sexta-feira, 4 de maio de 2018

Igreja da Madalena



A Igreja da Madalena (ou de Santa Maria Madalena) foi fundada no século XV como uma pequena capela, tendo sofrido profundas alterações nas duas centúrias seguintes, nomeadamente ao nível estrutural. Do templo primitivo subsistem a galilé e a torre sineira. 
Aberta por quatro arcos apontados, a galilé que antecede a entrada do templo assenta sobre pilares embebidos em contrafortes. O frontispício é rematado por empena, e do lado direito, no ângulo das fachadas principal e lateral, foi disposta a torre sineira, corada por coruchéu e merlões. 
O espaço da capela-mor, de planta quadrada, apresenta um modelo de linhas maneirista, coroada por abóbada. O templo possui um retábulo maneirista, composto por três nichos no registo inferior e uma tábua que coroa o conjunto. Atrás da estrutura retabular foram descobertas algumas pinturas murais. 
Actualmente, a Igreja da Madalena está fechada ao culto, funcionando neste espaço um pólo museológico dedicado à presença romana no concelho de Monforte, composto sobretudo por objectos recolhidos nas escavações realizadas na villa romana de Torre de Palma. 

                             Fonte: DGPC





Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72747

quarta-feira, 2 de maio de 2018

A "Porca" de Murça


A Porca de Murça é uma escultura de granito feita numa só pedra com 1,70 m de comprimento, 58 cm de largura e cerca de 1 metro de altura, existente na vila de Murça, sede de freguesia e concelho com o mesmo nome. É o símbolo que identifica a vila de Murça. A representação realista dos testículos não permite dúvidas acerca do carácter masculino do animal, mau grado a designação de "porca" que, erradamente, manteve até hoje. No dorso, à semelhança doutros exemplares deste tipo, ostenta quatro covinhas de pequenas dimensões e pouco profundas.
O desconhecimento do contexto de achado dificulta a sua integração cultural. É possível, contudo, que esta escultura tenha sido encontrada no castro do Cadaval, situado no alto da encosta em frente à povoação de Murça. A distribuição geográfica dos "berrões" abrange as actuais províncias espanholas de Cáceres, Salamanca, Ávila, Zamora, Segóvia, Toledo e Burgos, bem como as portuguesas de Trás-os-Montes, Douro Litoral e Beira Alta. 
A significação atribuída a estas esculturas não é consensual. Para alguns autores, baseados no achado de "berrões" com inscrições funerárias romanas, eles representavam divindades com funções de protecção e de fertilidade do gado. Para outros, são marcos de território ou indicam ainda caminhos. A hipótese do seu significado poder ter sido alterado ao longo do tempo é, ainda, um dado importante a considerar, uma vez que foram utilizados durante um extenso período, que se estende desde o século III a. C. até à dominação romana.
           Fonte: http://www.memoriaportuguesa.pt/porca-de-murca

Ler mais:
http://www.lendarium.org/narrative/a-lenda-da-porca-de-murca/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Murça#A_Lenda_da_"Porca_de_Murça"

