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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo

O Convento e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo localizam-se na Praça João Lisboa, em São Luís do Maranhão, pertencendo à Ordem dos frades Capuchinhos. A Igreja do Carmo, integrada no convento, é um dos templos católicos mais importantes e tradicionais da cidade.
O primeiro convento foi edificado num local chamado sítio de Monsieur de Pinau, posteriormente conhecido como "Carmo Velho", onde hoje se localiza a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Rua do Egito. Pouco mais tarde, em 1627, foi construído o convento atual, onde havia uma capela dedicada a Santa Bárbara.
A história da Igreja de Nossa Senhora do Carmo está ligada a lutas da cidade. Entre elas, a batalha que resultou na expulsão dos holandeses de São Luís (1641). Nessa altura, o convento serviu de abrigo a mulheres e crianças, além de fortificação para guardar artilharia. Nessa época, a edificação foi bastante danificada, permanecendo assim durante muito tempo, já que a cidade não tinha condições de reformá-la, o que só viria a acontecer no século XVIII, com as mudanças socioeconômicas de São Luís, com a implantação da Companhia de Comércio e com a introdução do trabalho escravo negro.
Em 1808, as duas torres da igreja foram erguidas. Nas décadas seguintes, serviu de sede para artilharia imperial e mais tarde para o Corpo Policial de Segurança Pública.
No andar superior, funcionou também a Biblioteca Pública (1831) e após remoção do Corpo Policial, abrigou o Liceu Maranhense. Uma placa com a inscrição Liceo – 1838 ainda existe no local.
Já em 1866 teve a fachada revestida por belíssimos azulejos portugueses, preservados até hoje.
A igreja tem estilo predominantemente barroco, com fachada simétrica. Possui duas torres laterais de linhas simples encimadas por cruzes de ferro, e entre elas, um frontão triangular clássico, também encimado por uma cruz. No centro da fachada, há três janelas com balcão de ferro e abaixo destas, a entrada principal da igreja. É provável que seus únicos elementos primitivos sejam a porta principal e a fachada, modificada pelo revestimento de azulejos recebido em 1866.

Ler mais:
https://www.bahia.ws/convento-e-igreja-de-nossa-senhora-do-carmo-sao-luis-do-maranhao/
https://oimparcial.com.br/noticias/2015/09/conheca-as-igrejas-historicas-de-sao-luis-e-seus-momentos-importantes-para-a-cidade/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Convento_e_Igreja_de_Nossa_Senhora_do_Carmo_(São_Luís)

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Biblioteca Nacional de Moçambique

O edifício onde funciona a Biblioteca Nacional de Moçambique foi projetado pelo arquiteto Mário da Veiga e construído, em 1904, para albergar a então Repartição da Fazenda. Foi só em 1961 que o edifício albergou a Biblioteca.

Considerado “Património Nacional”, até aos dias de hoje, o imóvel mantém o seu traço arquitetónico original português.


Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioteca_Nacional_de_Moçambique

sábado, 10 de outubro de 2020

Liceu Velho do Mindelo

O Liceu Velho é um edifício na parte oriental do centro da cidade de Mindelo, Cabo Verde. Está localizado na Praça Dr. Duarte Silva, entre a Avenida Fernando Ferreira Fortes e a Rua Franz Fanon, a leste do Palácio do Povo. Desde 2008 que alberga a M_EIA (Escola Internacional de Arte do Mindelo), oficialmente Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura.
Construído entre 1859 e 1873, o edifício foi construído para sede de um quartel militar. No entanto, acabou por se transformar na residência oficial do Governador Colonial de Cabo Verde. Em 1921 foi instalado no edifício o Liceu Nacional Infante D. Henrique, fazendo do Mindelo o centro da educação da então colónia portuguesa de Cabo Verde. A escola foi fechada em 1937, tendo reaberto no mesmo ano com a designação de Liceu Gil Eanes. Depois de 1968, quando esta escola se mudou para um outro edifício, passou a albergar a Escola Preparatória Jorge Barbosa.

