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sábado, 31 de outubro de 2020

Mosteiro do Salvador de Travanca

A tradição atribui a fundação do Mosteiro do Salvador de Travanca a Garcia Moniz, filho de Moninho Viegas, o Gasco, na segunda metade do século XI. 
Ao longo da Idade Média, Travanca mostrará uma influência relevante no controlo económico, político e religioso da região, fosse por doações ou pela zelosa administração dos seus bens. O instituto integrava então a Terra de Sousa, tendo permanecido no concelho de Ribatâmega, apesar de ter sido coutado por Dona Teresa em 1120.
Este Mosteiro esteve sob a gestão de abades trienais beneditinos até finais do século XV ficando, a partir de então, sujeito aos abades comendatários cujas comendas terminaram no ano de 1565. Após este período, o Mosteiro volta à gestão de abades nomeados trienalmente pela comunidade, coincidindo com intensas atividades construtivas e reconstrutivas até à extinção das ordens religiosas em 1834.
Após esta data, o Mosteiro cai na escuridão do esquecimento, voltando a viver para a comunidade nos inícios do século XX, através das obras de restauro da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e a instalação de uma dependência hospitalar nos seus espaços. Já nos inícios do século XXI adquiriu novas funções, desta vez, para educar "os homens e mulheres d’amanhã".
Apesar das dependências monacais remontarem ao século XI, a sua Igreja é do século XIII, notabilizando-se no contexto do património românico português pelas excêntricas dimensões e pela importância da sua ornamentação escultórica dos capitéis.
De aludir, também, à extraordinária torre que ladeia a Igreja. Na Idade Média a torre era entendida como símbolo de segurança e, na ausência de castelos, a Igreja era a melhor fortaleza. Independentemente da função a que se destinava, a natureza religiosa e uma pretensa vontade militar são, nestes casos, indissociáveis. É, ainda, por esta razão que a torre de Travanca tem de ser entendida enquanto elemento de afirmação senhorial, ou seja, do poder de uma família sobre uma região.
A 17 de janeiro de 1916 o conjunto monástico é classificado como Monumento Nacional, reconhecendo-se o valor patrimonial e histórico deste Mosteiro para Portugal.

Fonte: Associação de Municípios do Baixo Tâmega - turismo
http://www.baixotamega.pt/frontoffice/pages/302?geo_article_id=400

Ler mais:
https://www.rotadoromanico.com/pt/monumentos/mosteiro-do-salvador-de-travanca/
https://www.cm-amarante.pt/pt/mosteiro-do-salvador-de-travanca
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/69880
http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=3954
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_de_Travanca

domingo, 2 de setembro de 2018

Campo de golfe de Amarante

Inaugurado em 1997, o Golfe de Amarante foi desenhado pelo arquitecto português, Jorge Santana da Silva, que conseguiu combinar com sucesso no percurso amarantino os ingredientes necessários: a Natureza no esplendor de toda a sua calma e beleza com 18 buracos de puro desafio.
Não se tratando de um campo muito longo, nos 18 buracos do percurso encontram-se três buracos de Par 5, oito de Par 4 e sete buracos de Par 3.
A necessidade de um bom julgamento das distâncias e o jogo curto apurado deixam no ar um desafio agradável e constante, testando todas as capacidades do jogador. Os greens merecem uma atenção especial, pois as suas ondulações obrigam a um cuidado acrescido.
No Golfe de Amarante existe toda uma gama de serviços que passam pela recepção, loja de golfe, bar, esplanada, restaurante, balneários, cacifos, aluguer de bugguies, trolleys e tacos, putting green, driving range, oficina de reparações de equipamento: Existe também uma escola de golfe terá com aulas para adultos e juniores.