Ponte Salgueiro Maia


A Ponte Salgueiro Maia, que liga Santarém a Almeirim, foi inaugurada no dia 11 de junho de 2000, pelo então primeiro-ministro António Guterres.
A nova travessia - a 13ª rodoviária entre as duas margens do Tejo em território português - entre Santarém, na margem direita, e Almeirim, na margem esquerda, entrou ao serviço pouco mais de dois anos após a inauguração da Ponte Vasco da Gama, e quase 119 depois da Ponte D. Luís, em Santarém.
A nova travessia sobre o rio Tejo - caracterizada pela Ponte Salgueiro Maia, com 570 metros de extensão e um conjunto de viadutos de acesso com cerca de quatro quilómetros sobre o Tejo, entre Santarém e Almeirim, representou um investimento estimado em 81 milhões de euros.
O autor do projecto foi Câncio Martins, o mesmo da Ponte da Via do Infante em Castro Marim/Vila Real de Santo António e da ponte de Macau, que apresentou neste caso mais uma obra de estética atraente.
Ponte e viadutos de acesso atravessam toda a zona da lezíria, que assim é preservada.
A nova travessia integra-se num lanço de 10,8 quilómetros do Itinerário Complementar 10 (IC10), que liga as auto-estradas A1 e A13. A empreitada, designada por IC10/Ponte sobre o rio Tejo em Santarém e acessos imediatos, inclui a ponte com a extensão de 570 metros, um viaduto de acesso à margem direita (Santarém), com a extensão de 1 562 metros, outro de ligação à margem esquerda (Almeirim), com 2 266 metros.
O empreendimento integra dois viadutos sobre a ribeira das Fontaínhas, um com 669 metros de extensão, outro de 220, além de 16 restabelecimentos de estradas e caminhos, dos quais cinco são passagens superiores e três inferiores, com destaque para uma sob as condutas de água da EPAL, do adutor de Castelo do Bode.

Fonte: https://www.tsf.pt/arquivo/2000/portugal/interior/ponte-salgueiro-maia-foi-hoje-inaugurada-753396.html

terça-feira, 1 de maio de 2018

O polje de Mira - Minde

Polje inundado

Situado entre as vilas de Minde e de Mira d'Aire, o polje de Mira - Minde é uma depressão cársica e tectónica, com o fundo plano e onde surgem nascentes temporárias (ponors), responsáveis por inundações nos invernos de maior pluviosidade.
Nascente do Poio
Embora seja a mais ampla depressão cársica do Maciço Calcário Estremenho (onde essas depressões são relativamente frequentes), o polje de Mira - Minde não tem grandes dimensões: cerca de 4 km de comprimento por 1800 m de largura máxima. 
Ao contrário dos vales fluviais, esta depressão é inteiramente fechada, não havendo, por isso, drenagem superficial. Três ponors (o Poio, o Regatinho e o Olho da Mira) funcionam como emissivos quando a precipitação intensa e continuada faz subir o nível freático. Durante a estação chuvosa, os três ponors dão origem a três ribeiros que rapidamente inundam a área do polje devido à sua deficiente permeabilidade. No entanto, a água é apenas retida temporariamente porque começa a escoar-se através de vários sumidouros.
"Pincha" de Minde
A depressão apresenta, em determinados locais, diferentes tipos de depósitos  sedimentares detríticos. Um desses, designado popularmente por "Pincha de Minde", constituído por curiosos clastos em forma de lágrima, tem sido interpretado como um depósito glácio-lacustre, ou seja, o vestígio de um antigo lago resultante da acumulação das águas de torrentes resultantes do degelo durante a época da última glaciação. 


Percurso pedestre "Rota dos Moinhos"


