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sábado, 17 de outubro de 2020

Jardim das Mães

É na cidade de Viseu que se abriga o pequeno Jardim das Mães, um charmoso espaço cheio de flores e árvores, moldado por antigas casas que traçam um pouco da história desta cidade.
O pequeno jardim, localizado no centro da cidade, dispõe de vários bancos e passeios em caminhos de pedra nas calçadas que desembocam no centro do terreno. Lá é possível admirar a estátua símbolo do jardim, uma singela escultura que evidencia o toque afetuoso de um menino que dorme no colo de sua mãe, num bronze artístico de uma beleza singular.

O jardim situa-se no Largo Major Teles, aproveitando um desnível do terreno. Nele é possível admirar deslumbrantes tonalidades oferecidas por amores-perfeitos, petúnias, rosas, tagetes, begónias e agapantos. Dois magníficos ciprestes ladeiam uma das suas entradas e um exemplar de azevinho mantem-se firme neste lugar inclinado.

Ler mais:
https://visitviseu.pt/cidade-jardim-interior.php?item=10
https://gcnturismo.wordpress.com/2011/05/02/o-jardim-das-maes-em-portugal/

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

EN 2 - Troço Viseu - Penacova

O projecto da Rota da Nacional 2, gira em torno do potencial desta estrada, que tem uma mística lendária (antiga Estrada Real), distinguindo-se nesse aspecto de todas as outras, visto que foi projectada como ligação entre Chaves e Faro, num percurso vertiginoso pela espinha dorsal do País.
No troço entre Viseu e Penacova, a saída de Viseu a partir do Rossio faz-se pela Avenida 25 de Abril; passando a primeira rotunda e sempre em frente entra-se na avenida do Regimento de Infantaria 14. Passa-se por um local chamado Repeses e na sexta rotunda a partir de Repeses, vira-se à direita um pouco antes de Vila Chã de Sá. Depois de se passar pela aldeia de  Fail, entra-se no pouco que resta da EN-2 no concelho de Viseu, tentando seguir as direcções de São Miguel do Outeiro, Sabugosa, Canas de Santa Maria e Tondela.
Este é o troço mais confuso e sem informação até porque troços desta estrada foram convertidos em arruamentos urbanos ou estradas municipais.
A de travessia Tondela faz-se pela Avenida Engenheiro Adelino Amaro da Costa, sempre em frente depois pela Avenida dos Bombeiros voluntários, e Avenida Sá Carneiro que aqui substituem mais uma vez o nome à EN-2. Tondela é uma cidade, sede de concelho, localizada na região de Dão-Lafões, envolvida pelas belas paisagens da Serra do Caramulo.
Depois segue-se a direcção de Adiça, Vila Pouca e Santa Comba Dão cuja distancia é de 15 km.
Nos concelhos de Santa Comba Dão e Mortágua a EN-2 desaparece por completo, como Estrada Património, tendo sido amputada em 18 km pela construção da barragem da Aguieira e do IP 3.
A N2 passava por ali, às curvas entre montes e vales para atravessar o rio junto à aldeia da Foz do Dão, sacrificada em nome do progresso, por ter ficado submersa pelas águas da albufeira da barragem da Aguieira. Na Foz do Dão, a estrada atravessava o rio Dão (no local onde este se junta ao Mondego) através de uma imponente ponte de arcos que permanece hoje também submersa. Este era o local que estabelecia os limites entre os concelhos de Santa Comba Dão, Penacova e Mortágua, dividia os distritos de Coimbra e Viseu e separava a Beira Litoral da Beira Alta. O trajecto efectua-se actualmente pela ponte resultante do paredão da barragem.
Na localidade do Porto da Raiva, junto à barragem da Raiva, restabelece-se o percurso da antiga EN-2. Esta é uma pequena aldeia do município de Penacova, situada na margem esquerda do rio Mondego. É uma povoação com um passado importante que, pela sua boa localização junto ao rio Mondego, era como um posto de trocas comerciais e de escoamento de produtos vindos do interior transportados em carros de bois de onde saiam depois em barcas para as cidades de Coimbra e Figueira da Foz.
Logo a seguir, é no local de Entre-Penedos que se situa a conhecida “Livraria do Mondego”, denominada assim devido ao estrangulamento do rio e às “altas camadas de quartzitos silúricos, muito fracturados, dispostos quase verticalmente como livros inclinados numa estante.
Finalmente, atinge-se a vila de Penacova, sede de concelho, situa-se num local de grande beleza natural, na margem direita do rio Mondego, no alto de um ponto rochoso (a “Penha”), e rodeada pelas luxuriantes Serras do Buçaco e do Roxo.