Fonte:
https://en.wikipedia.org/wiki/Liceu_Velho

Ler mais:
https://noticiasdonorte.publ.cv/70066/inauguracao-das-obras-restauro-do-liceu-gil-eanes/

domingo, 4 de outubro de 2020

Igreja da Imaculada Conceição de Pangim

Foi em 1561 que se mandou erigir uma pequena capela na aldeia portuária de Taleigão (mais tarde Pangim, ou Nova Goa), nos primeiros tempos da colonização da então Índia Portuguesa. Ao tornar-se paróquia em 1600, a pequena capela capela foi substituída, em 1609, pela imponente igreja consagrada a Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
No século XVIII foi acrescentada a enorme escadaria, em ziguezague simétrico, que apresenta elementos semelhantes à dos santuários de Nossa Senhora da Peneda e do Bom Jesus de Braga em Portugal. Em 1871 foi instalada a torre sineira que alberga o segundo maior sino do território goês.
A igreja situa-se sobre uma pequena colina sobranceira ao porto e apresenta uma fachada rica em elementos arquitectónicos, típicos do barroco português, pintada de branco para representar simbolicamente a virgem imaculada. A igreja apresenta uma forma cruciforme com nave e transepto. No interior da igreja destaca-se o altar-mor, que apresenta uma elegante decoração e é dedicado à Virgem Maria. De um e de outro lado do altar-mor existem dois outros altares em talha de madeira dourada. O da esquerda representa Cristo crucificado, enquanto que o da direita é dedicado a Nossa Senhora do Rosário. Estes dois altares são ladeados por estátuas em mármore representando S. Pedro e S. Paulo.
Ler mais:
https://hpip.org/pt/heritage/details/563
http://www.revista.brasil-europa.eu/131/Goa-Catedral_de_Pangim.html
https://en.wikipedia.org/wiki/Our_Lady_of_the_Immaculate_Conception_Church,_Goa

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Edifício do Banco de Angola

O edifício do Banco de Angola localiza-se na esquina da Avenida 4 de Fevereiro com o Largo Saydi Mingas, em Luanda. É a actual sede do Banco Nacional de Angola. Teve a sua construção concluída em 1956 com projecto da autoria do arquitecto Vasco Regaleira.
O edifício tem formas neoclássicas e revivalistas típicas da arquitectura favorecida pelo regime do Estado Novo, estilo também chamado "Português Suave". O edifício desenvolve-se em dois corpos ortogonais, ligados entre si por um corpo circular, cuja cobertura é feita por uma enorme cúpula. A arquitectura clássica está representada no edifício através do traço das fachadas, distribuição das colunas jónicas, frontão e arcadas que se desenvolvem no piso térreo.
O interior é luxuoso, decorado com mobiliário de madeiras preciosas, quadros e grandes painéis de azulejos representativos da chegada dos portugueses aos reinos de Kongo e N'gola. Também contém belas pinturas a fresco nos tectos de algumas salas e da cúpula do corpo circular, cujo acesso é feito por uma imponente escadaria de mármore. A estrutura do edifício foi realizada com betão armado, material de vanguarda na época.
O edifício foi inaugurado pelo Presidente da República, Marechal Craveiro Lopes, em 7 de setembro de 1956.
A 10 de novembro de 1976, um ano após a independência, criou-se o Banco Nacional de Angola, sucessor do Banco de Angola. O edifício foi declarado património histórico-cultural em 8 de abril de 1995. Desde então, as instalações têm sido alvo de obras de remodelação e restauro.

Ler mais:
http://www.hpip.org/def/pt/Homepage/Obra?a=72
http://restosdecoleccao.blogspot.com/2014/06/banco-de-angola.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Nacional_de_Angola_(edifício)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Fortaleza da Aguada

A Fortaleza da Aguada localiza-se no extremo sul da praia de Sinquerim, em Candolim, concelho de Bardez, distrito de Goa Norte, no estado de Goa, na costa oeste da Índia.
Integrava um vasto complexo fortificado, iniciado no século XVI pelos portugueses como primeira defesa da barra do rio Mandovi, acesso a Goa, então capital do Estado Português da Índia. A sua denominação deve-se a que era ao abrigo de suas muralhas que as embarcações faziam a "aguada", ou seja, obtinham o suprimento de água potável, de três fontes.
O imponente Forte da Aguada foi construído em menos de sete anos, ficando terminado em 1612, de acordo com o projecto e a orientação do arquitecto militar Júlio Simão. Foi decidido pelo vice-rei da Índia, Aires de Saldanha, e ficou pronto no tempo do vice-rei Rui Lourenço de Távora.
Na parte inferior da fortaleza as embarcações aproximavam-se para se abastecerem de água potável, de uma fonte escavada na rocha, que jorrava abundante água. Daí também o nome do forte. Na parte superior está um farol seiscentista; completam o dispositivo de defesa do Mandovi o Forte de Nossa Senhora do Cabo e o de Gaspar Dias, ainda por terminar, na margem oposta, junto ao Forte dos Reis Magos.
A sua artilharia montava a 79 peças, número expressivo, à época.
O conjunto foi sendo ampliado ao longo dos séculos, diante das incursões de Hollandeses e Ingleses contra Goa.
No século XX, durante o Estado Novo Português, as dependências da antiga fortificação foram utilizadas como prisão política.
Hoje, boa parte do espaço da fortaleza da Aguada está ocupada por dois hotéis de cinco estrelas do grupo Taj, com belos jardins e vistas amplas para o Índico. Próximo do local está um terceiro hotel do mesmo grupo.

