Mostrar mensagens com a etiqueta Concelho de Guarda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Concelho de Guarda. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Chafariz de Santo André

Atualmente implantado na Alameda de Santo André, este chafariz é também conhecido como chafariz da família Refoios Saraiva, uma vez que, originalmente, pertencia a uma propriedade que esta família possuía na freguesia de Vela.
Embora permaneçam algumas dúvidas sobre eventuais alterações à sua configuração original, efetuadas aquando da transferência de Vela para a Guarda, subsistem fotografias onde apenas é visível a secção central, com o respetivo tanque. Tal poderá significar que as duas secções laterais, mais baixas e rematadas por elementos curvilíneos, foram introduzidas posteriormente. 
Fazem ainda parte deste enquadramento urbanístico os degraus que antecedem o tanque, os bancos e mesa laterais, bem como os muretes rematados por pináculos piramidais. No seu conjunto, ressalta a monumentalidade e o forte efeito cenográfico que destaca o chafariz central, profusamente decorado.
O tanque, de planta curvilínea, apresenta uma bica central em forma de máscara ladeada por golfinhos. Estas carrancas voltam a surgir no alçado, alinhadas horizontalmente, cada uma prolongando-se no sentido vertical, através de uma espécie de pilastra, ao centro, e lateralmente por caudas com escamas.
As volutas laterais prolongam-se até quase ao remate do alçado, enquadrando a pedra de armas da família Refoios Saraiva. Esta encontra-se sobre uma concha e é encimada pela figura de um anjo.
Os elementos decorativos que caracterizam este chafariz de linguagem barroca-rococó, pautam-se pelo recurso à linha curva, em detrimento do sentido de volume, reunindo representações religiosas e zoomórficas, numa dupla iconografia alusiva à água e à família a quem pertencia o chafariz, a que se reúne a presença do anjo no topo da composição.
Fonte: Rosário Carvalho, DGPC
Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74990
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1486
https://portugalin.eu/patrimonio-de-guarda/

domingo, 23 de dezembro de 2018

Anta de Pêra do Moço

A Anta de Pêra do Moço refere-se a uma anta erguida em pleno Neo-Calcolítico, localizada na freguesia do mesmo nome, no concelho da Guarda. 
Actualmente são ainda visíveis cinco dos esteios que comporiam originalmente a câmara funerária de planta poligonal deste monumento megalítico. Além dos esteios, chegou de igual modo até aos nossos dias a laje de cobertura da câmara funerária, bem como algum do material pétreo que formava o corredor de acesso ao interior do dólmen. Tem câmara poligonal e não apresenta vestígios de mamoa.
Nos últimos anos foi concretizado um projecto de valorização do espaço envolvente deste monumento pré-histórico, que contemplou a realização de campanhas arqueológicas com vista a um melhor entendimento da realidade observada. 
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 17 de abril de 1953.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72362
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1482
https://www.igogo.pt/anta-da-pera-do-moco/