Fonte: Golfe de Amarante
http://www.golfedeamarante.com/index.php/page/view/41

sábado, 21 de julho de 2018

Igreja e Convento de São Gonçalo

A implantação da igreja do Convento de São Gonçalo, no local da ermida onde se julga estar sepultado São Gonçalo, impõe o carácter religioso à cidade, fundido na riqueza e diversidade de elementos arquitectónicos que testemunham as diversas etapas da sua construção, iniciada em 1540, por ordem de D. João III, atravessando vários reinados e colhido influências renascentistas, maneiristas, barrocas e oitocentistas.
O convento dominicano de São Gonçalo de Amarante foi então construído no local onde se erguia uma pequena ermida medieval dedicada ao santo eremita.
Em 1586 foi realizada uma vistoria nas obras do cenóbio, levada a cabo por Gonçalo Lopes, que substituía nessa tarefa o seu irmão, o arquitecto Mateus Lopes. Nesta primeira vistoria verifica-se que estava praticamente concluída a capela-mor da igreja, faltando fechar a abóbada, bem como o primeiro piso do portal lateral e as paredes do templo. O lanço do dormitório, a sacristia, o refeitório e as suas dependências anexas estavam também edificados à data. A estrutura do Convento de São Gonçalo apresenta evidentes semelhanças com os templos edificados pelos arquitectos Lopes tanto no Minho como na Galiza. 
O convento é composto por igreja de planta longitudinal, nave única, com capelas laterais profundas, intercomunicantes, transepto inscrito, cabeceira tripartida, com capela-mor profunda, torre sineira quadrangular, e dependências conventuais adossadas lateralmente à igreja, em eixo, de dois claustros, estando o segundo dividido em duas alas por corpo de construção recente. Igreja com fachada principal sóbria, de gosto filipino, com exonártex. A fachada lateral, virada ao rio, é a mais exuberante com portal-retábulo, a toda a altura da fachada, de três registos, o primeiro de influência renascentista, o segundo maneirista e o último barroco. O convento apresenta assim uma riqueza e conjugação de diversos elementos arquitectónicos que representam o que melhor se fazia ao nível do gosto artístico da época, contrastando com as restantes edificações mais depuradas daquela região.
A fachada principal da igreja, a mais simples, virada à encosta, contrasta com a lateral, mais exuberante, ornamentada com um magnífico portal-retábulo e uma loggia com arcaria de volta perfeita intercalada com as estátuas dos reis patrocinadores da construção do convento. O portal lateral, devido à sua demorada construção apresenta uma conjugação de vários estilos, resultando numa composição equilibrada e sumptuosa, talvez até um dos exemplos mais relevantes de um portal-retábulo, no norte do país.
O interior da igreja apresenta diversas pinturas de composição vegetalista sobre a cantaria de granito. A ladear o arco triunfal encontram-se duas possantes colunas de granito policromado, encimadas por estatuária.
A forma de cruz latina resume o traçado da igreja, partindo do nártex, encimado pelo coro, seguido do corpo da igreja e do transepto com o zimbório, culminando na capela-mor, de estilo barroco joanino.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70623/
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4820
http://www.cm-amarante.pt/pt/igreja-de-sao-goncalo
http://www.baixotamega.pt/frontoffice/pages/302?geo_article_id=94
http://lazer.publico.pt/monumentos/6453_convento-de-sao-goncalo-de-amarante