Ler mais:
http://amantesdeviagens.com/conhecer-portugal/estrada-nacional-n2-portugal/
https://maladviagem.blogspot.com/2016/10/roteiro-estrada-nacional-n-2-ou-en2.html
https://penacovaonline.blogs.sapo.pt/181872.html


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Monumento a Viriato

Desde o século XVII, Viriato foi associado à Cava, imponente fortificação octogonal em terra batida, apesar da falta de consenso relativamente à cronologia e autoria da sua construção. Por via dessa associação, Viseu foi sendo relacionada com Viriato, sendo habitual desde o século XIX a expressão “terra de Viriato” ou “cidade de Viriato” como referência à cidade. Assim, a comunidade viseense sentiu a necessidade de erguer um monumento ao caudilho lusitano.
Em 23 de abril de 1938, o executivo municipal abriu um concurso público para a construção do monumento a Viriato. Todavia, o concurso seria anulado em 11 de fevereiro de 1939 devido à oferta de uma nova maquete para o monumento por parte de Mariano Benlliure, reputado escultor espanhol. Nesse momento, a Câmara Municipal de Viseu decidiu também pedir o apoio das autoridades centrais para a concretização do projecto, associando a futura inauguração do monumento às Comemorações do Duplo Centenário de 1940.
O monumento é constituído por um grupo escultórico monumental, fundido em bronze, de arte de arte contemporânea, dentro de uma corrente realista. Assente num grande pedestal de granito de textura rústica, sobre um aglomerado pedras, ergue-se de porte atlético e em atitude guerreira a estátua de Viriato, empunhado um punhal na mão direita, e segurando um escudo na esquerda junto ao peito. Ao nível do chão, a ladear o pedestal encontram-se cinco figuras em posição de “ataque”, empunhando armas (punhais e lanças), representando os “pastores-guerreiros que acompanhavam Viriato”. Nos muros que antecedem o talude integrante da Cava do Viriato, tem inscrito “No Ano de 1940 - O Povo desta Terra Comemora os Feitos de Viriato” “Aqui Mergulham as Raízes desta Raça, Viva e Forte – Imortal na sua Essência”.
O escultor Mariano Benliure soube interpretar neste expressivo conjunto escultórico, a alma e o vigor do valente guerreiro, que personificou a luta contra o invasor romano e que Viseu adoptou como personagem do seu imaginário na construção da imponência da cidade.



Ler mais:
https://visitviseu.pt/cidade-de-viriato-interior.php?item=32
https://www.culturacentro.gov.pt/pt/museus/museu-virtual-de-arte-pública/viseu/viseu/monumento-a-viriato/
http://www.cm-viseu.pt/index.php/diretorio/cultura/projectos-municipais-2/im/2-viseu-naturalmente/detail/163-43-festa-dos-museus-concerto-de-canto-e-rgo-18-05-2012?tmpl=component

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

EN 2 - Troço Lamego - Viseu



Após a saída de Lamego segue-se em direcção a Castro Daire, passando por Penude, Bigorne e Colo do Pito. Esta subida marca a transição do Vale do Douro para o Planalto Beirão. A oeste, os cumes elevados da Serra de Montemuro, pontuados pelo perfil dos aerogeradores, cujas pás rodam incessantemente ao sabor dos ventos dominantes. No inverno, nesta região, é frequente a EN 2 se cobrir de neve ou de um nevoeiro persistente que dificulta a circulação.
A entrada em Castro Daire faz-se pela Avenida Humberto Delgado. Durante o séc. XVIII houve em Castro Daire um grande período de expansão. São monumentos marcantes desta altura a Casa da Cerca, Capela das Carrancas, Solar dos Aguilares e o Solar dos Mendonças, todos eles localizados na vila. Saindo pela Avenida 5 de Outubro, depois de se cruzar a ponte do rio Paiva, vira-se à esquerda em direcção a Termas do Carvalhal.
As Termas do Carvalhal estão situadas no meio das bacias hidrográficas do Vouga e do Paiva, enquadradas pelas serras de Montemuro e de Arada. Dotadas de um moderno balneário, parque de campismo, piscina, campo de ténis, e parque de merendas, as suas águas são procuradas para doenças de pele, reumáticas e dos aparelhos digestivo e respiratório, constituindo uma óptima estância de repouso.
Na zona de Vilar do Monte, a EN-2 segue quase sempre paralela á A-24, mas serpenteando montes e vales. Segue-se um troço bastante descaracterizado, onde predominam eucaliptais e zonas industriais, na passagem pelas freguesias de Calde, Lordosa e Campo.
A entrada em Viseu faz-se por Abraveses, aqui termina a EN-2 e o seguinte percurso é necessário para ultrapassar Viseu: Na rotunda de Abraveses, seguir em frente até à próxima rotunda e ai virar à esquerda para a Avenida da Europa, depois no final e após se passar três rotundas entramos sempre em frente na rua Almirante Afonso Cerqueira e 500 metros depois estamos no Rossio, local excelente para se estacionar e fazer uma imprescindível visita ao centro histórico da cidade.


Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/EN2
http://estradanacional2chavesfaro.blogspot.com/2012/02/en-2-1-etapa-chaves-peso-da-regua.html
https://maladviagem.blogspot.com/2016/10/roteiro-estrada-nacional-n-2-ou-en2.html

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Ecopista do Dão


A Linha do Dão, originalmente conhecida como Ramal de Viseu, foi uma linha ferroviária de via estreita (1000 mm) que ligava Santa Comba Dão, na Linha da Beira Alta, à cidade de Viseu. Entrou ao serviço em 25 de Novembro de 1890, e foi definitivamente encerrada em 28 de Setembro de 1989, tendo sido posteriormente adaptada a ecopista.
Em 2007, o troço da Linha do Dão entre Viseu e Figueiró foi convertido em ecopista, existindo actualmente em Vildemoínhos um posto de aluguer de bicicletas. O prolongamento da ecopista ao longo do restante traçado da Linha do Dão foi um projecto realizado no âmbito de uma parceria entre os municípios servidos pela linha: Viseu, Tondela e Santa Comba Dão. O projecto, denominado Ecopista do Dão, previa o restauro de todas as estações, apeadeiros e restantes e obras de arte da linha, bem como a instalação de iluminação pública ao longo de toda a ecopista. A Ecopista do Dão foi inaugurada a 2 de Julho de 2011. 
A quilometragem da Ecopista é feita em sentido inverso ao da Linha do Dão - isto é, começa em Viseu e termina em Santa Comba Dão - e compreende cerca de 49 quilómetros.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_do_Dão
http://arquivo.pt/wayback/20081025231449/http://www.jornaldocentro.pt/index.php?lop=conteudo&op=dc912a253d1e9ba40e2c597ed2376640&id=1df58e63816ec9ab895d8f14640a5f47&drops[drop_edicao]=54

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Igreja dos Terceiros de São Francisco



A Igreja dos Terceiros de São Francisco é uma construção barroca do século XVIII que está localizada no Parque Municipal Aquilino Ribeiro, no centro da cidade de Viseu.
A sua fachada é fruto da mestria do arquitecto António Mendes Coutinho, natural da cidade de Lamego e discípulo de Nasoni. O corpo principal desta igreja é marcado por dois pilares e rematado por um frontão ondulado, um jogo de curvas e contracurvas ao bom gosto da estética barroca.
O interior é dominado pela talha dourada barroca do altar-mor, de dois altares colaterais e dois altares laterais, obras do grande entalhador e escultor José da Fonseca Ribeiro. As paredes interiores possuem um friso de azulejos com a vida de São Francisco. 
Na denominada “Casa do Despacho” encontra-se um pequeno espaço museológico.

Ler mais:
https://www.feriasemportugal.com/igreja-dos-terceiros-de-sao-francisco-viseu
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_dos_Terceiros_(Viseu)
https://viseumonumental.wordpress.com/patrimonio/igreja-dos-terceiros/

