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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Ciclovia do Passeio Augusto Cabrita

O Parque Ribeirinho Augusto Cabrita situa-se na zona marginal do Barreiro sobre o Rio Tejo, onde anteriormente se situava a antiga Praia da Bela Vista. Autêntica varanda do Tejo, oferece uma excelente vista panorâmica para a outra margem, desde a Ponte 25 de Abril até à Ponte Vasco da Gama, nomeadamente sobre o Mar da Palha.
A Ciclovia, uma das valências oferecidas por este Parque, tem uma dupla funcionalidade, mobilidade e recreio. Atravessa toda a zona de lazer, sempre paralela e junto ao rio, desde a zona industrial da Quimiparque até à caldeira do Moinho de Maré do Braancamp.
Esta via desperta um grande potencial paisagístico. A utilização do passeio ribeirinho que incorpora a ciclovia – Passeio Augusto Cabrita – é exclusivamente conferida a peões, bicicletas e outros modos suaves de deslocação, o que induzirá a incorporação de uma classe de segurança elevada.
A Ciclovia do Passeio Augusto Cabrita apresenta uma faixa de rodagem em piso betuminoso colorido ("neoasfalto" vermelho escuro) com 740 metros de comprimento e com uma largura média de 2,5 metros, que permite a circulação nos dois sentidos.

Ler mais:
http://www.ciclovia.pt/ciclovias/3lisboa/2setubal/barreiro/bpacabrita.php
https://www.cm-barreiro.pt/viver/arquivo-de-noticias/2012/noticia/um-passeio-diferente-autoestradas-para-o-bem-estar-percursos-ciclaveis-no-barreiro-veja-aqui-a-planta-da-rede-no-concelho
https://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=15000204

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Palácio do Rei do Lixo

O Palácio do Rei do Lixo, também conhecido como a Torre de Coina, ou Palácio da Bruxa, está situado na freguesia de Coina, Barreiro, sendo bem visível da estrada nacional nº 10. Trata-se de um local misterioso e repleto de lendas urbanas que se perpetuaram no tempo sem que, nos dias de hoje, se saiba ao certo se são verdade ou mentira. O certo é que esta imponente torre salta facilmente à vista e desperta a curiosidade e o imaginário de quem com ela se depara.
A quinta onde se encontra o palácio foi propriedade rural, no século XVIII, de D. Joaquim de Pina Manique, irmão do intendente de D. Maria I, Diogo Inácio Pina Manique. A propriedade foi depois adquirida, no século XIX, por Manuel Martins Gomes Júnior, comerciante de Santo António da Charneca, que em 1910 mandou construir o palácio, diz-se, para que “conseguisse avistar a propriedade que possuía em Alcácer do Sal”.
Manuel Martins Gomes Júnior era conhecido como o "Rei do Lixo", devido ao exclusivo que tinha para a recolha dos detritos da cidade de Lisboa, e tendo feito fortuna a comprar e vender lixo. Profundamente ateu, Manuel Gomes Júnior transformou a ermida da propriedade em armazém e estábulo e baptizou a herdade de "Quinta do Inferno". Posteriormente, e através de António Zanolete Ramada Curto, genro do "Rei do Lixo", a propriedade tornou-se numa importante casa agrícola. 
Em 1957, foi vendida aos grandes proprietários e industriais de curtumes Joaquim Baptista Mota e António Baptista, que constituíram a Sociedade Agrícola da Quinta de S. Vicente e transformaram a propriedade numa importante exploração pomícola.
Já na década de 70, a propriedade foi adquirida por António Xavier de Lima, conhecido construtor da margem sul do Tejo, que, segundo o presidente da Junta de Freguesia de Coina, “comprou toda a Quinta de S. Vicente e os terrenos adjacentes às quintas, tornando-se assim proprietário”. Em 1988, ocorreu um incêndio de contornos misteriosos que veio contribuir para o estado degradado do palácio, na altura já desabitado há 18 anos.
A torre ainda pertence actualmente à empresa Xavier de Lima, e não se conhecem planos para a sua reabilitação.

Ler mais:
http://ruinarte.blogspot.com/2009/11/o-palacio-do-rei-do-lixo-coina.html
https://sites.google.com/site/faceocultadeportugal/lisboa/palacio-do-rei-do-lixo
https://www.vortexmag.net/a-incrivel-historia-do-palacio-do-rei-do-lixo/
https://nit.pt/out-of-town/back-in-town/edificios-abandonados-as-imagens-do-palacio-do-rei-do-lixo


sábado, 28 de abril de 2018

Real Fábrica de Vidros de Coina


Foi a abundância de lenha da Mata da Machada e a invulgar pureza das areias que determinaram a instalação em Coina da Real Fábrica de Vidros Cristalinos.
Inicialmente pensada para ser construída no Forte da Junqueira, conforme determinação real de 11 de Abril de 1714, por contrato estabelecido com um tal João Palada, que não terá desempenhado com eficácia a sua parte do contrato, foi decidido provavelmente pelas razões logísticas acima referidas, retomar esse projecto em Coina, sob a direcção de João Butler a quem se deu a laboração por tempo de doze anos, ao mesmo tempo ordenando Sua Majestade a proibição de se introduzirem vidros estrangeiros, como fazenda de contrabando.
Esta manufactura vidreira, ficou instalada no espaço do antigo largo do mercado do gado. Actualmente, só existem no local alguns vestígios desta importante manufactura
Entre 1983 e 1990 realizaram-se no locala várias campanhas arqueológicas, dirigidas cientificamente por Jorge Custódio e apoiadas técnica e financeiramente pela Associação Portuguesa de Arqueologia e pela Câmara Municipal do Barreiro, que permitiram identificar a real manufactura joanina de vidros, cuja laboração se situa entre 1719 e 1749.
Em 1748 a manufactura de vidro viria a ser transferida para a Marinha Grande.
A importância histórica e arqueológica do achado levou a Câmara a solicitar a sua classificação como Imóvel de Interesse Público ao Instituto Português do Património Arqueológico, facto que ocorreu em 31 de Dezembro de 1997.





Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/en/patrimonio/itinerarios/industrial/05/
https://reservasmuseologicascmb.wordpress.com/02/real-fabrica-de-espelhos-e-vidros-cristalinos-de-coina/
http://domjoaoquinto.blogspot.pt/2007/07/fundao-da-fbrica-vidros-em-coina-1722.html

Forte Jesus de Mombaça