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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Parque Natural do Litoral Norte

A razão primeira da classificação, inicialmente como Área de Paisagem Protegida do Litoral de Esposende e depois como Parque Natural do Litoral Norte, prende-se com a conservação do cordão litoral e dos seus elementos naturais físicos, estéticos e paisagísticos.
Note-se que, nesta zona, a preservação do sistema dunar é uma das condições indispensáveis à própria fixação de uma linha de costa actualmente sujeita a forte erosão.
Este Parque Natural estende-se ao longo de 16 km da costa litoral norte, entre a foz do rio Neiva e a zona da Apúlia, em área administrada pelo município de Esposende e que abrange parte das freguesias de Antas, Apúlia, Belinho, Esposende, Fão, Gandra, São Bartolomeu do Mar e Marinhas. A superfície deste Parque Natural é de 8887 ha, sendo 7653 ha de área marinha e os restantes 1237 ha de área terrestre.
É constituída por praias de mar e de rio (Neiva e Cávado), aos quais se associam recifes, dunas primárias e secundárias (com largura variável entre 50 e 300 m), o cabedelo do rio Cávado, lagunas costeiras, zonas de pinhal, algumas manchas de carvalhal e ainda campos agrícolas junto aos limites norte e sul. Considerada zona de utilidade pública, abarca toda a área de baldio municipal conhecido como Suave-Mar e a sul, desenvolve-se até ao limite administrativo do Concelho, na zona de "masseiras" da Apúlia.
O Parque Natural do Litoral Norte é constituído, principalmente, por um cordão de praias e dunas a que se associam recifes e restante habitats marinhos. Os estuários dos rios Cávado e Neiva, manchas de pinhal, campos agrícolas, alguns pequenos bosques de folhosas e um caniçal de razoáveis dimensões permitem que a diversidade florística e de habitats representada seja de elevada importância.
O domínio marinho do Parque Natural é caracterizado por um substrato rochoso com afloramentos que podem ultrapassar os 18 m de altura, formando uma vasta área de baixios que caracteriza a zona marinha. Nas primeiras 2,5 milhas marítimas deste segmento costeiro as profundidades não ultrapassam os 50 m. A primeira milha marítima é caracterizada pela ocorrência de numerosos baixios, como os Cavalos de Fão e a Pena.
As águas frias e ricas em nutrientes suportam uma miríade de organismos, podendo observar-se representantes de todos os grupos taxonómicos que aqui encontram alimento e protecção.
Fonte: Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas
http://www2.icnf.pt/portal/ap/p-nat/pnln

Ler mais:
http://www.natural.pt/portal/pt/AreaProtegida/Item/3

sábado, 12 de maio de 2018

Romaria de São Bartolomeu do Mar


A riqueza e variedade de rituais presentes na romaria de S. Bartolomeu do Mar, no concelho de Esposende, introduzem-nos num complexo património imaterial. Ao estudarem-se as suas manifestações, sobressaem os sentidos de sacrifício da comunidade e dos romeiros, que buscam, nos rituais do galo preto e do banho santo, a exorcização do mal e a pureza inicial. Entre as forças do mal e a força da água, o corpo disponibiliza-se ao bem e à cura, na procura da resolução dos problemas que afligem os romeiros.
A romaria tem o seu dia principal, todos os anos, a 24 de agosto. As principais expressões culturais desta romaria são: 
- Na igreja e seu largo os romeiros cumprem os seguintes rituais: oferta, por parte das crianças, do galo preto (nem sempre preto e nem sempre galo), dando três voltas à igreja; entram no templo e beijam a imagem do santo;
- Depois, os romeiros seguem para a praia e aí tomam o Banho Santo: as crianças são, normalmente, entregues a um «banheiro» que as levam às águas do mar, para serem mergulhadas em três ondas, devolvendo-as, depois, aos pais, que pagam um valor estipulado;
- As pessoas adultas, até idosos, mergulham ou lavam partes do corpo, nas «águas santas»;
- Segue-se uma refeição familiar nas dunas da praia ou nas tendas próximas à praia ou nas casas das famílias;
- Na parte da tarde, realiza-se a procissão solene, com a ida do andor do padroeiro, S. Bartolomeu, ao mar, onde se faz o sermão festivo, com regresso, pela Avenida da Praia, à Igreja Paroquial;
- Depois da procissão acontece o leilão dos galináceos, ritual que termina a relação do romeiro com os rituais previstos. As pessoas permanecem no local e entregam-se a actividades lúdicas e de convívio, dado ser este, para muitos romeiros, o único dia do ano em que vão à praia.
O aquecimento para a festa faz-se nos dias anteriores, logo a partir de 21 de agosto, com um extenso programa que integra arruadas, concertos, fogo-de-artifício, um festival de folclore e a tradicional Feira do Linho.

Fonte: http://memoriamedia.net/pdfarticles/PT_MEMORIAMEDIA_REVIEW_S_Bartolomeu.pdf

Forte Jesus de Mombaça