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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Camafeus da Terceira

  

Os camafeus são uma das joias da rica doçaria tradicional da ilha Terceira. A origem deste doce remete para os camafeus, objetos feitos de pedra cinzelada, formando figuras em relevo. No século XIX, passou a enfeitar blusas e vestidos femininos, além de ser pendurado ao pescoço por uma fita. 

É um doce pequeno, feito a partir de calda de açúcar, nozes raladas e ovos, engrossado ao fogo para ser, posteriormente, moldado no tamanho de uma noz, coberto com glacê e enfeitado com metade deste fruto.

Fontes:
https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/696-camafeus
https://cozinhaacoriana.pt/camafeus/

sábado, 14 de novembro de 2020

Papas de moado

As papas de moado são um dos mais originais e especiosos doces da cozinha popular portuguesa. Ligado ao ritual da matança do porco na região do Baixo Mondego (principalmente nos concelhos de Figueira da Foz e Montemor-o-Velho), as papas de moado necessitam para a sua confeção de: água, farinhas de trigo, sangue de porco, açúcar, especiarias - canela, cominhos e cravinho - nozes, pinhões e passas de uva. 

Dissolve-se a farinha na água, juntam-se o açúcar, as especiarias e o sangue de porco e deixa-se ferver, em lume muito brando, cerca de três horas, para apurar e engrossar. Quando o tempo de cozedura e apuro estiver quase cumprido, juntam-se os frutos secos. Depois, empratam-se em travessas ou pratos fundos, decoram-se com canela, deixam-se arrefecer "para prender" e provam-se.

Fonte: David Lopes Ramos, publico.pt
https://www.publico.pt/2008/02/03/jornal/papas-de-moado-247683

domingo, 25 de outubro de 2020

Palha de Abrantes

A origem da Doçaria Regional do Concelho de Abrantes está sem dúvida nos conventos femininos que existiram na cidade no século XVI, embora a sua confeção e venda tenha, apenas, surgido no século passado, em Rio de Moinhos, uma das freguesias do concelho. Os conventos, mais propriamente a cozinha destes, eram verdadeiros laboratórios no que concerne à criação de doces. Especialistas em doces conventuais, o fabrico deste doce em particular foi passando de gerações em gerações mas rodeado de muito secretismo, apenas quem vivia no convento podia ter acesso a estas receitas.
As donzelas que não tinham dote para casar entravam para o convento e com elas levavam um enxoval determinado pelas freiras do convento, bem como criadas que trabalhavam para servir as meninas e nas tarefas conventuais. Estas criadas tinham acesso direto às receitas e foi este o veículo de propagação para a transmissão do saber fazer deste doce secular.
De acordo com a lenda, os doces de Abrantes, são de origem conventual, mais concretamente do antigo Convento da Nossa Senhora da Graça. Conta-se que as mulheres de Rio de Moinhos, lavadeiras da cidade, prestavam alguns serviços às freiras dominicanas deste convento, e ao ganhar a confiança destas, conseguiram obter as receitas das Tigeladas, Broas de Mel e da tão conhecida Palha de Abrantes.
A Palha de Abrantes é uma iguaria constituída por gema de ovo com amêndoa, coberto por fios de ovos ligeiramente tostados no forno bem quente, sendo considerada o símbolo gastronómico da cidade. Este doce tem origem no excesso de gemas de ovos que sobravam após a engoma da roupa, tarefa na qual eram utilizadas as claras de ovos. A tradição popular liga o nome “Palha de Abrantes” à imagem da palha, que vinda do Alentejo passava por Abrantes, importante entreposto fluvial, a caminho dos estábulos de Lisboa.