sábado, 7 de julho de 2018

Igreja de São Pedro


A Igreja de São Pedro, em Amarante, apresenta-se com um particularidade única na cidade, que se deve à sua verticalidade de fachada da torre. Foi erguida sobre uma capela destruída, propriedade da Misericórdia, sob o nome de São Martinho, para dar lugar à igreja actual. 
As obras tiveram o seu fim em 1727, sob um estilo barroco. O portal, de verga recta, é encimado por aletas que integram uma cartela com a teara, enquanto nos remates dos corpos laterais da fachada se exibem as imagens de São Pedro e São Paulo.
Por sua vez, a capela-mor foi objecto de uma campanha em meados do século XVIII, com obra de pedraria executada em 1746 pelo mestre António Gomes e retábulo-mor entalhado em 1748 por José de Fonseca e Lima. O douramento da tribuna ocorreu já em 1760 pelos pintores Manuel de Queirós e João Manuel de Sousa. 
No interior da igreja, de nave única, merecem especial referência os elementos de talha dourada que, apesar de contidos, extravasam os altares para revestir o arco triunfal, encontrando-se ainda presentes nas sanefas das janelas e púlpitos. O corpo do templo é percorrido por um silhar de azulejos de padrão seiscentista, amarelo e azul, e a abóbada de berço apresenta pinturas de motivos neoclássicos. Já na capela-mor, o tecto apresenta vinte e cinco caixotões e os vãos exibem uma moldura de talha dourada. 
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1982.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74567
https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-porto/c-amarante/amarante/igreja-sao-pedro
http://www.cm-amarante.pt/pt/igreja-de-sao-pedro

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Igreja de Santo André de Telões


Também designada como Igreja Românica de Telões, não se sabe ao certo a data da sua construção. Sabe-se que a sua inscrição relata-se aos finais do românico, ou seja, no séc. XIII, pouco depois de D. Afonso Henriques ter doado o Mosteiro de Telões aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, em 1173.
O portal principal, hoje parcialmente escondido pela moderna galilé, revela bem o marco tardio da construção, com o seu arco ligeiramente apontado, de três arquivoltas assentes directamente nos pés-direitos e o tímpano sem qualquer decoração.
Profundamente modificada ao longo dos séculos, como resposta aos novos gostos e às novas liturgias, devemos situar a sua construção românica na viragem do século XII para o XIII. As transformações posteriores (denunciadas pelas várias cicatrizes ao longo das paredes da nave), a edificação da galilé e da sacristia, ou ainda a abertura de janelões rectangulares nas paredes laterais, provocaram uma modificação profunda da espacialidade medieval. Todavia, foi no século XVI que se deu uma das mais significativas transformações nesta Igreja, de que resultou uma ampla campanha de pintura mural, embora hoje apenas se possa apreciar a que se encontra na parede fundeira da nave, que representa a cena da Natividade. 
Nos séculos XVII e XVIII a Igreja de Telões foi dotada com novos altares e retábulos (mor, dois colaterais e dois laterais), onde se articulam os estilos maneirista e barroco com intervenções contemporâneas.
Este templo está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1977.
Faz parte da Rota do Românico, sendo o número 53 do Percurso do Vale do Tâmega.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72942
https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-porto/c-amarante/teloes/igreja-santo-andre
http://www.cm-amarante.pt/pt/igreja-de-santo-andre-de-teloes
https://www.guiadacidade.pt/pt/poi-igreja-de-santo-andre-de-teloes-285558
https://portugalromanico.wordpress.com/2009/11/07/santo-andre-de-teloes/
http://www.rotadoromanico.com/vPT/Monumentos/Monumentos/Paginas/IgrejadeSantoAndredeTeloes.aspx?

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Apeadeiro de Gatão


O Apeadeiro de Gatão foi uma gare ferroviária da Linha do Tâmega, que servia a localidade de Gatão, no concelho de Amarante.
De via reduzida, um metro entre carris, esta linha teve o seu terminus em Arco-de-Baúlhe e foi considerada como complementar da Linha do Douro.
O crescimento da extensão do Caminho-de-Ferro fazia sentir o aumento do progresso nas terras que assim esperavam o comboio, ao ser criado um meio de transporte quase único.
Em 20 de Março de 1909 o comboio chegou a Amarante para que no dia seguinte, em 21 de Março de 1909 fosse inaugurado este troço ferroviário. Em 23 de Outubro de 1921 chega a primeira composição dos Caminhos-de-Ferro do Estado a Gatão. Após 5 anos foi vez de receber o comboio, a freguesia da Chapa e daí partir para Terras de Basto onde chegou em 1932 a Celorico de Basto e em 15 de Janeiro de 1949 também foi vez de Arco de Baúlhe inaugurar a sua estação, passando também a integrar a rede ferroviária nacional.
Com muitos altos e baixos, esta linha de caminho-de-ferro foi vivendo até que o Governo em 1988 mandou encerrar esta linha no troço entre Amarante e Arco de Baúlhe, fazendo acontecer o mesmo em outras linhas estreitas em determinados troços, o que se veio a concretizar em Janeiro de 1990. Foi com grande tristeza que algumas estações e apeadeiros ficaram ao total abandono e posterior degradação. A partir dessa altura, ficaram em serviço apenas os 12,5 km entre as estações de Amarante e Livração.
               Fonte: geocaching.com

