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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Chalet e Jardins da Condessa d'Edla

O Chalet da Condessa d'Edla foi construído pelo rei D. Fernando II e sua segunda mulher, Elise Hensler, Condessa d'Edla, entre 1864 e 1869, segundo o modelo dos chalets alpinos então em voga na Europa.

É um edifício com uma forte carga cénica caracterizado pela marcação horizontal do reboco exterior, pintado a imitar um revestimento em pranchas de madeira, e pelo uso exaustivo da cortiça como elemento decorativo, forrando molduras de portas e janelas, beirados, varandas e troncos de árvore adossados às fachadas para suporte de trepadeiras.
A localização do chalet é notável pois, situado no extremo oposto do parque em relação ao palácio, mantém com este uma importante relação visual que é acentuada pela proximidade de um dramático conjunto de blocos de granito, as Pedras do Chalet, e por um vale que é sobranceiro.
Da varanda do chalet avistava-se o mar, das pedras, as muralhas do Castelo dos Mouros recortando a serra e ao fundo, o palácio. O jardim envolvente integra miradouros com vistas para o palácio e exóticas coleções botânicas provenientes de todo o mundo, como por exemplo os fetos arbóreos da Austrália e Nova Zelândia plantados no Vale.
Aquando da morte de D. Fernando, em 1885, o rei deixa em testamento todos os seus bens, incluindo o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena, à Condessa d’Edla. Após um processo judicial – que tinha como objetivo que este património passasse para a Coroa portuguesa –, Elise acabou por vender o Parque e Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros ao Estado, ficando com usufruto do chalet e do respetivo jardim até 1904.
Em 1999, o Chalet da Condessa d'Edla foi consumido por um incêndio, tendo reaberto ao público em 2011, depois de quatro anos de obras de recuperação em que a Parques de Sintra levou a cabo a reconstrução deste edifício de grande valor cultural, histórico e artístico. O projeto foi distinguido em 2013 com o Prémio União Europeia para o Património Cultural – Europa Nostra, na categoria de Conservação.

Ler mais:
https://visitsintra.travel/pt/visitar/monumentos/chalet-e-jardins-da-condessa-dedla
https://www.parquesdesintra.pt/pt/parques-monumentos/chalet-e-jardim-da-condessa-d-edla/

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Palácio Nacional de Sintra

No centro da vila de Sintra, marcando a paisagem com a silhueta inconfundível das duas chaminés cónicas que coroam a cozinha real, ergue-se o único palácio que atravessou toda a história de Portugal.
O Paço de Sintra atual é formado por muitos paços reais. É um conjunto de edifícios que foram construídos, acrescentados e adaptados ao longo de séculos, sendo a data da fundação do paço mais antigo um enigma por resolver ainda hoje. Muito provavelmente, o primeiro edifício foi construído por volta do século X ou XI, quando Sintra era território islâmico. No final da Idade Média, o Paço de Sintra era o centro de um território gerido pelas Rainhas de Portugal, mas foi também um dos espaços preferidos dos monarcas portugueses. A abundância de caça na região, a frescura do clima durante os meses de verão ou a necessidade de refúgio em períodos de peste na capital fizeram do Paço de Sintra um destino frequente.
Apresenta características de arquitetura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica. É considerado um exemplo de arquitetura orgânica, de conjunto de corpos aparentemente separados, mas que fazem parte de um todo articulado entre si, através de pátios, escadas, corredores e galerias.
As suas principais salas são: Sala dos Archeiros; Sala dos Cisnes, Quarto de Hóspedes, Sala Árabe; Sala Chinesa; Quarto de Afonso VI; Sala das Armas ou dos Brasões; Sala das Pegas e a Capela. Na Sala dos Cisnes há que destacar o tecto onde estão pintados cisnes e os azulejos verdes e brancos em xadrez e o facto desta sala ainda ser utilizada para banquetes oficiais do Primeiro-Ministro. Na sala Árabe pode-se encontrar azulejos de aresta e de "corda-seca" do começo século XVI. No quarto onde D. Afonso VI esteve preso durante 9 anos pode-se ver o pavimento cerâmico original do século XV. A sala dos Brasões é provavelmente a sala heráldica mais importante da Europa, pois possui todos os brasões das famílias nobres do reinado de D. Manuel I. Na sala das Pegas encontramos várias pegas pintadas no tecto a dizerem "Por Bem" que provavelmente se referem às senhoras da corte. Na Capela Palatina podemos observar azulejos alicatados, o fantástico tecto feito em técnica de alfarge e frescos do século XV que mostram pombas. Um Ex-libris deste Paço é sem dúvida a sua Cozinha, com enormes chaminés cónicas (33 metros de altura), fornos e toda a equipagem de cozinha. Po fim, não pode-se mencionar este monumento sem se falar nos seus azulejos cuja origem remonta ao período desde do século XIV até ao século XVIII.
O Palácio foi utilizado pela Família Real Portuguesa praticamente até ao final da Monarquia, em 1910. Foi aqui que D. Manuel recebeu a notícia da descoberta do Brasil, foi aqui que nasceu e morreu D. Afonso V, foi aqui que foi encarcerado D. Afonso VI e foi aqui que D. João II foi tornado rei.
Nos últimos anos, o Paço de Sintra tem-se assumido como um dos mais importantes polos culturais no coração da vila de Sintra. Faz parte da Paisagem Cultural de Sintra, inscrita pela UNESCO como Património Mundial, a 6 de dezembro de 1995. Desde setembro de 2012, integra o património sob a gestão da Parques de Sintra e, em 2013, foi incluído na Rede de Residências Reais Europeias.