Ler mais:
https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/interior/o-forte-da-aguada-velha-goa-e-memorias-5604684.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fortaleza_da_Aguada

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Farol da Guia

O Farol da Guia está localizado na Colina da Guia, no interior da Fortaleza do mesmo nome, perto do canto sudeste da Península de Macau, na costa do Mar do Sul da China.
O Farol da Guia um dos grandes faróis do mundo, foi o primeiro farol de características modernas e Ocidentais a ser construído no Extremo Oriente. 
Foi só 1864 que começou a construção do farol por ordem do governador Coelho do Amaral, e no dia 24 de Setembro de 1865, entrou finalmente em serviço. Uma tempestade, em Setembro de 1874, causou grandes danos a esta torre de grande importância. Seguiu-se um período de cerca de trinta e seis anos em que esteve fora de serviço, até que em 1909/1910 foi restaurada, tendo-lhe sido adicionado um novo mecanismo e se procedeu à sua electrificação. Entrou novamente em serviço no dia 29 de Junho 1910.
É uma torre de alvenaria de pedra, em forma de tronco de cone, com cerca de 13,5 m de altura. A base do farol tem um diâmetro de 7 m que se estreita até aos 5 m no topo, onde foi construída uma galeria circular de serviço, e uma outra mais abaixo, de observação. A torre de 3 andares, pintada de branco com bordadura amarelo-dourado, tem um exterior rústico e simples, em harmonia com a capela que lhe está adjacente. Uma lanço de escada em espiral, situado no interior da estrutura, permite o acesso à lanterna com cúpula vermelha.
Desde 2005 está incluído na lista dos monumentos do Centro Histórico de Macau, classificado como Património Mundial da Humanidade da UNESCO. Para tal, sofreu importantes obras de restauro no início deste século.

Ler mais:
https://cronicasmacaenses.com/2015/07/13/macau-farol-da-guia-150-anos-o-primeiro-do-extremo-oriente/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Farol_da_Guia_(Macau)
http://salvador-nautico.blogspot.com/2018/06/farol-guia-macau.html

sábado, 24 de novembro de 2018

Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá

A Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá, também conhecida como Fortaleza da Barra ou Fortaleza de Paranaguá, localiza-se na praia da Fortaleza, no sopé do morro da Baleia, na ilha do Mel, litoral do estado do Paraná, no Brasil.
Dominando a barra do canal grande de acesso à baía de Paranaguá, esta fortificação destinava-se à defesa estratégica da antiga vila de Paranaguá, garantindo a segurança do seu ancoradouro, quinze milhas adiante, onde era embarcado o ouro, a madeira e, mais tarde, a erva-mate extraídos da região, contra os corsários e espanhóis que frequentavam aquele trecho do litoral.
Segundo instruções recebidas do Marquês de Pombal, foi erguida de 1767 a 1769, por determinação do governador da Capitania de São Paulo, Capitão-general D. Luiz Antônio de Souza Botelho e Mourão, Morgado de Mateus. Os recursos foram obtidos à custa de uma subscrição forçada, aberta desde 1765 entre os moradores da Vila de Paranaguá, que também teriam contribuído com mão-de-obra, materiais e mantimentos. Outros recursos financeiros teriam sido fornecidos pela Junta da Fazenda da Capitania de São Paulo.
A Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres insere-se no grupo das fortificações orgânicas, desenhada que foi adaptando-se às condições topográficas do terreno. No sopé de um morro, sua estrutura desenvolve-se em cinco lances de muralhas de alvenaria de pedra e cal com 10 metros de altura, material extraído do próprio local. Os espaços abobadados sobre o terrapleno foram utilizados como Casa da Guarnição e Prisão, tendo sido levantados os Quartéis da Tropa ao abrigo da cortina interna da muralha. O tratamento nobre em cantaria do conjunto da portada a leste, encimado por uma grande concha esculpida em um único bloco de pedra, revela a preocupação estética dos construtores. O brasão da realeza sobre o portão, um grupo de carantonhas e uma placa epigráfica completam a composição do conjunto, recuado em relação ao alinhamento das muralhas, e ladeado por guaritas nos vértices das muralhas.
Foi originalmente artilhada com duas peças de calibre 24 libras, duas de 18 e duas de 12.
A fortaleza foi construída sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres, por ser a santa padroeira da “Casa de Mateus”.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=188
http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=433
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fortaleza_de_Nossa_Senhora_dos_Prazeres_de_Paranaguá

