sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Jardim Municipal de Paço de Arcos

Situado no coração da vila de Paço de Arcos, à beira da Estrada Marginal, o Jardim Municipal funciona como a sala de visitas da vila. 
Aqui se realizam quase todos os eventos significativos da actividade cultural de Paço de Arcos e é um local intimamente ligado à história da vila. 
Uma das mais emblemáticas recordações do passado é o ringue de patinagem, onde praticamente nasceu o Clube Desportivo de Paço de Arcos e onde patinaram alguns dos nomes mais sonantes do hóquei português como Jesus Correia, Correia dos Santos ou Emídio Pinto. 
Também no passado, ao longo do jardim circulava um mini comboio que era o divertimento das crianças. Este comboio de reduzidas dimensões era explorado pelos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos. 
O coreto ali existente é outra prova da importância deste espaço, mas também existiu no edifício que hoje é um banco, o cinema, que como todas estas salas de espectáculos teve a sua época de ouro. 
Actualmente este jardim, para além da sua inegável utilidade como espaço público de lazer, serve como recinto para a realização das Festas de Nossa Senhora dos Navegantes, que se realizam normalmente no fim do mês de Agosto. Também aqui se realiza uma vez por mês a Feira das Velharias.

Fonte: https://www.guiadacidade.pt/pt/art/jardim-de-paco-de-arcos-1062-11

Palácio dos Capitães-Generais

O Palácio dos Capitães-Generais localiza-se na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no estado de Mato Grosso, no Brasil. Vila Bela foi criada com pretensões régias de guarnecer a zona fronteiriça, sendo tradicionalmente habitada por famílias de origem africana, que muito se orgulham de suas raízes cultivando suas tradições e cultura através de séculos.
O palácio foi fundado em 1752 pelo governador e capitão-general da capitania de Mato Grosso, D. António Rolim de Moura Tavares. Constitui-se como um dos principais monumentos da cidade, e durante 68 anos, foi a sede do governo da província de Mato Grosso. Hoje funciona nele a prefeitura de Vila Bela.
É uma extensa casa térrea de linhas sóbrias erguida em taipa de pilão. Possuía cunhais em cantaria de pedra canga e interiores profusamente decorados com pinturas e trabalhos em talha aplicada e dourada. O Palácio formava com a Câmara Municipal, a Cadeia, a Casa de Fundição, o Quartel dos Dragões, a Matriz da Santíssima Trindade, a Igreja de Santo António dos Militares e a de Nossa Senhora do Carmo, o núcleo primitivo da vila fundada em 19 de março de 1752 para servir de capital da nova capitania, com a denominação evocativa de Vila Bela da Santíssima Trindade. O Palácio teve sua estrutura original mantida por mais de dois séculos, apesar de seus interiores terem sofrido com a passagem do tempo, a decadência de Vila Bela e a incúria dos homens. Desapareceram as pinturas, os móveis e os adereços, mas permaneceu o corpo estrutural pelo menos até os anos de 1960.
 Remanescentes da arquitectura luso-brasileira do século XVIII, o Palácio foi restaurado pela então Fundação Nacional Pró-Memória, hoje IPHAN, em meados da década de 1980, e hoje sedia a Prefeitura Municipal de Vila Bela. O Palácio é considerado o ponto de partida do processo de constituição de Vila Bela. Símbolo material do poder, antecedeu as edificações particulares, as outras edificações oficiais e até mesmo as religiosas. Tal fato não é gratuito, decorre do próprio desejo da Coroa Portuguesa de constituir Vila Bela como explicitação de sua presença indiscutível na fronteira oeste da Colónia.

Ler mais:
http://www.infopatrimonio.org/?p=32772#!/map=38329&loc=-15.005730999999997,-59.95029400000001,17
http://www.mt.gov.br/-/governo-reforma-palacio-dos-capitaes-generais-em-vila-bela-da-santissima-trindade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Palácio_dos_Capitães-Generais_(Vila_Bela_da_Santíssima_Trindade)
http://www.cultura.mt.gov.br/-/3672800-palacio-dos-capitaes-generais-sera-devolvido-a-populacao

