domingo, 22 de abril de 2018

Cais palafítico da Carrasqueira


Junto à pequena aldeia piscatória da Carrasqueira o engenho popular toma forma e com alguma criatividade desvenda uma solução curiosa para resolver o problema do acesso aos barcos durante a maré baixa – o cais palafítico.
As margens baixas e lamacentas do Sado impossibilitam o acesso às embarcações sempre que a água teima em não chegar a terra. Como resposta, a comunidade em franca necessidade, construiu um cais em madeira, cujos múltiplos braços penetram em ziguezague pelo sapal, formando por um lado, uma vasta área de atracação de barcos e por outro, um passadiço por onde podem circular facilmente redes, apetrechos e pescado.
Obra-prima da arquitectura popular, o cais palafítico da Carrasqueira, único da Europa, é construído em estacas de madeira irregulares aparentemente frágeis das décadas de 1950 e 1960, que servem de embarcadouro aos barcos de pesca que ali acostam. Ora estão enterradas no lodo, ora na água, segundo as marés.
Integrada na reserva natural do Estuário do Sado, a aldeia ribeirinha conserva uma impressionante rede de estacaria que se estende centenas de metros pelos esteiros lamacentos do rio Sado.
Ao longo dos diversos cais erguem-se pequenas casas construídas em madeira, que servem de arrecadações.
O cais continua a cumprir a missão para que foi construído: permitir o acesso dos pescadores aos barcos, mesmo durante a baixa-mar.
É também um local muito visitado pelos amantes da fotografia, ao chegar perto da "hora dourada" os passadiços são "inundados" por fotógrafos em passo acelerado para conseguir o melhor spot.


Ler mais:
http://www.cm-alcacerdosal.pt/pt/municipio/concelho/patrimonio/patrimonio-arquitetonico/patrimonio-arquitetonico-civil/cais-palafitico-da-carrasqueira/
http://www.herdadedacomporta.pt/pt/experiencias/porto-palafitico/
http://www.omelhorblogdomundo.pt/cais-palafitico-da-carrasqueira-um-128008
http://www.fotoviajar.com/portugal-destinos/porto-pesca-palafita-carrasqueira-alentejo-portugal
http://mycherrylipsblog.com/cais-palafitico-da-carrasqueira-374809

Praia da Vieira


A Praia da Vieira é um lugar pertencente à vila e freguesia de Vieira de Leiria, concelho da Marinha Grande, no distrito de Leiria.
Circunscrita a norte pelo Rio Lis e a sul pelo Pinhal do Rei, foi desde tempos remotos, terra de bravos pescadores que se faziam ao mar em barcos em forma de meia-lua, com cerca de 15 metros de comprimento, impelidos pela força dos braços para as águas agitadas e puxados para terra por juntas de bois. Praia panorâmica, com pequenas linhas de água pura e riachos que nascem no pinhal, possui uma belíssima zona de dunas conhecida por Valeiras. 
Aqui desagua o Rio Lis, depois de um longo percurso que se inicia nas Cortes, tornando as terras por onde passa, terrenos férteis para cultivo. Um núcleo turístico e piscatório onde ainda é possível admirar a prática tradicional da Arte- -Xávega e comprar peixe fresco no areal ou na lota junto à praia. As casas de madeira com varandas reconstituem antigas habitações tradicionais. O ripado, pintado de variadas cores, confere-lhe um colorido admirável. Para além da praia, das actividades desportivas (como o surf e bodyboard), dos excelentes apoios de praia e restaurantes típicos, pode optar-se por um dia de pura diversão passado no parque aquático.
De noite, a Praia da Vieira é uma das zonas mais animadas da região, atraindo milhares de jovens a um conjunto de bares que promovem um ambiente de grande animação e diversão.
                                    Fonte: Guia turístico da Marinha Grande

Ler mais:
https://www.cm-mgrande.pt/uploads/document/file/1909/GUIATURISTICO_MG_PT_web.pdf