terça-feira, 27 de março de 2018

Rossio de Viseu


Emoldurado por alguns dos mais interessantes edifícios da cidade, o Rossio é o coração e a "sala de visitas" da cidade de Viseu. Este espaço, onde nos finais do século XVIII se adoptou a moda europeia do passeio público, foi desde a era de Quinhentos o local de eleição dos viseenses para socializar. Actualmente o espaço continua a atrair a população local e os visitantes, que por ali podem usufruir de momentos de lazer entre as esplanadas, à sombra fresca das tílias e apreciando as cenas da vida quotidiana antiga pintadas no painel de azulejos que rodeia o espaço, desenhado por Joaquim Lopes em 1931.
Se se quiser aproveitar os espaços verdes, pode-se descansar no Jardim das Mães ou na vasta área arborizada do Jardim Tomás Ribeiro. No Parque Aquilino Ribeiro, as diversas espécies botânicas convivem com um lago e zonas relvadas, descobrindo-se por entre este pedaço de natureza a capela seiscentista dedicada a Nossa Senhora da Vitória.
Marcando presença no Rossio, os Paços do Concelho foram construídos em 1887, passando a dominar a estética urbana do centro da cidade. O edifício, de linhas sóbrias e paredes brancas, com portas e janelas emolduradas a pedra, ergue-se majestoso e não deixa ninguém indiferente. No interior, pode apreciar um lustre de ferro forjado feito por Arnaldo Malho, o trabalho em madeira do mestre António Loureiro que decora o Salão Nobre, os azulejos coloridos que ladeiam a escadaria e as pinturas do tecto assinadas pelo pintor viseense José de Almeida e Silva.

Fonte: http://www.centerofportugal.com/pt/rossio-de-viseu/

Ler mais:
http://www.cm-viseu.pt/index.php/diretorio/cultura/projectos-municipais-2/im/2-viseu-naturalmente/detail/144-23-5-festival-de-msica-da-primavera-concerto-de-abertura-13-04-2012?tmpl=component

terça-feira, 13 de março de 2018

Sé Catedral de Viseu


A Sé Catedral de Viseu começou a ganhar forma no século XII, em pleno reinado de D. Afonso Henriques, impulsionada pelo bispo D. Odório. Inicia-se então a construção de uma catedral no estilo românico, do qual resta muito pouco. No reinado de D. Dinis, tendo a cidade atingido um período áureo, procede-se a uma renovação profunda do edifício, ainda no século XIII, sob a alçada do bispo D. Egas. No entanto, a Crise de 1383-1385 foi nefasta para as obras, tendo estas estarrecido até depois da crise. 

O gótico da Sé viseense seguiu as linhas originais, com um corpo de três naves e três tramos, aproximando-se assim de um estilo românico, mais do que gótico, tipicamente espaçoso. Outra peculiaridade inerente será o facto de que a monumentalidade desta catedral tenha sido obtida pela robustez das suas paredes-muralhas.
No período manuelino, a Sé viseense viria a absorver intervenções de grande qualidade estética, como as típicas abóbadas das naves. 
Também a acção de D. Miguel da Silva, protector do célebre Grão Vasco e introdutor do Renascimento em Portugal, seria determinante: deve-se a este prelado o claustro renascentista.
Já em plena Idade Moderna, sucederam-se novas obras na Sé, concluídas rapidamente. Em 1635 ruiu uma das torres medievais, arrastando consigo o portal manuelino. A reconstrução da fachada foi bastante limitada, influenciada por uma considerável contenção de despesas.
O barroco trouxe a este edifício ricas obras de talha, azulejo e pintura. O órgão, retábulo-mor (de concepção atribuída a Santos Pacheco), os painéis em azulejo do claustro e a casa do cabido são exemplos perfeitos, que revelam como esta Sé de Viseu se conseguiu manter actualizada durante as correntes estéticas dominantes do século XVIII.

Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9_de_Viseu

Ler mais:
https://www.academia.edu/307598/Monumentos_de_Escrita._400_Anos_da_Hist%C3%B3ria_da_S%C3%A9_e_da_Cidade_de_Viseu_1230-1639
https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/se-catedral-de-viseu

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Museu Grão-Vasco


Fonte: Direção-Geral do Património Cultural

Museu Nacional Grão Vasco está localizado no centro histórico de Viseu, no antigo palácio dos bispos, do século XVI, ao lado da catedral da cidade. Foi fundado a 16 de Março de 1916, com o objetivo de preservar e valorizar o património histórico, artístico e arqueológico da região de Viseu, em especial as importantes pinturas da autoria de Vasco Fernandes.
Fruto de aquisições, legados e doações, actualmente o acervo inclui obras de arte de diversa tipologia e de diversas épocas, incluindo 22 bens classificados como tesouros nacionais.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/museus-e-monumentos/rede-portuguesa/m/museu-grao-vasco/

Forte Jesus de Mombaça