidadãos em geral e aos jovens em particular uma informação acessível, atualizada e cientificamente fundamentada sobre a instituição presidencial e os seus titulares, a sua história e o lugar que ocupa na arquitetura constitucional portuguesa. O segundo é que possa funcionar como um incentivo para a realização de estudos históricos, políticos e sociológicos, indispensáveis a um conhecimento mais profundo da nossa história institucional e da evolução da nossa sociedade na sua relação com o Estado.

O Museu foi concebido como um espaço moderno, dinâmico, assente em novas técnicas museológicas, integrando-se numa concepção democrática e participada do exercício do poder político que supõe a abertura e a aproximação das instituições aos cidadãos.
Combina a exposição tradicional de peças de coleção ligadas aos políticos que chefiaram o Estado português desde 1910 com sistemas interativos de informação e conhecimento. O percurso da visita inicia-se com os Símbolos Nacionais Portugueses e termina numa abordagem dos poderes, funções e atividade dos Presidentes e Primeiras-damas do país.
Entre os objetos pessoais e simbólicos em exposição, destacam-se: a pistola que acompanhava Sidónio Pais, o monóculo de Spínola; uma pequena agenda utilizada por Américo Tomás; e o relógio de ouro que pertenceu a Mendes Cabeçadas.
No tocante à iconografia, destacam-se a Galeria de Retratos Oficiais dos Presidentes da República Portuguesa, pintados por artistas de renome, como por exemplo Columbano Bordalo Pinheiro, Henrique Medina, Júlio Pomar, Paula Rego, entre outros.

Ler mais:
http://www.museu.presidencia.pt/index.php
https://www.gluseum.com/PT/Lisbon/109274725757248/Museu-da--Presidência-da-República
https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_da_Presidência_da_República

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Monumento ao Marquês de Pombal

 

A Rotunda do Marquês de Pombal nasceu do prolongamento da Av. da Liberdade, o antigo Passeio Público pombalino. No Plano de Ressano Garcia (1847-1911), executado nas primeiras décadas do séc. XX, aquela Avenida tinha deixado de ser um fim em si mesma, desaguando agora na nova Rotunda, a primeira de distribuição, que iria estruturar o espaço da nova cidade, para Norte. O Monumento a Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal e ministro do Rei D. José tem origem nas comemorações evocativas do centenário da sua morte, em 1882.

Os autores foram os arquitectos Adães Bermudes e António do Couto e os escultores Simões de Almeida (sobrinho), Leopoldo de Almeida e Francisco dos Santos. 
Inaugurado a 13 de Maio de 1934, o Monumento é constituído por um pedestal em pedra trabalhada, com 40 metros de altura, onde assenta a estátua, em bronze. Este pedestal ostenta, na parte superior, quatro medalhões onde figuram os principais colaboradores do Marquês de Pombal. A parte inferior da base encontra-se rodeada por diversas figuras alegóricas, "nomeadamente a figura feminina simbolizando «Lisboa reedificada» e três grupos escultóricos evocando as reformas levadas a cabo por Sebastião Carvalho e Melo. No cimo, a estátua do Marquês de Pombal, de corpo inteiro, assenta o braço sobre o dorso de um leão, que simboliza a força, a determinação e a própria realeza". A calçada em volta da rotunda está decorada com as armas de Lisboa.
Ler mais:
http://www.lisboapatrimoniocultural.pt/artepublica/eescultura/pecas/Paginas/Marques-de-Pombal.aspx
https://pt.wikipedia.org/wiki/Praça_do_Marquês_de_Pombal_(Lisboa)