Ler mais:
https://www.parquesdesintra.pt/pt/parques-monumentos/palacio-nacional-sintra/
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/museus-e-monumentos/rede-portuguesa/m/palacio-nacional-de-sintra/
http://www.sintraromantica.net/pt/monumentos/palacio-nacional-de-sintra
https://lifecooler.com/artigo/atividades/palacio-nacional-de-sintra-palacio-da-vila/326883/

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Cabo da Roca


O Cabo da Roca é o ponto mais ocidental de Portugal continental, assim como da Europa continental. Situa-se na freguesia de Colares, concelho de Sintra e distrito de Lisboa. O local é visitável, não até ao extremo mas até uma zona à altitude de 140 m. O cabo forma o extremo ocidental da Serra de Sintra, precipitando-se sobre o Oceano Atlântico.
Luís Vaz de Camões descreveu este cabo como o ponto “Onde a terra se acaba e o mar começa” (in Os Lusíadas, canto III). Esta frase está lapidada no suporte à cruz situada no cabo.
A sua flora é diversa e, em muitos casos, tem espécies únicas, sendo objecto de vários estudos que se estendem, igualmente, à geomorfologia, entre outros.
A 165 metros acima do nível do mar, encontra-se um farol mandado edificar em 1758, com 22 metros de altura, cuja luz tem um alcance de cerca de 48 quilómetros.
Este local faz parte do Parque Natural de Sintra-Cascais e durante o verão é visitado por inúmeros turistas que ali chegam de autocarro.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cabo_da_Roca
http://www.historiadeportugal.info/cabo-da-roca/
https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/cabo-da-roca

domingo, 16 de dezembro de 2018

Parque Natural de Sintra-Cascais

A Serra de Sintra e a sua orla marítima constituem uma zona de grande interesse ecológico e cultural, devido às suas características geomorfológicas, florísticas e paisagísticas.
A Área de Paisagem Protegida de Sintra-Cascais surgiu da necessidade de fazer frente às crescentes e intensas pressões turística e urbana que ameaçavam uma zona de grande sensibilidade e repleta de valores naturais, culturais e estéticos a preservar, favorecendo uma arquitectura integrada na paisagem, promovendo o desenvolvimento económico e o bem-estar das populações.
Criado em Criado em 1994, o Parque Natural Sintra-Cascais tem 14.583 hectares e possui um clima temperado mediterrâneo, de tipo oceânico, com influência atlântica.
A grande heterogeneidade do Parque Natural de Sintra-Cascais permite que aqui ocorram habitats que, em território europeu, são considerados prioritários para a conservação - dunas fixas com vegetação herbácea, dunas litorais, dunas com florestas de pinhal -, habitats considerados especiais para a conservação – arribas com vegetação das costas mediterrânicas, dunas móveis embrionárias, dunas móveis do cordão litoral, cursos de água mediterrânicos permanentes com cortinas arbóreas ribeirinhas, cursos de água mediterrânicos intermitentes, matagais arborescentes, vertentes rochosas, grutas marinhas submersas ou semissubmersas, carvalhais galaico-portugueses, carvalhais ibéricos e florestas de sobreiros. 
O Parque Natural de Sintra-Cascais é uma zona privilegiada de turismo e lazer, pela amenidade do clima, diversidade e beleza da paisagem. Na Resolução da UNESCO, 19ª Sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, em Berlim a 6 de dezembro de 1995, Sintra foi classificada como Património Mundial, no âmbito da categoria “Paisagem Cultural da Vila e Serra de Sintra”, por ser um conjunto em que elementos culturais e naturais são indissociáveis, articulando-se de uma forma harmoniosa.

