Considerado “Património Nacional”, até aos dias de hoje, o imóvel mantém o seu traço arquitetónico original português.
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O edifício tem formas neoclássicas e revivalistas típicas da arquitectura favorecida pelo regime do Estado Novo, estilo também chamado "Português Suave". O edifício desenvolve-se em dois corpos ortogonais, ligados entre si por um corpo circular, cuja cobertura é feita por uma enorme cúpula. A arquitectura clássica está representada no edifício através do traço das fachadas, distribuição das colunas jónicas, frontão e arcadas que se desenvolvem no piso térreo.
O interior é luxuoso, decorado com mobiliário de madeiras preciosas, quadros e grandes painéis de azulejos representativos da chegada dos portugueses aos reinos de Kongo e N'gola. Também contém belas pinturas a fresco nos tectos de algumas salas e da cúpula do corpo circular, cujo acesso é feito por uma imponente escadaria de mármore. A estrutura do edifício foi realizada com betão armado, material de vanguarda na época.
O edifício foi inaugurado pelo Presidente da República, Marechal Craveiro Lopes, em 7 de setembro de 1956.
O palácio foi fundado em 1752 pelo governador e capitão-general da capitania de Mato Grosso, D. António Rolim de Moura Tavares. Constitui-se como um dos principais monumentos da cidade, e durante 68 anos, foi a sede do governo da província de Mato Grosso. Hoje funciona nele a prefeitura de Vila Bela.
Remanescentes da arquitectura luso-brasileira do século XVIII, o Palácio foi restaurado pela então Fundação Nacional Pró-Memória, hoje IPHAN, em meados da década de 1980, e hoje sedia a Prefeitura Municipal de Vila Bela. O Palácio é considerado o ponto de partida do processo de constituição de Vila Bela. Símbolo material do poder, antecedeu as edificações particulares, as outras edificações oficiais e até mesmo as religiosas. Tal fato não é gratuito, decorre do próprio desejo da Coroa Portuguesa de constituir Vila Bela como explicitação de sua presença indiscutível na fronteira oeste da Colónia.