domingo, 23 de dezembro de 2018

Rua Garrett


A elegante Rua Garrett é o centro do Chiado, pólo intelectual da Lisboa dos séculos XIX e XX. 
A meio do século XIX, ainda o Governo Civil tinha a incumbência da denominação dos arruamentos decidiu este que as Ruas do Chiado e Portas de Santa Catarina passassem a ter a denominação única de Rua do Chiado (Edital de 01/09/1859) e, só passados 21 anos passou a Rua Garrett, conforme o Edital municipal de 14 de Junho de 1880: « José Gregorio da Rosa Araujo, Presidente da Camara Municipal de Lisboa Faço saber que a mesma câmara, na sessão de 7 do corrente mez, em virtude da atribuição que lhes confere o nº 28 do artigo 103º do código administrativo, resolveu: 1º – que a rua do Chiado, em todo o seu prolongamento até à Praça de Luiz de Camões, passe a denominar-se ==Rua Garret».
Esta rua é uma atracção turística por si só, pois nela se encontram uma série de lojas de referência, livrarias antigas, como a Bertrand, cafés charmosos, como o centenário A Brasileira - com a estátua de Fernando Pessoa na porta - e muito mais.

Ler mais:
https://toponimialisboa.wordpress.com/2013/01/29/a-rua-garrett-e-o-chiado/
http://www.lisbonne-idee.pt/p3079-rua-garrett-encontra-belas-lojas-antigas-famosos-cafes.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rua_Garrett

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Museu Nacional do Traje

Inaugurado em 1977, instalado na Quinta do Monteiro-mor, resultou de um projecto consolidado com a realização da exposição O Traje Civil em Portugal, da responsabilidade de Natália Correia Guedes, que veio a ser a sua primeira directora.
Constituído com doações de particulares, contou também com a incorporação das peças de traje e acessórios existentes noutros museus nacionais. Nos anos que se seguiram e até à actualidade, as doações de particulares constituíram-se como a grande fonte de enriquecimento da colecção.
O Museu Nacional do Traje reúne uma colecção de indumentária histórica desde o séc. XVIII até à actualidade, que apresenta ao público numa exposição permanente que se caracteriza pela rotação das peças dos diversos períodos históricos e estilos ou tendências. Colecções ao Pormenor é uma linha de exposições temporárias que apresenta núcleos da colecção ou explora temáticas diversas. 
O Museu Nacional do Traje reúne colecções de traje civil, nacional e internacional e respectivos acessórios, fragmentos de tecidos e peças de bragal, materiais e equipamento que testemunham os processos de produção do têxtil, do traje e acessórios. O seu acervo conta ainda com colecções de bonecas e respectivos trajes, pintura e mobiliário, entre outras.
As variadas colecções em que se organiza este vasto acervo representam essencialmente o traje civil e respectivos acessórios, documentando a evolução das formas de vestir neste período de tempo, e representando sobretudo o modo de vestir da aristocracia e alta ou média burguesia. 
O traje popular, quase ausente das colecções aquando da criação do Museu, não sofre grandes variações de moda e é transformado, adaptado e usado até ao fio, não se conhecendo exemplares de épocas muito recuadas. 
O traje feminino representa o maior núcleo da colecção, associado a todo o tipo de acessórios. Completa-se com a colecção de traje interior, abundante e representativa dos séculos XIX e XX. O traje masculino está também presente, com predominância para as épocas em que a seda e o linho tinham primazia. Uma interessante colecção de traje de criança completa o núcleo do traje civil.
Está instalado no Palácio Angeja-Palmela, numa antiga quinta de recreio lisboeta e o seu jardim - o parque botânico do Monteiro-mor - está também disponível ao público.

Ler mais:
http://www.museudotraje.gov.pt/
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/museus-e-monumentos/rede-portuguesa/m/museu-nacional-do-traje/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Nacional_do_Traje

domingo, 9 de dezembro de 2018

Estádio José Alvalade


O Estádio José Alvalade é um estádio de futebol localizado em Lisboa, pertencente ao Sporting Clube de Portugal. Esta nova infra-estrutura desportiva veio substituir o anterior estádio José Alvalade que havia sido construído em 1956.
O novo Estádio José Alvalade, construído no âmbito do EURO 2004, está inserido numa estrutura designada por Alvalade XXI. Inaugurado em 6 de Agosto de 2003, tem projecto do arquitecto Tomás Taveira, traduzindo uma arquitectura arrojada e moderna, onde predominam as cores amarela e verde. 

