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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Estação ferroviária de Almendra


A Estação Ferroviária de Almendra é uma interface encerrada da Linha do Douro, que servia a localidade de Almendra, no concelho de Vila Nova de Foz Côa. O troço entre Côa e Barca d’Alva, no qual esta estação se encontra, foi inaugurado em 9 de Dezembro de 1887.
A localização da estação foi envolta em polémica, porquanto havia duas possibilidades diferentes, tendo sido escolhida a que menos servia os interesses das populações. De facto, o difícil acesso e a falta de transportes rodoviários que fizessem a ligação entre as povoações vizinhas e a estação de Almendra - problemas que nunca foram satisfatoriamente resolvidos -, fizeram com que esta tivesse tido sempre um reduzido número de utilizadores.
Em 1988, foi desactivado o troço da Linha do Douro entre o Pocinho e Barca d’Alva, tendo a estação de Almendra caído no esquecimento e no abandono. Hoje, o edifício da estação, os anexos, a plataforma e os carris estão em completa ruína.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estação_Ferroviária_de_Almendra
http://www.arte-coa.pt/Ficheiros/Bibliografia/1757/1757.pt.pdf

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Solar dos Távoras

A família Távora está ligada à história da povoação de Souro Pires desde o seu início, sendo atribuída a fundação da vila a Soeiro Peres de Távora. A edificação do solar da família terá sido realizada nos finais do século XV, prolongando-se pelos primeiros anos do século XVI. As casas nobres edificadas no início da centúria de Quinhentos derivaram de três grandes influências, a arquitectura popular tradicional portuguesa, a arquitectura militar medieval e a arquitectura erudita do renascimento. 
A arquitectura tradicional permitiu a adaptação da simplicidade de divisão do espaço. Por seu turno, a arquitectura militar medieval levou para as casas senhoriais a torre, como elemento simultaneamente de defesa e de habitação, que com os avanços da pirobalística no século XVI perdeu as suas funções iniciais e tornou-se símbolo de prestígio, linhagem nobre e poder da família proprietária. Por fim, os elementos da arquitectura erudita do Renascimento chegam aos solares através da acção dos vários engenheiros militares que, a partir do século XVII, aplicaram na arquitectura civil a teoria arquitectónica mais erudita, divulgada especialmente através dos escritos de Sebastiano Serlio e Andrea Palladio. 
Apesar da sua parcial ruína, o Solar dos Távoras apresenta uma estrutura híbrida, em que conjuga as linhas militares medievais com elementos decorativos que indiciam já um gosto clássico, como é o caso das janelas dispostas pelas diversas fachadas. O solar possui planta rectangular, com fachadas dispostas simetricamente, e o conjunto integra ainda uma capela autónoma, de planta quadrada. A fachada principal é delimitada lateralmente por duas torres, sendo o corpo central de cércea mais baixa. Na torre esquerda foi aberta uma janela de peito com mainel ao centro e lintel decorado por volutas. O corpo central possui no primeiro registo uma fresta rectangular e no segundo, uma janela quadrangular com mainel de mármore, cujo capitel é decorado por motivos vegetalistas, e lintel decorado por motivos fitomórficos. A torre situada à direita tem no primeiro registo o portal principal do solar, com arco de volta perfeita sem decoração. No segundo registo destaca-se uma janela de ângulo de lintel recto e mainel de fuste canelado. As fachadas laterais apresentam, cada uma, dois corpos, um correspondente à torre e outro, de cércea mais baixa, que corresponde a dependências da casa. Os das torres são divididos em três registos, os restantes em dois. Todos têm janelas de moldura rectangular, algumas delas com mainel semelhante às da fachada principal. No alçado lateral esquerdo, existe ainda um portal, de acesso ao pátio interno da casa, e o edifício da capela. 
Com invocação de Nossa Senhora da Esperança, o templo privativo do solar possui planta quadrada e portal de arco pleno, sem decoração, tendo o seu interior sido despojado de todos os elementos decorativos. O interior do solar encontra-se actualmente muito degradado. Dividido em três pisos, possui no centro do piso térreo um átrio com lanço de escadas, três compartimentos e pavimento lajeado. O segundo piso não tem pavimento nem cobertura, restando vestígios da existência de seis compartimentos. O piso superior perdeu o pavimento e a maior parte da cobertura.
Apesar da sua sobriedade e da ruína, é um dos mais belos paços portugueses da centúria de quinhentos.
Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1943.


