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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Camafeus da Terceira

  

Os camafeus são uma das joias da rica doçaria tradicional da ilha Terceira. A origem deste doce remete para os camafeus, objetos feitos de pedra cinzelada, formando figuras em relevo. No século XIX, passou a enfeitar blusas e vestidos femininos, além de ser pendurado ao pescoço por uma fita. 

É um doce pequeno, feito a partir de calda de açúcar, nozes raladas e ovos, engrossado ao fogo para ser, posteriormente, moldado no tamanho de uma noz, coberto com glacê e enfeitado com metade deste fruto.

Fontes:
https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/696-camafeus
https://cozinhaacoriana.pt/camafeus/

sábado, 10 de novembro de 2018

Algar do Carvão

O Algar do Carvão localiza-se na freguesia do Porto Judeu, no concelho de Angra do Heroísmo, no centro da ilha Terceira, nos Açores. É uma notável cavidade vulcânica cuja importância geológica e espeleológica tem sido justamente assinalada por diversos especialistas nacionais e estrangeiros.
Compreendido na Caldeira Guilherme Moniz, um antigo vulcão adormecido, neste algar os visitantes podem descer até cerca de 100 metros de profundidade, e observar estalactites únicas no mundo pelas suas características de silicatos (e não de carbonatos como acontece nas grutas calcárias), e uma lagoa subterrânea, de águas cristalinas. Está classificado como Monumento Natural Regional.
A grande erupção, conhecida como “do Pico Alto”, que ocorreu a norte do aparelho vulcânico do Guilherme Moniz, já existente, derramou as suas lavas a grande distância. Mais tarde, uma nova erupção, desta vez basáltica, rasgou o solo e iniciou um processo que levaria à formação de um vulcão estromboliano – O Pico do Carvão. Numa primeira fase, ao forçar e tentar romper o derrame traquítico, já existente e que constituía uma barreira natural de consistência pouco “colaborante”, formou a zona da lagoa e as duas abóbadas sobre a mesma. Posteriormente, numa nova tentativa de evasão, as lavas basálticas, romperam mais ao lado a actual chaminé, saindo para o exterior. Na sua fase final o magma desceu para o interior das condutas mais profundas e da câmara magmática, dando origem, essa ausência quase instantânea do magma, à formação do Algar propriamente dito.
Os derrames de lava muito efusiva, produziram rios de lava ácida muito fluidas que carbonizaram vegetação existente. A datação de um dos fósseis então formados, dá para o Algar do Carvão uma idade de 2148 ( + ou - 115 anos).
A beleza deste Algar passa também pelas comunidades vegetais que recobrem o interior da chaminé vulcânica, sendo possível observar diferentes aves que procuram refúgio junto dela. As diversas espécies de plantas, de bolores, artrópodes e de outros grupos constituem também um importante património deste algar.
A primeira descida ao interior deste algar data de 1893. Apenas em 1966 foi aberto o túnel de acesso ao público, pela Associação Os Montanheiros, responsável pela gestão turística desta cavidade.

Ler mais:
http://www.cmah.pt/angrosfera/grutas/algar-carvao/apresentacao.html
http://www.montanheiros.com/algarCarvao/
https://nationalgeographic.sapo.pt/natureza/actualidade/470-algar-do-carvao
https://pt.wikipedia.org/wiki/Algar_do_Carvão

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Centro histórico de Angra do Heroísmo

O local escolhido pelos primeiros povoadores foi uma crista de colinas, que se abria, em anfiteatro, sobre duas baías, separadas pelo vulcão extinto do Monte Brasil. Uma delas, a denominada "angra", tinha profundidade para a ancoragem de embarcações de maior tonelagem, as naus. Tinha como vantagem a protecção de todos os ventos, excepto os de Sudeste.
As primeiras habitações foram erguidas na encosta sobre essa angra, em ruas íngremes de traçado tortuoso, dominadas por um outeiro. Neste pelo lado de terra, distante do mar, foi iniciado um castelo com a função de defesa, à semelhança do urbanismo medieval europeu: o chamado Castelo dos Moinhos.
Em poucos anos, desde 1478, a povoação fora elevada à categoria de vila e, em 1534, ainda no contexto dos Descobrimentos, foi a primeira do arquipélago a ser elevada à condição de cidade. No mesmo ano, foi escolhida pelo Papa Paulo III, pela bula Æquum reputamus, para sede da Diocese de Angra, com jurisdição sobre todas as ilhas do arquipélago dos Açores.
Vila desde 1474, Angra foi, historicamente, a primeira cidade europeia do Atlântico (1584), implantada em consequência da abertura de novos horizontes geográficos e culturais proporcionada pelo ciclo dos Descobrimentos portugueses. Desenvolveu-se a partir de seu porto, que se revestiu de grande importância estratégica entre os séculos XV e XIX, ilustrando a passagem dos modos de viver e de construir da Idade Média para a modernidade proporcionada pelos Descobrimentos e pela Renascença.
O núcleo inicial da urbe, começado a formar-se à volta do castelo, seguiu um modelo medieval de implantação urbana. Na sequência desta primeira fase, foram feitas obras importantes de infraestrutura urbana, desenvolveu-se depois paralelo à costa com um plano de intencional geometrismo, cuja autoria continua ainda desconhecida. A estrutura viária definiu-se em direta relação com as actividades portuárias da vila, sendo o porto o direcionador da maioria das ruas que se desenvolvem, sensivelmente, no sentido Norte-Sul. No sentido Leste-Oeste, um grande eixo, a Rua da Sé, faz a ligação dos eixos vindos da Ribeira com o coração da cidade.
A planta da cidade define-se, assim, por uma estrutura axial, com eixos paralelos dispostos perpendicularmente ao mar e cortados todos por uma grande rua (a da Sé), desenvolvida no sentido da linha da costa. Tal desenho, alegam alguns autores, terá sido sabiamente feito pelos construtores-navegadores quatrocentistas, considerando a defesa da cidade dos ventos dominantes, que a percorrem no sentido Oeste-Leste. Destaca-se no tecido urbano, a função dos eixos perpendiculares principais (ruas Direita e da Sé), virtualmente ligando os principais edifícios da cidade: a Sé, o Colégio da Companhia de Jesus, os Conventos de São Francisco da Esperança e de São Gonçalo, o Forte de São João Baptista e várias casas e solares renascentistas.
A cidade foi abalada por um forte sismo em 1 de Janeiro de 1980, sendo então iniciados estudos para a sua restauração e protecção.
A classificação pela UNESCO da zona central de Angra do Heroísmo como Património da Humanidade já em 7 de Dezembro de 1983 - a primeira cidade no país a ser inscrita na lista -, reflecte a sua importância histórica e cultural.