Ler mais:
http://www2.icnf.pt/portal/ap/p-nat/pnsc
https://www.cascais.pt/equipamento/parque-natural-de-sintra-cascais

sábado, 24 de novembro de 2018

Quinta Acciaioli


A Quinta Acciaioli fica situada entre a Serra de Sintra e a costa atlântica, junto à vila de Almoçageme, freguesia de Colares, concelho de Sintra. Com uma área total aproximada de 24.000 m2 e uma área construída de cerca de 1.800 m2 distribuída por várias edificações, possui capela na casa Principal, ermida e piscina exterior.
A construção principal remonta ao Séc.XIX. A propriedade é ainda constituída por outras edificações que foram sendo construídas durante a primeira metade do século XX.

Ler mais:
https://www.remax.pt/Quinta-Venda-Colares-Sintra_121961191-80

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Coreto de Colares



Em 1887 foi criada uma comissão para a construção, no Largo de Nossa Senhora da Assunção, de um coreto, para ali tocar a banda da localidade.
O coreto, muito elegante e gracioso, é constituído de alvenaria e ferro e fica no local onde esteve outro de madeira, que o tempo danificou.




Fonte: http://riodasmacas.blogspot.com/2007/12/o-coreto-de-colares_21.html

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Parque e Jardins de Monserrate

Próxima do centro histórico de Sintra, situa-se uma das mais belas criações arquitectónicas e paisagísticas do Romantismo em Portugal: o Parque e Palácio de Monserrate, testemunhos ímpares dos ecletismos do século XIX.
Nos terrenos que correspondem actualmente ao Parque de Monserrate, terá existido uma capela que marcaria a sepultura de um cristão-moçárabe que morrera a combater um rico árabe que comandava a zona. Em 1540 o clérigo Gaspar Preto mandou edificar uma capela dedicada a Nossa Senhora de Monserrate, nesta altura a ermida e os terrenos circundantes pertenciam ao Hospital de Todos-os-Santos de Lisboa.
Em 1856 a propriedade é adquirida por um milionário dos têxteis inglês, Francis Cook, herdeiro da Cook, Son & Co. O palácio foi desenhado por James Knowles e os jardins foram alvo de intervenções pelo paisagista William Stockdale, o botânico William Nevill, e James Burt, mestre jardineiro, que passaria aliás o resto da sua vida em Monserrate. Cook faz de Monserrate a residência de Verão da família recheando-o com obras de arte da sua enorme colecção (hoje dispersa por inúmeros museus).
A propriedade ficará na posse da família Cook até 1947 quando Sir Herbert Cook é obrigado a vender a quinta depois da família ter perdido grande parte da fortuna na primeira metade do século XX. Saúl Fradesso da Silveira de Salazar Moscoso Saragga (1894-1964), comerciante de antiguidades de Lisboa, compra o palácio e irá vendê-lo em 1949 ao Estado Português, que compra ainda 143 hectares da Tapada de Monserrate. A Serra de Sintra, onde o palácio se localiza, é classificada como Paisagem Cultural - Património da Humanidade pela UNESCO em 1995 e em 2010 iniciam-se as obras de recuperação do Palácio de Monserrate, agora aberto ao público.
O parque desenvolve-se ao longo de 33 hectares e conta com diversos jardins onde se podem uma impressionante colecção botânica, com exemplares de todo o mundo. O Jardim do México localiza-se na zona mais quente e seca da propriedade reunindo-se aqui plantas dos climas mais quentes. O Vale dos Fetos apresenta diversos exemplares de Fetos-arbóreos dispostos ao longo da encosta.
Os Lagos Ornamentais possuem diferentes profundidades e temperaturas distintas de modo a albergarem plantas aquáticas exóticas contando-se como as mais importantes Papiros e Nenúfares.
Existe ainda um Roseiral com cerca de 200 variedades históricas e cujo restauro foi concluído em 2011, altura em que foi inaugurado por Sua Alteza Real o Príncipe de Gales e a Duquesa da Cornualha.
O parque é decorado por diversos elementos ao gosto romântico, entre eles encontram-se alguns projetados por William Beckford, como a Cascata artificial (foi necessário desviar um ribeiro para a conseguir), assim como o Arco de Vathek, que partilha o nome com a personagem principal do famoso romance de Beckford, Vathek). Acredita-se ainda que o falso Cromeleque seja também ele obra de Beckford.
No que toca a estruturas edificadas destacam-se a falsa ruína de uma Capela, da autoria de Francis Cook, ao gosto romântico da época e inspirada pelas inúmeras ruínas de mosteiros e abadias no Reino Unido.
Um Arco ornamental Indiano, comprado em 1857 por Cook a Charles Canning, Governador-Geral da Índia, decora o Caminho Perfumado que termina na entrada principal do palácio.
Em 2013 o Parque de Monserrate foi premiado com um European Garden Award na categoria de “Melhor Desenvolvimento de um Parque ou Jardim Histórico”.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Palácio_de_Monserrate#Parque_de_Monserrate
https://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/parque-e-palacio-de-monserrate/descricao/
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72839/
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=22672