sábado, 10 de novembro de 2018

Catedral de Nossa Senhora da Assunção


A Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção ou Catedral Sé de Mariana é uma catedral-basílica católica, sede da Arquidiocese de Mariana. Está localizada no estado brasileiro de Minas Gerais, na cidade de Mariana e é dedicada a Nossa Senhora da Assunção.
A construção primitiva da Catedral teve início, provavelmente, na primeira década do século XVIII pelo capitão português António Pereira Machado. Na vila, já existia a Capela de Nossa Senhora do Carmo, mas, a capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, por ser mais frequentada devido à comodidade dos fiéis, acabou por ser escolhida para abrigar a Matriz. Em 1734, teve início a construção da grande matriz com orago a Nossa Senhora da Assunção. O arrematante foi o mestre pedreiro. António Coelho da Fonseca. Catorze anos depois, a fachada e as torres ainda não estavam concluídas. 
Em 1745, com a instituição do Bispado de Mariana, passou a Catedral, sofrendo as necessárias adaptações. Apresenta evidências arquitectónicas de todas as fases do estilo de arte barroca, sendo a primeira fase do Barroco Mineiro que é compreendida como estilo Nacional Português, a segunda fase que é nomeada como estilo Dom João V ou estilo Joanino, a terceira fase coincide com o estilo Rococó ou estilo Luís XV, e a quarta e última fase do Barroco Mineiro é conhecida como estilo Neoclássico. Entre os principais artífices está Manuel Francisco Lisboa, o pai do Aleijadinho, que além de executar várias obras, instalou o órgão Arp Schnitger em 1740.
A fachada tem traços sóbrios, com um corpo central e dois campanários laterais, uma porta centralizada e três janelas de verga reta no piso superior, e um frontão triangular de arremate. O seu estilo remete à arquitectura chã, uma variante do Maneirismo português, estilo que foi o mais comum na primeira fase construtiva da arquitectura sacra em Minas Gerais.
A planta possui uma nave central e duas laterais, mas estas são estreitas e mais funcionam como deambulatórios. Ali se encontram diversos altares. A capela-mor é separada da nave por um grande arco, em cujas extremidades são colocados dois grandes altares, entalhados por Francisco Vieira Servas. Dois outros altares importantes estão em capelas anexas ao cruzeiro que funcionam como transepto. Esses retábulos são os dedicados a Nossa Senhora do Rosário e São Miguel e Almas e os do arco cruzeiro a Nossa Senhora da Conceição e São José, executados pelo entalhador português Francisco Xavier de Brito. Também conta com um coro. A decoração é muito rica e sofisticada, mas devido ao longo lapso de tempo em que foi executada, não tem uniformidade estilística, variando do Barroco ao Rococó. A talha dourada da Catedral tem excepcional qualidade.

Ler mais:
https://www.mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/catedral-da-se-nossa-senhora-da-assuncao
http://www.descubraminas.com.br/Turismo/DestinoAtrativoDetalhe.aspx?cod_destino=7&cod_atrativo=376
https://lugaresinesqueciveis.wordpress.com/2012/11/08/catedral-da-se-mariana/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_Basílica_Nossa_Senhora_da_Assunção_(Mariana)