Fonte:
http://turismo.cm-abrantes.pt/index.php/pt/component/content/article/1081-os-nossos-sabores/609-docaria

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Sericaia com ameixa de Elvas

A Sericaia, também conhecida por Sericá ou Cericá, é um doce tipicamente alentejano, com marcas da doçaria conventual, em que há uma abundante utilização de ovos e canela.
Há quem diga que a sericaia é oriunda da Índia e outros que vem do Brasil; o que se sabe ao certo é que esta receita foi implementada no Alentejo pelas mãos habilidosas das freiras do convento de Elvas e de Vila Viçosa, reclamando ambos para si os direitos da sua importação. Umas deram-lhe o nome de Sericaia e outras de Sericá, sendo que a tradição está mais ligada a Elvas, onde o doce é decorado com as famosas ameixas da região.
A Ameixa de Elvas é uma ameixa Rainha Cláudia em calda cuja receita remonta ao século XVI. Diz-se que foi na Pousada de Elvas a celebração desse “casamento”.
O toque da canela e a textura fofa fazem deste doce uma verdadeira delícia. No entanto, o segredo deste doce conventual, mais do que os ingredientes utilizados, está na forma de o deitar, num prato de estanho ou barro, às colheradas desencontradas. Ao cozer a sericaia, esta deverá abrir gretas à superfície, dando-lhe o seu aspeto característico.

Fontes:
https://www.docesregionais.com/sericaia-alentejo/
https://epo-sa.pt/sericaia-com-ameixa-de-elvas/

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Cavacas do Freixinho

Na margem da albufeira de Vilar, a aldeia do Freixinho tem a graça de se mirar num permanente espelho de água. Dir-se-ia pairar também na atmosfera a recordação das monjas do Convento de Nossa Senhora do Carmo e das donzelas ali guardadas. Foi das mãos e do engenho das monjas que saíram as cavacas do Freixinho, esse delicioso pão de trigo tremês amassado com ovos e, depois de cozido, embebido em açúcar.
Usa farinha fina de trigo tremês, muito azeite, ovos e açúcar fervido “até ganhar aquele ponto”. São cerca de duas horas a amassar e mais ou menos uma hora no forno. Apesar da forma característica — como uma casca arrancada a uma árvore —, estes doces não são enformados. A massa faz a própria forma, se o forno não estiver demasiado quente nem demasiado frio.
Durante muito tempo as Cavacas de Freixinho eram preparadas para servir de oferta «serrana» às pessoas importantes a quem se queria fazer uma oferta de distinção.

Ler mais:
https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/746-cavacas-do-freixinho
http://sernancelhe-vila.planetaclix.pt/CAVACAS-Concelho_SERNANCELHE.htm
https://www.publico.pt/2017/11/11/fugas/reportagem/as-cavacas-e-o-elixir-da-juventude-1791929

sábado, 24 de novembro de 2018

Pastéis "Jesuítas"

Os Jesuítas são uns famosos pastéis típicos da doçaria tradicional portuguesa, que encontramos facilmente em qualquer pastelaria do país e cuja receita tem mais de 100 anos. Embora não haja certezas relativamente à origem deste doce, cuja receita tem variantes, sobretudo na cobertura, os jesuítas genuínos são os de Santo Tirso.
Ainda hoje se desconhece a razão do nome desta receita – há quem defenda que se deve ao seu formato, uma imitação do trajar dos monges jesuítas, ou que a receita seja de origem conventual… O que se sabe é que este pastel folhado surgiu em Portugal pela mão de um pasteleiro espanhol que trabalhou na conceituada Confeitaria Moura, ainda hoje existente em Santo Tirso, e que foi ele quem deu o nome à iguaria. As versões relativamente à origem do nome parecem convergir, pois este cozinheiro teria trabalhado como cozinheiro numa comunidade de padres jesuítas, em Bilbao.
A verdade é que eles fazem parte, actualmente, da típica doçaria portuguesa e muito embora possam apresentar algumas variantes, é um pastel conhecido e apreciado em todo o país.
Esta massa folhada recheada e coberta de merengue, cortada em triângulos alongados, que faz o doce típico de Santo Tirso, é confecionada com farinha, manteiga, ovos, açúcar, canela, água e sal.