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Campo de golfe da Penha Longa

A Quinta da Penha Longa é, por si só, um lugar histórico relevante, por nela se ter construído o primeiro convento da Ordem de S. Jerónimo em Portugal, datando de 1355 e sendo da responsabilidade de Frei Vasco Martins. Quando as ordens religiosas foram extintas, o convento foi vendido a particulares, sendo o seu segundo proprietário o conde de Penha Longa, Sebastião Pinto Leite, também Visconde de Gandarinha.
Hoje, o Penha Longa Resort, é um dos resorts de luxo mais impressionantes de Portugal, oferecendo uma rara oportunidade de explorar a beleza deslumbrante das montanhas de Sintra, enquanto desfruta de acomodações elegantes, restaurantes de classe mundial, campeonatos de golfe e um luxuoso spa e wellness centre.
Situado na orla do Parque Natural de Sintra-Cascais, o Penha Longa é um soberbo campo de golfe situado numa propriedade repleta de história.
Movimentos arrojados, abordagens corajosas e greens artísticos, contrastando com a beleza da serra de Sintra, deram ao campo de Golfe do Penha Longa Resort um lugar de destaque entre os 30 melhores campos de golfe da Europa Continental. Com 27 buracos e desenhado pelo famoso Robert Trent Jones Jr, possui os circuitos Atlântico, e Mosteiro, cada um oferecendo uma experiência diferente através das colinas de Sintra e do próprio resort.
Este campo de 18 buracos, emocionante em cada jogada, está integrado num terreno inclinado com vistas esplêndidas sobre o mar. Os greens elevados e os interessantes obstáculos de água, dos melhores do circuito europeu, requerem um elevado nível de precisão por parte dos jogadores. Em 2009, o campo sofreu profundas alterações, incluindo um sistema de irrigação mais avançado, bunkers renovados e replantação dos fairways e tees. O buraco mais famoso é o 6.º, um Par 5 junto a um elegante aqueduto romano.