sábado, 3 de novembro de 2018

Mercado Municipal de Maputo


O Mercado Central de Maputo, é um mercado situado no centro de Maputo, a capital moçambicana. É particularmente conhecido pelo design da sua arquitectura, tendo sido construído nos alvores do século XX, em pleno domínio colonial português. O mercado também é conhecido pela designação de "Bazar da Baixa".
O Mercado Municipal de Maputo — ou Bazar, como também é chamado — é uma obra de David de Carvalho construída com elementos em ferro importados da Bélgica. Inaugurado em 1901, no local vende-se de tudo um pouco: alimentos diversos — frutas, legumes, perfumadas especiarias — objectos para casa, de uso pessoal e também souvenirs. 
O mercado é um ponto turístico bastante visitado de Maputo, mesmo por aqueles que não têm a intenção de comprar nada. Isso por conta da atmosfera do local, situado na zona baixa da capital moçambicana, cheio de comerciantes e habitantes locais que vão até lá para fazer suas compras.
Nas bancas, simples, tapadas com panos ou papel, os legumes estão perfeitamente arrumados e alinhados. Inclusive, os mais pequenos, como as malaguetas que estão expostas em pequenos montes separados por cores e intensidade.

Ler mais:
https://en.wikipedia.org/wiki/Maputo_central_market
https://guia.melhoresdestinos.com.br/mercado-central-de-maputo-215-6026-l.html
http://housesofmaputo.blogspot.com/2017/03/mercado-municipal-de-maputo-mais-fotos.html
https://www.viajecomigo.com/2017/02/08/mercado-municipal-maputo/

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Palácio dos Capitães-Generais

O Palácio dos Capitães-Generais localiza-se na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no estado de Mato Grosso, no Brasil. Vila Bela foi criada com pretensões régias de guarnecer a zona fronteiriça, sendo tradicionalmente habitada por famílias de origem africana, que muito se orgulham de suas raízes cultivando suas tradições e cultura através de séculos.
O palácio foi fundado em 1752 pelo governador e capitão-general da capitania de Mato Grosso, D. António Rolim de Moura Tavares. Constitui-se como um dos principais monumentos da cidade, e durante 68 anos, foi a sede do governo da província de Mato Grosso. Hoje funciona nele a prefeitura de Vila Bela.
É uma extensa casa térrea de linhas sóbrias erguida em taipa de pilão. Possuía cunhais em cantaria de pedra canga e interiores profusamente decorados com pinturas e trabalhos em talha aplicada e dourada. O Palácio formava com a Câmara Municipal, a Cadeia, a Casa de Fundição, o Quartel dos Dragões, a Matriz da Santíssima Trindade, a Igreja de Santo António dos Militares e a de Nossa Senhora do Carmo, o núcleo primitivo da vila fundada em 19 de março de 1752 para servir de capital da nova capitania, com a denominação evocativa de Vila Bela da Santíssima Trindade. O Palácio teve sua estrutura original mantida por mais de dois séculos, apesar de seus interiores terem sofrido com a passagem do tempo, a decadência de Vila Bela e a incúria dos homens. Desapareceram as pinturas, os móveis e os adereços, mas permaneceu o corpo estrutural pelo menos até os anos de 1960.
 Remanescentes da arquitectura luso-brasileira do século XVIII, o Palácio foi restaurado pela então Fundação Nacional Pró-Memória, hoje IPHAN, em meados da década de 1980, e hoje sedia a Prefeitura Municipal de Vila Bela. O Palácio é considerado o ponto de partida do processo de constituição de Vila Bela. Símbolo material do poder, antecedeu as edificações particulares, as outras edificações oficiais e até mesmo as religiosas. Tal fato não é gratuito, decorre do próprio desejo da Coroa Portuguesa de constituir Vila Bela como explicitação de sua presença indiscutível na fronteira oeste da Colónia.

Ler mais:
http://www.infopatrimonio.org/?p=32772#!/map=38329&loc=-15.005730999999997,-59.95029400000001,17
http://www.mt.gov.br/-/governo-reforma-palacio-dos-capitaes-generais-em-vila-bela-da-santissima-trindade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Palácio_dos_Capitães-Generais_(Vila_Bela_da_Santíssima_Trindade)
http://www.cultura.mt.gov.br/-/3672800-palacio-dos-capitaes-generais-sera-devolvido-a-populacao