Fontes: AZEVEDO, Carlos de (1988) - "Solares portugueses" 
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73389

Ler mais:
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2932
http://cidadeinfinita.blogspot.com/2017/09/solar-dos-tavoras-souro-pires.html
http://www.portugalnotavel.com/solar-dos-tavoras-em-souro-pires-pinhel/

domingo, 25 de novembro de 2018

Aldeia abandonada do Gavião


Trata-se de uma aldeia de provável construção baixo-medieval. O caminho que de Seixo de Manhoses dá acesso à aldeia é marcado, numa encruzilhada próxima, por um cruzeiro, erguido sobre um soco quadrangular com alminhas do purgatório pintadas, na face virada a norte, e constituído por uma cruz latina com imagem de Cristo. 
A aldeia desenvolve-se para oriente do cruzeiro. As construções são em alvenaria de granito e, em alguns casos, em silhares de granito. Na sua maioria mantêm o pé-direito, correspondendo a um registo ou dois, mas apenas com vestígios de coberturas, sobrados e caixilharias. A este do aglomerado, estende-se uma extensa eira de muito bom labor em silhares de granito bem aparelhados. É também um excelente miradouro.

Fonte: Câmara Municipal de Vila Flor
https://www.cm-vilaflor.pt/frontoffice/pages/294?poi_id=43

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Ruínas de São Paulo

As Ruínas de S. Paulo referem-se ao conjunto formado pela escadaria e fachada da antiga Igreja da Madre de Deus, construída entre 1602 e 1640, e pelas ruínas do Colégio de S. Paulo, adjacente à Igreja, ambos parte de um complexo religioso destruído por um incêndio em 1835. As ruínas testemunham o que foi o primeiro estabelecimento de ensino universitário de estilo Europeu no Extremo Oriente e, juntamente com a Fortaleza do Monte, constituem exemplares de construções fruto da colaboração entre Portugueses e Jesuítas, compondo o que poderá ser considerado a "acrópole" de Macau.

As Ruínas de São Paulo, juntamente com a Fortaleza do Monte, estão incluídos na Lista dos monumentos históricos do Centro Histórico de Macau, por sua vez incluído na Lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO. Pode-se considerar que esta imponente estrutura é o símbolo máximo da cultura ocidental-cristã em Macau.
A fachada das Ruínas de S. Paulo mede 23 m de largura por 25,5 m de altura, estando dividida em cinco níveis. Seguindo o conceito clássico da divina ascensão, as ordens da fachada em cada nível horizontal evolvem da base para o topo da ordem jónica, passando pela ordem coríntia até à ordem compósita.
Os dois níveis superiores estreitam gradualmente para suportar um frontão triangular no topo, que simboliza o último estado da divina ascensão - o Espírito Santo. A fachada é de estilo maneirista, incorporando alguns elementos decorativos tipicamente orientais. Os temas escultóricos incluem imagens bíblicas, representações mitológicas, caracteres chineses, crisântemos, um barco português, vários motivos náuticos, leões chineses, estátuas de bronze com imagens dos santos jesuítas fundadores da Companhia de Jesus e outros elementos que integram influências europeias, chinesas e de outras partes da Ásia. No seu todo, essa composição reflecte uma fusão de influências à escala mundial, regional e local.
Para além da fachada, as Ruínas de São Paulo incluem ainda os vestígios da antiga Igreja da Madre de Deus. Durante o período de 1990 até 1996, o Governo realizou uma série de trabalhos arqueológicos nesta área, incluindo a recuperação de objectos e o estudo da organização da igreja; vários arqueólogos, historiadores e museólogos participaram neste projecto, com o intuito de reabilitar o espaço da Igreja da Madre de Deus. O projecto resultou na instalação de uma estrutura metálica ao nível do Coro-Alto e na instalação de um Museu de Arte Sacra e Cripta junto à área do antigo altar-mor, tendo todo o espaço sido inaugurado em 23 de Outubro de 1996.

Ler mais:
http://www.wh.mo/pt/site/detail/18
https://www.vortexmag.net/patrimonio-portugues-no-mundo-igreja-de-sao-paulo-macau/
https://www.icm.gov.mo/pt/StPaul
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ruínas_de_São_Paulo

