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terça-feira, 14 de agosto de 2018

EN 2 - Troço Chaves - Vila Real


A EN 2 (ou simplesmente N2) é uma estrada nacional que integra a rede nacional de estradas de Portugal, ligando Faro a Chaves. atravessa Portugal de Norte a Sul e é a estrada de maior extensão do país, tendo o seu início em Chaves (Km 0) e terminando ao Km 738,5 em Faro (originalmente tinha um total de 739,260 Km), passando por onze distritos (Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal, Beja e Faro), oito províncias (Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Alta, Beira Litoral, Beira Baixa, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve), 4 serras, 11 rios e 32 concelhos.
Um dos grandes projectos do Estado Novo era a criação de uma estrada que ligasse o país de lés a lés pelo centro, e a partir de 1930 começaram a ser alcatroados os troços de pedra e de terra e construídas as ligações necessárias, até que em 1945 é classificada a Estrada Nacional nº 2 através do Decreto Lei 34:593 de 11 de Maio de 1945. Hoje, esta estrada é, por si só, uma mítica viagem.


O quilómetro zero desta viagem está marcado em Chaves, cidade transmontana bem perto da fronteira com Espanha. Por terras de Trás-os-Montes são as montanhas que mais marcam a paisagem e a estrada vai serpenteando por estas.
A primeira paragem obrigatória fica ainda no concelho de Chaves. Trata-se de Vidago, onde é imperativa uma visita ao parque e ao hotel das termas. Segue-se outra estância termal, Pedras Salgadas, famosa pelas suas águas e onde passa pela antiga estação ferroviária, situada à beira da estrada.

Alminhas e espigueiro em Vilarinho de Samardã
A viagem prossegue entre a aspereza da serra e suaves montes verdejantes. Passa-se por Vila Pouca de Aguiar, Vilarinho de Samardã e Escariz, antes de se chegar à cidade de Vila Real. Crescida num planalto situado na confluência dos rios Corgo e Cabril, a cidade está enquadrada numa bela paisagem natural (Escarpas do Corgo), tendo como pano de fundo as serras do Alvão e, mais distante, do Marão. Com mais de setecentos anos de existência, Vila Real foi outrora conhecida como a "Corte de Trás-os-Montes", devido ao elevado número de casas brasonadas que então tinha.


Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/EN2
https://ncultura.pt/a-mitica-estrada-nacional-2/
https://quilometroinfinito.com/rota-patrimonio-da-estrada-n2/

terça-feira, 13 de março de 2018

Couto Mineiro de Jales


A antiga área mineira de Jales situa-se na freguesia de Alfarela de Jales e Vreia de Jales, no concelho de Vila Pouca de Aguiar e distrito de Vila Real.
A mina de ouro de Jales foi explorada desde o tempo dos romanos (séculos I e II). Os trabalhos desenvolveram-se ao longo de 4 a 5 Km de extensão, atingindo os 120 m de profundidade. Possuía enorme impacte visual e de enquadramento, destacando-se da envolvente. A exploração recente foi retomada em 1929, com a exploração do sistema filoniano da Gralheira e, mais tarde, em 1933, os trabalhos deslocaram-se para o Filão do Campo. Por insolvência da empresa exploradora, a mina foi encerrada em 1993, muito embora já desde 1992 a exploração e actividade mineiras se tenham praticamente limitado a simples trabalhos de manutenção e de conservação.
Jales e Tresminas pertencem ao antigo Territorium Metallorum aqui estabelecido pelos romanos que, durante os dois primeiros séculos da nossa Era, daqui retiraram ouro, principalmente, mas também prata, chumbo e outros minérios. Mas enquanto Tresminas foi abandonada, possivelmente no século II, até à sua descoberta, enquanto património arqueológico, já no século XX, no planalto de Jales a exploração aurífera teve um renascimento, a partir de 1933, moldando, durante seis décadas, o aspecto, e a vida, de Campo de Jales.
Durante os 60 anos de exploração do século XX, em Jales perfurou-se a terra até mais de 600 metros de profundidade em galerias distribuídas por 16 pisos. A extensão dos corredores no subsolo é imensa, mas a utilização de qualquer um deles está impossibilitada, pois, por razões de segurança, todos esses canais foram enchidos com aterro. 
O projecto de um Centro Interpretativo das Minas de Jales prevê a construção, sob a casa do Guincho, de um novo túnel, com cerca de cem metros de extensão e uma secção e aspecto semelhantes aos da mina, nos primeiros anos do século XX. Dali esperam poder aceder, e ter uma perspectiva, a partir de baixo, do cavalete de Santa Bárbara, mas principalmente proporcionar, através do ambiente cénico, uma ideia de como viviam os mineiros.

Ler mais:
http://edm.pt/projetos/recuperacao-ambiental-da-escombreira-da-area-mineira-de-jales/
https://www.publico.pt/2018/02/11/local/noticia/em-jales-o-patrimonio-ainda-pode-valer-ouro-1802649
http://www.portugalnummapa.com/minas-de-jales/
http://www.diariodetrasosmontes.com/noticia/vila-pouca-de-aguiar-avanca-com-centro-interpretativo-mineiro-de-jales
http://www.roteirodeminas.pt/upload/processos/d020147.pdf

Forte Jesus de Mombaça