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Igreja de São Vicente

A existência da igreja de São Vicente encontra-se referenciada em vários documentos, pelo menos desde o século XIII. Contudo, este templo, de origem medieval, deveria ser de reduzidas dimensões, pelo que foi reconstruído no século XVIII, por iniciativa do então Bispo da Guarda, D. Jerónimo Rogado de Carvalhal e Silva (1720-1797).
A Igreja de São Vicente é uma obra tardia do Barroco do século XVIII, imbuída de algumas características próprias da igreja militante saída do Concílio de Trento. Erguia-se numa zona ampla e dominadora, tinha a sua cabeceira mais elevada do que o corpo da igreja e estava orientada para Oriente. Enquadra-se, neste âmbito, a edificação do templo em local afastado das casas, de forma a permitir a passagem das muitas procissões que o período barroco privilegiou. O traçado da igreja foi da responsabilidade de António Ferreira Rodrigues, que havia estudado em Itália, e era professor de desenho na Casa Pia, desde 1781. Este, optou por uma planta de nave única e capela-mor rectangulares. Na fachada, ladeada por duas torres, o portal principal é rematado por frontão interrompido e, sobre o janelão, exibem-se as armas do Bispo. 
Quanto ao interior, para além do altar-mor de talha dourada, destaca-se o programa de azulejos figurativos que, de acordo com as normas conciliares, transforma os alçados da nave em suporte de mensagens religiosas ortodoxas. De fabrico coimbrão, este conjunto, atribuído por Santos Simões a Sousa Carvalho, reflecte a originalidade e fantasia que caracteriza os artistas de Coimbra durante o período rococó. Uma exuberância decorativa que se manifesta, essencialmente, ao nível dos enquadramentos, muito recortados, e que neste conjunto surgem em tons de amarelo e manganês, sendo que nas zonas superiores, a folhagem é verde de cobre. 
Na capela-mor são representados diversos Passos da Paixão, complementados pelos emblemas de martírio sob a janela, e o fingimento de azulejos, pintura a manganês, da porta da sacristia, muito notável. Já a nave apresenta um programa mariano, com vários episódios da Vida da Virgem. Naturalmente, os painéis da capela baptismal, da mesma época e autor, versam a temática do Baptismo.
A igreja está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 26 de fevereiro de 1982.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74788
http://www.freguesiadaguarda.pt/fgDetalhePDI?tipo=1&idpdi=a0L2000000WvIxDEAV
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=9376
https://www.infopedia.pt/$igreja-de-s.-vicente-(guarda)

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Sítio Arqueológico do Cabeço das Fráguas

O Sítio Arqueológico do Cabeço das Fráguas, ou simplesmente Cabeço das Fráguas, localiza-se perto da Quinta de São Domingos, freguesia de Benespera, no concelho da Guarda.
Instalado no topo de um maciço granítico, com 1015 metros de altitude, bem destacado na paisagem, o seu campo visual prolonga-se para além do Sabugal e controla os vales de acesso à Cova da Beira. 
O acesso só é possível a pé e com alguma dificuldade, já que leva quase uma hora a subir o íngreme cabeço pelo flanco norte (o mais favorável para a subida).
Trata-se de um sítio arqueológico da maior importância, referente a um antigo local de culto a divindades lusitanas desde o séc. V a.C.
Tem sido repetidamente interpretado como local de culto indígena desde época pré-romana. Facto justificado pela presença da famosa inscrição rupestre em caracteres latinos mas em língua designada de lusitana, datada do séc. II d.C., referindo um sacrifício suovitaurilia. O tecto descreve uma oferenda a divindades indígenas, de uma ovelha, de um leitão, de uma vitela, de um cordeiro de um ano e de um touro de cobrição, feita por alguém em circunstâncias desconhecidas, algures no século II d.C. Trata-se de um sacrifício múltiplo em que se oferecem 3 espécies de animais (porco, ovelha e touro) tradição conhecida tanto pelos romanos como por povos indo-europeus. Cinco vitimas oferecidas a outras tantas divindades.
A inscrição na laje foi reproduzida com auxilio de um equipamento scanner laser e um molde da mesma encontra-se exposto no museu da Guarda. Também aí estão guardados os vários achados do espólio arqueológico do Cabeço das Fráguas.
A juntar a todos estes elementos há ainda a lenda de Viriato. Há quem considere que o Santuário é também o Monte de Vénus onde se teria dado o funeral de Viriato. Não há qualquer confirmação ou dado que sustente essa analogia, que não passa de uma lenda a juntar ao forte imaginário do lugar.