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Palácio do Rei do Lixo

O Palácio do Rei do Lixo, também conhecido como a Torre de Coina, ou Palácio da Bruxa, está situado na freguesia de Coina, Barreiro, sendo bem visível da estrada nacional nº 10. Trata-se de um local misterioso e repleto de lendas urbanas que se perpetuaram no tempo sem que, nos dias de hoje, se saiba ao certo se são verdade ou mentira. O certo é que esta imponente torre salta facilmente à vista e desperta a curiosidade e o imaginário de quem com ela se depara.
A quinta onde se encontra o palácio foi propriedade rural, no século XVIII, de D. Joaquim de Pina Manique, irmão do intendente de D. Maria I, Diogo Inácio Pina Manique. A propriedade foi depois adquirida, no século XIX, por Manuel Martins Gomes Júnior, comerciante de Santo António da Charneca, que em 1910 mandou construir o palácio, diz-se, para que “conseguisse avistar a propriedade que possuía em Alcácer do Sal”.
Manuel Martins Gomes Júnior era conhecido como o "Rei do Lixo", devido ao exclusivo que tinha para a recolha dos detritos da cidade de Lisboa, e tendo feito fortuna a comprar e vender lixo. Profundamente ateu, Manuel Gomes Júnior transformou a ermida da propriedade em armazém e estábulo e baptizou a herdade de "Quinta do Inferno". Posteriormente, e através de António Zanolete Ramada Curto, genro do "Rei do Lixo", a propriedade tornou-se numa importante casa agrícola. 
Em 1957, foi vendida aos grandes proprietários e industriais de curtumes Joaquim Baptista Mota e António Baptista, que constituíram a Sociedade Agrícola da Quinta de S. Vicente e transformaram a propriedade numa importante exploração pomícola.
Já na década de 70, a propriedade foi adquirida por António Xavier de Lima, conhecido construtor da margem sul do Tejo, que, segundo o presidente da Junta de Freguesia de Coina, “comprou toda a Quinta de S. Vicente e os terrenos adjacentes às quintas, tornando-se assim proprietário”. Em 1988, ocorreu um incêndio de contornos misteriosos que veio contribuir para o estado degradado do palácio, na altura já desabitado há 18 anos.
A torre ainda pertence actualmente à empresa Xavier de Lima, e não se conhecem planos para a sua reabilitação.

Ler mais:
http://ruinarte.blogspot.com/2009/11/o-palacio-do-rei-do-lixo-coina.html
https://sites.google.com/site/faceocultadeportugal/lisboa/palacio-do-rei-do-lixo
https://www.vortexmag.net/a-incrivel-historia-do-palacio-do-rei-do-lixo/
https://nit.pt/out-of-town/back-in-town/edificios-abandonados-as-imagens-do-palacio-do-rei-do-lixo


quarta-feira, 18 de julho de 2018

Mina de São Domingos

A Mina de São Domingos localiza-se na freguesia de Corte do Pinto, concelho de Mértola.
A mina e a respectiva aldeia das Minas de São Domingos correspondem a um antigo couto mineiro. Possuíam ligação ao porto fluvio-marítimo do Pomarão, no rio Guadiana, por meio de um caminho-de-ferro de via reduzida, com cerca de 15 km de extensão, a Linha São Domingos - Pomarão.
A mina de São Domingos localiza-se na Faixa Piritosa Ibérica (FPI), mundialmente reconhecida pela sua riqueza em sulfuretos maciços vulcanogénicos, vulgarmente conhecidos por pirites.
Esta província metalogenética forma um arco com 250 km de comprimento e 30 km de largura, que abrange parte do Alentejo, do Algarve e da Andaluzia. Os jazigos de sulfuretos da FPI encontram-se associados a uma formação geológica constituída por rochas vulcânicas e sedimentares formada na era Paleozóica, há cerca de 352 a 330 milhões de anos.
A génese dos jazigos de pirite da FPI, como o de São Domingos, está relacionada com a circulação de fluídos hidrotermais (água do mar modificada por fluídos magmáticos) entre rochas vulcânicas e sedimentares, as quais sofreram, por isso, intensos processos físico-químicos de lixiviação e troca iónica. Os principais elementos extraídos durante a exploração moderna, entre 1854 e 1966, foram o cobre e o enxofre. 
Inclui as zonas urbanas da Mina de São Domingos, Moitinha, Achada do Gamo e Pomarão, a zona de extracção na Mina de São Domingos, zonas industrias na Mina de São Domingos, Moitinha e Achada do Gamo, o caminho de ferro Mina-Pomarão com as estações e as obras de arte (túneis e pontes), o porto fluvial do Pomarão e a Palanqueira (margem direita do Guadiana), duas albufeiras de água doce na Mina de São Domingos, projectadas para permitir a metalurgia pela via húmida e um conjunto de canais e albufeiras de água ácida para permitir a gestão dos efluentes da metalurgia. Depois do encerramento da mina o equipamento foi desmantelado e vendido, restando hoje a paisagem marcada pela actividade mineira e pela drenagem ácida.
Encontra-se a ser desenvolvido o projecto de recuperação ambiental da mina e das áreas envolventes, cujo objectivo principal é recuperar impactos ambientais negativos, principalmente contaminação de águas e solos, decorrentes da exploração da mina, desactivada em 1966. Devido à complexidade das situações de contaminação e à vasta extensão da área degradada, que se estende por 600 hectares, as intervenções do projecto vão ser desenvolvidas em várias fases.

