domingo, 28 de outubro de 2018

Folar de Valpaços

Considerado o pão da Páscoa, o Folar de Valpaços é uma das tradições gastronómicas daquela quadra festiva. É particularmente típico da região nordeste do distrito de Vila Real.
O termo folar, muitas vezes associado a presente e/ou dádiva exprime ”o que há de melhor”. O folar era tradicionalmente confeccionado na época da Páscoa onde o Clero recolhia o folar das famílias no Domingo de Páscoa, no denominado “Compasso ou visita Pascal” e era constituído pelos mais finos produtos do que a terra e as gentes produziam.
O chamado folar de Valpaços é confeccionado à base de massa de pão, lêveda e fofa, sendo recheado com carne de porco, presunto, salpicão, linguiça, entre outros ingredientes possíveis. Na sua confecção, são ainda usados ovos, banha e azeite.
Em 2017 a Comissão Europeia aprovou o pedido português de inclusão do “Folar de Valpaços”, no registo das indicações geográficas protegidas (IGP).

Ler mais:
https://valpacos.pt/pages/561
https://pt.wikipedia.org/wiki/Folar
http://vozdocampo.pt/2017/04/27/valpacos-folar-indicacao-geografica-protegida/
http://media.rtp.pt/praca/rubricas/folar-valpacos-culinaria/

Igreja do Convento de São Francisco


A Igreja conventual de São Francisco, que pertencia à Ordem dos Frades Menores, situa-se na freguesia de Santo André, no concelho de Estremoz.
O convento foi fundado em 1239, sobre a ermida de São Bento do Mato, doada aos franciscanos pelos freires de Avis. A igreja foi levantada por ordem de D. Afonso III e de sua mulher D. Beatriz.
A igreja gótica, do século XIII, apresenta uma fachada rococó muito posterior e um interior de três naves com cinco secções e arcos ogivais.
No interior desta monumental igreja poderás contemplar um curioso retábulo do século XVI, com uma talha dourada da Árvore do Jessé.
A capela-mor está revestida de azulejos polícromos do século XVII. No subcoro, embutido na parede, existe um sarcófago gótico, com estátua jacente, que data do século Xv e que será o túmulo de Vasco Esteves Gatuz. Este túmulo está classificado como monumento nacional, desde 1922.
Nesta igreja estão sepultadas algumas figuras ilustres da História Portuguesa, como sejam D. Fradique de Portugal; Vasco Pereira, irmão de D. Nuno Álvares Pereira, morto à traição no castelo de Vila Viçosa; o desembargador do paço António Henriques da Silveira. Segundo a crónica de Fernão Lopes, em Estremoz morreu também o rei D. Pedro I (r. 1357-1367), julgando-se que terá perecido concretamente neste convento.

Ler mais:
http://www.cm-estremoz.pt/pagina/turismo/convento-de-sao-francisco-igreja-com-o-tumulo-de-vasco-esteves-gatus-iin
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_São_Francisco_(Estremoz)
https://www.feriasemportugal.com/convento-de-sao-francisco-estremoz
https://digitarq.arquivos.pt/details?id=1379961

Museu de Arte Sacra do Funchal

O Museu de Arte Sacra do Funchal está instalado no antigo Paço Episcopal da cidade. Inaugurado em 1955, reúne um património artístico constituído por núcleos de pintura, escultura e ourivesaria, de grande valor.
No domínio da pintura podem admirar-se tábuas e telas de inegável qualidade, onde predominam obras flamengas e portuguesas dos séculos XV e XVI. O espólio de pinturas flamengas é proveniente do intenso intercâmbio comercial e artístico daquela época com a Flandres. Os painéis flamengos existentes no museu, além do seu valor artístico, distinguem-se pelas suas grandes e pouco comuns dimensões.
A estatuária, em madeira policromada e dourada, flamenga ou com a sua influência, também está representada.
Entre as variadas obras de ourivesaria sacra, merecem especial referência a cruz processional de prata dourada, oferta do rei D. Manuel; e a Virgem, de prata dourada, da sé, que no século XVI deve ter saído das mãos de um escultor-ourives. Refira-se ainda um importante conjunto de ourivesaria maneirista, de Vasos Eucarísticos e Bandejas, de várias Igrejas da Diocese do Funchal ou a Ânfora da Sé do Funchal. Do século XVIII referência para a Urna de prata e Custódia de ouro da Sé Catedral do Funchal.
No Museu existe ainda uma colecção de paramentária, com exemplares de meados dos séculos XVII e XVIII, bordada a ouro e prata, com aplicação de pedrarias.