Ler mais:
http://www.penhalonga.com/pt/golfe
http://www.portugal-live.net/P/golf/sintra.html
http://www.golf4you.pt/campos/38/penha-longa-mosteiro-
http://www.portugal-live.net/P/golf/sintra.html

terça-feira, 10 de julho de 2018

Convento dos Capuchos

A última vontade de um nobre, de ilustre ascendência e brilhante carreira militar no Oriente, promoveu a construção de um convento franciscano situado em plena serra de Sintra, em contacto directo com a natureza e de acordo com uma filosofia de extremo despojamento arquitectónico e decorativo.
O Convento dos Capuchos, também conhecido como “Convento da Cortiça”, foi fundado em 1560 por D. Álvaro de Castro, conselheiro de Estado do rei D. Sebastião, com o nome de Convento de Santa Cruz da Serra de Sintra, e entregue a frades arrábidos franciscanos, em resultado do cumprimento de um voto de seu pai, D. João de Castro, quarto vice-rei da Índia.
Os primeiros franciscanos capuchos que aqui habitaram, em número de oito, vieram do convento da Arrábida, trazendo consigo toda uma espiritualidade que privilegiava a pobreza e a ascese, e que se traduziu na arquitectura totalmente depurada que, desde então, acolheu os diversos religiosos que viveram nestas celas de dimensões reduzidas, escavadas na rocha.
Acompanhando o declive do terreno, a planta do complexo conventual é, naturalmente, irregular e antecedida por um terreiro com uma fonte, que marca a passagem de um mundo de luz natural para um outro, as celas (e demais dependências, algumas das quais forradas a cortiça, e articuladas entre si através de escadas e corredores talhados na rocha) e a igreja, onde impera a penumbra. A vida contemplativa abraçada pelos frades capuchos assim o impunha. A igreja, integrada no conjunto, é de uma só nave, destacando-se o retábulo-mor de mármore e o altar de embutidos, por constituírem os elementos de maior vanguarda (devem ter sido executados entre o final de Seiscentos e o início da centúria seguinte), fugindo ao rigorismo e pobreza observada nos restantes espaços. É também aqui que se encontra a lápide evocativa da fundação do convento, que perpetua a memória de D. João de Castro.
A portaria do convento, um simples telheiro com tecto e traves de madeira forradas de cortiça, constitui justa expressão da pobreza e contenção que norteou esta construção desprovida de elementos decorativos. 
Habitado ainda nos finais do século XVIII, o Convento de Santa Cruz dos Capuchos terá sido abandonado em 1834, com a extinção das ordens religiosas que o regime liberal determinara. 
Os elementos artísticos existentes no convento apresentam-se hoje muito degradados, fruto do próprio tempo, e sobretudo dos actos de vandalismo a que todo este monumento foi submetido.
A vegetação que rodeia o Convento deve-se já a políticas de gestão florestal de meados do século XIX. Antigamente, o local era muito mais aberto e ensolarado, como pode ser visto nas gravuras contemporâneas à ocupação dos frades. Fora da cerca do convento os terrenos eram cultivados e também se praticava a pastorícia. Os bosques estavam limitados aos terrenos rochosos. Os bosques estavam limitados aos terrenos rochosos e aos altos dos penedos. A mata do convento, com os seus velhos carvalhos e arbustos de grande porte, beneficiou seguramente da protecção dos religiosos. Tendo sobrevivido até aos nossos dias, a mata constitui provavelmente o testemunho mais importante da floresta primitiva da serra de Sintra.

Ler mais:
http://www.cm-sintra.pt/convento-dos-capuchos
http://www.serradesintra.net/convento-dos-capuchos
https://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/convento-dos-capuchos/descricao/
http://www.sintraromantica.net/pt/monumentos/convento-dos-capuchos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Convento_dos_Capuchos_(Sintra)
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72838/

