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terça-feira, 31 de julho de 2018

Percurso pedestre Almofala - Santo André das Arribas


O Trilho Almofala - Santo André das Arribas oferece ao visitante uma magnífica paisagem das arribas do rio Águeda, proporcionando bons locais de observação de aves rapinas, como o grifo, por exemplo. 
Para além da paisagem do vale escarpado do Águeda, o percurso é rico em pontos de interesse arqueológico e histórico. É o caso das esculturas zoomórficas que podem ser vistas pouco antes da capela antiga de Santo André, do castro de Sto. André e da capela. Merecem ainda destaque, pelo valor cultural mas também paisagístico, as vinhas, as parcelas cerealíferas e montados de sobreiro, o casario tradicional em Almofala, uma azinheira centenária e os tradicionais pombais.
Trata-se de um trilho circular com cerca de 6,5 km de extensão.
O percurso inicia-se na capela de Santa Bárbara a norte de Almofala, seguindo em direção ao Águeda até ao castro de Santo André das Arribas, onde se erguem duas capelas com o mesmo nome, a mais antiga em ruínas. A entrada no recinto das capelas é flanqueada por dois berrões proto-históricos. Aqui é possível fazer um pequeno percurso de menos de um quilómetro em torno do cabeço. São visíveis construções tradicionais, derrubes que restam da antiga muralha e de muros mais recentes de socalcos e, do lado setentrional, uma excecional tomada de vista sobre o vale do Águeda. A partir da entrada do recinto, e seguindo um trilho que se dirige para leste, atinge-se uma vereda que serpenteia ao longo das arribas, troço em que se alerta para uma atenção redobrada pela perigosidade do declive. Bordejando um campo que assinala o fim da vereda, a sinalética indica a direção sul e, através de caminhos vicinais, o sentido inflete para oeste, já com Almofala à vista, até à capela de Santa Bárbara.
Como pontos de interesse, pode-se observar vários aspectos ligados ao património arqueológico (esculturas zoomórficas proto-históricas, castro de Santo André das Arribas, ruínas da capela de Santo André), paisagem do vale escarpado do rio Águeda, pombais tradicionais, paisagem rural (vinhas, parcelas cerealíferas e montados de sobreiro), casario tradicional em Almofala e azinheiras centenárias.

Ler mais:
http://www2.icnf.pt/portal/turnatur/visit-ap/pn/pndi/almof-s-andre
http://www.portugalnotavel.com/arribas-de-santo-andre-parque-natural-do-douro-internacional-figueira-de-castelo-rodrigo-abutres/
https://www.natural.pt/portal/pt/Percurso/Item/118

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Solar dos Saraivas


A aldeia de Vilar Torpim fica situada a 9 km da sede do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, na margem direita da ribeira de Avelar, afluente do rio Côa. É aqui que se situa o Solar dos Saraivas, um dos solares barrocos mais bem preservados na região.
Mandado edificar em meados do século XVIII pela família Quevedo, o Solar dos Saraivas, também conhecido como Casa do Fidalgo, apresenta uma estrutura muito diferenciada dos solares barrocos construídos na mesma época. De planta rectangular, desenvolvida horizontalmente, destaca-se a sobriedade decorativa do conjunto. A fachada principal, marcada pela repetição de janelas a espaços regulares, possui como elementos de maior sumptuosidade os dois portais, um no extremo esquerdo, que permite entrada para armazéns e adega, e o portal principal, ao centro da fachada. 
O edifício encontra-se dividido em dois registos, o primeiro com doze compartimentos destinados a armazéns, o segundo, o andar nobre, com dez divisórias. A fachada possui, no primeiro registo, cinco janelos. O portal lateral, em arco abatido, é ladeado por pilastras que se prolongam ao registo superior rematadas por urnas. O portal principal, também em arco abatido com impostas salientes e pedra de fecho em forma de voluta, é ladeado por pilastras caneladas, com capitéis simples, que se prolongam ao registo superior. Sobre o portal foi colocada pedra de armas do Barão de Vilar Torpim, Francisco José Pereira. O segundo registo da fachada possui oito janelas de sacada, cinco com guarda de ferro e as restantes três, duas que ladeiam o portal principal e uma que encima o portal lateral, com varandim de ferro e cornija. A fachada é rematada por empena recta com cornija. 
O alçado lateral esquerdo possui no segundo registo uma loggia , com quatro arcos de volta perfeita assentes em pilastras, precedida por balcão corrido. 
No primeiro registo do alçado posterior foram construídas escadas, ladeadas por janelas rectangulares. O segundo registo possui três janelas de moldura recta e porta antecedida por balcão coberto. No extremo direito foi adossado anexo que, através de arco abatido, dá acesso a lanço de escadas que conduz ao andar nobre. 
Em 1844, durante o pronunciamento militar de Torres Novas, na época em que a praça de Almeida foi ocupada pelas tropas revoltosas comandadas pelo General Conde de Bonfim, o Exército da Coroa estabeleceu quartel-general em Vilar Torpim, utilizando a Casa do Fidalgo para instalar o seu hospital, no segundo piso, e a prisão, nos armazéns do primeiro piso. 

Fonte: DGPC


Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71062/
http://www.casadospocos.net/vilar-torpim

sexta-feira, 23 de março de 2018

Parque Natural do Douro Internacional


O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) inclui os troços fronteiriços dos rio Douro e Águeda, bem como as superfícies planálticas confinantes pertencentes aos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro e Mogadouro.

O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) foi criado através do Decreto-Regulamentar n.º 8/98, de 11 de maio.
O enclave orográfico constituído pelo rio Douro e seu afluente, o Águeda, fronteira natural entre Portugal e Espanha, possui características únicas em termos geológicos e climáticos, condicionando as comunidades florística e faunística, nomeadamente a avifauna, e as próprias atividades humanas.
A classificação desta área como Parque Natural visou a adoção de medidas tendentes a valorizar as características mais relevantes do ponto de vista natural, paisagístico, sócio-económico e cultural.
Constituem objetivos específicos deste Parque Natural:
1- valorizar e conservar o património natural e o equilíbrio ecológico, através da preservação da biodiversidade e da utilização sustentável das espécies, habitats e ecossistemas;
2- promover a melhoria da qualidade de vida das populações em harmonia com a conservação da natureza;
3- valorizar e salvaguardar o património arquitetónico, histórico e cultural, com integral respeito pelas atividades tradicionais, designadamente a Região Demarcada do Douro, a mais antiga região demarcada do mundo; e
4- ordenar e disciplinar as atividades recreativas na região de forma a evitar a degradação dos elementos naturais, seminaturais e paisagísticos, estéticos e culturais da região.

Fonte: ICNF
Ler mais:
http://www2.icnf.pt/portal/turnatur/visit-ap/pn/pndi
https://www.viajarentreviagens.pt/portugal/rota-dos-miradouros-douro-internacional/

Forte Jesus de Mombaça