Ler mais:
http://www.roteirodeminas.pt/local.aspx?v=efa73e7f-4648-49a8-ba61-3ea754fd4722
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mina_de_São_Domingos
https://www.almadeviajante.com/mina-de-sao-domingos-mertola/
https://edm.pt/projetos/recuperacao-do-sistema-de-canais-de-recolha-de-aguas-de-escorrencia/
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/ambiente/detalhe/recuperacao_ambiente_nas_minas_de_s_domingos_vai_avancar

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Torre das Águias

A Torre das Águias localiza-se na antiga povoação de Águias, na freguesia de Brotas. Erguida a partir de 1520 por D. Nuno Manuel, guarda-mor do rei D. Manuel I, possivelmente sobre uma estrutura anterior, era utilizada para repouso dos fidalgos nas caçadas de grande montaria. Também se conjectura sobre a eventual ligação da edificação da torre ao culto de Nossa Senhora de Brotas.
Edifício de estilo manuelino, apresenta planta com formato quadrado de aproximadamente 18 metros de lado por cerca de 20 de altura, em alvenaria, silharia e cantaria de granito. Está dividido internamente em quatro pavimentos, nos quais se rasgam janelas também quadradas. O pavimento térreo é constituído por um amplo salão, coberto por abóbada de ogivas nervuradas; o segundo pavimento divide-se em salão nobre com um vasto fogo de chão e divisões contíguas; o terceiro e quatro pavimentos não apresentam divisões e têm a cobertura em abóbadas de cúpula abatida.
Classificada como Monumento Nacional em 1910, resistiu em tempos ao terramoto de 1755 e começou a degradar-se já no século XIX. Em 1946 sofreu intervenções de restauro, a cargo da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), tendo sido novamente intervencionada em 1978 com obras de consolidação e reconstrução de interiores.
Actualmente em avançado estado de degradação, carecendo de conservação urgente, encontra-se em mãos de particulares.
                                           Fonte: Câmara Municipal de Mora
Ler mais:
http://www.cm-mora.pt/pt/site-visitar/brotas/Paginas/Torre-Aguias.aspx
https://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_das_Águias
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70383/
http://lugaresesquecidos.com/forum/viewtopic.php?t=1092

sábado, 21 de abril de 2018

Mosteiro de Santa Maria das Júnias


Foi provavelmente na década de 40 do século XII que deve ter acontecido a sagração do templo de Santa Maria das Júnias, situado nos arredores da freguesia de Pitões das Júnias, no concelho de Montalegre.

Desse primeiro período conservam-se importantes vestígios românicos, em particular na nave rectangular, que é decorada interiormente por frisos com figurações em pontas de lança. No exterior, as peças mais importantes desta fase são os dois portais (axial e laterais), cuja ornamentação obedece às determinantes artísticas experimentadas em torno da Sé de Braga ainda na primeira metade do século XII. O portal ocidental é de arco de volta perfeita, de duas arquivoltas (a exterior ornamentada com o tema das pontas de lança e realçada por moldura) que repousam em impostas decoradas com motivos geométricos, do tipo de corações invertidos.
Algum tempo depois de terminada a igreja, deve-se ter edificado o claustro, o qual revela já tendências góticas, embora socorrendo-se ainda de arcos de volta perfeita. 
O que resta do conjunto claustral (apenas o ângulo Nordeste) é insuficiente para uma mais rigorosa catalogação desta parcela, mas é de supor que tenha sido edificado na primeira metade do século XIII, recorrendo a uma decoração já essencialmente vegetalista.
No início do século XIV, conheceu obras de manutenção e melhoramento em que se destaca a construção do claustro e a ampliação da capela-mor.
No início da Idade Moderna foram realizadas obras de elevação de algumas dependências do convento e da capela-mor do templo, entretanto destruídas pelo assoreamento provocado pelo ribeiro que corre junto à cabeceira do mesmo. Na primeira metade do século XVIII, a igreja foi restaurada, a nível do madeiramento e do lajeamento, e redecorada com retábulos em talha dourada. A partir de meados desse século, entretanto, começou a entrar em decadência e acabou por perder monges e rendimentos. Com a extinção das ordens religiosas masculinas (1834) o seu último monge passou a exercer a função de pároco de Pitões. Na segunda metade do século XIX, um devastador incêndio levou à ruína muitas das dependências conventuais.
O Mosteiro de Santa Maria das Júnias encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto nº 37.728 de 5 de Janeiro de 1950. Em 1986 a Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais levou a efeito obras de recuperação e melhoramento.