domingo, 30 de setembro de 2018

Igreja de Nossa Senhora do Pópulo em Benguela

A história desta igreja remonta ao século XVII, e terá sido a primeira construção de alvenaria a ser erguida em Benguela. Rezam as lendas que, para a sua construção, foram usadas as pedras que vinham do Brasil nos barcos negreiros que transportando os escravos para o continente americano traziam no regresso da viagem enormes pedras que serviam de lastro aos navios com o objectivo de os tornar mais estáveis.
A única data que ainda hoje é visível na fachada principal, 1 de Novembro de 1748, terá sido a data de um eventual restauro da igreja, ou talvez da primeira missa. Na sua fachada pode ler-se: "O capitão de Infantaria Roque Vieira de Lima, que com fervor e zelo fez esta obra tão pia, pede um Padre-Nosso e uma Avé-Maria".
Do ponto de vista arquitectónico, a construção foi esculpida ao estilo barroco. Vista do adro, sobressaem duas imponentes torres viradas para o mar que, em linha recta, liga a igreja com a sua linhagem brasileira, do outro lado da Praia Morena. No interior, pode ver um conjunto de azulejos, vitrais e objectos em prata. A igreja conta com um púlpito de madeira também ela vinda do Brasil, em estilo rococó, tratando-se de caso único em Angola e, inclusivamente, em toda a região da África Austral.
Segundo os registos históricos, durante quase 100 anos a igreja da Nossa Senhora do Pópulo serviu de panteão dos colonos europeus mais destacados na região e de figuras da Igreja local. Essa função permaneceu até 1838, ano em que foi inaugurado o Cemitério da Camunda. 
Em 1949, o templo foi elevado a Monumento Nacional.

Ler mais:
http://www.redeangola.info/roteiros/igreja-da-nossa-senhora-do-populo/
http://www.cpires.com/benguela_igrejas.html
https://prazerdeconhecer.wordpress.com/2016/10/08/igrejas-de-benguela/

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Ruínas de São Paulo

As Ruínas de S. Paulo referem-se ao conjunto formado pela escadaria e fachada da antiga Igreja da Madre de Deus, construída entre 1602 e 1640, e pelas ruínas do Colégio de S. Paulo, adjacente à Igreja, ambos parte de um complexo religioso destruído por um incêndio em 1835. As ruínas testemunham o que foi o primeiro estabelecimento de ensino universitário de estilo Europeu no Extremo Oriente e, juntamente com a Fortaleza do Monte, constituem exemplares de construções fruto da colaboração entre Portugueses e Jesuítas, compondo o que poderá ser considerado a "acrópole" de Macau.

As Ruínas de São Paulo, juntamente com a Fortaleza do Monte, estão incluídos na Lista dos monumentos históricos do Centro Histórico de Macau, por sua vez incluído na Lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO. Pode-se considerar que esta imponente estrutura é o símbolo máximo da cultura ocidental-cristã em Macau.
A fachada das Ruínas de S. Paulo mede 23 m de largura por 25,5 m de altura, estando dividida em cinco níveis. Seguindo o conceito clássico da divina ascensão, as ordens da fachada em cada nível horizontal evolvem da base para o topo da ordem jónica, passando pela ordem coríntia até à ordem compósita.
Os dois níveis superiores estreitam gradualmente para suportar um frontão triangular no topo, que simboliza o último estado da divina ascensão - o Espírito Santo. A fachada é de estilo maneirista, incorporando alguns elementos decorativos tipicamente orientais. Os temas escultóricos incluem imagens bíblicas, representações mitológicas, caracteres chineses, crisântemos, um barco português, vários motivos náuticos, leões chineses, estátuas de bronze com imagens dos santos jesuítas fundadores da Companhia de Jesus e outros elementos que integram influências europeias, chinesas e de outras partes da Ásia. No seu todo, essa composição reflecte uma fusão de influências à escala mundial, regional e local.
Para além da fachada, as Ruínas de São Paulo incluem ainda os vestígios da antiga Igreja da Madre de Deus. Durante o período de 1990 até 1996, o Governo realizou uma série de trabalhos arqueológicos nesta área, incluindo a recuperação de objectos e o estudo da organização da igreja; vários arqueólogos, historiadores e museólogos participaram neste projecto, com o intuito de reabilitar o espaço da Igreja da Madre de Deus. O projecto resultou na instalação de uma estrutura metálica ao nível do Coro-Alto e na instalação de um Museu de Arte Sacra e Cripta junto à área do antigo altar-mor, tendo todo o espaço sido inaugurado em 23 de Outubro de 1996.