Ecopista do Vale do Vouga


A Linha do Vouga, originalmente conhecida como Linha do Vale do Vouga, e alcunhada de Linha do Vale das Voltas devido ao seu sinuoso traçado, é um troço ferroviário que liga a Linha do Norte, em Espinho, à Linha do Dão, em Viseu, numa extensão de 140 quilómetros. A Linha do Vouga foi inaugurada totalmente em 5 de Fevereiro de 1914. Actualmente só existe movimento ferroviário entre Espinho e Sernada do Vouga, uma vez que em 1 de Janeiro de 1990 foi encerrado o troço entre Sernada do Vouga e Viseu.
Em Outubro de 2009 os Municípios de Albergaria-a-Velha, Águeda, Sever do Vouga, Oliveira de Frades, Vouzela, S. Pedro do Sul e Viseu, a Comunidade Intermunicipal dos Municípios da Região Dão-Lafões e a Refer, apresentaram o anteprojecto da Ecopista do Vale do Vouga, uma via ciclopedonal que vai atravessar estes sete Concelhos ao longo de 78 quilómetros.
Com esta Ecopista pretendem transformar o antigo troço ferroviário num circuito ciclável e pedonal que se estenderá por quase 80 quilómetros de extremo valor paisagístico, turístico e ambiental. A futura Ecopista do Vale do Vouga irá abranger a recuperação/reabilitação de estações de caminho-de-ferro e apeadeiros que se encontram espalhados pelos sete municípios, sendo também um incentivo à prática desportiva com segurança.
Em 2009 o Município de Sever do Vouga abria ao público o primeiro Percurso da Ecopista, entre a Foz do Rio Mau e a estação de Paradela. Mais recentemente, em 2013, este Percurso foi prolongado até Cedrim. Entretanto, em Águeda já se pode, também, circular pelo antigo canal ferroviário entre Sernada do Vouga e a Foz do Rio Mau. Nos restantes Municípios estão a decorrer obras de reconversão, pelo que já é possível percorrer quase toda a Ecopista em bicicleta tipo BTT.
Fonte: http://www.ciclovia.pt/ciclovias/2centro/1aveiro/lvvouga/lvvouga.php

Ler mais:
http://www.ippatrimonio.pt/ecopistas/ecopista-do-vouga
http://www.ciclovia.pt/ciclovias/2centro/1aveiro/lvvouga/lvvouga.php
https://pedalopelacidade.wordpress.com/tag/ecopista-do-vale-do-vouga/

Jardim Botânico de Coimbra

O Jardim Botânico de Coimbra ocupa uma parte considerável dos fundamentos do Colégio de São Bento. Depois de esses terrenos terem sido incorporados na Universidade, por doação dos frades beneditinos, foi em 1772 que, por iniciativa do Marquês de Pombal, foi criado o Jardim Botânico de Coimbra (o segundo em Portugal, depois da criação do Jardim Botânico da Ajuda quatro anos antes).
O século XVIII é marcado por uma revolução de mentalidades e por grandes avanços na ciência, nomeadamente no campo da Medicina. Assim, o Jardim Botânico de Coimbra foi criado com o objectivo de complementar o estudo da História Natural e da Medicina. Tendo tido como primeiro responsável Domingos Vandelli destaca-se, a partir de 1791, o papel desempenhado pelo naturalista e botânico Avelar Brotero com várias publicações científicas, entre as quais a primeira Flora Lusitana (1804). Este investigador português deu início à primeira escola prática de Botânica.
Compreende cinco terraços rectangulares que envolvem o primitivo "horto botanico", a que se desce por três escadarias duplas encimadas por portões, vencendo o desnível murado coroado por uma balaustrada de cantaria, alegretes e conversadeiras. A implantação reforçada pela simetria remete para cenografias do barroco, privilegiando panorâmicas sobre os canteiros e o lago central. É fechado e compartimentado por muros rasgados por janelões, gradeamentos e portões. A colecção distribui-se por alamedas, terraços, jardinetas, Escolas Sistemática e Médica, Estufas Grande e Vitória. A poente, a cerca ou mata desce de forma naturalizada pelo vale abrangendo área florestal, pomar, bambuzal, Escola das Monocotiledóneas e Estufa Fria. O jardim inclui esculturas evocativas e reminiscências de antigas cercas. Em 1925 é criado o Instituto Botânico Dr. Júlio Henriques que abrange o jardim.
Abílio Fernandes, director de 1942 a 1974, é responsável por muitas intervenções, destacando-se as realizadas em estufas, mata, arruamentos e anexos. A remodelação do quadrado central rege-se pela proposta de Cottineli Telmo e Armand Bellinghen de 1945: removeram-se os lancis que guiavam a coleção; delinearam-se canteiros concêntricos; introduziu-se a topiária de buxo e instalou-se a grande fonte no lago central.




Ler mais:
https://www.uc.pt/jardimbotanico/O_Jardim_Botanico_da_UC
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73924
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_Bot%C3%A2nico_da_Universidade_de_Coimbra

Reserva Natural da Ponta de São Lourenço


A Ponta de São Lourenço é a longa península que constitui o extremo oriental da ilha da Madeira, a leste da povoação do Caniçal. Com cerca de 9 km de extensão, termina no ilhéu do Farol.
A Ponta de São Lourenço é uma reserve natural com vistas panorâmicas do Oceano Atlântico e de espectaculares formações rochosas; é uma paisagem única, muito diferente do resto da ilha.
Se o viajante passear a pé, poderá encontrar uma variedade de plantas diferentes como a erva gelada (Mesembryanthemum crystallinum), o cardo (Cynara cardunculus), a maçacota (Bassia tomentosa), a perpétua de São Lourenço (Helichrysum devium), o murrião (Helichrysum obconicum) e muitas outras. Descendo a encosta encontrará uma praia isolada chamada Prainha, que é a única praia de areia preta natural da ilha. Muito procurada pelos locais é óptima para banhos de mar.
Nesta área, assume particular relevo paisagístico, a Baía d’Abra, que pela sua configuração e grande extensão proporciona condições de ancoradouro excelentes. A Oeste, após a marina da Quinta do Lorde, encontra-se a pitoresca Prainha – pequena praia de areia escura. Sobranceira a esta encontra-se o Morro da Piedade, um cone vulcânico, onde foi erigida uma capela alusiva a Nossa Senhora da Piedade, no século XVI. A Norte da Prainha, assumem relevo as Dunas da Piedade. Este edifício dunar guarda fósseis do Quaternário, com 300 mil anos, constituindo registos únicos na Europa. Encontram-se aqui raízes fossilizadas, que indiciam a existência ancestral de uma vegetação bastante mais abundante e de maior porte, do que aquela que agora caracteriza a área.