Ler mais:
http://cultura.madeira-edu.pt/museus/Museus/MuseudeArteSacradoFunchal/tabid/187/language/pt-PT/Default.aspx
Tesouros Artísticos de Portugal (1976) - Selecções do Reader's Digest
https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_Sacra_do_Funchal

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Pelourinho de Soutelo do Douro

A povoação de Soutelo foi, na Idade Média, parte integrante do senhorio do Cabido da Sé de Lamego, que lhe deu primeiro foral no século XIV, na pessoa do Bispo D. Paio Furtado. Em finais da centúria, o concelho pertencia já à Coroa. Teve foral novo manuelino, outorgado em 1514. O município foi extinto em 1830, e integrado em São João da Pesqueira, do qual é actual freguesia. Conserva ainda o seu pelourinho, levantado no pequeno largo que tomou o seu nome. 
O pelourinho assenta numa plataforma de quatro degraus quadrangulares, de parapeito boleado, bastante desgastados. O degraus superior, de dimensões reduzidas, assume a feição de plinto da coluna. Esta possui fuste que arranca de base cúbica, com os topos chanfrados, seguindo num troço octogonal e liso com cerca de 50 cm de altura, que a partir daí diminui de secção e se eleva para constituir o fuste propriamente dito. É encimada por capitel quadrangular, formado por molduras sobrepostas, com as arestas ligeiramente chanfradas. O remate é composto por um bloco cúbico saliente, com colunelos fusiformes nas esquinas, e faces decoradas com largos relevos gravados. Os motivos representados são dois florões quadrifoliados, em faces contíguas, uma meia esfera armilar, e um escudo de armas nacional. Este bloco é finalmente sobrepujado por um pináculo quadrangular com as arestas chanfradas, rematado por pequena moldura circular rebordante, e uma meia esfera. 
O monumento terá sido construído na sequência do foral manuelino, como atesta a presença da esfera armilar, emblema pessoal de D. Manuel, conjugada com o escudo das quinas. Merece ainda destaque a (tímida) presença dos colunelos cantonais do bloco de remate, compondo ferroneries de feição italianizante.

Fonte: Sílvia Leite (DGPC)

Ler mais:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73909
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3713
https://www.sjpesqueira.pt/pages/258

sábado, 20 de outubro de 2018

Grutas Artificiais da Quinta do Anjo


As quatro grutas artificiais da Quinta do Anjo são monumentos funerários de características únicas, integráveis no Neolítico Final (há cerca de 4500 anos) e que continuaram a ser utilizadas como locais de enterramento colectivo durante a Idade do Cobre. Foram escavadas na rocha formando compartimentos de tendência circular, aos quais se acede por um corredor e por uma antecâmara.
O monumento funerário foi identificado, no último quartel do século XIX, circunstancialmente, durante a extracção de calcário no local, acção que provocou a destruição parcial da necrópole, com maior incisão nas grutas 3 e 4.
As primeiras escavações nas Grutas Artificiais de Quinta do Anjo, foram feitas por Carlos Ribeiro e António Mendes, decorria o ano 1876. As descobertas revelaram na altura, importantes achados, contudo, 110 anos depois e através de António Inácio Marques da Costa, as grutas voltam a revelar novos motivos de interesse histórico e arqueológico.
Destinado a inumação colectiva, o monumento é composto por quatro grutas artificiais, escavadas no calcário brando da Arrábida, e utilizadas como necrópole entre o Neolítico final e o Bronze Inicial.
Arquitectonicamente, as grutas ou hipogeus apresentam topo aplanado, câmara subcircular dotada de abóbada com clarabóia superior central, antecâmara de planta ovalada e corredor estreito com sentido descendente para a entrada da câmara.
Durante cerca de 1 500 anos estas estruturas serviram de local de enterramento e de rituais funerários a uma população de pastores e agricultores que habitava os povoados circundantes. 
Do vasto e notável conjunto de mobiliário funerário exumado destacam-se as grandes lâminas (sílex), pontas de seta, machados e enxós (pedra polida), diversas cerâmicas lisas (taças de calote e esféricos), cerâmica campaniforme (Grupo Internacional; Grupo Inciso e Grupo Palmela), objectos de adorno, ídolos cilíndricos e os ídolos placa (placas de xisto decoradas), os recipientes em calcário e com especial referência, as taças campaniformes e pontas de cobre “tipo Palmela”, identificadas pela primeira vez nestas grutas e que alcançaram uma extensa dispersão geográfica através de contactos comerciais com vários pontos do mundo mediterrânico.
O local está classificado como Monumento Nacional desde 1934 (Decreto-Lei de 5 de Abril de 1934).

