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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Obras de vime da Camacha

 

Foi por volta de 1812 que a indústria artesanal dos vimes parece ter começado na freguesia da Camacha, embora em estado muito rudimentar e, só depois de 1870, é que começou a ter um notável incremento.
Esta matéria prima, que se denomina de vime, é extraída do vimeiro. É um arbusto ou pequena árvore com os ramos compridos e flexíveis, e as folhas lanceoladas. Só existem na Madeira indivíduos femininos que se multiplicam com muita facilidade.

Os ramos mais longos do vimeiro utilizam-se para o fabrico de peças grandes, tais como as cadeiras, mesas, cestos, etc., enquanto que os mais pequenos são usados para ligamentos e para obras miúdas.
Antes de serem usados para fazer cestos ou mobiliário, os vimes são fervidos para lhes conferir elasticidade e torná-los mais fáceis de manejar. É essa fervura que lhes dá uma cor acastanhada, em vez do branco de origem. 
O vime pode ainda ser cortado, servindo a parte externa do mesmo (liaça) para a produção de outro tipo de peças, tal como bandejas tabuleiros, etc. O miolo é a parte interna do vime que serve muitas vezes para enlaçar ou amarrar as peças depois de finalizadas.
Atualmente são poucos os artesãos que se dedicam a esta atividade e os poucos que existem fazem a obra em suas casas nas denominadas oficinas (compartimento da casa com uso exclusivo para este tipo de trabalho) para posteriormente serem comercializadas pelos espaços comerciais existentes nesta vila.
Um ramo também importante da obra de vime é a construção dos "carros do Monte".

Fonte:
http://www.vimesflordachada.com/index.php/osvimes
http://www.cantinhodamadeira.pt/index.php/tradicoes/item/435-obra-de-vimes

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Aeroporto Cristiano Ronaldo

Quando se inaugurou o Aeroporto do Funchal, a 8 de Julho de 1964, as grandes viagens ainda se faziam de barco, os mais destemidos apanhavam o hidroavião quando tinham pressa de chegar ou vir de Lisboa. Os outros iam por mar, nos muitos navios que ligavam a Madeira ao Mundo. Todos sentiram, naquele dia, que se abria uma nova era para a Madeira, com o novo aeroporto e as ligações aéreas que se estreavam.
O Aeroporto do Funchal, que ficou também conhecido como Aeroporto de Santa Catarina, ia mudar tudo, mesmo que de princípio tivesse uma gare modesta e uma pista de apenas 1600 metros. Com os aviões e as ligações aéreas, vieram mais turistas para a ilha.
Nos passeios de volta à ilha, nos anos 70, todos paravam no aeroporto para ver levantar e aterrar os aviões.A varanda, onde as famílias esperavam, era muito procurada, o restaurante também e as escadas rolantes, as únicas em toda a Madeira, faziam muito sucesso. A pista era curta e os acontecimentos acabariam por mostrar que era também perigosa. A 19 de Novembro de 1977, numa noite chuva, um Boeing da TAP despistou-se. O acidente fez 131 mortos.
O relatório do acidente concluiu que o tamanho da pista foi determinante e, em 1986, foi ampliada para 1.800 metros. A margem de segurança estava garantida, mas a grande obra estava para chegar. Implantada em colunas, a nova pista com 2.781 metros foi inaugurada 15 de Setembro de 2000 por Jorge Sampaio. A nova gare entraria em funcionamento dois mais tarde.
Com um custo de 500 milhões de euros, o novo aeroporto é agora uma infra-estrutura que tem capacidade para receber 3,5 milhões de passageiros por ano. Em 2017 paasaram por ele cerca de 3 milhões de passageiros.
No final de março de 2017, o aeroporto passou a designar-se "Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, em homenagem ao futebolista oriundo da ilha da Madeira.

Fonte: https://ccmm.madeira.gov.pt/index.php/publicacoes/noticias/121-aeroporto-do-funchal-e-sua-historia-de-51-anos

sexta-feira, 30 de março de 2018

Reserva Natural das Ilhas Desertas


A Reserva Natural das Ilhas Desertas fica 22 milhas a sudeste do Funchal. É um grupo de ilhéus conhecidos como Deserta Grande, Bugio, Ilhéu Chão e Prego do Mar. Foi declarado Reserva Natural em 1990 devido à população aí existente do quase extinto lobo-marinho. Na pior altura esta população contava com apenas 6 ou 8 indivíduos, sendo assim uma das espécies mais ameaçadas na lista de animais em risco de extinção do mundo. Hoje estima-se que essa população está em franca recuperação e que conta com pelo menos 30 indivíduos. 

Este espaço é também um importante centro de nidificação de aves marinhas.
No Norte da Deserta Grande, no vale da Castanheira, reside a Tarântula das Desertas (Lycosa ingens), uma espécie endémica desta ilha. As ilhas apresentam ainda uma grande variedade de plantas.
Este espaço tornou-se Área Protegida em Maio de 1990, através do Decreto Legislativo Regional nº. 14/90/M, que criou a Área de Protecção Especial das Ilhas Desertas, passando a Reserva Natural, em 1995, através do Decreto Legislativo Regional nº. 9/95/M, com uma área de 9.672 ha e inclui todas as ilhas ou ilhéus.
A área marinha está dividida em Reserva Parcial, a Norte, e Reserva Integral, a Sul. Como reconhecimento do valor natural e ecológico destas ilhas, o Conselho da Europa classificou-as em 1992 como Reserva biogenética.
Embora a protecção destas ilhas tenha sido motivada pela urgência de tomada de medidas para a conservação do lobo-marinho, o seu objectivo é a protecção e preservação de todo um conjunto de fauna e flora únicos e que englobam várias espécies raras e endémicas.
É proibida a caça submarina, em toda a sua área, e a navegação, na parte sul. Esta Reserva Natural faz parte da Rede Natura 2000.

Para visitar estes ilhéus é necessário pedir antecipadamente uma licença especial. Algumas excursões comerciais são permitidas mas é proibido mergulhar ou velejar dentro da reserva.

Ler mais:
https://ifcn.madeira.gov.pt/areas-protegidas/ilhas-desertas.html
http://www.visitmadeira.pt/pt-pt/explorar/detalhe/ilhas-desertas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reserva_Natural_das_Ilhas_Desertas

Forte Jesus de Mombaça