Ler mais:
http://www.wh.mo/pt/site/detail/18
https://www.vortexmag.net/patrimonio-portugues-no-mundo-igreja-de-sao-paulo-macau/
https://www.icm.gov.mo/pt/StPaul
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ruínas_de_São_Paulo

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Centro histórico de Goiás

A cidade de Goiás, antiga capital do Estado de Goiás, localiza-se na região central brasileira.
Goiás foi fundada no ciclo das bandeiras, expedições formadas por paulistas para explorar os sertões do Brasil em busca de ouro, pedras preciosas e escravos índios. A região foi percorrida por Dias Pais entre 1673 e 1681 e por Bartolomeu Bueno da Silva em 1683, encontrando ouro. Somente em 1718, quando foi achado ouro em Cuiabá, e em 1721 no rio Vermelho, o filho de Bartolomeu Bueno foi nomeado superintendente das minas da região, iniciando sua colonização efectiva. Em 1727 foi fundado no local da presente Goiás um povoado, em 1729 foi erguida uma capela e tornou-se distrito e freguesia, baptizada como Santana de Goiás.
Em 11 de fevereiro de 1736, através de Carta Régia, a freguesia foi elevada á condição de vila, que recebeu o nome de Vila Boa de Goiás, mas a instalação só ocorreu em julho de 1739. Em 8 de novembro de 1744 tornou-se a sede da Capitania de Goiás, sendo governada por dom Marcos de Noronha, conde dos Arcos. Ele e os seus sucessores fizeram várias melhorias na vila, e construíram importantes edifícios: a Casa de Fundição (1750), o Palácio do Governador (1751), um quartel militar (o Quartel do Vinte, 1751), a Casa da Câmara e Cadeia (1761) e o Teatro de São Joaquim (1772-77), além de fontes e outras benfeitorias. Entre 1778 e 1783 foi definido uma nova planta urbana pelo governador Luís da Cunha Meneses, delineando o modelo da urbanização que perdura até hoje.
A cidade floresceu durante o ciclo do ouro no século XVIII, mas com o esgotamento das minas entrou em um longo período de estagnação, acentuado quando perdeu o estatuto de capital em 1937. A preservação começou na década de 1950, quando alguns monumentos foram tombados pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e em 1978 todo o Centro Histórico foi protegido. Em 2001 sua importância histórica, arquitectónica e urbanística foi reconhecida pela UNESCO, que lhe concedeu o título de Património da Humanidade.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Histórico_de_Goiás
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-mundial/origem-portuguesa/centro-historico-de-goias/

domingo, 19 de agosto de 2018

Monumento de Lifau

O Monumento de Lifau situa-se na cidade de Lifau, no posto administrativo de Pante Macassar, no município de Oecusse, em Timor-Leste. Foi construído na forma de uma caravela de bronze, em homenagem aos quinhentos anos da chegada dos portugueses à ilha de Timor.
Oecusse foi o primeiro ponto da ilha de Timor em que os portugueses se estabeleceram, pelo que é usualmente considerado o berço de Timor-Leste. Alguns anos mais tarde, ali foi erigido um padrão que assinala esse acontecimento ocorrido em 1515.
As celebrações dos 500 anos incluem a inauguração de um novo monumento em Lifau, ao lado do padrão que assinala a chegada dos portugueses a Timor-Leste, a 18 de agosto de 1515, e que, outrora, tinha escrita, em azulejos no chão, a frase "aqui também é Portugal".
Pesando oito toneladas e medindo 4,3 metros de altura e 3,2 metros de largura, o novo monumento de Lifau é composto de uma caravela e oito figuras feitas em bronze de lei. O conjunto global da cena apresenta dois marinheiros menores que se encontram no interior da embarcação, três timorenses que recebem os recém-chegados e, saindo da embarcação, três figuras europeias que se voltam aos ilhéus. As figuras não possuem nomes. Mas diferentemente dos marinheiros e dos timorenses, sem maiores caracteres distintivos, os europeus em solo possuem um maior detalhe na indumentária.
Joaquim de Brito, português e projectista do monumento, afirmou em entrevista que os três portugueses representariam, respectivamente, um “porta-estandarte”, um “padre catequista” e um “descobridor”. E segundo o designer, a obra encenaria “o grande encontro entre os dois povos”.
A obra, da autoria da Fundição Lage, de Vila Nova de Gaia, foi comissionada pelo Ministério do Turismo timorense e foi inaugurada no dia 27 de novembro de 2015, estando colocada ao lado do referido padrão.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_de_Lifau
Daniel de Lucca - Outros 500 – O Quinto Centenário de Timor-Leste e o Pós-Colonialismo em Português
https://timoragora.blogspot.com/2015/11/mar-que-separa-foi-mar-que-uniu.html
https://24.sapo.pt/noticias/internacional/artigo/caravela-em-bronze-feita-em-oliveira-do-douro-e-novo-monumento-em-lifau-timor-leste_19943624.html

