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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Recinto muralhado do Chão do Galego

 O recinto muralhado do Chão do Galego é uma construção monumental situada no ponto mais elevado da Serra das Talhadas, conhecida popularmente como Estrada dos Mouros. É formada por duas muralhas com cerca de 400 m de comprimento, as quais, em associação com duas cristas rochosas paralelas, fecham um espaço com cerca de 20 hectares de superfície. Atendendo à sua posição e características estruturais admite-se que corresponda ao início do 1º milénio a.C. (final da Idade do Bronze). Uma das hipóteses avançadas para a sua função é a de ter sido um povoado refúgio durante um período de instabilidade e conflitualidade à escala regional consequente ao estabelecimento de feitorias fenícias nas costas da Península Ibérica.

O recinto muralhado de Chão de Galego localiza-se junto do lugar de Chão de Galego, na freguesia de Montes da Senhora, concelho de Proença-a-Nova.

Fonte:
https://www.cm-proencanova.pt/974/recinto-mulharado

Para saber mais:
FÉLIX, P. et al. - O recinto muralhado de Chão de Galego (Montes da Senhora, Proença-a-Nova): contextualização e problemática. Arkeos 41, 77-91.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Sítio Arqueológico do Cabeço das Fráguas

O Sítio Arqueológico do Cabeço das Fráguas, ou simplesmente Cabeço das Fráguas, localiza-se perto da Quinta de São Domingos, freguesia de Benespera, no concelho da Guarda.
Instalado no topo de um maciço granítico, com 1015 metros de altitude, bem destacado na paisagem, o seu campo visual prolonga-se para além do Sabugal e controla os vales de acesso à Cova da Beira. 
O acesso só é possível a pé e com alguma dificuldade, já que leva quase uma hora a subir o íngreme cabeço pelo flanco norte (o mais favorável para a subida).
Trata-se de um sítio arqueológico da maior importância, referente a um antigo local de culto a divindades lusitanas desde o séc. V a.C.
Tem sido repetidamente interpretado como local de culto indígena desde época pré-romana. Facto justificado pela presença da famosa inscrição rupestre em caracteres latinos mas em língua designada de lusitana, datada do séc. II d.C., referindo um sacrifício suovitaurilia. O tecto descreve uma oferenda a divindades indígenas, de uma ovelha, de um leitão, de uma vitela, de um cordeiro de um ano e de um touro de cobrição, feita por alguém em circunstâncias desconhecidas, algures no século II d.C. Trata-se de um sacrifício múltiplo em que se oferecem 3 espécies de animais (porco, ovelha e touro) tradição conhecida tanto pelos romanos como por povos indo-europeus. Cinco vitimas oferecidas a outras tantas divindades.
A inscrição na laje foi reproduzida com auxilio de um equipamento scanner laser e um molde da mesma encontra-se exposto no museu da Guarda. Também aí estão guardados os vários achados do espólio arqueológico do Cabeço das Fráguas.
A juntar a todos estes elementos há ainda a lenda de Viriato. Há quem considere que o Santuário é também o Monte de Vénus onde se teria dado o funeral de Viriato. Não há qualquer confirmação ou dado que sustente essa analogia, que não passa de uma lenda a juntar ao forte imaginário do lugar.

Ler mais:
http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/?sid=sitios.resultados&subsid=49453
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cabeço_das_Fráguas
http://porfragasepragas.blogspot.com/2012/06/no-santuario-lusitano-do-cabeco-das.html
https://viagens.sapo.pt/viajar/viajar-portugal/artigos/cabeco-das-fraguas-e-um-dos-lugares-miticos-de-portugal
http://arqueofundao.blogspot.com/2013/05/cabeco-das-fraguas.html