Ler mais:
http://www.docesregionais.com/jesuitas-santo-tirso/
http://eumaiguariaportuguesacomcerteza.blogspot.com/2013/01/jesuitas-santo-tirso-os-jesuitas_21.html
https://www.e-konomista.pt/artigo/jesuita/

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Manjar Branco de Coimbra


Há quem lhe chame “maminhas de freira” ou “Manjar Branco”, por ser uma curvilínea pirâmide de “mamilo” crestado, mas trata-se de uma iguaria que as monjas cistercienses, do Convento de Celas de Coimbra, já confeccionavam na Idade Média.
O manjar branco é feito com um creme branco, colocado sobre um disco de barro, em cujo topo se põe um fio de caramelo, para dar a forma de um bico de seio. 
 Tal como a maior parte dos doces conventuais, além de constituir sustento do convento, também servia de pagamento a poetas e estudantes que todas as tardes iam ajunto dos muros declamar poemas e tentar seduzir as freiras. Chamavam-se as "tardes dos outeiros" ou "abadessadas", sendo deles protagonistas, entre outros, Francisco da Silveira Malhão, Antero de Quental, João de Deus, António Feliciano de Castilho e, ainda, Almeida Garrett, que um dia revelou: “mui gulloso doce as madres nos davam”.
O "manjar branco" surpreende não só pela forma, mas também pelos ingredientes: peito de frango, farinha de arroz e flor de laranjeira.

Ler mais:
https://www.on-coimbra.pt/index.php/pt/gastronomia/item/2-o-famoso-manjar-branco-ou-maminha-de-freira
https://abimocorde.blogs.sapo.pt/1921.html
http://www.gastronomias.com/doces/doce2220.htm

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Pão-de-ló de Margaride


Foi no início do século XVIII que uma mulher, de nome Clara Maria, principiou a fabrico deste pão de ló. A casa, tal como hoje, encontrava-se localizada na freguesia de Margaride, no centro da actual cidade de Felgueiras. Este pão de ló ficou conhecido por “Pão de Ló de Margaride”
Na entrada do edifício verde destaca-se a informação “Fornecedora da Casa Real e Ducal Casa de Bragança”. São-no efectivamente, desde 1888, mais precisamente desde o dia 5 de dezembro, data em que chegou uma carta timbrada “com as armas de Suas Altezas reais os Duques de Bragança” informando que tinham sido “concedidas as honras de fornecedora da Real e Ducal Casa de Bragança, podendo usar as armas ducais”. E é o que fazem ate hoje nos embrulhos e caixas com os doces.
Aqui há muita história que se mantém preservada, incluindo no modo de confecção. Os recipientes de barro, as batedeiras de madeira com pás movidas por mecanismos antigos, muito trabalho manual e todo o restante cenário fazem deste lugar um excelente ponto de visita.
O autêntico pão-de-ló de Margaride é cozido em forno de lenha em formas de barro não vidrado. Estas formas são constituídas por três tigelas, duas iguais e uma mais pequena, sendo esta colocada invertida no centro de uma das outras tigelas, formando um cano.

Ler mais:
http://www.paodelodemargaride.pt/html5/
http://www.viajecomigo.com/2016/05/05/fabrica-de-pao-de-lo-de-margaride-felgueiras/
http://www.docesregionais.com/pao-de-lo-de-margaride/
https://www.publico.pt/2018/04/02/fugas/noticia/no-ponto-paodelo-de-margaride-1808791