Esta área protegida está incluída na Rede Natura 2000 por ser uma Zona de Conservação Especial. No âmbito da BirdLife International está classificada como “Important Bird Area”, por ser um local de nidificação de algumas aves marinhas protegidas, tais como, a cagarra, a alma-negra, o roque-de-castro e o garajau-comum. O ilhéu do Farol é um local por excelência de nidificação de aves marinhas por não possuir quaisquer predadores terrestres.



Ler mais:
https://ifcn.madeira.gov.pt/18-sem-categoria/165-ponta-de-sao-lourenco1.html
https://madeira.best/pt-pt/produto/reserva-natural-da-ponta-de-sao-lourenco/
http://www.madeira-web.com/PagesP/photos/protected-areas-madeira/20-ponta-s-lourenco.html
http://www.madeira-live.com/pt/ponta-sao-lourenco.html

sábado, 21 de abril de 2018

Miradouro da Serra do Pilar




O Miradouro da Serra do Pilar situa-se numa colina escarpada, sobranceira ao rio Douro, junto ao mosteiro do mesmo nome.
Do seu grandioso terraço avista-se toda a marginal ribeirinha do Porto e Gaia até à Ponte da Arrábida, o centro histórico com destaque para a Catedral e Ponte D. Luis I. Na direcção oposta avista-se a zona das Fontainhas e a Ponte de S. João.
Ler mais:
http://www.oportoguide.pt/mosteiro-da-serra-do-pilar/
https://www.jimao.pt/single-post/2016/05/03/5-Miradouros-no-Porto-que-o-v%C3%A3o-deixar-ainda-mais-apaixonado-pelo-Porto-Preparese
http://www.visitporto.travel/visitar/paginas/viagem/DetalhesPOI.aspx?POI=1938

Mosteiro de Santa Maria das Júnias


Foi provavelmente na década de 40 do século XII que deve ter acontecido a sagração do templo de Santa Maria das Júnias, situado nos arredores da freguesia de Pitões das Júnias, no concelho de Montalegre.

Desse primeiro período conservam-se importantes vestígios românicos, em particular na nave rectangular, que é decorada interiormente por frisos com figurações em pontas de lança. No exterior, as peças mais importantes desta fase são os dois portais (axial e laterais), cuja ornamentação obedece às determinantes artísticas experimentadas em torno da Sé de Braga ainda na primeira metade do século XII. O portal ocidental é de arco de volta perfeita, de duas arquivoltas (a exterior ornamentada com o tema das pontas de lança e realçada por moldura) que repousam em impostas decoradas com motivos geométricos, do tipo de corações invertidos.
Algum tempo depois de terminada a igreja, deve-se ter edificado o claustro, o qual revela já tendências góticas, embora socorrendo-se ainda de arcos de volta perfeita. 
O que resta do conjunto claustral (apenas o ângulo Nordeste) é insuficiente para uma mais rigorosa catalogação desta parcela, mas é de supor que tenha sido edificado na primeira metade do século XIII, recorrendo a uma decoração já essencialmente vegetalista.
No início do século XIV, conheceu obras de manutenção e melhoramento em que se destaca a construção do claustro e a ampliação da capela-mor.
No início da Idade Moderna foram realizadas obras de elevação de algumas dependências do convento e da capela-mor do templo, entretanto destruídas pelo assoreamento provocado pelo ribeiro que corre junto à cabeceira do mesmo. Na primeira metade do século XVIII, a igreja foi restaurada, a nível do madeiramento e do lajeamento, e redecorada com retábulos em talha dourada. A partir de meados desse século, entretanto, começou a entrar em decadência e acabou por perder monges e rendimentos. Com a extinção das ordens religiosas masculinas (1834) o seu último monge passou a exercer a função de pároco de Pitões. Na segunda metade do século XIX, um devastador incêndio levou à ruína muitas das dependências conventuais.
O Mosteiro de Santa Maria das Júnias encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto nº 37.728 de 5 de Janeiro de 1950. Em 1986 a Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais levou a efeito obras de recuperação e melhoramento.

Ler mais:
http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA4/medievalista-espada.htm
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70493/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_de_Santa_Maria_das_J%C3%BAnias
https://www.guiadacidade.pt/pt/poi-mosteiro-de-pitoes-das-junias-15827

Forte Jesus de Mombaça