quinta-feira, 28 de junho de 2018

A Serra de Sintra, vista por Eça de Queiroz

"Mas, ao chegar a Seteais (...) Iam ambos caminhando por uma das alamedas laterais, verde e fresca, de uma paz religiosa, como um claustro feito de folhagem. O terreiro estava deserto; a erva que o cobria crescia ao abandono, toda estrelada de botões de ouro brilhando ao sol e de malmequerzinhos brancos. Nenhuma folha se movia: através da ramaria ligeira o Sol atirava molhos de raios de ouro. (...)
Quando passaram o arco, encontraram Carlos sentado num dos bancos de pedra (...) Endireitou-se logo, já toda a emoção o deixara, mostrava os maus dentes num sorriso amigo, e exclamou, apontando para o arco:
- Agora, Cruges, filho, repara tu naquela sublime.
O maestro embasbacou. No vão do arco, como dentro de uma pesada moldura de pedra, brilhava, à luz rica da tarde, um quadro maravilhoso, de uma composição quase fantástica, como a ilustração de uma bela lenda de cavalaria e de amor. Era no primeiro plano o terreiro, deserto e verdejando, todo salpicado de botões amarelos; ao fundo, o renque cerrado de antigas árvores, com hera nos troncos, fazendo ao longo da grade uma muralha de folhagem reluzente; e emergindo abruptamente dessa copada linha de bosque assoalhado, subia no pleno resplendor do dia, destacando vigorosamente num relevo nítido sobre o fundo do céu azul-claro, o cume airoso da serra, toda cor de violeta-escura, coroada pelo Palácio da Pena, romântico e solitário no alto, com o seu parque sombrio aos pés, a torre esbelta perdida no ar, e as cúpulas brilhando ao sol como se fossem feitas de ouro..."

Eça de Queiroz, Os Maias, cap. VII

Foto de: Vasco Pereira

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Azenhas do Mar


Antiga aldeia de pescadores, Azenhas do Mar tornou-se nas últimas dezenas de anos um local de veraneio tranquilo e pouco alterado. O povoado começa no vale que desemboca na praia e e concentra-se no cabeço alcantilado que termina na falésia sobra o mar. 
Para além da rua principal que lhe dá acesso e do pequeno largo lateral, não existem ruas nem outros largos, mas apenas pequenas e íngremes quelhas que dão acesso a apenas três ou quatro portas. Grande parte das casas tem o seu terraço, o seu mirante, e quase todas entram em rivalidades de beleza e situação.
Uma esplanada-miradouro, um restaurante cravado na rocha e uma piscina oceânica completam a aldeia em direcção ao mar.


Fonte: J. Gil e A. Cabrita - "As Mais Belas Vilas e Aldeias de Portugal", Ed. Verbo

sábado, 28 de abril de 2018

Palácio e Quinta da Regaleira

O Palácio da Regaleira é o edifício principal e o nome mais comum da Quinta da Regaleira. Também é designado Palácio do Monteiro dos Milhões, denominação associada à alcunha do seu antigo proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro.
O palácio está situado na encosta da serra e a escassa distância do Centro Histórico de Sintra, estando classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2002.
Adquirida pela Baronesa da Regaleira, filha de Alfredo Allen, rico comerciante do Porto em 1840, a propriedade transforma-se num galante refúgio estival, com palacete, capela e jardim e passa a ser conhecida por Quinta da Torre da Regaleira.
Em 1893 é vendida em hasta pública a António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920), homem de vasta cultura, cuja for­tuna fora acumulada no Brasil, que lhe junta outras parcelas de terrenos, tomando a forma actual.
Carvalho Monteiro , profundo amante da gloriosa epopeia nacional, traduzida na época pelo gosto 'revivalista' da arquitectura neomanuelina , inspirou-se para a construção da sua mansão e respetiva capela, quer no ecletismo estrutural e decorativo da Pena, quer no assumido estilo neomanuelino do Palácio do Buçaco, este último da autoria de Luigi Manini (1848-1936).
Esta evocação do passado passa também pela arte gótica e alguns elementos clássicos. A diversidade da Quinta da Regaleira é enriquecida com simbolismo de temas esotéricos relacionados com a alquimia, Maçonaria, Templários e Rosa-cruz.
Adquirida em Março de 1997 pela Câmara Municipal de Sintra, a Quinta da Regaleira é, actualmente a sede social da Fundação CulturSintra, que aí desenvolve um vasto programa de conservação e recuperação patrimonial, de dinamização turística e de aplicação de um plano de actividades culturais.

