quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Ponte da Carvalha

A Ponte da Carvalha fica situada ao fundo da Alameda da Carvalha, sobre a Ribeira da Sertã. As várias designações pelas quais é conhecida testemunham boa parte da sua história. Assim, a antiguidade do monumento justificou a denominação de Ponte Velha; a sua localização, em campina frequentemente alagada, a de Ponte da Várzea; e a sua feição maciça, sobre arcos redondos, a de Ponte Romana. Na verdade, a Ponte da Carvalha foi construída durante o domínio filipino, no início do século XVII, ainda que possa ter substituído uma ponte anterior, eventualmente romana. 
A ponte sempre assumiu uma importância fundamental e estratégica, sendo uma das portas de entrada na vila. Aliás, durante as invasões francesas, foi um dos locais utilizados pelos sertaginenses para se defenderem da entrada das tropas inimigas.
A ponte, com cerca de 64 metros de comprimento, assenta sobre seis arcos redondos de alvenaria de pedra, sendo o terceiro (a contar da povoação) o mais elevado, e possuindo os dois exteriores um vão ligeiramente maior. O tabuleiro desenvolve-se em cavalete pouco pronunciado, quase horizontal. O sistema de reforço é composto por cinco talhamares triangulares a jusante, sendo três (nas extremas) mais baixos e largos, e dois (centrais) mais altos e delgados.
Esta ponte está classificada como Monumento de Interesse Público, por portaria publicada em 13 de maio de 2013.

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/155890
http://turismo.cm-serta.pt/turismopt/património-cultural/monumentos/sertã/ponte-filipina-sertã
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_da_Carvalha


terça-feira, 30 de outubro de 2018

Monte de São Gens de Cidai


No extremo Oeste da freguesia de Santiago de Bougado eleva-se, a uma altitude de 189 metros, o Monte de São Gens de Cidai na orla do Vale de Bougado, donde se avista uma parte considerável do Baixo Ave, em especial fragmentos dos concelhos da Trofa, Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso, assim como o mar e as áreas interiores dos municípios de Vila do Conde e Póvoa de Varzim. No local encontra-se um escadório com via-sacra e a Capela de São Gens, outrora ermida abandonada, que foi reedificada no séc. XX. 
Refira-se ainda a particularidade de se encontrar no local um afloramento de rochas ftaníticas, motivo de interesse, estudo e visita para os interessados da geologia. Estas rochas são sedimentares, siliciosas, resultantes de precipitação química, tendo incorporada alguma matéria orgânica e possuem fósseis de pequenas dimensões. Estes ftanitos tiveram origem numa zona mais profunda de uma bacia marinha, onde a circulação de água seria praticamente inexistente tal como a presença de oxigénio, ou seja, formaram-se num ambiente de águas estagnadas. 
No Monte de São Gens a rocha está muito deformada, encontrando-se dobrada e em camadas muito finas, apresentando uma coloração cinza clara. A visualização destas rochas é rara em Portugal e no Mundo não são muitos os locais onde são visíveis.


Ler mais:
http://www.mun-trofa.pt/
http://www.portoenorte.pt/pt/o-que-fazer/miradouro-de-s-gens/
https://www.onoticiasdatrofa.pt/rochas-com-400-milhoes-de-anos-resistem-em-s-gens/
https://www.geocaching.com/geocache/GC3BCT3_rochas-ftaniticas-no-monte-s-gens

Caixa Futebol Campus

O Caixa Futebol Campus é o centro de treino e estágio do Sport Lisboa e Benfica É usado principalmente para treinos da equipa principal e pelos escalões de formação. O nome é patrocinado pelo banco Caixa Geral de Depósitos. Com um projecto assinado pelos arquitectos Pedro George e Isabel Pessoa, o complexo foi inaugurado em 2006.
Com uma localização privilegiada no Seixal, o Caixa Futebol Campus tem estado ligado ao crescimento do futebol do Clube nos últimos anos. Além de acolher a equipa principal do SL Benfica, nas suas múltiplas sessões de trabalho ao longo de uma temporada desportiva, é a casa de todo o futebol encarnado, vivendo ali muitos dos elementos integrantes das equipas de Formação.
O complexo possui 9 Campos de futebol; 16 Balneários; 2 Auditórios; 2 Ginásios; 1 Sala de conferências; 1 Sala de refeições; 1 Sala de Convívio (com internet e jogos); Gabinetes técnicos e médicos; um centro de alojamento com 62 Quartos. Depois de 2008, quando a Benfica TV foi criada, o complexo ganhou também um estúdio de TV. 
A área total é de cerca de 15 hectares.