sábado, 30 de junho de 2018

Castro da Cárcoda

O Castro da Cárcoda situa-se a cerca e 2 Km da povoação de Carvalhais, em plena Serra da Arada, a 610 m de altitude.
Foi objecto de várias campanhas de escavação, as primeiras em 1954/55, e as segundas entre 1975/79, as terceiras em 1997/98 e as últimas em 2001/02.
Os vestígios aí encontrados indicam uma fundação por alturas do Bronze Final e uma sobrevivência até à época Romana. O seu apogeu situa-se, sem dúvida, na idade do Ferro/Época Romana, altura em que o povoado sofreu grande desenvolvimento.
Este castro é um dos mais importantes e imponentes castrejos da região de Lafões. A origem cronológica deste povoamento fortificado remonta à Idade do Bronze, prolongando-se até à Romanização. Tal como as construções deste tipo, também o castro de Cárcoda é circundado por uma dupla muralha e dois cursos de água, e constituía um excelente sistema defensivo para os seus habitantes.
O outeiro onde se encontra o castro é cercado pelos ribeiros de Galinhela e do Salgueiro e, a noroeste, por um fosso aberto na rocha. Há vestígios de muralhas com aparelho helicoidal que se podem seguir por mais de 630 metros.
Estão já a descoberto umas 25 casas. Algumas de planta circular e outras quadrangular. Uma delas tem de diâmetro 4,90m e outra de altura 2,40m, constituindo, no género, uma das ruínas em melhor estado de conservação no nosso país. Poderá haver soterradas centenas de casas.
Casas reconstruídas
Apareceram durante os trabalhos de escavações, moinhos manuais, pias, grande quantidade de jorra de ferro, utensílios em ferro muito oxidados, moedas romanas, fíbulas de bronze, pedaços de vidro, tégulas, ímbrices, pesos de tear, cossoiros, muitos fragmentos de variada cerâmica doméstica e terra sigillata.
A Cárcoda terá sido habitada, pelo menos, até ao século III depois de Cristo e existem também elementos onde se constata que, nestes primeiros séculos, os romanos ali exerceram a sua influência.
Foi classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto n.º 40 361, de 20-10-1955.

Ler mais: 
https://carvalhais4.webnode.pt/products/castro-da-carcoda/
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74597
https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-viseu/c-sao-pedro-sul/carvalhais/castro-carcoda
https://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_da_Cárcoda

terça-feira, 22 de maio de 2018

Citânia de Sanfins

A Citânia de Sanfins, no concelho de Paços de Ferrreira, é um dos maiores povoados castrejos que até agora foram postos a descoberto em Portugal. Terá sido fundada no séc. V A.C. e foi habitada até ao séc. II D.C., já em plena dominação romana. Tendo em vista as dimensões deste povoado, há quem sugira que ele foi a capital dos Brácaros, uma tribo celta do grupo dos Calaicos.
Embora a maior parte das estruturas que se observam actualmente tenha sido edificada já durante o período da romanização desta região, a maioria dos aspectos que caracterizam este povoado fortificado poderá ser imputável a épocas bem mais anteriores. Localizado numa plataforma elevada, com um bom domínio visual sobre a paisagem envolvente, esta citânia era defendida por três linhas de muralhas (reforçadas a Oeste e a Sul por uma muralha exterior e a Norte e Sul por um fosso) erguidas com o material pétreo típico da zona, ou seja, com blocos graníticos. E seriam estes mesmos panos de muralha que acabariam por delimitar as grandes áreas familiares, no interior das quais se edificaram as típicas habitações - também elas com muro granítico, erguido até, sensivelmente, um terço da sua altura real -, de planta predominantemente circular.
Maioritariamente circular, a habitação castreja tinha cerca de 5 metros de diâmetro, e as paredes eram constituídas por duplo paramento, um interno, e outro externo. No interior de casa, e para além da lareira, observa-se a presença de um buraco centralizado, no qual se colocava o poste que sustentava a cobertura, de materiais perecíveis e de forma cónica, como, aliás, se deduz da planta circular da habitação.
A Citânia possui mais de cento e cinquenta construções de planta circular e rectangular, agrupadas em cerca de quarenta conjuntos de unidades familiares. Recentemente foi restaurado um núcleo familiar.
O Museu Arqueológico da Citânia está instalado em Sanfins de Ferreira, na proximidade da Citânia, num edifício barroco, conhecido por Casa da Igreja ou Solar dos Brandões.