domingo, 12 de agosto de 2018

Centro histórico de Diamantina


A cidade de Diamantina localiza-se na Serra do Espinhaço, a Norte de Belo Horizonte, no Estado de Minas Gerais.
A busca do ouro que se iniciou no Brasil no século XVI, chegou, no final do século XVII, ao território mineiro. Foram encontradas jazidas na confluência dos rios Grande e Piruruca. Com a notícia do achado, foi-se estabelecendo na região um número cada vez maior de exploradores. Até 1720 as buscas dedicaram-se em exclusivo à prospecção aurífera mas a grande descoberta surgiu quando foram encontradas jazidas de diamantes.
O nome de Diamantina só foi atribuído ao local em 1831, sendo promovido à categoria de cidade em 1841. Por esta altura, já a produção aurífera e diamantífera estava em decadência na região devido à exploração exaustiva dos recursos naturais.
Diamantina é uma cidade peculiar no traçado urbano, com acentuado declive e soluções arquitectónicas características das cidades do norte de Portugal. As ruas em ladeira, pavimentadas em pedra irregular, e as construções em taipa e em madeira com uma variedade de janelas, balcões e telhados, escapam à usual construção em pedra. As soluções arquitectónicas de Diamantina são simples, resultando de uma adaptação do universo barroco português a uma precariedade de materiais como a madeira e o barro. Uma maior riqueza decorativa foi reservada para o interior das igrejas.
O casario, definidor das ruas, não possui recuo frontal e se destaca pelo colorido vivo das esquadrias que contrasta com o branco das paredes. Há várias igrejas no centro, mas em geral não se destacam do entorno no qual estão inseridas. Nota-se o uso de elementos que remetem à arquitectura portuguesa influenciada pela árabe.
Entre os principais monumentos que compõem o centro histórico de Diamantina, destacam-se o Museu do Diamante e a Biblioteca, as residências nobres e as igrejas. Entre estas, salientam-se a Igreja de Nossa do Carmo e a Igreja de São Francisco.
Em 1999, o conjunto arquitectónico do centro histórico da cidade foi reconhecido pela UNESCO como Património Mundial.

Fonte principal: DGPC
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-mundial/origem-portuguesa/centro-historico-de-diamantina/

Ler mais:
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/culture/world-heritage/list-of-world-heritage-in-brazil/historic-centre-of-diamantina/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Histórico_de_Diamantina

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Forte de Massangano

O Forte de Nossa Senhora da Vitória de Massangano, popularmente conhecido como Forte de Massangano ou Fortaleza de Massangano, localiza-se na povoação de Massangano, no município de Cambambe, na província de Kwanza-Norte, em Angola.
Neste local travou-se, em 1580, a Batalha de Massangano, na qual as forças portuguesas derrotaram as do rei Kiluange de Ngola.
Posteriormente, em 1582, as forças portuguesas, sob o comando do Capitão Paulo Dias de Novais, foram repelidos pelos Ngola, quando tentavam penetrar na região, em busca das lendárias minas de prata.
Esta fortificação foi erguida pelo próprio Novais, às margens do rio Cuanza, em 1583, com a função de defesa do presídio (estabelecimento de colonização militar) que assegurava a ocupação portuguesa na região, alargando-a. Além de marcar a presença militar portuguesa, esse estabelecimento garantia a integridade das redes comerciais, incluindo a de tráfico de escravos para o continente americano.
Durante a ocupação de Luanda pelas forças holandesas, em Agosto de 1641, foi a Massangano que as forças portuguesas se recolheram e onde resistiram até à reconquista, por Salvador Correia de Sá e Benevides, em Agosto de 1648.
Até meados do século XIX o presídio e a sua guarnição foram governados por um capitão-mor.
Alguns edifícios e as ruínas de Massangano foram classificados como Monumento Nacional pelo Decreto Provincial n° 81, de 28 de Abril de 1923. Actualmente encontram-se em poder do Estado, afectos ao Ministério da Cultura.
O forte apresenta planta quadrada, sem baluartes nos vértices. Em seus muros rasgam-se dez canhoneiras. É acedido por um túnel abobadado a partir do portão de armas, pelo lado voltado para terra. Em seu terrapleno erguem-se as edificações de serviço: Casa do Comando e Quartel de Tropa.

Fonte: Wikipedia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Massangano

Forte Jesus de Mombaça