Ler mais:
https://www.slbenfica.pt/pt-pt/instalacoes/caixa-futebol-campus
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caixa_Futebol_Campus

Serra das Mesas

A Serra das Mesas localiza-se na área sudeste do Concelho do Sabugal, concretamente na freguesia de Fóios. A Serra das Mesas, constituindo um batólito, isto é, de natureza granítica, é parte integrante do sector terminal, ocidental, da Cordilheira Central espanhola, que penetra no território português através de um conjunto de elevações usualmente designado por Serra da Malcata, mas que as designações locais de toponímia diferenciam como é exemplo a Serra das Mesas.
A Serra das Mesas destaca-se do conjunto de elevações onde está inserida, unidade geomorfológica da Serra da Malcata, por duas razões, em primeiro lugar, pela altitude, possuindo o ponto onde ocorre a maior altitude da unidade, atingindo os 1256m, e em segundo lugar, pelo facto de ser a única serra deste conjunto onde domina a litologia granítica.
Em relação à litologia a Serra das Mesas apresenta um granito porfiróide de duas micas e grão médio a fino. A Serra das Mesas é uma área intrigante e rica ao nível do modelado granítico, sendo possível observar na paisagem o granito esculpido com arte e mestria pela natureza e pela passagem do tempo. A área apresenta uma morfologia desconcertante tanto pela riqueza, como p ela quantidade e originalidade de modelado que conserva e que resultou numa diversidade exuberante de formas.
Este tipo de modelado resulta da meteorização esferoidal do granito, também 
designada por meteorização em “casca de cebola”, que consiste no processo de formação de “conchas” concêntricas que envolvem completamente o núcleo de um bloco.O processo de meteorização em “casca de cebola” está ligado ao desencadear da descompressão nos blocos de granito a partir de um ponto central provocando assim um desequilíbrio na estabilidade do bloco que evolui para o destacamento de placas por inteiro que envolvem o núcleo da rocha, podendo mesmo afectar conjuntos de blocos que apesar de sobrepostos não impedem a continuidade do processo de disjunção esferoidal de placas em redor de um bloco central, ou seja, ocorre um lajeamento concêntrico em consequência do alívio da pressão pois os materiais suprajacentes vão sendo alterados e removidos.
A morfologia designada por mesas tem claramente a sua génese no sistema de fracturas ortogonais, sendo a partir desta associação relativamente complexa de diáclases que se interseccionam formando ângulos rectos entre si, que se justifica a forma cúbica que apresentam as mesas, ou seja, blocos perfeitamente cúbicos, quase sempre ultrapassando a dimensão métrica.

Fonte: Vítor Clamote, sítio da Junta de Freguesia de Fóios
http://www.foios.sabugal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=268&Itemid=1

Ler mais:
http://historiasdaraia.blogspot.com/2012/10/fronteiras-serra-das-mesas-nascente-do.html

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Praia fluvial da Senhora da Piedade

Inserida numa belíssima paisagem natural, a praia fluvial de Nossa Senhora da Piedade deve o seu nome à pequena Ermida situada nas proximidades e que se destaca na vertente da Serra da Lousã, mesmo em frente ao Castelo de Arouce (também designado por Castelo da Lousã), envolto em lendas e mistérios.
Situada na Ribeira de São João, esta praia possui duas piscinas naturais – uma para crianças e outra para adultos com prancha de mergulhos –, e excelentes infraestruturas de apoio onde não falta um Parque de merendas. Todo o espaço da praia está revestido com lajes de xisto e é totalmente acessível a pessoas com mobilidade reduzida.
Este espaço balnear tem um bar com esplanada com uma vista fantástica sobre a serra e as Ermidas de Nossa Senhora da Piedade.
Estão ainda disponíveis balneários com chuveiro e casas de banho. Durante a época balnear, a praia é vigiada por um nadador-salvador com posto de primeiros socorros. A Praia Fluvial da Senhora da Piedade tem Bandeira Azul e é classificada como Praia Acessível, isto é, tem todas as condições para que pessoas com mobilidade reduzida possam usufruir do espaço, possuindo várias rampas de acesso.