Ler mais:
http://www.cmah.pt/visitantes/cidade/
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-mundial/portugal/centro-historico-de-angra-do-heroismo-nos-acores/
http://www.e-cultura.sapo.pt/patrimonio_item/10295
https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Histórico_de_Angra_do_Heroísmo

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Igreja do Colégio dos Jesuítas

A igreja do Colégio dos Jesuítas Conhecida popularmente por Igreja de Nossa Senhora do Carmo) em Angra do Heroísmo, dedicada a Santo Inácio de Loiola, é um dos grandes templos da cidade, juntamente com a Sé, a Misericórdia e S. Francisco. Foi construída a partir de 1637, integrada no programa que a Companhia de Jesus ali se propunha implantar desde a sua chegada em 1570. O arquitecto, Bento Tinoco, um jesuíta que ali esteve para desenhar a igreja (e possivelmente o Colégio), além de se ter guiado pelos exemplos canónicos das igrejas de Gesú (Roma) e S. Roque (Lisboa), também soube tirar partido do terreno escolhido. Daí a feliz implantação elevada sobre a cidade, com a fachada virada ao centro cívico e com um vasto adro, que já no séc. XIX receberia uma escadaria de belo efeito cenográfico.
A igreja tinha por destino servir o Colégio dos Jesuítas em Angra. Os seus alicerces foram abertos em 1636-1637, e a sua abertura ao culto religioso data de 17 de junho de 1651. A 27 de julho de 1652 foi para aí transladado, em procissão solene, o Santíssimo Sacramento que os jesuítas conservavam na sua primeira casa, na Rua de Jesus.
Após a expulsão da ordem do país, à época do Marquês de Pombal, ficou abandonada até que o 3.º Capitão General dos Açores, D. Lourenço José Boaventura de Almada, no âmbito da requalificação das instalações do antigo Colégio a paço, cedeu as dependências do templo para a Ordem Terceira do Carmo.
A igreja encontra-se implantada no cimo de ampla escadaria. A sua fachada sóbria e imponente, não apresenta torre sineira, conforme o projecto original dos jesuítas, que com isso pretendiam que o templo se assemelhasse a uma casa.
No seu interior, de amplas dimensões e nave única, destacam-se o tecto abobadado em caixotões de madeira, a rica talha dourada, pinturas e painéis azulejos dos séculos XVII e XVIII, além de painéis em marchetaria (madeira de cedro-do-mato e jacarandá), distribuídos por duas capelas laterais. O tecto da capela-mor é igualmente em madeira, pintada e dourada.
No coro alto, sustentado por duas colunas de madeira torneada, destaca-se um antigo órgão construído em 1798 por António Xavier Machado e Cerveira.
Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto 735/74, DG 297 de 21 de Dezembro de 1974.

Ler mais:
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=8172
http://www.culturacores.azores.gov.pt/ficheiros/pca/201210194135.pdf
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Nossa_Senhora_do_Carmo_(Angra_do_Heroísmo)

segunda-feira, 26 de março de 2018

Chafariz da Mata da Serreta


A Mata da Serreta é uma das seis Reservas Florestais de Recreio que existem na ilha Terceira, nos Açores.
Por entre eucaliptos, pinheiros, cedros e azáleas que proporcionam agradáveis fragrâncias naturais, distribuem-se as mesas e os bancos que convidam a uma leitura tranquila ou ao convívio de uma merenda.
Como destaque, o “chafariz da pomba” em pedra trabalhada, proveniente da freguesia do Posto Santo e a casa abrigo onde actualmente se realizam exposições e encontros. Este chafariz encontrava-se primitivamente no claustro do antigo Convento da Graça, em Angra do Heroísmo.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mata_da_Serreta
http://bagosdeuva.blogspot.pt/2013/07/fontenario-do-mata-da-serreta.html
http://drrf.azores.gov.pt/areas/reservas-recreio/Paginas/RFR_Mata_Serreta_pt.aspx

Forte Jesus de Mombaça