domingo, 5 de agosto de 2018

Toucinho-do-céu de Murça

O toucinho-do-céu é um doce conventual que tem presença obrigatória na doçaria tradicional de Portugal. Existem diversas receitas de toucinho-do-céu, que pertencem às diferentes regiões do país. A receita do Alentejo é uma das mais populares, destacando-se por utilizar especiarias.
Contudo, julga-se que a receita original de toucinho-do-céu foi criada por freiras que estavam isoladas no mosteiro em Murça, em Trás-os-Montes, e há também quem defenda que o seu nome se deve ao facto de, nessa receita, em vez da manteiga, ter sido confeccionada com banha de porco!
Na sua confecção usa-se miolo de amêndoa ralada e doce de chila, para além de açúcar, ovos e manteiga (ou banha).
A grande diferença desta receita é que vai ao forno mas em tabuleiro rectangular, enquanto a grande maioria das outras é geralmente feita numa forma redonda.

Ler mais:
http://www.docesregionais.com/toucinho-do-ceu-murca/
https://coisinhasdabarbara.blogspot.com/2014/06/receita-de-toucinho-do-ceu-de-murca.html
https://www.amodadoflavio.pt/2018/02/historia-do-toucinho-do-ceu/
https://lifecooler.com/artigos/toucinho-do-ceu-de-murca/6748

sábado, 14 de julho de 2018

Pastéis de Santa Clara


Os Pastéis de Santa Clara, também designados Meias-Luas, são uma especialidade do Convento de Santa Clara, em Vila do Conde. Estes pastéis são muito semelhantes, na forma e ingredientes usados, aos de Coimbra e de Portalegre.
A razão da existência em Portugal de tantos doces conventuais com o mesmo nome, oriundo de locais diferentes, como é o caso destes pastéis, decorrerá provavelmente da migração de religiosas para outros conventos da ordem existentes no país. Com as freiras iam os conhecimentos gastronómicos adquiridos no convento onde se encontravam anteriormente e era comum a transmissão oral de algumas das receitas que conheciam. É, pois, natural que essa tradição de transmissão oral de receitas, sem qualquer registo escrito, tenha originado algumas variações no receituário de cada convento, embora o nome e a base do doce permanecessem os mesmos.
Estes pastéis caracterizam-se pela sua forma de meia-lua, com um recheio cremoso e consistente – feito a partir da sábia combinação do açúcar, com os ovos e as amêndoas -, envolto numa massa externa feita com farinha, açúcar, manteiga e sal. No final, como todas as variantes dos pastéis de Santa Clara existentes no país, são polvilhado com açúcar. A massa exterior é feita com farinha de trigo, açúcar, manteiga e um pouco de sal. Para o recheio é colocado açúcar em ponto de estrada e depois adiciona-se amêndoa ralada e gemas de ovo que, ao lume, se transforma num creme. Vai a fritar e depois é polvilhado com açúcar em pó.

Fonte: docesregionais.com
http://www.docesregionais.com/pasteis-de-santa-clara-meias-luas-vila-do-conde/

sábado, 23 de junho de 2018

Pudim "Abade de Priscos"


O Pudim Abade de Priscos, ou Pudim de Toucinho, é um doce de origem conventual, sendo um dos marcos gastronómicos da cidade de Braga e, de certa forma, da região do Minho. O toucinho dá a este pudim a sua consistência e aspeto característicos, sendo também evidente o sabor que lhe confere o vinho do Porto e a canela.
A receita é do final do século XIX, tendo sido das únicas deixadas pelo abade de Priscos, que foi um dos grandes cozinheiros do seu tempo, chegando mesmo a cozinhar para o Rei. Além da receita, o abade deixou um alerta no que respeita à sua confecção, ao dizer que “A receita é só o princípio… As mãos, o olfacto, o paladar do verdadeiro cozinheiro fazem o principal”.
O pudim é confeccionado num tacho de latão ou cobre onde é colocado meio litro de água. Quando esta estiver a ferver, coloca-se meio quilo de açúcar, uma casca de limão, um pau de canela e cinquenta gramas de toucinho e deixa-se ferver até atingir ponto espadana. Batem-se delicadamente quinze gemas até ficar a mistura homogénea e mistura-se-lhes um cálice de vinho do Porto até ficar em meio ponto, depois de bater novamente. A calda de açúcar é, então, vazada através de um coador fino para uma tigela onde estão as gemas, mexendo-se tudo. Barra-se uma forma com açúcar em caramelo e deita-se aí o preparado que é posto a cozer durante 30 minutos em banho-maria. O pudim é desenformado quando estiver quase frio.
Ler mais:
http://www.docesregionais.com/pudim-abade-de-priscos/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pudim_abade_de_Priscos