Com capacidade para 50.095 lugares sentados e as bancadas, de cadeiras em múltiplas cores todas misturadas, dão a ilusão permanente de que no estádio está sempre uma imensa multidão. Este espaço multifuncional engloba, para além do estádio, serviços e empresas do Clube, o complexo desportivo, restaurantes, salas de cinema, bowling, zona comercial, um centro clínico, um health club, o espaço-museu do clube leonino, uma zona habitacional, entre outros.
O estádio foi inaugurado com a realização de um jogo entre o Sporting e o Manchester United, que terminou com a vitória da equipa local por 3-1. Além de ter sido palco de importantes jogos do Euro 2004, recebeu também a final da taça UEFA 2004/05.

Ler mais:
https://www.sporting.pt/pt/clube/infraestruturas/estadio-jose-alvalade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estádio_José_Alvalade
http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/estadio-alvalade-xxi-sporting-clube-de-portugal

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Monumento a Camões


Por Carta de Lei de 10 de agosto de 1845, foi o governo autorizado a expropriar por utilidade pública os terrenos necessários para a construção de uma grande praça, que se pensou aproveitar para a edificação do futuro Teatro Nacional.
Pensando-se então em erguer uma estátua em honra de Luís de Camões, foi decidido, pela respectiva Comissão, presidida pelo Duque de Saldanha, solicitar, para o efeito, a nova praça em construção e que, à mesma, fosse dado o nome do imortal autor de Os Lusíadas. Procedeu-se à colocação da primeira pedra, em 29 de junho de 1862, com a presença do Rei de Portugal.
O monumento, inaugurado em 9 de outubro de 1867, preparou e antecedeu as comemorações do terceiro centenário da morte de Camões, promovidas por Teófilo Braga, com o apoio de João de Deus, Antero de Quental, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão.
O Monumento, concebido pelo escultor Vítor Bastos, é constituído pelos seguintes elementos: a estátua evocativa do poeta é de bronze e mede 4 metros de altura. Assenta sobre um pedestal, oitavado, de mármore branco, com 7,5 metros de altura; em redor do pedestal oito estátuas, de pedra de lioz, de 2,40 metros de altura, representam vultos notáveis da cultura e das letras: o historiador Fernão Lopes, o cosmógrafo Pedro Nunes, o cronista Gomes Eanes de Azurara, os historiadores João de Barros e Fernão Lopes de Castanheda e os poetas Vasco Mouzinho de Quevedo, Jerónimo Corte-Real e Francisco de Sá de Meneses.
Foi a primeira estátua pública dedicada a um escritor e o custo da obra, paga ao escultor que a projectou, foi de trinta e oito contos.

Ler mais:
http://www.lisboapatrimoniocultural.pt/artepublica/eescultura/pecas/Paginas/Luis-de-Camoes.aspx
http://lisboadeantigamente.blogspot.com/2017/06/monumento-luiz-de-camoes.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_a_Camões

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Estátua equestre de D. José I