Ler mais:
https://www.cm-palmela.pt/pages/1438
http://jpnovo.pt/2017/07/28/o-culto-da-morte-nas-grutas-artificiais-de-quinta-do-anjo/
http://turismo.cm-palmela.pt/patrimonio-cultural/grutas-artificiais-de-quinta-do-anjo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Grutas_da_Quinta_do_Anjo
https://amateriadotempo.blogspot.com/2014/09/as-grutas-artificiais-da-quinta-do-anjo.html

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Igreja da Misericórdia de Sardoal


Fundada em meados do século XVI, a Irmandade da Misericórdia do Sardoal foi instalada numa antiga ermida da vila, edificada na década de 1370 por ordem de D. Fernando. Em 1511 foram iniciadas obras de ampliação e remodelação da capela, que ficaram concluídas na segunda metade do século XVI. Em 1552 a Misericórdia contratava dois mestres pedreiros de Coimbra para terminarem as obras do templo, edificando o portal principal e a sua escadaria, bem como o arco da capela-mor. A bula papal de confirmação da irmandade seria promulgada pelo papa Inocêncio IV em 1554. No século XVIII o interior da igreja foi remodelado, tendo sido executado o retábulo-mor em talha dourada, e os painéis de azulejos que revestem as paredes da nave e do arco da capela-mor. A igreja seria restaurada em 1931, como atesta inscrição no painel de azulejos.
O templo apresenta planta longitudinal, composta por dois volumes de secção rectangular, correspondentes à nave e capela-mor. A fachada principal, rematada em empena, possui ao centro portal de estrutura retabular, de influência chanterenesca, ao qual se acede por escadaria. Com arco de volta perfeita, é ladeado por pilastras decoradas com relevos de motivos grotescos e capitéis compósitos. Sobre o entablamento foi colocada edícula com imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, encimada por medalhão da irmandade, sendo este ladeado por dois óculos. Do lado esquerdo foi adossado corpo de três registos, rematado por sineira. Na fachada lateral foi rasgado um portal em arco de volta perfeita. 
Interiormente a planta do templo é de nave única, com cobertura de madeira e decorada por lambril de azulejos de albarradas. Ao fundo foi construído o coro-alto, em madeira, e do lado do Evangelho a tribuna, também em madeira, assente sobre cachorrada de cantaria. O púlpito, em forma de cálice, foi colocado do lado da Epístola, junto da entrada para a capela-mor. O arco triunfal, de volta perfeita, é decorado por relevos de motivos grotescos, semelhantes aos do portal principal, tanto nas aduelas como nas pilastras e capitéis onde assenta. A capela-mor é totalmente revestida por painés de azulejos, tendo uma porta, de acesso à sacristia e aos anexos da Santa Casa da Misericórdia, e arco em trompe l'oeil , tendo ao centro retábulo joanino em talha dourada. A cobertura, à semelhança da nave, é de madeira.
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1970.

Fonte: Catarina Oliveira (IPPAR, 2004)
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74826

Ler mais:
http://www.sardoalmemoria.net/home/patrimonio-cultural/igreja-da-misericordia
http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3389
https://turismo.mediotejo.pt/index.php/visitar/fe/igrejas-e-capelas/igreja-da-misericordia-de-sardoal

Coreto de Freamunde

Numa terra de tradições culturais e com uma banda de música de grande qualidade e prestígio,haveria que criar um espaço físico para poder oferecer à população belos concertos.Foi o Clube Recreativo de Freamunde (fundado em 1926) que assumiu a iniciativa.
A acta da Junta de Freguesia de 26 de Maio de 1935 diz que a referida junta decidiu "assumir a responsabilidade da sua construção,contando que o Estado concorra com o subsidio de 1.500$00, a Câmara Municipal de 2.000$00, ficando o restante a cargo desta junta". Em 22 de Setembro de 1940, o orçamento da junta consignava a verba de 596$68 para a conclusão do referido coreto.
Foi a partir do exemplar existente no Jardim de Arca d´Água, no Porto, que foi feito o projecto e a construção feita em duas fases. Inicialmente fez-se a parte de baixo e esperou-se por a aquisição da verba necessária para a sua conclusão.Ergueram-se, então, à sua volta umas palhotas onde se serviam bebidas e café e os fundos necessários foram-se assim armazenando... A população colaborou com a Junta de Freguesia.
A construção esteve a cargo de um empreiteiro de Negrelos, de seu nome Garcia.
Mais tarde,em torno do coreto,criou-se o Bar dos Bombeiros Voluntários de Freamunde, com vista à angariação de fundos para a associação humanitária. Retomou-se a tradição do serviço de cafés e bebidas com vista à aquisição de verbas.
O coreto,há já muito tempo que se tornou pequeno para albergar a banda de Freamunde,dada a amplitude que atingiu.
"Freamunde - Apontamentos para uma monografia"

Fonte: http://freamundense.blogspot.com/2007/08/o-coreto.html

Forte Jesus de Mombaça