Ler mais:
http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA4/medievalista-espada.htm
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70493/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_de_Santa_Maria_das_J%C3%BAnias
https://www.guiadacidade.pt/pt/poi-mosteiro-de-pitoes-das-junias-15827

terça-feira, 27 de março de 2018

Casa das Obras do Fidalgo



Fica em Vila Boa de Quires, no concelho de Marco de Canaveses, a fachada daquilo que seria um monumental Palácio, mandado edificar pelo Fidalgo António de Vasconcelos Carvalho e Menezes. No entanto, a construção que data de meados do seculo XVIII nunca passou para além da fachada. Não se sabe exatamente o motivo mas sem descendentes diretos o fidalgo poderá ter-se desinteressado do projeto, deixando-o ao seu irmão. 
Apesar do seu estado ruinoso e abandonado, tem uma grande profusão de detalhes decorativos, e é considerada uma das mais extensas e imponentes fachadas barrocas da arquitectura portuguesa. O mistério das razões da não conclusão das obras permanece…
O facto de nenhum dos proprietários seguintes ter dado continuação a esta construção acabou por lhe dar o nome de "Obras do Fidalgo" ou "Casa das Obras".
Esta monumental fachada barroca foi considerada "Imóvel de Interesse Público", pelo Decreto-lei n.º 129/77, de 29 de Setembro de 1977. 


Ler mais:

http://www.baixotamega.pt/pages/285/?geo_article_id=1188


sábado, 10 de março de 2018

Ruínas de Alares


Hoje os Alares são ruínas no campo aberto da raia. Invasões francesas e o Maneta, uma utopia popular, um suposto intrujão, uma guerra entre povos, processos na justiça, expropriações – ingredientes de uma estória que as pedras ainda querem lembrar.

A antiga aldeia de Alares, na zona do Tejo Internacional, teve a sua génese no inicio de 1800, pela mão dos povos de Malpica do Tejo e de Monforte da Beira. Numa tentativa de defenderem o produto das suas searas, das mãos impiedosas dos Invasores Franceses aquartelados em Castelo Branco, estes aldeões colonizadores começaram a cultivar, às escondidas, a região fértil e inculta compreendida entre o Rio Aravil e o Rio Tejo, já no limiar do Rosmaninhal. À custa de muito e suado trabalho obtiveram boas culturas. Os habitantes destes montes viviam em casas baixas construídas em xisto, com poucas janelas, sendo a porta de entrada a principal fonte de luz natural. Por dentro era habitual o uso do barro e das prateleiras de xisto para fazer armários, ainda hoje visíveis.

Em 1865, foi acolhido pelo humilde povo da Cobeira um foragido político - Visconde Morão, que apercebendo-se da inexistência de qualquer titulo de registo de propriedade ou aluguer da terra por parte daqueles gentios ignorantes, tomou toda aquela vasta área como sua, englobando Alares e outras duas aldeias (Cobeira e Cegonhas Velhas) numa propriedade única, sem qualquer protesto ou desafio por parte dos seus habitantes, que cedo se apressaram a pagar o foro anual ao seu novo proprietário.
Em 1920, começaram os problemas que iriam ser a génese da Guerra dos Montes e que culminaram com a destruição e abandono destas três aldeias. 

Os habitantes dos Alares acabaram por fixar-se na actual aldeia de Soalheiras, alguns quilómetros a norte.


Ler mais:
http://vilaforte.blogs.sapo.pt/264765.html
https://www.almadeviajante.com/caminhada-no-tejo-internacional/
http://www.urbi.ubi.pt/pag/12572

segunda-feira, 5 de março de 2018

Ruínas do Convento de Sacaparte


Construído no séc. XVIII, o Convento de Sacaparte foi ocupado por monges dedicados ao apoio de doentes e peregrinos e, mais tarde, seminário e estabelecimento de ensino médico.
Como tantos outros estabelecimentos, foi abandonado em 1834 com a expulsão das Ordens Religiosas. Actualmente apenas permanecem de pé as paredes dos dois pisos. Um laboratório existente no edifício foi retirado pela autarquia, para assegurar a preservação.
Está classificado como Imóvel de Interesse Público.
Ler mais: 
https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-guarda/c-sabugal/alfaiates/convento-sacaparte 

Forte Jesus de Mombaça