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Apeadeiro_de_Gatão
https://www.geocaching.com/geocache/GC3CAZX_linha-do-tamega-apeadeiro-de-fregim

Quinta da Tardinhade


Parte integrante da quinta de Tardinhade, a casa encontra-se implantada numa encosta com vista para o vale do Tâmega, acedendo-se-lhe através de um portão ameado que fecha o largo terreiro que lhe é fronteiro. Propriedade agrícola da família Couto de Magalhães e, mais tarde, dos Magalhães Meneses, a quinta foi utilizada de forma pontual, uma vez que os seus proprietários viviam em Amarante, localidade situada a dois quilómetros. 
Não se conhece, ao certo, em que data a casa foi construída, mas é possível que o núcleo inicial remonte ao século XVI ou primeira metade da centúria seguinte, sendo constituído pela cozinha, duas salas e varanda coberta. Assim o indicam ainda a porta de acesso à adega e os arcos que suportam a varanda Sul. A este corpo veio reunir-se, já no final do século XVII, um outro bloco, perpendicular, e que muito contribuiu para o enobrecimento da casa. Aqui se encontra a fachada principal, com escada de acesso ao andar nobre e fenestração regular e simétrica. 
No decorrer do século XIX registam-se várias alterações, entre as quais se destaca a construção ou reconstrução da torre que se eleva junto ao corpo mais antigo. No interior, merecem especial referência os tectos de estuque da sala de jantar, que foram retirados de outro imóvel e aplicados neste espaço. 
A centúria de Oitocentos interferiu também ao nível dos jardins, configurando o terraço fronteiro à casa, onde se encontra uma fonte com tanque cujo espaldar, rematado por uma pinha, exibe um nicho. 
A propriedade foi vendida em 1941, data a partir da qual o imóvel conheceu uma série de adaptações, principalmente ao nível interno, que procuraram respeitar a arquitectura pré-existente, harmonizando-a com as necessidades de conforto então sentidas. Naturalmente, a divisão funcional do espaço remetia para o piso térreo os serviços, reservando o andar superior a habitação. Em Tardinhade destaca-se a cavalariça, muito modificada em consequência desta intervenção, tal como a vocação dos restantes espaços térreos. 
Na quinta encontram-se ainda, entre outras dependências, a casa do caseiro e os palheiros. 
Para além do valor arquitectónico da casa de Tardinhade, a sua importância mede-se, ainda, pelo valor cultural que a envolveu, pois foi palco de reuniões de artistas plásticos e escritores, principalmente dos naturais de Amarante de com os quais a família proprietária se relacionava. Entre estes destacamos António Carneiro, António Cândido, Amadeo de Souza-Cardoso, Teixeira de Pascoaes, ou Agustina Bessa-Luís. Por esta razão, uma das dependências que se encontra na quinta é a denominada Casa do Artista, recuperada com o objectivo de acolher os artistas que aqui pretendem trabalhar. Na casa principal realizam-se, também, exposições, dando assim continuidade a esta tradição cultural.
                                                        Fonte: DGPC

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/155982/
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=17126

Forte Jesus de Mombaça