Ler mais:
http://www.cm-pacosdeferreira.pt/index.php/citania-de-sanfins
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70495
http://amateriadotempo.blogspot.pt/2010/04/citania-de-sanfins.html

sábado, 12 de maio de 2018

Castro de Ovil



O Castro de Ovil foi identificado em Fevereiro de 1981, num local conhecido por Castelo, lugar do Monte, freguesia de Paramos, concelho de Espinho.
O povoado situa-se numa pequena colina que dispõe, no entanto, de boas condições de defesa: a ribeira de Paramos a Sul e SO. e um profundo fosso a Norte e NE. 
Os trabalhos arqueológicos foram iniciados nos começos dos anos 80. As intervenções foram retomadas em 1994, no âmbito da acção do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Espinho. 
As investigações permitiram identificar uma série de estruturas habitacionais de planta circular assentes directamente sobre o afloramento, posteriormente dotadas de vestíbulo. Entretanto, as escavações conduzidas noutros sectores do recinto revelaram a presença de outras edificações de carácter industrial, especialmente uma lagareta que poderia ter sido utilizada para a produção vinícola, oleícola ou, até mesmo, para a conserva e salga de alguns alimentos.
Do espólio recolhido até ao momento, destaca-se a abundante presença de fragmentos cerâmicos característicos do universo castrejo, como talhas, panelas e vasos, de perfil em "S" e decorados por incisão. Além da cerâmica, foram exumados materiais decorrentes das actividades desenvolvidas pelos habitantes do povoado, a exemplo de pesos de tear e de cossoiros, pesos de rede, mós e escórias de fundição. Os utensílios encontrados encontram-se à guarda do Museu Municipal de Espinho.
De salientar a quase total ausência de vestígios romanos, patentes até ao momento apenas em alguns fragmentos de ânfora, que permitem supor o abandono do povoado durante o século I.
Recentemente, a Câmara Municipal de Espinho procedeu a um conjunto de obras de limpeza e de plantação de 1500 árvores de espécies adequadas ao local, numa área de cerca de 22 mil metros quadrados. A autarquia anunciou que, brevemente, serão construídos percursos interiores, passadiços e painéis informativos e interpretativos para além de outros arranjos considerados necessários.


Ler mais:
http://portal.cm-espinho.pt/pt/turismo/visitar-e-desfrutar/o-que-ver/locais-tipicos-e-historicos/estacao-arqueologica-castro-de-ovil/
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71009/
https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-aveiro/c-espinho/paramos/castro-ovil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_de_Ovil


sexta-feira, 9 de março de 2018

Citânia de Briteiros


A citânia de Briteiros é um sítio arqueológico da Idade do Ferro, situado no alto do monte de São Romão, na freguesia de Salvador de Briteiros, concelho de Guimarães. As ruínas que aqui se encontram, de construções defensivas, habitações, etc., deixam-nos imaginar o que foi a vida de uma das maiores povoações proto-históricas conhecidas e escavadas no norte de Portugal.
Trata-se de um sítio arqueológico da Idade do Ferro, que permaneceu ocupada à época da invasão romana da Península Ibérica.
A influência da romanização neste povoado, no século I a.C., é evidenciada em numerosos vestígios, tais como inscrições latinas, moedas da Repúblicae do Império, fragmentos de cerâmica importada (terra de sigillata), vidros, e outros.
Esta citânia deve ter sido definitivamente abandonada no século III.

À semelhança da Citânia de Sanfins, este povoado terá constituído uma das faces visíveis de um processo que implicou a substituição de pequenas unidades populacionais (talvez dos denominados "castros agrícolas"), por agrupamentos bastante mais significativos.
O espólio arqueológico destas ruínas encontra-se exposto, em Guimarães, no Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74371/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cit%C3%A2nia_de_Briteiros
http://www.guimaraesturismo.com/pages/154?geo_article_id=119

Forte Jesus de Mombaça