Ler mais:
http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/?sid=sitios.resultados&subsid=49453
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cabeço_das_Fráguas
http://porfragasepragas.blogspot.com/2012/06/no-santuario-lusitano-do-cabeco-das.html
https://viagens.sapo.pt/viajar/viajar-portugal/artigos/cabeco-das-fraguas-e-um-dos-lugares-miticos-de-portugal
http://arqueofundao.blogspot.com/2013/05/cabeco-das-fraguas.html

sábado, 16 de junho de 2018

Parque Natural da Serra da Estrela

O Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) é um lugar de excepção. Estendendo-se por 101 mil hectares distribuídos por seis concelhos, foi o primeiro parque natural a ser criado em Portugal, sendo a maior área protegida portuguesa. Aqui encontra o ponto mais alto do território continental, a única pista de esqui do país, a nascente de dois importantes rios e uma inesperada paisagem “de tipo alpino”, onde abundam os vestígios de glaciação.
O PNSE abrange o essencial do maciço da Estrela, estendendo-se por território dos concelhos de Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia.
Verdadeiro pólo dinamizador da serra, o seu alcance estende-se à conservação do património local e à revitalização da sua terra e da sua gente. Em constante colaboração com as autarquias e as entidades oficiais, o Parque intervém no relançamento das actividades típicas da região, com a promoção do pastoreio e da produção de queijo artesanal ou através de acções de apoio aos apicultores e à salvaguarda do cão Serra da Estrela.
No PNSE, acidente orográfico que em conjunto com as serras do Açor e da Lousã forma o extremo ocidental da Cordilheira Central, podem distinguir-se cinco principais unidades paisagísticas:
. o planalto central;
. os picos e algumas cristas que se estendem a partir destes;
. os planaltos a menor altitude;
. as encostas; e
. os vales percorridos por linhas de água.
O carácter único do Planalto Superior da Serra da Estrela, o seu isolamento geográfico e a consequente diversidade de espécies de fauna e flora valeu ao Parque Natural da Serra da Estrela o estatuto de Reserva Biogenética.
As magníficas paisagens da serra são o habitat de mamíferos como o lobo, o javali, a lontra, a raposa, a geneta e o coelho-bravo-europeu, sendo sobrevoadas por aves como a águia-real e a águia-de-asa-redonda, o falcão peregrino, o bufo real e o milhafre preto.
Por entre o verde e as rochas pode descobrir-se a campânula, verdadeiro símbolo da Estrela, o sargaço, a saxifraga spathularis e o zimbro, ao mesmo tempo que se erguem, frondosas, árvores como o castanheiro, o carvalho-roble, o carvalho-negral, o pinheiro bravo e a azinheira. Em planaltos e vales do interior da serra, entre pastagens, despontam a urze, o rosmaninho e a giesta.

Ler mais:
http://www2.icnf.pt/portal/ap/p-nat/pnse
http://www2.icnf.pt/portal/ap/p-nat/pnse/class-carac
http://natural.pt/portal/pt/AreaProtegida/Item/6
https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Natural_da_Serra_da_Estrela
http://www.centerofportugal.com/pt/parque-natural-da-serra-da-estrela/

domingo, 27 de maio de 2018

Estátua de D. Sancho I


Situada na praça Luís de Camões (antiga Praça Velha), junto à Sé Catedral da Guarda, a estátua de D. Sancho I, assenta num plinto em cantaria de granito, de arestas biseladas, tendo, na face frontal, a inscrição em letras de bronze: "D. SANCHO I 2.º REI DE PORTUGAL 1185-1211 CONCEDEU FORAL DE CIDADE À GUARDA EM 20 DE NOVEMBRO DE 1199". Sobre este, a imagem de corpo inteiro do monarca, em bronze.
Datada da década de 1950, insere-se na tipologia de estátuas nacionalistas de reis e heróis portugueses em bronze, sobre plinto de cantaria.
A estátua de D. Sancho I é de vulto pleno, estando o rei representado de pé, sobre uma plataforma rectangular, frontal e estático. Coroado, traja túnica com cinto largo e manto lançado sobre as costas que exibe uma bainha ornamentada com rombos. Na mão esquerda segura o punho da espada e com a mão direita apanha a ponta do manto.

Ler mais:
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4717

Forte Jesus de Mombaça