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Cântaro Magro

Os Cântaros Gordo, Magro e Raso são afloramentos graníticos que atingem, respectivamente, 1875, 1928 e 1916 metros de altitude. Visíveis de muitos pontos da Estrela, os Cântaros devem a sua origem à existência de grandes afloramentos rochosos pouco fracturados rodeados por zonas de grande densidade de fracturação, com consequente maior sensibilidade à força erosiva da água e do gelo.
O Cântaro Magro está situado na cabeceira do vale glaciar do rio Zêzere, destacando-se do planalto da Torre.
Em si o Cântaro é um nunatak, uma forma de relevo que foi posta em evidência pela erosão diferencial devido à acção Glaciária, esta forma de relevo durante a glaciação não esteve coberto pelo glaciar emergindo acima da sua superfície, esta forma de relevo destaca-se pela erosão diferencial devido à existência de um bloco pouco frcaturado, rodeado por zonas de grande densidade de fracturação.
Junto ao Cântaro Magro podemos encontrar outra formação com bastante interesse, A “Rua dos Mercadores”, que é um fenómeno geológico que se deve à existência, na vertente sul do Cântaro Magro, de um filão de rocha dolerítica. Sendo esta uma rocha que é essencialmente de composição mineralógica semelhante ao basalto, sendo portanto menos resistente aos factores erosivos que o granito encaixante, isto originou uma fenda profunda e estreita bem definida entre paredes abruptas.

Ler mais:
http://www.cise.pt/pt/index.php/serra-da-estrela/o-que-visitar/manteigas?start=1
http://museuvirtual.activa-manteigas.com/index.php/places/geologia-2/cantaro-magro/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cântaro_Magro

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Barragem de Odivelas


A Barragem de Odivelas localiza-se a cerca de 15 quilómetros a norte de Ferreira do Alentejo e na fronteira deste concelho com o de Alvito.
Esta estrutura foi inaugurada no ano de 1972 sobre o leito da Ribeira de Odivelas (inserida na Bacia Hidrográfica do Sado), tendo uma capacidade total de armazenamento de 96.000.000m3 e é uma das seis maiores barragens do Baixo Alentejo.
Trata-se de uma barragem mista de betão e aterro, com 48 metros de altura e 106 metros de cota de coroamento. A água aqui armazenada é usada principalmente para irrigação. 
A barragem entrou em funcionamento em 1972 e, actualmente, é gerida pela Associação de Beneficiários da Obra de Rega de Odivelas.
A albufeira é um dos lugares de lazer mais populares da região e é riquíssima a nível de fauna e flora.

Ler mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Barragem_de_Odivelas
http://knoow.net/terraselocais/locaisdeportugal/barragem-de-odivelas-ferreira-do-alentejo/

Museu da Indústria Baleeira

Localizado em São Roque do Pico, na ilha açoreana do Pico, o Museu da Indústria Baleeira encontra-se instalado nas dependências da antiga fábrica "Armações Reunidas Lda.". 
A Sociedade das Armações Baleeiras Reunidas, Lda., constituída em 1942, articulou dois sistemas produtivos: a pesca da baleia (cachalote) e a produção dos seus derivados, assim como a sua respectiva comercialização. Esta unidade fabril, o maior e o mais importante complexo de transformação e processamento de cachalotes dos Açores laborou entre 1949 e 1984, altura em que a caça à baleia foi extinta através de directiva internacional.
O conjunto principal da antiga fábrica é formado por três corpos rectangulares, alinhados pela fachada, com cisterna acoplada. Esse conjunto é integrado ainda por vários edifícios anexos, tais como uma oficina de carpintaria naval, submetida recentemente a obras de prolongamento de forma a ser possível a instalação de uma serra mecânica vertical, e oficinas de tanoaria e serralharia.
Ligadas ao edifício principal, mas num corpo posterior, dotado de duas chaminés encontram-se as oficinas de ferreiro e fundidor. No alinhamento destes edifícios, junto à Estrada Regional, ergue-se o edifício onde se encontravam instaladas a administração e o laboratório da fábrica.
A fachada principal deste edifício tem quatro portões feitos em madeira, pintada de amarelo, e vários janelões. A alvenaria apresenta-se rebocada e pintada de cor branca. A cobertura é de duas águas em telha de meia-cana. Na frente da fábrica situam-se as máquinas do guincho e uma plataforma com rampa para o mar, por onde eram içados os cachalotes. Junto do edifício da fábrica situa-se uma grande chaminé em alvenaria de pedra. Está situada na Praceta dos Baleeiros, na zona do Cais.
Este museu é considerado como um dos melhores museus industriais do género, exibindo caldeiras, fornalhas, maquinaria e outros apetrechos usados no aproveitamento e transformação dos cetáceos em óleo e farinha.
Frente a esta fábrica da baleia localiza-se um monumento em homenagem ao baleeiro.
O Museu da Indústria Baleeira, juntamente com o Museu dos Baleeiros na vila das Lajes do Pico e com o Museu do Vinho na vila da Madalena, integra o Museu do Pico. Estas extensões ou núcleos testemunham, por um lado, a baleação, numa perspetiva de representação de todo o complexo baleeiro insular, incluindo a caça à baleia e a indústria baleeira e, por outro, a vitivinicultura,