A estátua equestre de D. José I situa-se na Praça do Comércio, na cidade de Lisboa, e é da autoria do escultor Joaquim Machado de Castro. É uma obra escultória notável: trata-se da primeira estátua equestre realizada em Portugal, sendo também, neste país, o primeiro monumentos escultóricos na via pública dedicado a uma pessoa viva. Foi, ainda, a primeira estátua das suas dimensões a ser fundida de um só jacto, em Portugal, e uma das primeiras a sê-lo no mundo.
O artista conseguiu conferir um cunho pessoal à estátua que se manifestou na maestria do tratamento de D. José montado no seu cavalo e na alteração dos elementos que constituem a base desta figura. No projecto original o cavalo pisava um leão substituído por pequenas serpentes que serviram para esconder a estrutura de sustentação de um dos seus membros posteriores. As figuras aladas laterais, o Triunfo e a Fama, ganharam leveza, passando a uma masculina e outra feminina. O primeiro conduz um cavalo fogoso, a segunda um elefante, animais que representam, respectiva e simbolicamente, a Europa e a Ásia. Estes erguem-se sobre duas figuras humanas, representando os continentes americano e africano, que se submetem ao triunfo dos portugueses. Mas foi sobretudo na composição dos baixos-relevos que adornam o plinto que o escultor demonstrou a sua arte.
A fundição da estátua, realizada «num só jacto» em 15 de Outubro de 1774, foi entregue a Bartolomeu da Costa, engenheiro militar, nas oficinas de fundição do exército, utilizando os processos mais inovadores do seu tempo. A sua condução para a Praça do Comércio demorou 3 dias, tendo sido necessário abrir a rua do Museu de Artilharia para ser possível a passagem da zorra utilizada no seu transporte, um enorme carro capaz de suportar o peso da estátua.
Uma das principais dificuldades sentidas por Machado de Castro foi o facto de D. José se ter recusado a posar para a estátua. O escultor teve de recorrer a outras representações do rei, nomeadamente a efígie em perfil no cunho das moedas de real, e decidiu acentuar o capacete emplumado de modo a desviar as atenções do rosto. O rei foi representado como olhando para a sua direita, alinhado com a direcção do cavalo, que levanta a pata dianteira da direita. Os pés do cavalo esmagam serpentes no seu caminho. A estátua encontra-se voltada para o Tejo, e é enquadrada pelo Arco da Rua Augusta atrás de si, que intensifica a representação do poder régio.
O monumento, símbolo do renascimento nacional, foi inaugurado no dia 6 de Junho de 1775, em comemoração do aniversário do monarca, culminando com um lauto banquete oferecido pelo Marquês de Pombal.

Ler mais:
http://www.lisboapatrimoniocultural.pt/artepublica/eescultura/pecas/Paginas/DJoseI.aspx
https://www.guiadacidade.pt/pt/poi-monumento-e-estatua-de-d-jose-i-na-praca-do-comercio-24053
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estátua_equestre_de_D._José_I

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Teatro da Trindade

O Teatro da Trindade, um dos mais antigos teatros lisboetas ainda em actividade, está situado no Largo da Trindade, entre o Chiado e o Bairro Alto.
Passados mais de 140 anos desde a fundação,  o Teatro da Trindade representa um modelo arquitectónico de Teatros oitocentista à italiana, que resistiu à especulação imobiliária, às novas centralidades urbanas e até à menor adequação da estrutura de camarotes à exploração cinematográfica.
Fundado em 1867 pelo escritor e dramaturgo Francisco Palha, o Teatro da Trindade continua a ser um dos mais emblemáticos de Lisboa. No século XIX foi considerado o teatro mais chique da capital e estava equipado com o último grito em inovações da época: um engenhoso sistema de ventilação, balcão e uma plateia que subia mecanicamente ao nível do palco, transformando-a num magnífico salão de baile. A sala principal é uma fiel cópia dos modelos italianos e preserva até hoje todos os requintes da decoração. 
O teatro tem três fachadas. A principal, voltada para o norte e para o Largo da Trindade, é a fachada mais nobre, onde ficava a entrada real. Os medalhões que a decoram representam os bustos dos escritores António Ferreira (1528-1569), Damião de Góis (1502–1574), e Sá de Miranda (1481–1558), bem como o busto de Terpsichore, a musa da dança. A fachada nascente, de acesso ao público, alongava-se mais para sul, para a Rua Nova da Trindade, e era aí que se situava o Salão do Trindade, uma sala de forma rectangular, rodeada por uma galeria suspensa por colunas, com um palco num dos topos, onde se realizaram bailes, recitais de poesia, concertos, saraus e conferências. O Salão foi demolido em 1921, para construção do edifício da Anglo-Portuguese Telephone Company. Na reconstrução do teatro, em 1925, foi acrescentado um frontão com um tímpano decorado com azulejos, onde figura o monograma do Teatro da Trindade, com coroa de louros e laçada, por forma a rematar o topo, permitindo o destacamento da fachada do edifício do Teatro da fachada do edifício contíguo, obtendo assim alguma proeminência. A fachada poente, virada para a Rua da Misericórdia, corresponde à parede de fundo do palco, que através das janelas recebe uma boa iluminação natural.
Durante 150 anos por aqui passaram óperas, peças, concertos e filmes, e hoje, além do salão existe uma sala estúdio onde são apresentadas obras experimentais. Foi alvo de sucessivas obras de recuperação, e mantém-se como um dos pólos de cultura da cidade de Lisboa.