Ler mais:
http://www.praiafluvial.pt/praia-fluvial-senhora-da-piedade/
https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/praia-fluvial-da-senhora-da-piedade
http://aquapolis.com.pt/praia-fluvial-senhora-da-piedade-lousa/
https://aldeiasdoxisto.pt/poi/82

Fonte Luminosa da Alameda

Situada em Lisboa, mais precisamente na Alameda Dom Afonso Henriques, a Fonte Luminosa da Alameda foi construída na década de 40 (séc. XX), por iniciativa do ministro das Obras Públicas, à época Duarte Pacheco, com o objectivo de assinalar o abastecimento de água, de modo regular, a toda a zona oriental da cidade.
Foi projectada em 1938 pelos arquitectos e irmãos Carlos e Guilherme Rebello de Andrade, sendo os seus baixos-relevos da autoria de Jorge Barradas e as suas esculturas da autoria de Diogo de Macedo e de Maximiano Alves, e foi inaugurada em 30 de Maio de 1948. Recebeu este nome devido aos seus belíssimos jogos de luz e de água. Em 2007, a Fonte Luminosa parou de funcionar, não só devido ao seu elevado estado de degradação, mas também devido ao vandalismo.
Em 2012, a Câmara Municipal de Lisboa deu por concluídas as obras de reabilitação do conjunto arquitectónico e monumental, cujo principal objectivo passou por retomar os jogos de água, recuperar o interior e o exterior da Fonte e permitir que esta fosse visitada pelo público.
A Fonte Luminosa da Alameda é alimentada pela água depositada no grande lago, através de um sistema automático composto por quatro bombas de água que se encontram situadas nos torreões laterais e por baixo do lago. A água é sugada e direccionada para as duas galerias superiores, caindo a partir das 13 janelas que se encontram no alto do corpo central. A água cai daí para as grandes taças de queda dupla e depois segue primeiro para o lago superior contracurvado e finalmente para o lago inferior que assume a forma de uma elipse.
Por baixo do lago existe ainda uma bomba de água que alimenta as várias estátuas, ou figuras alegóricas, representando um Tritão montado num cavalo (ao centro), rodeado por quatro tágides e treze nereides.

Fonte: Marisa Silva - http://www.historiadeportugal.info/fonte-luminosa-alameda/

Ler mais:
http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/fonte-monumental-da-alameda

domingo, 28 de outubro de 2018

Escola Básica da Avenida


Na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, em Viana do Castelo, chama a atenção o belo edifício da “Escola da Avenida” (frequentada, presentemente, por alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico).
O início da sua construção remonta ao ano de 1928 e na altura foi dado à Escola o nome de “ Escola Dr. Alfredo Magalhães” (conforme inscrição na frente do edifício) por ser esse o nome do ministro da Instrução que a mandou construir.
Na fachada principal, pode-se observar dois painéis de azulejos, um em cada extremo, que ilustram passagens de “Os Lusíadas”. Trata-se de azulejos executados na Fábrica do Carvalhinho, no Porto.
Um pormenor curioso é o facto de em frente ao edifício estarem colocadas duas esculturas (uma representando um menino e outra uma menina), que serviam para identificar a metade do edifício que era utilizado pelos estudantes do sexo masculino e a outra pelos do sexo feminino.
Hoje, este estabelecimento escolar está inserido no Agrupamento de Escolas de Monserrate. 

Fonte (com a devida vénia):
https://olharvianadocastelo.blogspot.com/2009/12/escola-da-avenida.html

Ler mais:
https://drive.google.com/file/d/0By2gm7Qga9x8YTlmMzJjOTItZWJjMi00NWEzLTlkZTktZGFiNWM2NmY5OWU5/view
http://www.esmonserrate.org/escolas.php

Forte Jesus de Mombaça