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Pastéis de arroz da Graciosa

O Pastel de Arroz da Graciosa faz parte da gastronomia tradicional da Ilha Graciosa, no arquipélago dos Açores. Desde sempre marcou presença nas reuniões sociais, como os casamentos, baptizados, festas do Espírito Santo ou matanças do porco.
Na sua preparação são usados exclusivamente produtos naturais, sem corantes nem conservantes, sendo a sua cozedura feita por processos tradicionais, o que lhes dá uma óptima aparência e excelente paladar.
Ingredientes: Açúcar, ovos, arroz, amêndoa, limão, canela, farinha, água.
confecção: De véspera, preparar o recheio cozendo o arroz em água até o reduzir a puré. Levar açúcar ao lume até formar ponto de pérola. Deixar arrefecer um pouco, juntar o puré de arroz e deixar ferver até engrossar ligeiramente. Acrescentar amêndoa e deixar retomar fervura. Retire do lume e adicionar as gemas, levando novamente o preparado ao lume só para levantar fervura. No dia seguinte, misturar farinha com manteiga, açúcar e gemas, amassar com um pouco de água morna e trabalhar bem. Cobrir a massa com um pano e deixar descansar uma hora. Estender depois a massa, cortando-a em forma de rissol e rechear com o preparado de arroz. Untar um tabuleiro com manteiga e dispor os pastéis, pincelar com manteiga derretida e polvilhar com açúcar pilé. Levar ao forno e deixar cozer sem alourar.

Ler mais:
http://www.docesregionais.com/pasteis-arroz-graciosa/
https://madeinazores.eu/pt/queijadas-da-graciosa/pasteis-de-arroz-da-graciosa
https://www.portugal.gastronomias.com/acores027.html
https://www.worldartfriends.com/pt/club/culinaria/pasté-de-arroz-graciosa-açores

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Ovos moles de Aveiro

Este doce típico da região, herdado das tradições dos conventos femininos aveirenses, ganha forma com a mistura indulgente de ovos e açúcar, feita com os saberes da tradição. Depois de extintas as comunidades de freiras, a receita deste doce divinal passou de geração em geração, mantendo-se viva até aos dias de hoje. 
A «massa de doce de ovos» é comercializada em barricas de madeira pintadas exteriormente com barcos moliceiros e outros motivos da Ria de Aveiro e ainda em tacinhas de cerâmica. A mais conhecida forma de aplicação de ovos-moles é em folhas de hóstia (massa especial de farinha de trigo), moldada nas mais diversas formas de elementos marinhos, como amêijoas, peixes, bateiras, conchas e búzios, que podem ser passados por uma calda de açúcar para os tornar opacos e dar mais consistência.
Os ovos moles de Aveiro foram o primeiro produto da confeitaria portuguesa distinguido com a denominação de Indicação Geográfica Protegida, atribuída pela União Europeia. Esta qualificação assegura ao tradicional doce aveirense uma garantia máxima de qualidade, que lhe advém do uso integral da receita original, tanto no que concerne à qualidade das matérias-primas utilizadas como na forma de ser confeccionado, mantendo-se a herança dos saberes antigos perpetuados por gerações de doceiras.