Ler mais:
https://www.cm-saoroquedopico.pt/ponto-de-interesse/read/67/museu-da-indstria-baleeira
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/museus-e-monumentos/rede-portuguesa/m/museu-do-pico/
http://roteiroarquitectura.pt/obras/single/305?lang=pt
https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_da_Indústria_Baleeira
https://lifecooler.com/artigo/atividades/museu-da-industria-baleeira/385065/

Palacete Guerreirinho

O palacete Guerreirinho localiza-se entre as ruas Ventura Coelho e Infante D. Henrique, na cidade de Faro. Foi mandado edificar em 1936 por Francisco Guerreiro Pereira Júnior, cujas iniciais se encontram destacadas na fachada principal. O autor do projecto foi o arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior.
Neste edifício de dois pisos com vasto logradouro posterior, chama a atenção a fachada principal, toda em cantaria trabalhada, com elementos ornamentais neo-clássicos. O interior apresenta interessantes trechos decorativos.
O Palacete Guerreirinho funciona, desde há algumas décadas, como messe de oficiais das Forças Armadas.


Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70926
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4511
http://www.cm-faro.pt/7323/palacio-guerreirinho.aspx
https://pt.wikipedia.org/wiki/Palacete_Guerreirinho

domingo, 14 de outubro de 2018

Igreja matriz de Soalhães


Fundado em 875, o Mosteiro de Soalhães foi doado ao bispo do Porto por D. Sancho II, em 1267, tendo passado, provavelmente pouco depois desta data, a igreja paroquial. A igreja passou então à condição secular, completando, assim, o processo de formação da paróquia.
Apesar do peso histórico que adquiriu na Idade Média, a actual estrutura da Igreja de Soalhães denota poucos vestígios desses tempos, tendo sido bastante alterada em épocas posteriores. Estas alterações geraram uma certa polémica nas instituições competentes aquando da sua classificação: apesar da sua raiz medieval, os testemunhos dessa época eram parcos para se avançar com a sua valorização. Inicialmente a classificação como Monumento Nacional só abrangeu os elementos românicos da Igreja. Mas esta situação foi posteriormente solucionada em 1980, quando se considerou a necessidade de se classificar a Igreja no seu todo e não partes concretas.
Dessa época persistem, apenas, o portal principal e a arca tumular na capela-mor. Contudo, o próprio portal é um elemento do românico tardio, uma solução protogótica possivelmente do século XIV. 
A ausência de tímpano, associada às arquivoltas de perfil quebrado e os capitéis com uma decoração animalista e vegetalista, mostrando um evidente naturalismo e uma certa elegância desenhada pelo seu cesto, comprovam o seu carácter protogótico.
Exceptuando-se estes elementos românicos, o que se sobressai no restante espaço são as alterações aplicadas durante a Época Moderna: as amplas dimensões da nave, a profundidade da capela-mor e os janelões retangulares são o resultado das transformações ocorridas após o Concílio de Trento com intuito de actualizar o interior da Igreja à liturgia e estética imanada desse importante concílio católico.
Também da mesma época são a torre adossada à fachada principal, com seu remate bolbiforme, o óculo com formas curvilíneas que encima o portal principal e os amplos janelões que na fachada principal (e nas laterais) iluminam a jorros o interior da igreja.
Construído em granito, o templo, de nave única e tecto coberto por 91 caixotões pintados de madeira (à semelhança do que sucede na capela-mor), apresenta as paredes interiores revestidas, até meio da altura, a azulejo de padrão azul e branco, resultante da intervenção realizada já no século XVIII, prolongados por duas séries de baixos relevos de madeira, pintados e dourados, com imagens da Paixão de Cristo, da Via Sacra e da vida do orago, São Martinho.

Ler mais:
http://www.rotadoromanico.com/vPT/Monumentos/Monumentos/Paginas/IgrejadeSaoMartinhodeSoalhaes.aspx?galeria=Fotografias&regiao=Marco%20de%20Canaveses&monumento=Igreja%20de%20S%C3%A3o%20Martinho%20de%20Soalhães&categoria=&TabNumber=0&valor=/vPT/Monumentos/Monumentos/Paginas/IgrejadeSaoMartinhodeSoalhaes.aspx&guid={E7968B57-FB75-47AC-96F9-F2813F09CDE0}
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/69802

Forte Jesus de Mombaça