O Centro de Acolhimento da Aldeia de Souto Bom é o ponto de partida da caminhada de 5,2 km.
Percorra os primeiros metros na estrada principal até à entrada na calçada, devidamente sinalizada. Para se embrenhar em núcleos de carvalhais, testemunho do que terá sido a floresta nesta zona antes da intervenção humana.
Surgem os primeiros campos agrícolas até se entrar por caminhos florestais entre exemplares de carvalhos e castanheiros numa presença impossível de ignorar. 
"São muitas as nascentes, minas de água, represas e ribeiras por aqui. O percurso segue atravessando uma pequena ponte pedonal sobre a Ribeira da Fraga, na presença de uma luxuriante vegetação, cuja sombra permite a abundância de fetos e musgos característicos de zonas mais húmidas.
Na subida que se avizinha, a calçada acusa a repetida passagem de animais de trabalho indispensáveis no granjeio dos campos agrícolas que se formam aproveitando pequenas parcelas em socalcos que vencem e disfarçam o declive, deixando antever a dureza do trabalho manual e pouco mecanizado que ainda hoje ainda se pratica.
Surge-nos uma “Alminha” e aí se toma a Calçada da Teixugueira, em direcção à casa granítica que se avista mais acima, emoldurada por espigueiros e uma vasta eira, onde, por certo, se secou muito cereal. A paisagem prende a atenção e, na época própria, volta-se para a cultura do milho que cobre quase todas as pequenas parcelas em socalcos.
Daqui também já se observa o núcleo original de Souto Bom: um conjunto de casas tradicionais em granito, que em breve será apreciada mais de perto e onde não poderia faltar a capela das aldeia. Pelo Caminho do Tapado, logo se chega ao largo.
Entrando na Calçada do Vale do Moinho, vai ao encontro do primeiro núcleo de sete moinhos da Ribeira da Pena. O percurso segue a plataforma que os une, sugerindo uma visita cuidada a este conjunto patrimonial recuperado numa homenagem ao Ambiente e Natureza. A passagem pelo relógio do sol leva-nos a admirar a forma expedita inteligente de medição do tempo pelos antepassados.
Percorridos alguns metros de estrada, o regresso ao ambiente rural a caminho da povoação de Eiras enquadrada por terrenos agrícolas das margens da Ribeira.
De novo por caminhos florestais, por rústicas calçadas de granito quantas vezes calcorreadas, e por ambientes de serenidade o percurso aproxima-se do fim. Já se começa a reconhecer o trilho inicial.
Basta vencê-lo em sentido inverso até ao ponto de chegada."
                                        Fonte: Câmara Municipal de Tondela

Ler mais:
http://www.cm-tondela.pt/index.php/turismo/percursos-pedestres/rota-dos-moinhos
http://www.100atalhos.com/rotamoinhos09122012.php?dir=rotamoinhos09122012
http://blogmacaecanela.blogspot.pt/2014/05/rota-dos-moinhos-souto-bom.html

Igreja da Misericórdia de Pereira


Dedicada a Nossa Senhora da Piedade, invocação da primitiva capela onde esteve sediada a Irmandade, a actual igreja da Misericórdia de Pereira remonta à primeira metade do século XVIII, quando, por iniciativa do Provedor Félix de Carvalho Pimentel, foi edificado o novo templo. As obras tiveram início em 1729, encontrando-se as estruturas do edifício terminadas no ano seguinte. Contudo, a fachada só ficou concluída em 1748/1749 , e a torre entre 1753 e 1758, de acordo com o referido sob o mostrador do relógio. As campanhas decorativas conheceram um prolongamento ainda maior, e o último revestimento azulejar a ser aplicado na nave data já de 1784.
Igreja de planta longitudinal, de uma só nave, com coro-alto assente em colunas. Tem capela-mor e na nave três retábulos e tribuna dos mesários suportada por colunas jónicas.
A Casa do Despacho, de dimensões mais reduzidas, é aberta por um portal de colunas jónicas, numa composição prolongada pela janela de sacada que se lhe sobrepõe. A Torre, divide-se em três registos, o central ocupado pelo relógio, e termina em forma de bolbo rodeado por fogaréus.
O conjunto da igreja e da Casa do Despacho que lhe é anexa, está classificado com Imóvel de Interesse Público, desde 1978.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/3761015
http://www.cm-montemorvelho.pt/index.php/component/k2/item/176-igreja-da-misericordia

Estação ferroviária de Duas Igrejas - Miranda



A Estação Ferroviária de Duas Igrejas - Miranda foi uma gare de caminhos de ferro da Linha do Sabor, que servia a cidade de Miranda do Douro, no Distrito de Bragança. A estação era a gare terminal daquela ferrovia.
Na fachada do edifício, há alguns painéis de azulejo, onde estão representadas diversos motivos alusivos a Miranda, como a Sé, os pauliteiros e a capa de honras.


A Linha do Sabor foi encerrada em 1 de agosto de 1988 e, a partir dessa data data, a estação de Duas Igrejas - Miranda entrou num contínuo estado de abandono e degradação.

Forte Jesus de Mombaça