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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Igreja de Nossa Senhora da Estrela

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Estrela localiza-se no largo Gaspar Frutuoso, na freguesia da Matriz, concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, nos Açores.
É um dos mais belos templos de São Miguel, e dos mais antigos. A sua primitiva edificação foi concluída no ano de 1517 sendo dedicado a nossa Senhora da Estrela. Em 1563, por ocasião do grande terramoto este templo ficou bastante danificado.
A actual igreja paroquial foi reconstruída em 1728, sobre a outra de fundação quinhentista, seguindo o esquema mais comum das igrejas da ilha, de três naves e cabeceira e frontaria tripartida, possivelmente com risco do vigário João de Sousa Freire e, após a morte deste, continuada por Inácio Manuel de Vasconcelos, que altera o projecto inicial quanto às cantarias, botaréus e "chaparias". Apresenta planta composta de três naves, cada uma com seis tramos, e cabeceira escalonada, interiormente com ampla iluminação axial e bilateral, e coberturas em falsas abóbadas de berço, de estuque. A fachada principal termina em tabela, ladeada de aletas e encimada por frontão em canopo, e tem três panos definidos por pilastras, coroadas por pináculos, rasgados por vãos retilíneos em eixo, composto por portal e janela entre pilastras sustentando frisos e cornijas, as das janelas formando aletas inferiores e tendo pano de peito de cantaria.
No interior, com as naves separadas por arcos de volta perfeita sobre pilares de ângulos curvos, as paredes e coberturas são decoradas com estuques pintados, de estilo revivalista, executados, possivelmente, pelo pintor Sebastião Ribeiro Alves, de Lisboa, entre 1871 e 1878. O batistério abre-se na nave do Evangelho, interiormente abobadado e com retábulo tardo-barroco, de corpo côncavo e três eixos, com painéis pintados. As naves laterais, ritmadas por pilastras, têm três capelas à face e uma profunda com retábulo, todos em talha pintada e dourada. O de Nossa Senhora da Aflição, rococó, foi feito por José Francisco para o convento das freiras, de onde foi transferido, recebendo acrescentos de Pedro de Araújo de Lima. O da Senhora das Dores e o de São João Evangelista são tardo-barrocos e o dos Reis Magos é de estilo nacional, mas reformado, integrando duas tábuas pintadas quinhentistas.
Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público.

Ler mais:
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=8234
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Nossa_Senhora_da_Estrela_(Ribeira_Grande)
http://www.ribeiragrande.pt/geo/igreja-da-nossa-senhora-da-estrela/

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Porto de Rabo de Peixe

Rabo de Peixe é uma vila e freguesia do concelho da Ribeira Grande, nos Açores. A sua população Vive essencialmente da pesca e da agricultura, havendo indústrias de construção civil e de transformação de peixe como principais empregadores.
A ampliação do porto de Rabo de Peixe, obra inaugurada a 07 dezembro de 2014, custou mais de 16 milhões de euros e contemplou a construção de dois novos contra-molhes, uma nova área de abrigo e um terrapleno com 19 mil metros quadrados, entre outras valências, mas o projecto motivou sempre críticas dos pescadores por falta de segurança, que se mantêm passado um ano.
Esta infraestrutura, localizada no concelho da Ribeira Grande, serve uma comunidade de 1.000 pescadores e cerca de 100 embarcações.
O novo porto de pesca, a par das festividades, das actividades lúdicas, das ofertas na área da restauração, do alojamento e das características das habitações, pintadas com várias cores, são alguns dos aspectos focados no novo roteiro turístico da freguesia, que visa potenciar o contacto do turista com a realidade da pesca, acompanhando a actividade no dia-a-dia dos pescadores.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rabo_de_Peixe
https://observador.pt/2015/12/07/pescadores-de-rabo-de-peixe-insistem-na-inseguranca-do-porto-ampliado-ha-um-ano/
https://ionline.sapo.pt/403063

sábado, 14 de julho de 2018

Central Geotérmica do Pico Vermelho

Todas as ilhas açorianas, à excepção de Santa Maria, têm um grande potencial geotérmico, suficiente para satisfazer as necessidades eléctricas do arquipélago.
As centrais geotérmicas da Ribeira Grande e do Pico Vermelho produzem cerca de 50% da electricidade consumida na ilha de São Miguel, Valor que tende a aumentar no futuro.
A Central Geotérmica do Pico Vermelho foi a primeira a ser instalada nos Açores, no ano de 1980. Instalada como um projecto-piloto de confirmação do potencial geotérmico da zona, dispondo por isso de características próprias para esse tipo de utilização experimental, de que se destaca a sua forma compacta e o facto de ser facilmente transportável para outro local. O fabricante foi a empresa japonesa Mitsubishi Heavy Industries.

De acordo com as suas características de projecto, a turbina desenvolve uma potência nominal de 3 MW quando fornecido um caudal de vapor de 56,5 ton/h à pressão de 5,0 kg/cm2. Todavia, as condições de funcionamento previstas em projecto nunca foram verificadas, dado que à central foi apenas ligado o poço PV1 que fornece um caudal de vapor de 20 ton/h à pressão de 5 kg/cm 2, a que corresponde uma potência eléctrica de 850 kW.
A central em exploração é pertença da Sogeo, empresa detida maioritariamente pela Electricidade dos Açores (EDA), cuja actividade está centrada no aproveitamento dos recursos geotérmicos tendo em vista a produção da eléctrica na ilha de S. Miguel.

Ler mais:
https://fenix.tecnico.ulisboa.pt/downloadFile/3779571247851/GeotérmicasAçores.ppt

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas


O desenho do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas mantém o carácter industrial do conjunto e tematiza o diálogo entre uma construção existente (antiga fábrica do álcool | tabaco) e novas construções (fábrica da cultura | produção de arte, reservas, sala multiusos | artes performativas, oficinas, laboratórios, estúdios-ateliers de artistas). O projecto não exagera a diferença entre as antigas e as novas construções. Antes procura unir a diferente escala e a diferente idade das suas partes por meio de uma manipulação pictórica da forma e da materialidade dos edifícios – o existente marcado pela alvenaria aparente de pedra vulcânica e os novos edifícios marcados pela forma abstracta, sem referência ou alusão a nenhuma linguagem, construídos em betão aparente com inertes de basalto local com um trabalho altimétrico e textural das superfícies, complementando a relação cheio/vazio da massa do edifício com os vazios dos pátios. 
O ACAC adquire a sua identidade pela variação tranquila entre o edifício existente – contenção e gesto mínimo na implantação estratégica dos canais de infra-estruturação, máxima eficácia na hierarquização espacial e funcional dos diferentes espaços do complexo fabril – e os dois edifícios novos que, por exigirem condições especiais não compatíveis com a preexistência, resolvem as funcionalidades pedidas. 
O projecto compromete-se com a qualidade do existente, pondo em manifesto as variações tipológicas – os novos edifícios são colocados ao lado dos existentes de forma “serena” clarificando o que é existente num determinado período e o que se lhe acrescenta, sem ferir ou desvirtuar as estruturas espaciais e construtivas do conjunto. Contexto e contiguidade contribuem para a autonomia do objecto.


Forte Jesus de Mombaça