Ler mais:
http://www.centerofportugal.com/pt/ovos-moles-de-aveiro/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ovos_moles_de_Aveiro
https://www.evasoes.pt/comer/pelos-caminhos-dos-ovos-moles-de-aveiro/
http://www.centerofportugal.com/pt/ovos-moles-de-aveiro/

segunda-feira, 12 de março de 2018

Pão-de-ló de Ovar


Um pouco de história sobre como surgiu o famoso pão-de-ló. Já em 1700, o famoso doce era usado como oferta aos oradores sacros e figurantes que visitavam a então vila.
Deverá ter surgido em algum convento nos arredores de Ovar. A receita terá sido levada para lá por alguma religiosa filha da terra.
Por volta de 1900 apenas algumas famílias sabiam a receita do tão apreciado doce sendo só por elas fabricado, por essa razão as pessoas lhe levam todos os ingredientes para que lhe confeccionassem a iguaria de comer e chorar por mais.
O seu fabrico era feito em enormes alguidares de barro vermelho, batendo à mão cerca de 2 horas, cozido em caçarolas de barro forradas de papel branco. Havia pessoas que presenteavam familiares e amigos de Lisboa com essa delícia. Sendo estes transportados em canastras de formato esguio de acordo com as formas do bolo.
Com o passar dos anos algumas dessas famílias usaram os seus conhecimentos fazendo deles um bom negócio bem rentável, dando a conhecer essa maravilha ao mundo.
Actualmente, o "Pão-de-ló de Ovar" é um produto de pastelaria confeccionado à base de ovos, sobretudo gemas, açúcar e farinha. Apresenta-se dentro de uma forma revestida com papel branco, com o formato de uma "broa" de massa leve, cremosa, fofa e de cor amarela designada por "ló" com uma fina côdea acastanhada dourada levemente húmida, e o interior de textura húmida designado como “pito”.

Fontes:
http://pc-flor.blogs.sapo.pt/3818.html
https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/570-pao-de-lo-de-ovar-igp

quarta-feira, 7 de março de 2018

Tibornas de ovos de Vila Viçosa


É secular a ligação de Vila Viçosa ao mundo dos doces conventuais. A doçaria conventual tem como ingredientes de eleição o açúcar, as gemas de ovos e a amêndoa.

Estes doces conventuais de açúcar, gemas de ovos e amêndoas sempre estiveram presentes nas refeições que eram servidas nos conventos, mas apenas a partir do século XVI, com a divulgação e a expansão do açúcar, atingiram maior notoriedade.
Dos vários doces conventuais que parecem ter tido origem em Vila Viçosa, as tibornas de ovos são dos mais apreciados. Trata-se de um doce conventual muito usado em banquetes no Palácio de Vila Viçosa (palácio real a partir do século XVII). Julga-se que eram confeccionadas, sob segredo, por freiras de um convento próximo, o Convento das Chagas de Vila Viçosa, pois só no século XIX a sua receita foi divulgada. No entanto, num livro publicado no século XVIII já apareceram referências a este doce. Em livros mais modernos fala-se deste doce como património do receituário do Convento da Esperança de Vila Viçosa.
Doce apresentado envolto em papel de seda recortado em forma de renda, composto por amêndoa, gemas de ovos, pão, doce de gila, açúcar e canela. Tem a forma de uma calote esférica baixa, coberta com fios de ovos e decorada com frutas cristalizadas ou pérolas doces prateadas. Apresenta-se em diferentes tamanhos, sendo o mais tradicional o que tem entre 0,5 e 1 kg. No entanto, por se tratar de um doce muito afamado, embora dispendioso, há quem o fabrique em tamanho pequeno, isto é, doces com cerca de 5 a 6 cm de diâmetro.

Ler mais:
https://amesacomaziza.com/2016/11/23/tibornas-de-vila-vicosa/
https://pt.linkedin.com/pulse/do%C3%A7aria-conventual-calipolense-um-mundo-descobrir-tiago-salgueiro
https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/217-tiborna-de-vila-vicosa

Forte Jesus de Mombaça