Ler mais:
http://www.e-cultura.pt/patrimonio_item/13858
https://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_da_Trindade
http://lisboa.convida.pt/poi/see-do/teatro-da-trindade-6804
http://restosdecoleccao.blogspot.com/2014/10/teatro-da-trindade.html

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Fonte Luminosa da Alameda

Situada em Lisboa, mais precisamente na Alameda Dom Afonso Henriques, a Fonte Luminosa da Alameda foi construída na década de 40 (séc. XX), por iniciativa do ministro das Obras Públicas, à época Duarte Pacheco, com o objectivo de assinalar o abastecimento de água, de modo regular, a toda a zona oriental da cidade.
Foi projectada em 1938 pelos arquitectos e irmãos Carlos e Guilherme Rebello de Andrade, sendo os seus baixos-relevos da autoria de Jorge Barradas e as suas esculturas da autoria de Diogo de Macedo e de Maximiano Alves, e foi inaugurada em 30 de Maio de 1948. Recebeu este nome devido aos seus belíssimos jogos de luz e de água. Em 2007, a Fonte Luminosa parou de funcionar, não só devido ao seu elevado estado de degradação, mas também devido ao vandalismo.
Em 2012, a Câmara Municipal de Lisboa deu por concluídas as obras de reabilitação do conjunto arquitectónico e monumental, cujo principal objectivo passou por retomar os jogos de água, recuperar o interior e o exterior da Fonte e permitir que esta fosse visitada pelo público.
A Fonte Luminosa da Alameda é alimentada pela água depositada no grande lago, através de um sistema automático composto por quatro bombas de água que se encontram situadas nos torreões laterais e por baixo do lago. A água é sugada e direccionada para as duas galerias superiores, caindo a partir das 13 janelas que se encontram no alto do corpo central. A água cai daí para as grandes taças de queda dupla e depois segue primeiro para o lago superior contracurvado e finalmente para o lago inferior que assume a forma de uma elipse.
Por baixo do lago existe ainda uma bomba de água que alimenta as várias estátuas, ou figuras alegóricas, representando um Tritão montado num cavalo (ao centro), rodeado por quatro tágides e treze nereides.

Fonte: Marisa Silva - http://www.historiadeportugal.info/fonte-luminosa-alameda/

Ler mais:
http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/fonte-monumental-da-alameda

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Castelo de São Jorge

O Castelo de São Jorge ergue-se na mais alta colina de Lisboa e foi desde muito cedo um espaço aprazível para a ocupação humana, datando do século II a.C. a primeira fortificação conhecida.
Intervenções arqueológicas permitiram registar testemunhos de ocupação desde pelo menos o século VI a.C., evidenciando a passagem de Fenícios, Gregos, Cartaginenses, Romanos e Muçulmanos.
Hoje, o Castelo de São Jorge integra a zona nobre da antiga cidadela medieval (alcáçova), constituída pelo castelo, os vestígios do antigo paço real e parte de uma área residencial para elites. A fortificação, construída pelos muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela: o alcaide mouro, cujo palácio ficava nas proximidades, e as elites da administração da cidade, cujas casas são ainda hoje visíveis no Sítio Arqueológico.
Após a conquista de Lisboa, em 25 de Outubro de 1147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, até ao início do século XVI, o Castelo de São Jorge conheceu o seu período áureo enquanto espaço cortesão. Os antigos edifícios de época islâmica foram adaptados e ampliados para acolher o Rei, a Corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do castelo. Transformado em paço real pelos réis de Portugal no século XIII, o Castelo de São Jorge foi o local escolhido para se receberem personagens ilustres nacionais e estrangeiras, para se realizarem festas e aclamarem-se Reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI.
Com a integração de Portugal na Coroa de Espanha, em 1580, o Castelo de São Jorge adquire um carácter funcional mais militar, que se manterá até ao início do século XX. Os espaços são reconvertidos, outros novos surgem. Mas, é sobretudo após o terramoto de Lisboa de 1755 que se dita uma renovação mais substantiva com o aparecimento de muitas construções novas que vão escondendo as ruínas mais antigas. No século XIX, toda a área do monumento nacional está ocupada por quartéis.
Com as grandes obras de restauro de 1938-40, redescobre-se o castelo e os vestígios do antigo paço real. No meio das demolições então levadas a cabo, as antigas construções são resgatadas. O castelo readquire a sua imponência de outrora e é devolvido ao usufruto dos cidadãos.
Já no final do século XX, as investigações arqueológicas promovidas em várias zonas contribuíram, de forma singular, para constatar a antiguidade da ocupação no topo da colina e confirmar o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de São Jorge como Monumento Nacional, por Decreto Régio de 1910.