Ler mais:
http://www.serradesintra.net/quintas-de-sintra/quinta-da-regaleira
http://www.sintraromantica.net/pt/monumentos/palacio-e-quinta-da-regaleira
https://portugalvirtual.pt/sintra/pt/quinta-da-regaleira.php
https://pt.wikipedia.org/wiki/Quinta_da_Regaleira

sábado, 7 de abril de 2018

Praia da Adraga


A Praia da Adraga é uma praia situada no concelho de Sintra, perto de Colares e de Almoçageme, em Portugal, encontrando-se inserida no Parque natural de Sintra-Cascais.
O acesso à praia é feito a partir de Almoçageme, através de uma estrada sinuosa, que vai descendo até revelar o areal e o mar, que se escondem por entre falésias e rochas erguendo-se no azul límpido da água salgada.
Espalhadas pelo areal, existem diversas rochas escuras, que lhe conferem uma personalidade própria, combinando a paisagem de montanha, com a paisagem de praia.
Na escarpa Sul da praia, poderá o visitante admirar a Pedra de Alvidrar, ou Pedra do Juízo, enorme rocha que desce, quase na vertical, até ao mar e que, segundo a tradição local, era sítio iniciático para os jovens mancebos provarem a sua valentia descendo-a e subindo-a com risco da própria vida. No mesmo local, a cerca de cinquenta metros da arriba, é imprescindível dar uma olhadela ao Fojo, poço natural muito profundo que, na sua base, tem comunicação com o mar. A gruta do Fojo resultou da acção corrosiva da água das chuvas, através das fracturas existentes nas rochas calcárias, conjugada com a acção erosiva das ondas, que originaram um labirinto de grutas, cavernas e enormes fendas. 
Em 2003, a Praia da Adraga foi considerada, pelo jornal britânico The Sunday Times, uma das 20 melhores praias europeias, na opinião dos seus jornalistas e leitores.

Ler mais:
http://www.cm-sintra.pt/praia-da-adraga
http://www.sintraromantica.net/pt/visitar/praias/219-praia-da-adraga
https://pt.wikipedia.org/wiki/Praia_da_Adraga
http://www.portugalnummapa.com/praia-da-adraga/

sexta-feira, 9 de março de 2018

Palácio Nacional da Pena

O Palácio Nacional da Pena, popularmente referido apenas por Palácio da Pena ou Castelo da Pena, localiza-se na serra de Sintra. Representa uma das principais expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo, constituindo-se no primeiro palácio nesse estilo na Europa, erguido cerca de 30 anos antes do Castelo de Neuschwanstein, na Baviera.

No século XIX a paisagem da serra de Sintra e as ruínas do antigo convento maravilharam o rei-consorte Fernando II de Portugal. Em 1838 este decidiu adquirir o velho convento, a cerca envolvente, o Castelo dos Mouros e quintas e matas circundantes. No tocante à área do antigo convento, promoveu-lhe diversas obras de restauro, com o intuito de fazer do edifício a sua futura residência de verão. As obras decorreram entre 1840 e 1847, segundo um projecto do Barão von Eschwege.

Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e a mistura de estilos que ostenta (neogótico, neomanuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, com outras sugestões artísticas como a indiana) é verdadeiramente intencional, na medida em que a mentalidade romântica do século XIX dedicava um fascínio invulgar ao exotismo.
Em 7 de julho de 2007 foi eleito como uma das Sete Maravilhas de Portugal.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_Nacional_da_Pena
https://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/parque-e-palacio-nacional-da-pena/descricao/

quinta-feira, 1 de março de 2018

Palácio Nacional de Queluz



Iniciado no ano de 1747 pelo infante D. Pedro, futuro D. Pedro III, o Palácio de Queluz, classificado como Monumento Nacional, foi acabado após o seu casamento com D. Maria I , em 1760.
Queluz, que tem sido não poucas vezes comparado com o Palácio de Versailles, difere do conjunto de Luís XIV (aliás um pouco anterior) no sentido de escala e de proporções que a sua traça revela, quiçá com uma distribuição de valores gráficos mais equilibrada, dentro de um neoclassicismo ainda muito apegado ao formulário rococó.
Apenas a força e exuberância do Pavilhão concebido por o arquitecto francês Jean-Baptiste Robillion  de fortes influências europeias francesas, austríacas - constitui nota mais avantajada e 'evoluída' pois tudo o resto é bem português, nas escalas e no próprio espírito artístico.
Hoje é residência oficial das entidades estrangeiras recebidas pelo Estado Português, bem como cenário de inúmeros concertos, exposições e recriações históricas.

Ler mais: https://portugalvirtual.pt/sintra/pt/palacio-nacional-queluz.php

Forte Jesus de Mombaça