Fonte principal: http://castelodesaojorge.pt/pt/historia/

Ler mais:
http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/castelo-de-sao-jorge
https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_São_Jorge
https://www.guiadacidade.pt/pt/poi-castelo-de-sao-jorge-13672

sábado, 22 de setembro de 2018

Cemitério Inglês em Lisboa


O tratado assinado em 1654 entre um Portugal em processo de recuperar a sua independência e a sua antiga aliada, Inglaterra, está na origem de um pouco conhecido cemitério lisboeta onde descansam retalhos da história com ligações a um punhado de nações europeias. 

O Cemitério dos Ingleses foi criado em 1717 (o mais antigo de Lisboa) mas só começaram os enterramentos em 1725. Situa-se na Rua da Estrela n.º 2, em frente ao conhecido Jardim público da Estrela.
No Tratado rubricado em Westminster a 10 de julho de 1654 entre Oliver Cromwell e o representante do rei João IV, Portugal prometia respeitar nas suas fronteiras a religião da comunidade britânica, numerosa pela tradicional relação mercante entre ambos os países.
Graças à apostila "e que se habilite um lugar para enterrar aos seus mortos" nesse acordo, a partir do século XVIII os protestantes de Lisboa - não só ingleses - puderam evitar ter de lançar os corpos dos seus familiares ao mar ou ao Tejo devido à proibição católica de admitir "hereges" nos seus cemitérios.
A tranquilidade, a vegetação exuberante e a beleza de alguns dos monumentos funerários deste espaço, que conta também com uma capela com serviços anglicanos, escondem a realidade das suas primeiras décadas de funcionamento. É que muitos dos enterrados eram marinheiros pobres, de origem especialmente inglesa mas também holandesa, que não contam com placa nem lápide alguma na sua lembrança e que em muitos casos nem sequer constam nos registos existentes. Entre os mortos do século XVIII, que contaram com honras e grandes monumentos, destaca-se o dramaturgo e romancista satírico inglês Henry Fielding, que morreu durante uma viagem a Portugal em 1754 na qual buscava uma mudança de ares que melhorasse a sua deteriorada saúde.

Uma época de especial actividade do cemitério foi a dos confrontos com as tropas napoleónicas, em torno de 1800, já que os ingleses enviaram soldados para ajudar Portugal. O morto mais célebre desse período é o militar e príncipe alemão Christian August de Waldeck, cuja destreza a aconselhar o Exército português levou a coroa portuguesa a erigir como monumento funerário em sua honra uma enorme pirâmide de mármore.
Praticamente o único dia do ano em que rompe a sua tranquilidade e reúne um número importante de membros da comunidade britânica em Lisboa é em novembro, no domingo mais próximo ao dia 11. Nesse dia celebra-se no Reino Unido o "Remembrance Sunday" ou "Domingo da Lembrança" das baixas nacionais das guerras mundiais, ao qual o cemitério de Lisboa adere com a realização de uma missa.

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http://lazer.publico.pt/patrimonio/248591_cemiterio-dos-igleses
https://www.efe.com/efe/portugal/destacada/as-mil-historias-portuguesas-francesas-ou-alem-s-do-cemiterio-ingles-de-lisboa/50000440-2654826
https://www.facebook.com/lisboadeantigamente/photos/a.1493633104195493/1934512726774193/?type=1&theater
https://aconteceemlisboa.pt/cemiterio-ingles/

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